PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MENINGITE BACTERIANA NO ESTADO DO PARÁ

  • Autor
  • Pedro Henrique Rodrigues Ferreira
  • Co-autores
  • Fernando Freitas da Silva Pinto , Davi Felipe Nóbrega Silva , Lucas Alexandre Ferreira de Sousa , Marcus Paulo Oliveira Lopes , João Lucas Lalor Tavares , Pedro Silva Lima , Francimeiry de Nazaré Maués Rodrigues , Daynara Sarges Ferreira
  • Resumo
  •  

    Introdução: A Meningite Bacteriana é uma infecção que causa um processo inflamatório e apresenta uma maior letalidade em relação aos outros agentes etiológicos que causam meningites. No Brasil, a meningite possui significativa incidência e mortalidade, caracterizando uma preocupação de saúde pública (Silva et al. 2021). A meningite de etiologia bacteriana também apresenta maior frequência na formação de sequelas como: lesões de nervos cranianos, retardo mental e epilepsia (Junior et al. 2020). Apesar de sua alta taxa de mortalidade, muitos agentes etiológicos bacterianos podem ser prevenidos por meio de vacinação, o SUS oferece a imunização através da Pneumocócica 10-valente aplicada aos 2 e 4 meses e com doses de reforço aos 12 meses, além da oferta da Meningocócica C aplicada aos 3 e 5 meses e com dose de reforço aos 12 meses (MS).  Objetivo: Produzir uma análise dos dados coletados em uma pesquisa epidemiológica, ressaltando a prevalência de notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação(SINAN);de Meningite bacteriana no Pará. Metodologia: A presente pesquisa é um estudo descritivo e transversal, na qual foi utilizado dados presentes no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), levando em consideração casos de meningite notificadas no período de 2019 a 2023, analisando as variáveis de faixa etária, sexo, raça, distribuição espacial e evolução da doença. Resultados: No período estudado foram encontrados 681 casos de meningite bacteriana no Pará, sendo que, aproximadamente, 40,82% das notificações se apresentaram nos dois últimos anos. A faixa etária que apresentou maior incidência de casos foi a da população entre 20 e 39 anos (34,21%, 233/681), seguida pela faixa etária entre 49 e 59 anos (21,15%, 144/681). Os indivíduos do sexo masculino foram os mais afetados (59,32%, 404/681). No que tange à variável de raça, os mais acometidos foram os indivíduos pardos (89,43%, 609/681). Conforme a distribuição dos casos no estado do Pará por município de residência, os três municípios mais afetados foram Belém (44,64%, 304/681), Ananindeua (8,22%, 56/681) e Castanhal (4,85%, 33/681).  Com relação a evolução dos quadros de meningite bacteriana, 101 pessoas (14,83%) vieram a óbito devido a essa patologia. Conclusão: Traçar a epidemiologia dos casos de meningite no Pará é crucial para identificar padrões, áreas de maior incidência e grupos mais afetados, auxiliando na implementação de medidas preventivas específicas, direcionadas e melhoria na infraestrutura de saúde para diagnóstico e tratamento precoces da doença.

     

  • Palavras-chave
  • Meningite, Bacteriana, Epidemiologia, Infecção, Pará.
  • Área Temática
  • Epidemias Globais
Voltar

É com grande satisfação que apresentamos os Anais do XX Congresso Médico Amazônico, um compêndio que reúne os principais trabalhos e pesquisas apresentados durante o evento. Realizado de 16 a 18 de agosto de 2024, este congresso foi um marco na discussão sobre "Sustentabilidade e Saúde na Amazônia: Desafios e Oportunidades para a Cop 30".

Os Anais refletem a diversidade e a profundidade dos temas abordados, incluindo estudos inovadores, experiências práticas e debates teóricos que englobam as áreas de saúde, sustentabilidade e o impacto das mudanças climáticas na região amazônica. Esta coletânea é uma fonte valiosa de conhecimento para profissionais, acadêmicos, estudantes e todos os interessados na interseção entre saúde e meio ambiente.

Esperamos que esta publicação inspire novas pesquisas, promova a troca de conhecimentos e fortaleça o compromisso com a preservação da Amazônia e a saúde de suas populações. Agradecemos a todos os autores e participantes que contribuíram para o sucesso do Congresso e para a construção deste importante registro científico.

Boa leitura!

A Comissão Científica

  • Telemedicina
  • Direito Médico
  • Medicina do Esporte
  • Políticas Públicas em Saúde
  • Gestão e Sustentabilidade em Saúde
  • Epidemias Globais
  • Inovações Tecnológicas em Saúde
  • Evolução dos Fármacos
  • Educação Financeira
  • Cooperativismo

Comissão Organizadora

Dr. José Rufino Costa dos Santos - Presidente

Dr. Habib Fraiha Neto - Predidente de Honra

 

Dr. Pedro Celeste Noleto e Silva

Dr. Francisco Eratóstenes da Silva

Dr. Heryvelton Lima de Freittas

Dra. Brenda Faccio dos Santos

Dr. Otávio Guilhon

Dra. Ana Claudia Santana

Dr. Juciland de Sena Gama

Dr. José Mariano de Melo Cavaleiro de Macedo

Dr. José Roberto

Dra. Valéria Barbosa Pontes

 

Comissão Científica

Tereza Cristina de Brito Azevedo

Lauro José Barata de Lima

Dirceu Cavalcanti Rigoni

Luiz Felipe Santiago Bittencourt

Marianne Rodrigues Fernandes

Vilma Francisca Hutim Gondim de Souza

Eric Homero Albuquerque Paschoal

 

Comissão Avaliadora

David José Oliveira Tozetto 

Diana Albuquerque Sato

Dirceu Cavalcanti Rigoni

Eric Homero Albuquerque Paschoal

Janari da Silva Pedroso

Juliana de Araújo Borges Ferreira

Lauro José Barata de Lima

Luiz Felipe Santiago Bittencourt

Maria de Fátima Guimarães Couceiro

Marianne Rodrigues Fernandes

Tereza Cristina de Brito Azevedo

Vilma Francisca Hutim Gondim de Souza