Esta é uma oficina afrocentrada, formativa e poética que entrelaça arte, memória e oralidade, valorizando as conexões entre Brasil e África por meio da contação de história e na prática do crochê em fio de malha. A atividade convida a escutar a história de vó Mandiga, uma mulher negra que compartilha com sua neta Nya a sabedoria de tecer, dos fios, das memórias e dos Agudás, um grupo de africanos e brasileiros libertos que retornaram ao continente africano, levando consigo saberes afro-brasileiros.
A proposta nasce inspirada na história dos Agudás, como ficaram conhecidos os brasileiros descendentes de africanos que, após terem sido escravizados no Brasil, retornaram ao continente africano no século XIX, especialmente para o Reino de Daomé, se estabelecendo em regiões como Ouidah, Porto Novo e Cotonou, cidades localizadas no atual Benin. Essa história potente é o ponto que norteia a oficina manual de crochê em fio de malha e articula esse retorno simbólico à produção artesanal e afetiva de flores de crochê como registros de memória.
Facilitadora: Juliana Nascimento da Silva
Número de vagas: 15 (jovens e adultos)
08/11, 16h às 17h45, Sala Pitanga