A oficina propõe uma experiência artística e reflexiva baseada no conceito de escrevivência, de Conceição Evaristo, e na oralidade como forma de construção e transmissão de conhecimento, conforme discutido por Ailton Krenak. Enquanto a escrevivência une escrita e vivência, revelando narrativas marcadas pela experiência negra, a oralidade, fundamental para os povos indígenas, preserva memórias e saberes coletivos por meio da fala e da escuta.
Assim, a atividade dialoga com a ideia de repensar as narrativas já estabelecidas pelo modelo eurocêntrico e dar visibilidade ao destacar a importância e a legitimidade das histórias, vivências e memórias construídas pelo povo negro e pelo povo indígena. Nesse sentido, tendo a colagem como principal ferramenta expressiva, os/as participantes serão convidados/as a traduzir visualmente suas memórias, pertencimentos e histórias, conectando-se com suas ancestralidades e identidades.
Facilitadora: Isadora da Silva
Número de vagas: 20
04/11, 14h às 15h45, Sala Pitanga