A guia canina desempenha um papel crucial no direcionamento das forças mastigatórias, evitando sobrecarga nos dentes durante os movimentos de lateralidade; sua ausência pode acarretar sensibilidade dentária, desgaste prematuro dos dentes adjacentes e DTM. Este relato de caso descreve o restabelecimento da guia canina de uma paciente jovem, que apresentava dores articulares associadas à DTM e diastema entre os incisivos centrais superiores que a incomodava. Foi realizado um estudo oclusal completo, incluindo a montagem dos modelos em um articulador semi-ajustável em MIH. O diagnóstico indicou toques prematuros e interferências oclusais no lado de trabalho e balanceio, mostrando a necessidade de reabilitação das guias caninas. Além disso, a ausência de contatos corretos no movimento de protrusão motivou a reabilitação dos incisivos centrais superiores e dos quatro incisivos inferiores, visando corrigir a função protrusiva e melhorar a estética. Por esta razão, foi primordial aumentar a borda incisal dos incisivos inferiores para possibilitar o fechamento do diastema. Para confeccionar as guias caninas em resina composta, utilizou-se moldagem com silicone de adição para maior precisão e isolamento relativo, permitindo ajustes oclusais em tempo real. Além disso, ajustes com tiras de poliéster garantiram adaptação e estética. Os dentes anteriores foram restaurados seguindo a mesma premissa, guia de silicone. Após a conclusão do tratamento, a paciente relatou ausência das dores articulares e satisfação com o resultado estético alcançado. Conclui-se que o correto ajuste da guia canina possibilita uma reabilitação estética e funcional, fundamentais para a saúde oclusal, aliviando sintomas de DTM e prevenindo danos aos dentes e estruturas periodontais.