COMÉRCIO EXTERIOR DO SETOR INDUSTRIAL POR INTENSIDADE TECNOLÓGICA EM SANTA CATARINA: UMA ANÁLISE DO PERÍODO ENTRE 2000 E 2020

  • Autor
  • Silvio Antonio Ferraz Cario
  • Co-autores
  • Wallace Marcelino Pereira , Lucas Corrêa
  • Resumo
  • O objetivo desse estudo foi analisar o comércio exterior por intensidade tecnológica de Santa Catarina no período de 2000 a 2020, com o intuito de contribuir no debate acerca da dimensão regional da competitividade e ressaltar a importância da indústria na economia estadual. O foco da análise primou pelas (i) exportações e (ii) importações catarinenses por intensidade tecnológica visando demonstrar o nível de agregação de valor dos produtos fabricados para mercado externo, bem como adquiridos externamente do país. Além disso, considerou o (iii) produto interno bruto (PIB); (iv) valor bruto da produção (VBPI); (v) valor da transformação industrial (VTI); (vi) número de estabelecimentos; (vii) emprego; (viii) densidade produtiva (VTI/VBPI); e (ix) coeficiente de penetração das importações (CPM). Observou-se que as exportações catarinenses foram constituídas pelo setor industrial de menor sofisticação tecnológica, em particular nos setores de média-baixa intensidade tecnológica (alimentos e produtos da madeira). As importações demandadas foram caracterizadas por uma maior sofisticação tecnológica, nas categorias de média-alta e alta intensidade tecnológica (químicos, máquinas e equipamentos, informática e eletrônicos e equipamentos elétricos). Registrou-se, nesse período, significativa deterioração das contas externas catarinenses. As categorias de intensidade tecnológica que apresentaram os maiores déficits foram as de maior conteúdo tecnológico – média, média-alta e alta. A única que apresentou superávit foi o de menor conteúdo tecnológico – média-baixa. Os déficits crescentes apontados evidenciaram a dependência de produtos de maior conteúdo tecnológico produzidos no exterior. Tal fato aponta pela existência de restrição externa ao crescimento, diante do requerimento de gerar divisas internacionais para possibilitar importações necessárias.

  • Palavras-chave
  • comércio exterior; intensidade tecnológica; indústria; Santa Catarina
  • Área Temática
  • 5. Economia industrial, da ciência, tecnologia e inovação
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  • 1. Desenvolvimento e sustentabilidade sócio ambiental
  • 2. Gestão e economia do setor público
  • 3. Demografia, espaço e mercado de trabalho
  • 4. História econômica e social
  • 5. Economia industrial, da ciência, tecnologia e inovação
  • 6. Desenvolvimento social, economia solidária e políticas públicas
  • 7. Desenvolvimento regional e urbano
  • 8. Desenvolvimento rural e agricultura familiar
  • 9. Economia e política internacional
  • 10. Temas especiais

Comissão Organizadora

APEC
Fábio Farias de Moraes
Rossandra Oliveira Maciel
Tatiane Aparecida Viega Vargas
Liara Darabas Ronçani
Bruno Thiago Tomio

Comissão Científica

• Área 1: Desenvolvimento e sustentabilidade socioambiental - Karla Regina Mendes Cassiano (UFRGS); Simone Caroline Piontkewicz (FURB)
• Área 2: Gestão e economia do setor público - Wagner D'Avila (FURB); Marco Antonio Jorge (UFS)
• Área 3: Demografia, espaço e mercado de trabalho - Hellen Alves Sá (UFPR); Max Richard Coelho (UNESC)
• Área 4: História Econômica e Social - Liara Darabas Ronçani (UFRGS); Marcos Juvêncio de Moraes (SEDSC)
• Área 5: Economia Industrial, da Ciência, Tecnologia e Inovação - Marieli Vieira (UFRGS); Tatiane Lasta (UNIDAVI)
• Área 6: Desenvolvimento Social, Economia Solidária e Políticas Públicas - Rossandra Maciel de Bitencourt (UNINTER); Andrei Stock (UNIDAVI)
• Área 7: Desenvolvimento Regional e Urbano - Ana Paula Klaumann (UFRGS); Cassia Heloisa Ternus (UNOCHAPECÓ)
• Área 8: Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar - Marcia Fuchter (UNIDAVI); Daniele Cristina de Souza (UFTM)
• Área 9: Economia e Política Internacional - Ludmila Culpi (UFABC); Germano Gehrke (FURB)
• Área 10: Temas especiais - Glaucia Grellmann (UNIVALI); Diego Vargas (FURB)