INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de mortalidade no mundo, sua decorrência está atrelada ao modo de vida, como fatores genéticos e doenças adjacentes. Apesar de inúmeros tratamentos voltados para minimizar os danos no coração as cirurgias cardíacas muitas vezes são necessárias. Dentro deste contexto, a fisioterapia tem sido cada vez mais requisitada no pós-operatório de cirurgias cardíacas, com o propósito de minimizar e prevenir complicações pulmonares, além prevenir atrofias e complicações musculares provenientes do período de internação em leitos de UTI. OBJETIVO: Analisar a importância da fisioterapia respiratória e motora no pós-operatório de cirurgias cardíacas. METODOLOGIA: Esta pesquisa consistiu em uma revisão de literatura, conduzida nas bases de dados da BVS e Scielo. Os seguintes descritores em Ciência da Saúde foram utilizados combinados com o operador AND: “fisioterapia” “pós-operatório” e “cirurgias cardíacas”. Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: estudos publicados nos últimos dez anos, publicações originais, e sem restrição de idioma. Após a leitura, apenas dois artigos foram considerados pertinentes à temática proposta, sendo na BVS e Scielo. RESULTADOS: As cirurgias cardíacas podem gerar inúmeras complicações, dentre elas, o imobilismo no qual é de grande impacto na morbidade, além de complicações respiratórias em que contribuem para o aumento da mortalidade. Estudos comprovam que as intervenções fisioterapêuticas voltadas para a mobilização precoce em indivíduos em pós-operatório de cirurgias cardíaca, ajudam na melhora da função respiratória, na redução da perda de massa muscular, menor tempo em unidade de terapia intensiva e redução de permanência hospitalar. Outros estudos relatam que a redução da sedação, cinesioterapia diária e fisioterapia respiratória associando também com a utilização de recursos terapêuticos, como RPPI, IR, e até mesmo orientações nos primeiros dias de pós-operatório, se seguras e bem toleradas pelos pacientes, ajudam melhorando os resultados funcionais, prevenindo complicações pulmonares como atelectasias, bem como a manutenção das funções pulmonares prévias e ajudando na alta hospitalar. CONCLUSÃO: Portanto, observou-se que as cirurgias cárdicas possuem grande ocorrência de complicações pulmonares no pós-operatório, além de imobilismos causando déficit musculares. Dessa forma a fisioterapia mostrou-se parte fundamental no tratamento contribuindo significativamente para um melhor prognóstico desses pacientes, além de contribuir para menor tempo de internação em leitos de UTI.
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