Postado em 24/10/2025
Texto por Larissa Xavier e Ruth Thayanne Fernandes, da UFS
Na segunda-feira (20), a primeira noite do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública contou com atração musical, palestra e entrega de premiações. No auditório da didática 7 da Universidade Federal de Sergipe, dezenas de profissionais, pesquisadores e estudantes se reuniram para a abertura oficial da terceira edição do evento.
O início da programação noturna, contou com apresentação da Orquestra Sinfônica da UFS (Osufs), seguida das falas das autoridades locais. Estiveram na mesa, o presidente da ABCPública, Jorge Duarte, o professor e coordenador do Programa de Pós Graduação em Comunicação e membro da comissão organizadora local, Josenildo Guerra, a deputada estadual, Linda Brasil, o reitor da UFS, André Maurício, a superintendente de comunicação da UFS, Maíra Bittencourt e a vencedora do prêmio Beth Brandão de Comunicação Pública, Maria Helena Weber.
Em seguida, foram entregues os prêmios Beth Brandão de Comunicação Pública e o prêmio Neuza Meller de Radiodifusão Universitária. No primeiro, a vencedora foi a professora aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Maria Helena Weber, referência nacional na interface de Comunicação Pública e Política.
A primeira colocada foi a professora e pesquisadora da UnB, Valéria Mendonça, com a produção coletiva do documentário “Direito Indígena à Cidade”, para a UnBTV. Em segundo lugar, ficou Verônica Cristo com o programa “Universo das Emissoras Públicas”, da Rádio USP, e, em terceiro, Luiza Ester com o documentário “Raízes do Mangue”, da TV Unifor.
Para a premiada, foi um privilégio receber essa homenagem e comentou como o congresso gera um debate essencial que envolve também a democracia. “Eu entendo a comunicação pública como tradutora da qualidade da democracia. Então, se estudarmos essa comunicação, podemos aprender de que democracia estamos falando. Estou muito honrada por receber esse prêmio, como professora e pesquisadora”, destacou.
Já uma das apoiadoras do evento, a deputada sergipana Linda Brasil, destacou a importância do tema proposto para essa edição. “Fico muito feliz em participar desse evento tão importante, principalmente abordando a questão da emergência climática e o direito à informação. A população brasileira e de Sergipe precisa ter acesso a uma comunicação que seja voltada para a transformação social e é isso que a gente pensa e atua politicamente”, enfatizou.
Para Jorge Duarte, diretor da ABC Pública, fazer a Comunicação Pública é um trabalho dinâmico, sobretudo, ao envolver a sociedade civil. “ A comunidade tem a sua cultura própria, seus laços, seus diálogos, suas necessidades. A comunicação comunitária é relevante porque a gente fala para as pessoas nas suas próprias condições. E essa é a tentativa que a gente faz na ABC Pública, não é um debate puramente institucional e acadêmico, e sim, pragmático, ‘como a gente faz a para melhorar a comunicação com a sociedade?’, principalmente a comunicação do Estado, a comunicação das instituições públicas que têm que dar respostas às mudanças climáticas e uma série de mudanças que a sociedade enfrenta”, destaca.
E para finalizar o primeiro dia, a palestra “Comunicação de riscos na emergência climática: da informação ao engajamento social”, ministrada por Cilene Victor e mediação de Jorge Duarte, abordou o papel visceral da comunicação em casos de desastres naturais e a necessidade de um enfoque específico para que seja o mais respeitoso possível para os envolvidos, levando informação, preparando as pessoas e pautando as mobilizações sociais e políticas públicas.
Com uma programação recheada de oficinas, minicursos e grupos de trabalho, o III Congresso de Comunicação Pública será realizado até a quarta-feira (22) e terá sua finalização com a leitura da Carta Aracaju, produzida pelos comunicadores associados e que sintetiza os anseios, pautas e discussões do encontro.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh, Hotel Celi Connect e Fames (Federação dos Municípios do Estado de Sergipe).
Postado em 24/10/2025
Por Leticia Amarante, da UFS
O último dia do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, encerrou as discussões sobre o tema, com a mesa ‘Comunicação Pública e Desinformação: Desafios na Era das Mudanças Climáticas’, que contou com a presença de representantes governamentais, comunitários e da academia.
O assessor de imprensa do governo do Rio Grande do Sul, Carlos Moreira e a jornalista do coletivo Intervozes, Nataly Queiroz se juntaram à liderança de terreiro, Yalorixá Mãe Bia de Yemanjá para discutir casos de desastres climáticos e o papel da cobertura jornalística ambiental. Com dois representantes do Estado atingidos por alagamentos históricos em 2024, o debate mostrou lados opostos da tragédia ambiental.
Trazendo uma diversidade de vozes, debateram as dificuldades e os obstáculos que perpassam a comunicação pública e o jornalismo ambiental.
A necessidade do combate à desinformação foi abordada de diferentes maneiras pelos palestrantes. A pesquisadora Nataly de Queiroz trouxe uma análise crítica da qualidade da produção jornalística vigente e as falhas cometidas para fortalecer a luta ambiental e a mobilização do público.
A falta de fontes e perspectivas diversas, além da ausência de articulação da cobertura com pesquisas e legislações ambientais foram abordados por Nataly. “Uma cobertura descontextualizada, muito factual, que só traz um caso, mas que não aprofunda, pode agravar um processo de desinformação ou de não compreensão sobre o que é aquela crise climática, sobre os impactos que ela tem”, declarou.
O III ComPúlica teve como tema principal a “Emergência Climática e Direito à Informação”.
Falta de regulação e linguagem acessível
A pesquisadora também destacou uma preocupação com a falta de regulação das redes sociais, as quais desempenham papel central na divulgação de notícias falsas, e a necessidade regulação mais efetiva. O assessor de imprensa do governo do Rio Grande do Sul, Carlos Moreira, também destacou o efeito das notícias falsas que demandaram a criação de uma estrutura dedicada especialmente ao combate de informações falsas durante as enchentes que aconteceram no estado em maio de 2024.
Já Mãe Bia de Yemanjá trouxe reflexões sobre como e para quem a comunicação está sendo pensada e destinada. Líder de um terreiro afetado pelas enchentes do ano passado, ela critica a comunicação engessada das autoridades durante desastres ambientais, além de reivindicar uma linguagem acessível que proporcione o real entendimento da gravidade dos acontecimentos. E apontou a realização de debates e eventos como a III ComPública como um dos caminhos para melhorar o diálogo com a população.
A participação de Mãe Bia de Yemanjá foi um dos destaques para a mesa que abordou os efeitos da emergência climática. A Yalorixá ressaltou a necessidade de ter as comunidades no centro das discussões, uma vez que são os povos tradicionais os mais afetados, e elogiou a percepção do evento.
“Penso que aí já tem mudança, um olhar diferenciado, porque quando traz uma liderança comunitária para dialogar junto, se muda o pensamento e a oportunidade de tomar outras decisões, outros caminhos”, disse. Ela se tornou a primeira liderança de comunidades tradicionais a participar do ComPública.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh, Hotel Celi Connect e Fames (Federação dos Municípios do Estado de Sergipe).
Postado em 24/10/2025
Por Maria Eduarda Rocha, da UFS
O segundo dia do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública) foi dedicado à apresentação de trabalhos científicos, ao lançamento de oito livros alinhados à missão e ao propósito da ABCPública e ao show do cantor Pedro Lua, que encerrou o dia com um toque de arte, cultura e sergipanidade.
A solenidade aconteceu na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no campus de São Cristóvão, e reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais de diferentes regiões do país.
Entre mesas redondas e apresentações, os Grupos de Trabalho (GTs) criaram um espaço de conexão e troca de ideias. As apresentações científicas reuniram estudos sobre governo digital, inteligência artificial, cidadania, educação e meio ambiente.
Os trabalhos abordaram desde práticas comunicacionais em contextos de crise até experiências de participação social, evidenciando a diversidade de perspectivas que fortalecem o campo.
Segundo a professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do Curso de Relações Públicas da Universidade Federal de Alagoas, Laura Pimenta, o debate vai além de conceitos e práticas: trata-se de garantir que a comunicação dos órgãos públicos seja transparente, coletiva e orientada pelo interesse geral.
“Estamos sempre discutindo e refinando o conceito de comunicação pública, entendendo seus limites e diferenças em relação à comunicação governamental. Nosso objetivo é mostrar que a comunicação dos órgãos públicos precisa ir além do personalismo e estar sempre a serviço do interesse público. É isso que buscamos lançar luz com nosso trabalho”, explicou.
A doutoranda da Universidade Federal de Santa Maria, Gabriela Melo, destacou a importância das estratégias digitais no fortalecimento da relação entre Estado, universidade e sociedade. Para ela, a pesquisa na área é essencial para ampliar a participação social e tornar visíveis os trabalhos desenvolvidos pelas instituições de ensino, mesmo diante de desafios como a desinformação.
“Meu estudo é sobre comunicação política, mas também acabamos abordando a defesa das universidades, que hoje não podemos separar. Acredito que é muito importante trazer esse debate para refletir sobre como promover a participação social e publicizar o trabalho desenvolvido nas universidades, enfrentando tantos obstáculos de desinformação. Vimos isso claramente durante a pandemia. Por isso, essas estratégias digitais precisam ser repensadas e reformuladas para garantir, ao menos, um mínimo de participação”, pontuou.
Após as apresentações, o público participou do lançamento de oito livros organizados por membros da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e por pesquisadores convidados. As obras abordam diferentes dimensões da comunicação pública e o papel do Estado e da sociedade na garantia do direito à informação. O momento também marcou a reabertura da Livraria da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que voltou a funcionar no campus de São Cristóvão e foi palco de celebração entre autores, leitores e participantes do congresso.
Integração de cultura na UFS
A superintendente de comunicação da UFS e integrante da organização do evento, Maíra Bittencourt, destacou que o lançamento das publicações e a reabertura da livraria foram pensados como parte de uma mesma celebração, integrando cultura, leitura e comunicação em um só momento.
“A gente aproveitou o evento, que já teria o lançamento de livros, e casava bem com a data que estávamos planejando a inauguração. Aproveitamos o momento para trazer o público da comunicação, jornalistas e comunicadores, que também podem dar visibilidade a esses produtos e à ação como um todo, de reinauguração da livraria e incentivo à cultura”, explicou.
Para Maíra, a proposta vai além de apresentar obras: é uma forma de incentivar o hábito da leitura e valorizar a produção acadêmica dentro da universidade. “A gente entende que a comunicação, a arte e a cultura têm tudo a ver, e esse momento se torna ainda mais especial pelo evento que está acontecendo. É uma mensagem de incentivo à leitura e à produção bibliográfica, num tempo em que tudo é tão rápido nas redes sociais, precisamos fomentar a leitura aprofundada, a pesquisa e o conhecimento. A universidade tem esse papel, e os comunicadores também são agentes dessa transformação “, relatou.
Com o encerramento das apresentações e o lançamento das publicações, o clima acadêmico deu espaço à arte. O cantor e compositor Pedro Lua encerrou a programação da terça-feira (21) com um show que destacou com intensidade a essência sergipana.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh, Hotel Celi Connect e Fames (Federação dos Municípios do Estado de Sergipe).
Postado em 17/10/2025
Há um mês da COP, jornalistas debatem mudanças climáticas e acesso à informação
Em novembro, o mundo todo voltará os olhos para Belém, no Pará, durante a realização da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), mas, em outubro, as mudanças climáticas estarão em pauta entre jornalistas e comunicadores públicos, em Sergipe.A terceira edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, realizado pela ABC Pública, acontece de 20 a 22 de outubro em São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju. Pertinente, o congresso tem como tema a “Emergência Climática e Direito à Informação”.
Durante os três dias, profissionais da comunicação de todo o país vão debater sobre como noticiar alertas climáticos, adotar estratégias de comunicação em tempos de crise e principalmente, sobre acesso à informação da sociedade.
Programação rica
A programação o III ComPública, inclui assuntos e instruções extremamente relevantes para comunicadores brasileiros, principalmente em tempos de mudanças climáticas. Sendo uma oportunidade para elevar o debate e a participação da imprensa em momentos de crise.
A pós-doutora em Comunicação pela Université du Québec à Trois-Rivières, no Canadá, Michele Becker vai ministrar um minicurso sobre ‘Como comunicar riscos e promover ações em meio a alertas climáticos’.
Já Armando Medeiros, Mestre em Ciências da Comunicação pela USP, vai promover momentos de troca de conhecimento sobre ‘Comunicação de Crise’, enquanto Daniele Campos, Especialista em Comunicación y Gestión Política pela Universidad Complutense de Madrid, vai abordar a comunicação pública na crise climática.
Presidente da ABC Pública e doutor em comunicação, Jorge Duarte vai apresentar conceitos e técnicas para formular mensagens-chave claras, estratégicas e memoráveis que fortaleçam o valor público de ações e políticas de instituições públicas.
III ComPública
A terceira edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, contará com 20 horas de atividades que incluem conferência, mini cursos, oficina, mesas temáticas e apresentação de artigos científicos e premiações como o Prêmio Beth Brandão e Neuza Meller, reforçando sua relevância institucional.
As atividades começam às 13h do dia 20 de outubro e se estendem até às 20h do dia 22 de outubro. Durante os três dias, profissionais e estudantes vão debater sobre ‘Emergência Climática e Direito à Informação’.
As inscrições seguem abertas até o dia 15 de outubro e já estão no terceiro lote. Para se inscrever basta acessar o site https://doity.com.br/iii-compublica , onde também é possível conferir a programação completa.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh, Hotel Celi Connect e Fames (Federação dos Municípios do Estado de Sergipe).
Postado em 15/10/2025
Assim como a ABCPública, você também acredita no poder da comunicação pública como ferramenta essencial para o exercício da cidadania? Então, #VemPraABCPública! Antes e durante o III Congresso Brasileiro de Comunicação (ComPública) tem desconto especial.
De 15 a 22 de outubro, a ABCPública vai conceder desconto de 15% para inscritos que queiram se tornar associados ou renovar a anuidade.
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A terceira edição do Congresso Nacional de Comunicação Pública acontece de 20 a 22 de outubro, em Sergipe e aborda tema atual e urgente: ‘Emergência climática e direito à informação’. Saiba mais sobre o congresso e venha participar desse debate conosco, se inscreva https://doity.com.br/iii-compublica
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III ComPública
A terceira edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, contará com 20 horas de atividades que incluem conferência, minicursos, oficina, mesas temáticas e apresentação de artigos científicos e premiações como o Prêmio Beth Brandão e Neuza Meller, reforçando sua relevância institucional.
As atividades começam às 13h do dia 20 de outubro e se estendem até às 20h do dia 22 de outubro. Durante os três dias, profissionais e estudantes vão debater sobre ‘Emergência Climática e Direito à Informação’.
As inscrições seguem abertas até o dia 17 de outubro e já estão no terceiro lote. Para se inscrever basta acessar o site https://doity.com.br/iii-compublica, onde também é possível conferir a programação completa.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh e Hotel Celi Connect.
Postado em 15/10/2025
Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)Por Alice Mendonça e Maria Eduarda Rocha, acadêmicas de jornalismo da UFS
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) será sede do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, um dos maiores eventos de comunicação pública do Brasil. O encontro acontece nos dias 20, 21 e 22 de outubro, no campus de São Cristóvão (Cidade Universitária Professor José Aloísio de Campos), reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais da área para debater os desafios e perspectivas da comunicação pública no país.
Realizado pela ABCPública, o encontro conta com a parceria do Departamento de Comunicação Social (DCOS) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social (PPGCOM) da UFS.
Para a vice-presidente de Relações Acadêmicas da associação, Ana Paula Lucena, a articulação de parcerias é fundamental para o sucesso do evento. “Isso é muito importante, porque significa que acreditam no Congresso Brasileiro de Comunicação Pública como um espaço para fortalecer essa causa. Os parceiros nos ajudam a integrar comunicadores públicos de todo o Brasil, trocar conhecimentos e compartilhar práticas inspiradoras”, destaca.
Com o tema “Emergência climática e o direito à informação”, o congresso propõe reflexões sobre o papel da comunicação pública diante dos desafios ambientais e da garantia de acesso à informação de qualidade. Segundo Ana Paula, a expectativa é que o encontro incentive uma atuação mais crítica e comprometida dos profissionais. “Esperamos que o III ComPública inspire os participantes a pensarem numa prática mais comprometida com o cidadão e o meio ambiente. Será uma oportunidade única de conhecer e trocar experiências com comunicadores de todo o Brasil”, afirma.
A programação inclui conferências, mesas temáticas, oficinas, seis minicursos, apresentações de trabalhos acadêmicos e relatos de boas práticas em comunicação pública, promovendo a integração entre teoria e prática. A abertura também será marcada pela entrega dos Prêmios Neuza Meller e Beth Brandão. Nesta edição, a professora e pesquisadora Maria Helena Weber será homenageada pelo conjunto de sua contribuição ao campo da comunicação pública.
De acordo com a organização, a expectativa é reunir cerca de 300 participantes, entre comunicadores de órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal, pesquisadores, ativistas e estudantes.
A escolha da UFS como sede é vista como um passo importante para a descentralização dos debates. Ana Paula Lucena explica que a instituição foi selecionada pela sua relevância acadêmica, social e regional, além da sintonia com os temas propostos. “Ao trazer o congresso para Sergipe, aproximamos ainda mais a universidade da sociedade, reforçando nosso compromisso de debater práticas que favoreçam a transparência, o acesso à informação e a participação social”, avalia.
Para o professor de Jornalismo da UFS e coordenador do evento, Josenildo Guerra, receber o congresso na instituição representa a oportunidade de ampliar parcerias e diálogos acadêmicos. “A importância de sediar um evento como esse está na possibilidade de diálogo com a ABCPública, uma instituição de grande relevância no campo da comunicação. Isso pode abrir caminho para colaborações, prospecção de parcerias e intercâmbio de experiências acadêmicas e profissionais, tanto com a equipe da ABCPública quanto com os participantes do congresso”, afirma.
Ele ressalta ainda a contribuição do DCOS e do PPGCOM na organização. “Professores e estudantes têm desempenhado papel essencial nas diferentes frentes de trabalho, o que é fundamental para garantir o êxito do evento. A comunidade acadêmica pode esperar um ambiente rico em debates, com palestrantes qualificados e a realização dos Grupos de Trabalho (GTs), que discutirão boas práticas e questões centrais da área”, completa Josenildo.
III ComPública
A terceira edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, contará com 20 horas de atividades que incluem conferência, mini cursos, oficina, mesas temáticas e apresentação de artigos científicos e premiações como o Prêmio Beth Brandão e Neuza Meller, reforçando sua relevância institucional.
As atividades começam às 13h do dia 20 de outubro e se estendem até às 20h do dia 22 de outubro. Durante os três dias, profissionais e estudantes vão debater sobre ‘Emergência Climática e Direito à Informação’.
As inscrições seguem abertas até o dia 15 de outubro e já estão no terceiro lote. Para se inscrever basta acessar o site https://doity.com.br/iii-compublica, onde também é possível conferir a programação completa.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh e Hotel Celi Connect.
Postado em 15/10/2025
Por Larissa Xavier, acadêmica de jornalismo UFS
Existe algo de diferente durante os dias de um congresso. Entre palestras e corredores movimentados, estudantes, professores e pesquisadores de diferentes lugares, há ideias que se encontram não apenas para apresentar trabalhos, mas para viver um espaço de trocas. Nos olhares atentos e nas conversas entre uma atividade e outra, o conhecimento ganha novas formas, mostrando que a ciência se constrói também no movimento coletivo, onde cada descoberta se fortalece quando partilhada.
“Participar como voluntária me mostrou a importância do trabalho coletivo na construção desses eventos acadêmicos e reforçou a ideia de que estar presente nesses espaços é fundamental para crescer profissional e pessoalmente”. Este relato é da estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Lívia Mel, que atuou na cobertura do II Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, na área de redes sociais, que ocorreu em Natal, em 2023.
Alice Andrade, atualmente docente do curso de jornalismo da Universidade Federal de Sergipe, também participou da II ComPública em sua cidade natal. Segundo ela, “ a experiência de participar de um congresso amplia o olhar sobre a comunicação, na medida em que a gente percebe como ela está sempre em movimento, sempre atravessada por diferentes práticas, por contextos plurais”.
A professora também comenta que na III ComPública, que acontecerá na Universidade Federal de Sergipe, a expectativa é de que o evento se torne uma oportunidade importante para debater comunicação pública em relação às questões climáticas, contando com a presença de professores, colegas, referências da área e também com a troca de experiências profissionais em comunicação.
Durante três dias, palestras, mesas-redondas e apresentações de trabalhos deram o tom do encontro, que reuniu nomes consolidados e jovens iniciantes. Para Lívia, “ver pesquisadores, profissionais e estudantes discutindo temas tão atuais ampliou muito minha visão sobre como a comunicação pode ser ferramenta de transformação social”. A estudante destaca que o maior aprendizado veio na possibilidade de estar inserida nesse espaço de troca.
Além dos debates técnicos, os participantes destacaram a chance de trocar experiências nos corredores e intervalos. Marcelo Lima, jornalista e pesquisador, participou das duas últimas edições do congresso, inclusive comandando uma oficina com a colega Camila Farias, em 2023. De acordo com ele, o evento deu a possibilidade de novos debates sobre assuntos estudados por ele. “[Lá,] eu descobri que outras pessoas defendiam princípios que eu também defendo para comunicação na administração pública”, comenta.
Mais do que trabalhos apresentados, o último congresso deixou sementes de colaboração. E, como toda boa semente, elas carregam a promessa de florescer nos próximos anos, em pesquisas, parcerias e novos sonhos coletivos. Neste ano, a promessa de novas ideias e trocas no III ComPública é o caminho para que o conhecimento se torne mais sólido e relevante.
III ComPública
A terceira edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, contará com 20 horas de atividades que incluem conferência, mini cursos, oficina, mesas temáticas e apresentação de artigos científicos e premiações como o Prêmio Beth Brandão e Neuza Meller, reforçando sua relevância institucional.
As atividades começam às 13h do dia 20 de outubro e se estendem até às 20h do dia 22 de outubro. Durante os três dias, profissionais e estudantes vão debater sobre ‘Emergência Climática e Direito à Informação’.
As inscrições seguem abertas até o dia 15 de outubro e já estão no terceiro lote. Para se inscrever basta acessar o site https://doity.com.br/iii-compublica, onde também é possível conferir a programação completa.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh e Hotel Celi Connect.
Postado em 15/10/2025
Por Carolina Cardoso, acadêmica de jornalismo da UFS
A partir desta sexta-feira, 10, está disponível o quarto lote de inscrições para o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, que fica disponível até 17 de outubro. O evento acontecerá na Universidade Federal de Sergipe (UFS) entre os dias 20 e 22 de outubro. Organizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e pela universidade, o congresso terá como tema “Emergência Climática e Direito à Informação”.
Dentro da programação, os estudantes, profissionais, pesquisadores e outros poderão participar de oficinas, palestras de especialistas em comunicação e questões ambientais, oficinas e grupos de trabalho. Mais de 200 pessoas envolvidas no universo da comunicação já marcaram presença no congresso desse ano. Além disso, alguns palestrantes já estão confirmados, como Cilene Victor, Octavio Pieranti, Maíra Bittencort, Jorge Duarte, entre outros.
Confira abaixo os valores do quarto lote:
Não associados da ABCPública: R$ 350
Associados da ABCPública: R$ 180
Professores e servidores da UFS: R$ 180
Instituições parceiras: R$ 210
Estudantes da UFS (mestrado e doutorado): R$ 80
Estudantes da UFS (graduação): R$ 55
Estudantes da UFS contemplados pelo PNAES: R$ 20
Estudantes de outras instituições (graduação): R$ 65
Estudantes de outras instituições (mestrado e doutorado): R$ 170
III ComPública
A terceira edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, contará com 20 horas de atividades que incluem conferência, mini cursos, oficina, mesas temáticas e apresentação de artigos científicos e premiações como o Prêmio Beth Brandão e Neuza Meller, reforçando sua relevância institucional.
As atividades começam às 13h do dia 20 de outubro e se estendem até às 20h do dia 22 de outubro. Durante os três dias, profissionais e estudantes vão debater sobre ‘Emergência Climática e Direito à Informação’.
As inscrições seguem abertas até o dia 17 de outubro e já estão no terceiro lote. Para se inscrever basta acessar o site https://doity.com.br/iii-compublica, onde também é possível conferir a programação completa.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh e Hotel Celi Connect.
Postado em 15/10/2025
Por Alice Mendonça Mota e Ana Carolina Alves Oliveira Santos, acadêmicas de jornalismo UFS
O número de inscritos no III Congresso de Comunicação Pública (ComPública) segue crescendo com a proximidade do evento, que acontece entre os dias 20 e 22 de outubro, no Campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Segundo a vice-presidente de Relações Acadêmicas da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), Ana Paula Lucena, o congresso já conta com mais de 200 inscritos, e a expectativa é de que esse número ultrapasse os 300 participantes.
As inscrições podem ser feitas pelo site da ABCPública. O terceiro lote segue aberto até 9 de outubro e o último lote estará disponível entre os dias 10 e 15 do mesmo mês.
Realizado pela ABCPública e pela UFS, o III ComPública reúne pesquisadores e a comunidade acadêmica para discutir os rumos da comunicação pública no país. Com o tema “Emergência Climática e Direito à Informação”, a programação contará com seis oficinas, minicurso, grupos de trabalho e palestras.
O objetivo é promover “qualificação profissional, troca de experiências e fortalecimento da comunicação pública diante dos desafios atuais”, explica Ana Paula.
A vice-presidente destaca que os novos inscritos não poderão submeter trabalhos, já que o prazo para submissão foi encerrado, mas reforça que eles poderão participar de atividades em diferentes áreas, como: Governo Digital e Inteligência Artificial; Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade; Transparência, Accountability, Participação e Cidadania; Educação e Meio Ambiente; Radiodifusão Pública e Experiências Audiovisuais.
Ana Paula também ressalta a importância da participação da comunidade acadêmica para o fortalecimento da comunicação pública. “Não deixe de participar, pois serão 20 horas de trocas intensas e muita reflexão. Essa é a oportunidade de conhecer relatos interessantes, acessar os resultados de mais de 80 pesquisas e ampliar sua rede de contatos”.
III ComPública
A terceira edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, contará com 20 horas de atividades que incluem conferência, mini cursos, oficina, mesas temáticas e apresentação de artigos científicos e premiações como o Prêmio Beth Brandão e Neuza Meller, reforçando sua relevância institucional.
As atividades começam às 13h do dia 20 de outubro e se estendem até às 20h do dia 22 de outubro. Durante os três dias, profissionais e estudantes vão debater sobre ‘Emergência Climática e Direito à Informação’.
As inscrições seguem abertas até o dia 15 de outubro e já estão no terceiro lote. Para se inscrever basta acessar o site https://doity.com.br/iii-compublica, onde também é possível conferir a programação completa.
O III ComPública tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Banese, Social Media Gov, Tribunal de Contas de Pernambuco. Os parceiros são Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, DCOS, Doity, Compolítica e os apoiadores são Assembleia Legislativa, deputada estadual Linda Brasil, Prefeitura de Aracaju, Ebserh e Hotel Celi Connect.
Postado em 03/10/2025
Apenas 20 km separam Aracaju de São Cristóvão, cidade sergipana que entre 20 e 22 de outubro sedia o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública. Jornalistas e comunicadores públicos de todo o país vão debater sobre ‘Emergência Climática e Direito à Informação’ em meio a muita cultura e história.
O ComPublica vai acontecer na Universidade Federal de Sergipe (UFS), localizada no município de São Cristóvão. Com 95 mil habitantes, a cidade é um berço histórico de Sergipe, sendo uma atração à parte para quem participar do congresso.
São Cristóvão é a quarta cidade mais antiga do Brasil, com conjunto arquitetônico colonial bem preservado e tombado pelo Iphan 1939. Uma das atrações principais é a Praça São Francisco, que abriga edifícios públicos e privados que atraem milhares de turistas incluindo igrejas, conventos, museus e outros prédios históricos.
Hospedagem e deslocamento
Apesar de tantos atrativos, grande parte dos participantes ficará hospedada em Aracaju, que conta com infraestrutura hoteleira, assim como bares e restaurantes, especialmente na Orla de Atalaia, um dos principais pontos turísticos da capital.
Na orla, além de desfrutar de bares, restaurantes com gastronomia regional, há o oceanário do Projeto Tamar e espaços culturais que refletem a riqueza da cultura sergipana.
O deslocamento entre Aracaju e o campus da UFS pode ser feito por transporte público ou por aplicativos de mobilidade. Para turistas, a opção mais segura e recomendada é o uso de carros por aplicativo. Saindo dos Arcos da Orla de Atalaia, a viagem até a UFS custa, em média, R$30 e leva aproximadamente 25 minutos.
Comunidade acadêmica
Acadêmicos, professores e profissionais de comunicação do Sergipe aguardam ansiosos pelo III ComPública, onde poderão trocar conhecimento e apresentar um pouco da cultura do Estado nordestino.
A colaboração entre o Departamento de Comunicação Social (DCOS) da UFS e a ABCPública para a realização do evento, destaca o professor Mário César, que integra a comissão local de organização, “tem o objetivo de contribuir para a produção e disseminação de conhecimentos sobre comunicação pública no Brasil, promovendo avanços concretos nessa área tão essencial para a democracia”.
Para a professora do curso de Jornalismo da UFS, Alice Oliveira de Andrade, que coordena a Comissão de Comunicação do III ComPública, atuar nessa área do evento será uma oportunidade importante para os estudantes colocarem em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula.
Ela destaca, por exemplo, que “a cobertura de um evento desse porte funciona como uma verdadeira aula de jornalismo, já que envolve todas as etapas do processo produtivo, como definição de pauta, apuração, produção, edição e publicação”.
III ComPública
A terceira edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, contará com 20 horas de atividades que incluem conferência, mini cursos, oficina, mesas temáticas e apresentação de artigos científicos e premiações como o Prêmio Beth Brandão e Neuza Meller, reforçando sua relevância institucional.
As atividades começam às 13h do dia 20 de outubro e se estendem até às 20h do dia 22 de outubro. Durante os três dias, profissionais e estudantes vão debater sobre ‘Emergência Climática e Direito à Informação’.
As inscrições seguem abertas até o dia 15 de outubro e já estão no terceiro lote. Para se inscrever basta acessar o site https://doity.com.br/iii-compublica, onde também é possível conferir a programação completa.
Postado em 30/09/2025
A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) comunica extensão até sexta-feira, 3/10, do prazo de inscrição para o lançamento de publicações no III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública).
O lançamento será realizado no dia 21/10, a partir das 17h, na livraria da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Campus São Cristóvão, onde o Congresso será realizado.
As obras podem ser livros, revistas, portais e outros produtos de autoria de associados da ABCPública e de participantes inscritos no III ComPública, lançados entre setembro de 2023 e outubro de 2025. Devem estar alinhadas ao tema do evento, aos propósitos da ABCPública e aos interesses dos associados. O autor ou ao menos um dos autores deve estar inscrito no congresso.
As publicações podem ser comercializadas no local, sob responsabilidade dos autores/as ou editoras vinculadas.
A inscrição é gratuita e pode ser feita por meio do preenchimento do formulário disponível em https://forms.gle/hcpnCRDh3o4MZzTV9.
CRONOGRAMA
Período de inscrição 15/9/2025 a 3/10/2025
Divulgação das obras aprovadas 7/10/2025
Lançamento 21/10/2025
Postado em 23/09/2025
O congresso será em Aracaju de 20 a 22 de outubro
O 3º lote de inscrições do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública) estará aberto até o dia 9 de outubro, com preços , diferenciados por categorias: : associados e não associados da ABC Pública, professores e servidores da UFS, Instituições parceiras, estudantes de graduação, mestrado e doutorado da UFS, alunos de graduação da UFS PNAES e estudantes de graduação, mestrado e doutorado de outras instituições.
A edição 2025 do ComPública será realizada nos dias 20, 21 e 22, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, cidade mais antiga do Estado, e tem como tema central Emergência Climática e o Direito à Informação. O congresso vai reunir inúmeros profissionais da comunicação pública e especialistas em eventos climáticos, tema pungente na atualidade.
Além de palestras, o evento vai oferecer aos inscritos minicursos e oficinas que vão possibilitar um aprendizado na prática sobre a temática. Haverá ainda apresentações por grupos temáticos de artigos científicos com origem de todas as partes do país sobre a temática central, e outras temáticas como comunicação pública, cidadania, educação e direitos humanos.
Confira os valores do 3º Lote:
Não associados da ABCPública: R$ 350
Associados da ABCPública: R$ 180
Professores e servidores da UFS: R$ 180
Instituições parceiras: R$ 210
Estudantes da UFS (mestrado e doutorado): R$ 80
Estudantes da UFS (graduação): R$ 55
Estudantes da UFS contemplados pelo PNAES: R$ 20
Estudantes de outras instituições (graduação): R$ 65
Estudantes de outras instituições (mestrado e doutorado): R$ 170
O III ComPública é uma realização da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), com a parceria da Universidade Federal de Sergipe, por meio do Departamento de Comunicação Social (DCOS).
Por: Breno Oseias
Postado em 23/09/2025
A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) comunica a abertura das inscrições para o lançamento de publicações a ocorrer no dia 21 de outubro de 2025, às 12h, durante III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública), no hall do Edifício Didática 7, nas dependências da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Campus São Cristóvão, onde o Congresso será realizado.
As obras podem ser livros, revistas, portais e outros produtos de autoria de associados da ABCPública e de participantes inscritos no III ComPública, lançados entre setembro de 2023 e outubro de 2025. Devem estar alinhadas ao tema do evento, aos propósitos da ABCPública e aos interesses dos associados.
As publicações podem ser comercializadas no local, sob responsabilidade exclusiva de autores/as ou editoras vinculadas. A inscrição de publicações para o momento de lançamentos no III ComPública será gratuita, mas o autor ou ao menos um dos autores deve estar inscrito no congresso.
A inscrição será feita por meio do preenchimento do formulário disponível em https://forms.gle/hcpnCRDh3o4MZzTV9
CRONOGRAMA
| Período de inscrição | 15 a 29/9/2025 |
| Período de análise das obras inscritas | 30/9 a 2/10/2025 |
| Divulgação das obras aprovadas | 3/10/2025 |
| Lançamento | 21/10/2025 |
Postado em 23/09/2025
A professora da UFRGS discute a importância da comunicação pública na cobertura dos desastres climáticos e no enfrentamento das mudanças climáticas, com foco no papel da mídia e da IIIComPública
Por Alice Mendonça e Maria Eduarda Rocha (DCOS/UFS)
A professora Ilza Maria Tourinho Girardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), vai participar da IIIComPública, evento que será realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), de 20 a 22 de outubro, na UFS.
Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFRGS, também é mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo e doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Além disso, é pesquisadora e ambientalista, sendo membro da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e líder do grupo de pesquisa em Jornalismo Ambiental pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/UFRGS). Foi uma das idealizadoras do Manual Para a Cobertura Jornalística dos Desastres Climáticos juntamente com Márcia Franz Amaral e Eloísa Beling Loose. A obra foi publicada seis meses após a tragédia ambiental provocada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024.
A professora concedeu uma entrevista para falar sobre como a comunicação pública e o Jornalismo devem atuar na cobertura dos desastres climáticos, além da importância da comunicação responsável para a sociedade, em meio ao tema “Emergência Climática e Direito à Informação” que será debatido na IIIComPública.
A senhora é uma das autoras do Manual para a Cobertura Jornalística dos Desastres Climáticos. Como surgiu a proposta do livro e a elaboração dos caminhos apontados nele para a abordagem do tema?
A proposta para elaborar o manual surgiu em 2024, durante o desastre climático que ocorreu no Rio Grande do Sul, com o intuito de colaborar com a cobertura jornalística sobre o que estava acontecendo. Nós estávamos recebendo informações erradas dos meios de comunicação. Não informações produzidas pelos jornalistas, mas pelo próprio governo do estado. O processo de comunicação era lento, não atendia às nossas necessidades de ter conhecimento rápido sobre o que estava acontecendo.
Então, o nosso grupo de pesquisa em Jornalismo Ambiental se reuniu com o grupo de pesquisa coordenado pela professora Márcia Amaral, em Santa Maria, no qual já havíamos feito o primeiro manual para a cobertura sobre as mudanças climáticas. Dessa vez, nos reunimos de novo para elaborar esse material, que contou com a colaboração de vários pesquisadores dos dois grupos de pesquisa. E assim nós conseguimos, 6 meses após o desastre, fazer esse lançamento.
O manual tem uma importância, porque ele coloca à disposição dos jornalistas conceitos que precisam ser utilizados de forma correta, já que a cobertura jornalística nesses momentos serve para orientar as pessoas sobre como se movimentar. O que aconteceu durante o desastre foi que faltava informações aos próprios jornalistas, porque havia um processo muito lento de informar a sociedade e a eles próprios sobre o que estava acontecendo.
Como o Jornalismo pode se preparar para uma comunicação mais eficiente sobre as mudanças climáticas?
O jornalismo brasileiro nunca foi negacionista em relação às mudanças climáticas. No entanto, as empresas de comunicação deveriam assumir isso como uma causa importante, no sentido de promover e de ter espaços frequentes para abordar a temática. A questão climática não é para ser entendida e abordada apenas quando ocorre um evento, ou um desastre como no Rio Grande do Sul. Esse é um processo que vem acontecendo há muito tempo. A Organização das Nações Unidas tem alertado para isso. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) emite relatórios, falando sobre a necessidade dos governos adotarem medidas e agirem de forma conjunta para combater a situação antes de acontecer. Mas, tudo isso não ocorreu ou tem ocorrido de forma muito lenta e as mudanças climáticas estão aí.
Nós sentimos, no Rio Grande do Sul, um desastre climático, que poderia ter sido evitado, em sua grandiosidade, se nós tivéssemos políticas públicas de adaptação, enfrentamento e a tudo aquilo que é necessário para proteger as pessoas de serem atingidas por um desastre e morrerem. Nisso, o Jornalismo tem um papel fundamental. E o jornalista é importante, porque ele informa o público, que vai ter informações necessárias para pressionar o poder público a tomar as medidas necessárias para termos políticas de ação e de mitigação das mudanças climáticas.
Há cerca de um ano, o RS viveu uma experiência trágica. O que a senhora viu, como pesquisadora e como moradora do estado, sobre este fato e como a senhora avalia a cobertura jornalística daquele momento?
A cobertura jornalística foi muito bem feita, eu avalio bem essa cobertura. Tanto dos órgãos daqui do estado como de fora, da imprensa nacional e também internacional. Os veículos ouviram cientistas que se dedicam há anos ao estudo dessa questão climática, divulgando as causas de tudo que estava acontecendo, para que as pessoas entendessem o porquê daquilo, que não precisava estar naquela intensidade que nós enfrentamos. Eu me coloco como população atingida. O primeiro momento foi aquele susto, para entender o que estava acontecendo, que podia piorar. Foi uma situação muito traumática.
Muitos jornalistas estavam passando por situações difíceis. Eles também tiveram que, de repente, sair das suas casas. Então, foi um momento em que o Jornalismo precisou se superar para poder dar conta de tanta informação que estava precisando ser tratada, além de como construir reportagens e divulgá-las para a população saber do que estava acontecendo. Nós precisávamos, também, saber dos locais aonde a gente podia levar doações, e a imprensa nos ajudou muito. O Jornalismo mostrou bem a sua função social de informar a sociedade.
Qual a importância da comunicação pública para a sociedade, quando falamos de meio ambiente e mudanças climáticas?
A comunicação pública é fundamental para a população, a fim de que ela tenha acesso às informações sobre o meio ambiente e as mudanças climáticas, porque são fundamentais para a vida, para decisões que as pessoas precisam tomar no momento e também, para que elas compreendam a situação ambiental da sua cidade e do seu país, a fim de pressionar por medidas de proteção ao meio ambiente. As mudanças climáticas surgem pelos “atropelos” que nós, seres humanos, fazemos, como a exploração da madeira, as queimadas, a produção do petróleo, o agronegócio que invade as áreas, e o uso de agrotóxicos. E assim vai, também nas cidades, com as formas como são tratadas.
A comunicação pública é fundamental, porque precisa disponibilizar à população informações que sejam baseadas na ciência, e que tenham base, inclusive, na ciência local. Então, a comunicação pública precisa responder a esses anseios que a sociedade faz.
Postado em 23/09/2025
A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) divulgou, nesta quarta-feira (20), os vencedores do Prêmio Neuza Meller de Radiodifusão Universitária. A iniciativa reconhece as melhores produções jornalísticas de emissoras universitárias que contribuem para o debate sobre emergência climática e direito à informação.
A entrega oficial será realizada no dia 20 de outubro, durante a abertura do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública), na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ao todo, três produções serão homenageadas (em ordem alfabética): Direito Indígena à Cidade (UnBTV), Raízes do Mangue (TV Unifor) e Universo das Emissoras Públicas (USP).
O prêmio é uma homenagem à jornalista Neuza Meller, servidora da Universidade de Brasília (UnB) e diretora da UnBTV por dez anos. Referência na comunicação pública, Neuza foi responsável pela criação do Canal Universitário de Brasília e deixou um importante legado de engajamento pela democratização da informação. Em 2021, tornou-se vítima da COVID-19.
Sobre o ComPública
O III ComPública acontece entre os dias 20 e 22 de outubro de 2025, na Universidade Federal de Sergipe. Com o tema “Emergência Climática e Direito à Informação”, o evento reunirá palestras, oficinas, grupos de trabalho e atividades culturais, promovendo debates nacionais em torno dos desafios da comunicação pública.
Texto: Larissa Xavier
Supervisão: Profa. Dra. Michele Becker
Postado em 23/09/2025
Especialista em comunicação de crises, a professora Cilene Victor analisa os desafios da cobertura jornalística de desastres ambientais e destaca a importância da informação preventiva
Por Breno Oseias e Marina Alves (DCOS/UFS)
Jornalista, pesquisadora e docente, Cilene Victor vem se destacando no campo da comunicação de riscos e desastres, sua carreira acadêmica e profissional está profundamente ligada aos estudos da comunicação em momentos de crise, mas especificamente em catástrofes naturais, emergências ambientais e alterações climáticas. Como especialista nas áreas de combate e prevenção dos efeitos das mudanças climáticas participou na criação de projetos como, o projeto de desenvolvimento PNUD, Projeto de Cooperação Técnica Internacional BRA/12/017 e o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, além de ter sido consultora da Unesco, onde colaborou em um projeto para Cemaden.
A doutora em saúde pública buscou se aprofundar em conhecer como a mídia e os comunicadores e instituições podem ajudar na propagação de informações que ajudem as pessoas a prevenir e administrar os riscos. Um de seus trabalhos inclui examinar as coberturas das catástrofes nos jornais e a busca de modos para proporcionar melhores condições de comunicação nas situações de crise, com o objetivo de reduzir os efeitos divergentes na sociedade.
Atualmente Cilene está ministrando disciplinas de comunicação em algumas universidades, onde também conduz pesquisas, publica artigos e livros sobre o assunto, contribuindo para a formação de novos profissionais capacitados para enfrentar os obstáculos da comunicação de riscos. Seu trabalho é fundamental para a construção de sociedades mais resilientes e preparadas para enfrentar situações de emergência com informações precisas e acessíveis.
Como a senhora avalia o cenário geral em relação à comunicação pública em meio às mudanças climáticas no Brasil?
Então, uma questão é divulgar os riscos associados às mudanças climáticas e outra é aquela que comunica as tragédias e todos os impactos das mudanças climáticas já consumados. Penso que são dois momentos dessa comunicação, quando nós falamos numa comunicação pública em relação às mudanças climáticas, como os riscos associados a essa ameaça não militar, como nós temos também tratado a questão climática, eu posso dizer com tristeza, trabalhando com esse tema que é é uma comunicação ainda muito frágil, muito principiante, embora, estejamos assim diante de uma pequena mudança, de um processo de mudança, é um um processo lento, uma vez que falar sobre comunicação no cenário da emergência climática, falar sobre comunicação diante dos grandes temas, das grandes complexidades que hoje o mundo enfrenta sempre muito no sentido de algo que já se consumou, algo que já aconteceu. Então, há um processo de mudança e essa mudança, por ser cultural, ela é mais demorada. Gostaria de destacar o que nós já conseguimos fazer em relação à própria elaboração do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, que teve, na sua estrutura, no alicerce do projeto, um plano integrado de comunicação de riscos e difusão, visando conferir transparência, permitir que as pessoas pudessem acompanhar cada passo desse projeto de elaboração desse instrumento importante do sistema e da política nacional de proteção e defesa civil. Então quando nós falamos sobre uma comunicação daquilo que já aconteceu, como os desastres associados aos eventos extremos ou falar sobre a onda de calor, no momento em que estamos enfrentando essa onda de calor, principalmente com a sua assimetria, com o seu caráter assimétrico em comunidades que não tem, quando a gente pensa, nas casas que nós podemos abrir várias janelas e imaginamos em comunidades que tem somente uma porta, e não tem janela, ou quando tem janela, é uma janela virada para uma parede de uma viela daquela comunidade, por exemplo. Então, falar sobre a emergência climática no momento em que tragédias e desastres ou as diversas faces da emergência climática, estão ali consumadas, é uma comunicação com todas as fragilidades possíveis, que a analogia que eu faço é a de comunicar guerra, é a de reportar a guerra. Então nós chegamos muito atrasados, e reportamos guerra ou comunicamos o problema já ali materializado, nós chegamos tarde demais. Então em síntese, eu vejo que há muitas fragilidades na comunicação pública relacionada às mudanças climáticas, mas que nós temos sim alguns exemplos, posso citar também o plano de adaptação às mudanças climáticas, também fazendo uso, dessa popularização, da divulgação das etapas dos acontecimentos relacionados à elaboração do plano, como o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, acho que são iniciativas bacanas para serem lembradas.
Qual a importância de comunicar os riscos ambientais, diante dos obstáculos que a comunicação pública enfrenta, e quais os principais erros que os comunicadores cometem durante esse processo?
Nessa discussão sobre a importância da comunicação de riscos, principalmente associada ao que conversamos agora em relação à primeira pergunta, os próprios obstáculos que a comunicação pública enfrenta, eles já vão definir por onde nós precisamos caminhar e qual a importância de comunicar os riscos. Sempre tomo muito cuidado com o verbo comunicar, porque ele se confunde muito quando nós falamos em comunicação de riscos, com um significado muito estreito e que não fecha a conta, que seria o de comunicar decisões, de comunicar algo que já ocorreu, comunicar algo que está em curso, quando a comunicação de riscos, ela tem um grande desafio e que define a importância dela, que é nós conseguimos chegar antes das tragédias, antes dos fatos se materializarem. Então, quando nós pensamos se partirmos de um exemplo, como de um desastre associado a um extremo climático, a comunicação de risco, a importância está exatamente, tanto o poder público, a comunidade científica, as organizações da sociedade civil, os organismos internacionais, e principalmente, ou não isoladamente, mas com bastante importância, os profissionais, da comunicação, não só da imprensa, mas das diversas instituições, nós conseguimos falar sobre os riscos antes deles se materializarem, em algo extremamente, custoso, danoso, nocivo para a sociedade. Quando você pergunta, sobre os principais erros que os comunicadores cometem, eu vou dividir, trabalhando num modelo que eu desenhei anos atrás e que particularmente gosto muito de adotar, nos modelos de comunicação de riscos e os comunicadores dentro de cada um desses modelos acabam cometendo alguns erros, mas também a gente precisa focar nos acertos, mas se nós pensarmos num modelo da comunicação de riscos intra-institucional que ocorre dentro, da estrutura da instituição que no Brasil, a principal seria a defesa civil, o primeiro o erro é imaginar que falar sobre riscos vai provocar pânico, isso é um mito, não gosto de usar falácia, pois pode parecer uma expressão um pouco pesada, mas é uma informação, um argumento que alguém usou e ficou, comunicar os riscos não pode provocar pânico, o que vai provocar pânico é a comunicação de uma tragédia, é falar sobre uma tragédia no momento em que uma tragédia esteja em curso. Esse é um primeiro erro, achar que devemos esconder os riscos embaixo de um tapete, colocar debaixo de um tapete, é o primeiro risco, o primeiro equívoco ou erro. O segundo, quando nós falamos no modelo que eu adoto, o interinstitucional, os riscos por serem multifacetados, eles vão demandar uma abordagem dos diversos segmentos, setores da sociedade envolvidos, direta ou indiretamente com eles, portanto imaginar que um risco vai envolver a área da educação, da ciência e tecnologia, dos direitos humanos, da pessoa com deficiência, uma pasta que trata da questão do desenvolvimento ou questão econômica, essa abordagem interinstitucional entre as diversas instituições envolvidas com esse tema, um primeiro erro que ocorre é que não existe um porta-voz, muitas vezes não existe um porta-voz, até porque não existe um comitê de risco, os comitês que são criados são comitês de crise e aqui há um grande, mas um grande equívoco. Quando nós instituímos comitês de crise, é porque nós deixamos de instituir comitês de riscos, sendo que os riscos precisam vir antes das crises, eles vêm antes das crises, então eles precisam ser tratados desta forma, portanto num modelo midiático, de comunicação de riscos, o erro mais comum nessa abordagem é aquele que leva à imprensa a cobrir o fato consumado, ainda que nós venhamos a falar: bom, mas tem critérios de noticiabilidade, o risco precisa ter, ele tem critérios de noticiabilidade, ausência de gestão de riscos ou os esforços para gerenciar riscos, precisa vir à matéria. Nós precisamos mudar essa cultura no jornalismo brasileiro. E aí eu vou para outro modelo que é o direto, que é o com a comunidade e esse tema precisa ser levado para dentro das comunidades pelas instituições responsáveis, como a Defesa Civil, lembrando que as comunidades têm as suas agendas. As comunidades estão discutindo a insegurança alimentar, o desemprego, estão enfrentando, nem discutindo, estão enfrentando a insegurança alimentar, o desemprego, a violência em todas as formas, a precariedade da prestação de serviço público. Então falar sobre desastres com as comunidades é competir com outras pautas também. Em síntese, eu acho que assim, não dá pra gente falar dos erros isoladamente, mas como todos esses atores sociais e aqui eu faço a minha culpa como academia, mas também como jornalista, os principais erros que nós cometemos, e esse erro está associado ao entendimento equivocado mesmo em relação aos riscos quando na verdade não estamos falando sobre tragédia, sobre o fato consumado, mas aquilo que é talvez até uma causa de raiz, chegar até as causas possíveis desses acontecimentos.
Como os comunicadores podem abordar essa temática de forma eficaz?
Observar o que cada um desses segmentos, desses setores da sociedade, todos eles. As comunidades, as instituições da sociedade civil, a defesa civil, os órgãos públicos e os organismos internacionais. Como está a agenda dos riscos nesses setores e como essa agenda é publicizada, porque quando um tema não é publicizado, quando ele não é popularizado, com todo cuidado para não provocar a saturação. Uma analogia que eu sempre gosto de fazer é comparar a cobertura de guerra com a cobertura das tragédias, dos desastres, a guerra também é uma tragédia, então a cobertura de guerras é a cobertura de desastres, quando você fala muito de uma guerra, a cobertura de uma guerra num determinado momento, ela chama a atenção da opinião pública. Vimos acontecer com a retirada das tropas dos Estados Unidos e aliados no Afeganistão, vimos os primeiros dias, semanas e meses da guerra da Rússia na Ucrânia, vimos os acontecimentos após 8 de outubro entre Israel e Palestina. Os desdobramentos e depois o sofrimento humano, ele vai caindo numa normalidade, ele vai se misturando com a paisagem do cotidiano. Quando nós falamos de tragédias, de desastres associados às mudanças climáticas, nós temos que tomar muito cuidado para que essas fórmulas da cobertura que focam na dor e no sofrimento. Claro que é para mostrar sim, mas primeiro entender que estamos tarde demais quando comunicamos as tragédias e que essa fórmula ela pode custar muito para o enfrentamento das mudanças climáticas, porque vai chegar um momento em que não chama mais atenção da opinião pública local ou internacional. Estamos comunicando a tragédia consumada e sabemos que, e nós estudamos isso no meu grupo de pesquisa, jornalismo humanitário e intervenções de mídia tem estudado, por exemplo, a fadiga da compaixão. Chega um determinado momento, todo mundo vai doar, vai ajudar as vítimas de uma tragédia num determinado local, tem um movimento para ajudar as vítimas e depois as pessoas seguem as suas vidas. Então a forma eficaz é acompanhar o que todos os setores estão fazendo para a gestão ou sobre a gestão de riscos de desastres e para a redução dos riscos. Quais são as políticas de enfrentamento, quais são as propostas, as ações de enfrentamento. Uma expressão que eu gosto muito de usar, que eu tenho usado muito com os meus alunos e alunas nas pesquisas, que é o enfrentamento na sua base cotidiana, não é nada milagroso, nada cheio de destaque, é na base cotidiana. Porque os desastres são construídos na sua base do dia a dia. Então o que nós estamos fazendo, o que a academia está fazendo, o que as comunidades estão fazendo, o que a defesa civil está fazendo, as defesas civis no Brasil inteiro, o que os ministérios, o que as pastas responsáveis, secretarias responsáveis por esse tema estão fazendo, as empresas, a iniciativa privada está fazendo. Pensar em aproximar, em ter essa conexão de comunicação, ter essa grande conexão entre os diversos setores da sociedade que lidam com essa grande ameaça que são as mudanças climáticas.
Quais as suas expectativas para as discussões que ocorrerão no III Congresso de Comunicação Pública que esse ano será na Universidade Federal de Sergipe?
Discutir comunicação de riscos no contexto da emergência climática, num Congresso de Comunicação Pública, é convidar todos os atores sociais, as instituições públicas, mas também, todos os setores da sociedade para a importância da comunicação, não da informação. Informação é importante, mas informação, embora muito importante, ela está dentro do coração da comunicação. Ela é uma parte da comunicação porque nós estamos falando de um processo social. A comunicação é esse processo social, é um processo contínuo, é um processo que pode e consegue impedir a inação das diversas instituições frente a essa ameaça, que são as mudanças climáticas. Minhas expectativas são gigantes, já muito positivas, sobretudo por esse convite para discutir esse tema, saber que esse tema vai estar na pauta do Congresso e que nós vamos poder trocar informações, trocar ideias, compartilhar experiências, e tudo isso faz parte da comunicação de riscos. A comunicação de riscos está longe de ser a comunicação da tragédia. A comunicação de riscos é o processo social, um processo que permite essa troca constante entre os diversos atores sociais, entre pessoas e entre grupos. Sobre riscos que dizem respeito à nossa vida, que definem a e acabam desenhando o nosso cotidiano. Então, é um tema bastante espinhoso, porque nós estamos diante de uma cultura, não só no Brasil, e eu falo com segurança por passar, ter passado por vários países e ter trabalhado como enviada especial em diversos países, em todos os continentes, e cobrir conferências do clima das Nações Unidas. Meu entendimento é que a diferença do desafio das pessoas e das instituições entenderem que a comunicação de riscos vai alcançar a sua eficácia, a sua grandiosidade, quando nós conseguirmos reduzir um traço cultural que ainda é muito forte no nosso país, que é aquele focado nas tragédias, nos fatos consumados. Então, quando nós conseguirmos falar sobre riscos com bastante naturalidade, com bastante lucidez, segurança, sabendo que nós não vamos provocar pânico, porque o que provoca o pânico é a tragédia. Então, as instituições têm o dever de comunicar os riscos associados às mudanças climáticas, e entre essas instituições estão a academia, estão os meios de comunicação, estão as defesas civis, todos nós, na verdade, que fazemos parte, inclusive, do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, que, na verdade, sintetiza ou congrega todas essas instituições. Para mim será um grande prazer estar com vocês na Universidade Federal de Sergipe, discutindo esse tema que, como os meus alunos e alunas gostam de dizer, é um tema muito caro para todos nós, porque define não só o futuro da humanidade, mas cada dia mais fica evidente que tem definido o nosso presente, e principalmente o presente das populações em situação de maior vulnerabilidade socioambiental.
Postado em 15/08/2025
Comissão Organizadora do III ComPública anuncia lista de resumos expandidos aceitos para o evento
O III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública) anuncia, nesta sexta-feira, 15, o resultado dos resumos expandidos aprovados que vão ser apresentados no evento. Ao todo, foram 82 aprovações, que serão comunicadas ao longo do dia por meio de cartas de aceite. Os(as) autores(as) selecionados(as) devem enviar seus trabalhos completos até o dia 10 de outubro. Já os resumos expandidos aprovados serão publicados no site do Congresso em 30 de agosto.
Neste ano, o ComPública recebeu 89 resumos expandidos, que passaram por um processo de seleção com 20 avaliadores, um número expressivo em comparação ao ano anterior, quando, no II ComPública, foram submetidos 61 trabalhos. “Isso mostra o crescimento da relevância da ABCPública no cenário da comunicação pública, como espaço de discussão e qualificação da área”, destaca o coordenador local do III ComPública, professor e pesquisador do curso de Jornalismo da UFS, Josenildo Guerra.
Entre os resumos aprovados nos diferentes Grupos Temáticos, destaca-se a inovação deste ano: o GT 6, com o tema “Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de Caso”. A proposta foi bem recebida, obtendo um número significativo de trabalhos enviados e aprovados. O grupo temático constitui um espaço para o compartilhamento de experiências de profissionais no ambiente organizacional, com o intuito de contribuir para que outras pessoas e instituições da área qualifiquem suas práticas.
Mais informações sobre o Congresso estão disponíveis no site oficial do evento: https://doity.com.br/iii-compublica
Postado em 15/08/2025
Por Michele Becker/UFS
De 20 a 22 de outubro de 2025, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, será palco do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública). O evento reúne nomes de destaque no cenário nacional para discutir os desafios da comunicação frente à emergência climática e ao direito à informação — tema central da edição deste ano.
A programação contempla palestras com profissionais de sólida atuação acadêmica e reconhecida experiência prática. Entre os nomes confirmados está Cilene Victor, professora da Universidade Metodista de São Paulo e da FGV LAW, referência em jornalismo humanitário e comunicação de risco. Sua trajetória inclui projetos na Fiocruz e na gestão do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, com foco na resiliência climática.
Outro destaque é Nataly de Queiroz Lima, jornalista do coletivo Intervozes e doutora em comunicação, com atuação marcante na cobertura do vazamento de óleo no litoral brasileiro e em ações voltadas à justiça climática e à comunicação inclusiva.
A pluralidade de vozes se evidencia também na presença da Yalorixá Mãe Bia de Yemanjá, liderança cultural de Porto Alegre que atua na valorização das comunidades tradicionais e da cultura afro-brasileira, reforçando o papel da comunicação na defesa dos direitos humanos e da diversidade.
O evento contará ainda com a participação de Octávio Pieranti, assessor da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, doutor em Direito e Administração, com pesquisas nas áreas de regulação e políticas digitais. Também integram o time de palestrantes os pesquisadores Ilza Girardi, Fábio Toreta e Tânia Moreira, cujas trajetórias estão ligadas à comunicação pública e à gestão institucional.
A diversidade de perfis e a qualificação dos convidados tornam o III ComPública um espaço privilegiado para troca de experiências entre acadêmicos, gestores públicos, estudantes e ativistas. Além das conferências, a programação inclui oficinas, minicursos, mesas temáticas e apresentação de trabalhos acadêmicos, fortalecendo o diálogo entre teoria e prática.
Mais informações e a programação completa estão disponíveis no site oficial do evento: https://doity.com.br/iii-compublica
Postado em 15/08/2025
Já estão abertas as inscrições para as sete atividades práticas que vão ser promovidas durante o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública – ComPública, em Aracaju, de 20 a 22 de outubro.
Os seis minicursos e uma oficina serão oferecidos por especialistas reconhecidos, que combinam formação teórica e experiência profissional. “Oferecer oportunidades como essas para qualificar a prática é um dos principais objetivos da ABCPública e do congresso”, destaca a coordenadora das oficinas, Cláudia Lemos.
Os minicursos e a oficina serão realizados no primeiro dia do ComPública (20/10), na parte da tarde. Cada participante poderá escolher uma única atividade. Para se inscrever nas atividades práticas, é preciso estar inscrito no congresso.
Confira os temas e os instrutores:
Com três horas-aula, este minicurso tem o objetivo capacitar a entender e integrar os conceitos de comunicação de riscos e comunicação climática, desenvolvendo estratégias eficazes para alertar o público sobre riscos climáticos e engajá-lo em ações coletivas. A instrutora é a assessora de comunicação do estado de Sergipe, Michele Becker.
Este minicurso será ministrado pelo mestre em Comunicação pela Universidade de São Paulo e vice-presidente da ABCPública Armando Medeiros. O minicurso tem o objetivo de compartilhar instrumentos que contribuam para qualificar as intervenções do comunicador público nas situações de crise: identificar riscos e elaborar mensagens-chave na era da desinformação.
Este minicurso tem o objetivo de capacitar jornalistas que atuam na comunicação pública governamental para aplicar estratégias de escuta ativa e Comunicação Não Violenta (CNV) em situações de crise climática. O curso propõe práticas que aprimoram a capacidade de diálogo com diferentes públicos, promovendo narrativas mais empáticas, éticas e transformadoras. Vai ser oferecido pela chefe nacional da Unidade de Reportagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh),Danielle Campos de Aguiar.
O minicurso de três horas tem como objetivo entender os benefícios da técnica, assim conhecer as aplicações e as diretrizes. Vai ser ofertado por Patrícia Roedel, autora do Manual de Linguagem Simples da Câmara dos Deputados e instrutora de diversas oficinas sobre o tema em todo o país.
Oferecido pelo presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública, Jorge Duarte, autor do livro Estratégia em Comunicação, este minicurso de duas horas tem por objetivo apresentar conceitos e técnicas para formular mensagens-chave claras, estratégicas e memoráveis que fortaleçam o valor público de ações e políticas de instituições públicas.
Também com duas horas de duração, este minicurso tem como objetivo discutir a participação social como ponte entre os interesses da sociedade e as produções da comunicação, em tempos de abundância de informações e multiplicidade de meios e plataformas, quando o desafio de cativar o público se torna cada vez maior. Vai apresentar as possibilidades de composição de instâncias de participação social e os benefícios dessa prática nas diferentes estruturas de comunicação pública, e será ministrado pela professora e superintendente de Comunicação da Universidade Federal de Sergipe, Maíra Bittencourt.
A oficina de três horas tem como objetivo promover uma reflexão sobre a relação entre o Direito à Comunicação e a Justiça Climática, a partir de exposição dialogada sobre os conceitos e suas conexões, assim como de estudos de caso que evidenciam como a justiça climática não pode prescindir das vozes e perspectivas das comunidades nos diversos espaços – inclusive dos veículos de comunicação – que influenciam as decisões políticas e a definição de ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A oficina será realizada pela jornalistas e integrantes do Intervozes Nataly Queiroz e Mabel Dias.
Para saber mais e para se inscrever no III ComPública e em uma das atividades descritas acima, clique aqui.
Postado em 15/08/2025
A Comissão Científica do III ComPública divulga a relação dos trabalhos selecionados. Foram 89 submissões e 82 aceitas.
Confira a relação dos trabalhos aprovados, abaixo.
A proposta com os Grupos de Trabalho é envolver os pesquisadores e profissionais que atuam na área de Comunicação Pública, estimular pontes, conexões e potenciais parcerias.
Durante as sessões dos GT’s, será possível aproximar os participantes, identificar afinidades práticas e teóricas e promover a qualificação do debate, que tende a amadurecer e se consolidar a cada encontro do ComPública.
Os participantes dos GT’s devem se atentar para os seguintes pontos:
- Os artigos completos devem ser entregues até o dia 10 de outubro; o template para o artigo e para os slides da apresentação serão disponibilizado oportunamente e devidamente comunicado aos autores;
- Pelo menos um autor precisa estar inscrito no congresso e presente para apresentar o trabalho; Observação: caso mais autores, de um mesmo trabalho, desejarem apresentar, estes devem estar inscritos no evento;
- Poderá haver remanejamento dos trabalhos entre os GT’s na composição das sessões de apresentação, conforme readequação temática identificada pela comissão científica e coordenadores dos GT’s, durante o processo de avaliação; a alocação definitiva de cada trabalho no seu respectivo GT será feita na divulgação da programação das sessões, após a entrega dos artigos completos;
A comissão agradece a participação e até outubro na UFS!
| ID | Título | Autor(a) e coautor(es) | Grupo de Trabalho |
| 463238 | “Marambaia: do quilombo à justiça” – um documentário institucional | Mario Luis Grangeia | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464983 | A Comunicação Interna como Instrumento de Transparência: Um estudo de caso no Ifes - Campus Aracruz | Kenya Cristina Locatelli de Oliveira Chimali, Flávia Meneguelli Ribeiro Setubal | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 461158 | A Comunicação Pública como prática formativa: uma análise da experiência de estágio no Laboratório Agência de Comunicação da ECAUSP | Verônica Reis Cristo | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464992 | A comunicação pública na popularização da agricultura familiar | Jayme leno Ferreira Lopes, Versanna Carvalho, Lutiana Carsaroli, Graciella Corcioli, Ana Tereza Bücker | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 464833 | A comunicação pública no enfrentamento à desinformação sobre saúde: o programa “Saúde é o tema” na Rádio Universitária Paulo Freire da UFPE | Ana Maria da Conceição Veloso, Paula Reis Melo | GT 05 | Comunicação Pública, Radiodifusão Pública e Experiências Audiovisuais |
| 464212 | A COMUNICAÇÃO PÚBLICA NO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE: Um estudo qualitativo do Instagram do Campus Canguaretama. | Sara Kawany Ferreira Gomes | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 461983 | A culpa é do vizinho: uma análise dos casos de dengue na cobertura do jornal nacional em 2024 | Carina Barros Lins, Marília Felix de Carvalho, Laura Santos de Souza | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 462386 | A Era do Capitalismo Digital e seu Impacto sobre a Comunicação Pública: Dinâmicas Globais, Perspectivas do Sul Global e a Experiência Moçambicana | EDGAR MUNDULAI ARMINDO BARROSO | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 464711 | A representatividade na construção de uma política nacional de comunicação cidadã | Maria Cecília Garcia Leal, Tersandro Vilela Lima | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464474 | A velhice e o ecossistema desinformativo: o papel da comunicação pública na oferta de informação de qualidade aos idosos | Michel Carvalho da Silva, Roberto de Melo | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
| 464815 | ALECE Play: um estudo de caso sobre a construção de uma plataforma de streaming para a comunicação pública parlamentar | Rodrigo Lima Diôgo, Ana Vitória de Oliveira Marques | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464715 | Assessoria de Imprensa como Estratégia de Comunicação Pública na Emergência Climática: O Plano Diretor de Drenagem Urbana de Goiânia (PDDU-GYN) | Elias Roberto de Souza, Jayme Leno Ferreira Lopes, Lutiana Casaroli, Klebber Teodomiro Martins Formiga | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464954 | ATUAÇÃO FONOAUDIÓLOGICA NA COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DE UMA EMPRESA PÚBLICA | Luiza Aline Costa Monteiro, Graziela Gonçalves Esteves, Paula Morena Braga Passos, George Santos Magalhães, Heloisa Cristaldo dos Santos | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464762 | Caso de Sucesso: Cobertura do IFTO na Agrotins 2025 e o fortalecimento da Comunicação Pública | Maiara Sobral Silva, Kelinne Oliveira Guimarães, Thamara Danielle Filgueiras Santos, Mayana Alencar de Matos | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464794 | CINEDEBATES COMO ESTRATÉGIA EDUCOMUNICATIVA: O POTENCIAL DO AUDIOVISUAL NO PROJETO ÁGUA, CÂMERA E AÇÃO (SANTO ANDRÉ/SP) | Elaine Cristina da Silva Colin, Sabrina Jerônimo, Paula Regina Padial Hirata, Paloma Alvarez Alonso, Ricardo Alberto Amaral | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 462296 | Comunicação 360 graus: reflexos da estratégia de integração no Tribunal de Justiça de RS | Fabio Ramos Berti | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 465008 | Comunicação cidadã: leveza e utilidade pública na produção audiovisual da Prefeitura de Parauapebas (PA) | Morgana Albuquerque Sousa | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464926 | Comunicação e Sustentabilidade no 4º Fórum Internacional sobre a Amazônia | Elaine Favero, Maria Luzia de Cerqueira Gomes, Marina Pinheiro Kluppel, Mônica Nogueira, Mariana Bitencourt Santos | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464860 | Comunicação em emergências humanitárias: Marinha do Brasil capacita jornalistas e estudantes para os combates modernos | Fabricio Sérgio Costa | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464796 | COMUNICAÇÃO LÚDICA COMO ESTRATÉGIA PARA A RECONEXÃO ENTRE INFÂNCIA E NATUREZA: EXPERIÊNCIAS DO PROGRAMA HENDU NO CONTEXTO DA EMERGÊNCIA CLIMÁTICA | Elaine Cristina da Silva Colin, Sabrina Jerônimo, Priscilla Martins Mendes Ciarallo, Rodrigo de Arruda Gonçalves, Rafaela de França | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 460226 | Comunicação para a sustentabilidade: Estratégias de divulgação do Tribunal de Contas do Estado do Pará para a COP 30, em Belém | Alcimara Barcellos da Conceição, Evelyn Cristina Ferreira de Aquino, Josiele Sousa da Silva | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 463304 | Comunicação Pública como estratégia nas políticas de combate à insegurança alimentar e à fome | MARGARIDA MARIA KROHLING KUNSCH, SIMONE DENISE GARDINALI NAVACINSK | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 465002 | Comunicação pública do risco e cultura do cuidado: abordagens emergentes em contexto de eventos extremos | Janis Linda Loureiro Morais (PUCRS), Rosângela Florczak de Oliveira (PUCRS) | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464928 | Comunicação pública e mídias digitais no Brasil: desafios da regulamentação eleitoral em meio a digitalização política. | Bárbara Vitória Oliveira Castro | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 464966 | Comunicação pública e participação cidadã: a experiência do projeto Viva o Centro com Música | Jamile Miriã Fernandes Paiva, José David Campos Fernandes, Adriana Crisanto Monteiro | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 463099 | Comunicação pública e participação social A experiência da Rádio Cultura FM do Distrito Federal | PATRICIA MESQUITA, GESIO PASSOS | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 464868 | Comunicação Pública e Representação Cultural : Tensões na Recepção de Conteúdos gerados com Inteligência Artificial | Rebecca Gonçalves de Sousa | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 460545 | Comunicação Pública e Sustentabilidade: Possibilidades a partir dos objetivos do Pacto Global na Universidade Federal do Paraná | Juliana Marques Borghi | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464934 | Comunicação pública em âmbito legislativo: o caso da Rádio Câmara Joinville 102,3 FM na aproximação entre Poder Legislativo municipal e sociedade | Sidney Marlon de Azevedo | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 463776 | Comunicação pública para a segurança alimentar: análise de conteúdo das agências da ONU voltadas ao tema da fome | Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares, Paulo Eduardo Palma Beraldo | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
| 462683 | Comunicação pública, direitos humanos e emergências climáticas: a experiência do CRP SP com acessibilidade, campanhas e gestão de riscos | Tais Aparecida de Souza | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
| 464871 | Comunicação Pública, Governo Digital e Educação Superior: MEC_conecta e informação pública para o ingresso ao ensino superior | Jaqueline Quincozes Kegler, Elise Fernanda Pozzobon Melchior | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 464795 | Comunicação Pública, Política e Governança em universidades federais: aproximações e afastamentos nos relatórios de gestão da UFSM e UFG | Jaqueline Quincozes Kegler, Daiana Stasiak, Maria Eduarda Thaddeu Pedroso | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 462945 | Comunicação Sustentável - informação QUE CRUZA FRONTEIRAS E GERMINA FUTUROS COMPARTILHADOS | Glacia Marillac Azevedo de Medeiros Rondon, Luciana Moreira | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464929 | Conforto Térmico no Ambiente de Trabalho Interno Saúde: eficiência e segurança no trabalho nos períodos de calor intenso. Ressignificando normas com linguagem simples e valor de uso para empregadores, trabalhadores dos serviços públicos e privados. | MILENA APARECIDA RODRIGUES DA SILVA, Saara Arruda Sousa Pallone, Christiane Sartori de Souza, Gabriela Souza Antunes, Mariana Antunes da Silva Ferreira | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
| 461923 | Conheça o MPGO: Uma Estratégia de Comunicação Pública para Aproximar, Dialogar e Construir Relacionamento com a Sociedade | JANAÍNA FERREIRA DA SILVA | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 463687 | Criação e análise de jogos de educação midiática: estratégias para o fortalecimento de competências voltadas para a promoção dos direitos humanos | Carina Luísa Ochi Flexor, Cristiane Parente, Mariana Ferreira Lopes | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
| 464197 | Cultura Científica na Educação Básica: o caso “Ciência pra quê?” da Agência Escola UFPR | Patricia Goedert Melo, Juliana dos Santos Barbosa, Regiane Ribeiro | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464921 | Democratização da Cultura e da Arte: O Papel da Comunicação Pública na Construção da Cidadania | Adriano de Oliveira Sampaio, Ronaldo Dantas da Silva, Rúbia Souza Mariniello dos Anjos, Luis Guilherme Sanches | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
| 462685 | Diagnóstico dos Processos de Comunicação do Escritório de Gestão de Projetos de Santa Catarina e seus Stakeholders | MARIANA LARA PEIXOTO, Vitor Santos Correa, Rafael Feyh Jappur, Talitha Roberta Bonfatti | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 465020 | Direitos da criança no ambiente digital: estudo de caso da audiência pública sobre a política de moderação de conteúdo das plataformas digitais no Brasil | Tayrine Naiane de Santana Mauricio, Elena Wesley, Jorge Paulo de França Jr. | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
| 464989 | Do vídeo à edição da Medida Provisória: o caso Pix, a desinformação e a comunicação digital do Governo Federal | Caio César Xavier Moreira, Larissa Noguchi de Oliveira, André Furtado | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 463852 | Documentação pedagógica com crianças como processo educomunicativo: uma oportunidade de reflexão da fotografia a partir da lei LGPD | Giulia BEATRICE PIMENTEL | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 462837 | Eco-influência e Engajamento Cívico: O Papel das Relações Públicas na Construção de Narrativas Climáticas Autênticas e Participativas | Sarah Vitória Mendes Gonçalves, Elias Roberto de Souza | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 464927 | Entre a Comunicação Pública e o Estado de Narciso: Um estudo de caso entre o Instagram da prefeitura de Brusque e o Instagram pessoal do prefeito de Brusque | João Paulo da Silva | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 462389 | Entre o compromisso e a conveniência: a cobertura de educação na Agência Brasil sob a lente da comunicação pública | LUCAS LIMA SOUZA | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 465003 | Epistocracia Digital e Crise Climática: A Rotulagem como Tecnologia de Poder nas Plataformas | Caio César Xavier Moreira, Larissa Noguchi de Oliveira | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 463056 | Estratégia de engajamento na comunicação pública: o exemplo da Carteira de Identidade Nacional e a cultura pop | Adelle Talita Matos Batista | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464963 | Estratégias de emergência: uma análise da Comunicação Pública do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima a partir das queimadas de 2024 | Thiago Fedacz Anastacio, Bruna Bonin Martins de Souza | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 462410 | ESTRATÉGIAS DO DISCURSO DIGITAL EM DEFESA DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS | Gabriela Pereira Melo, Rejane de Oliveira Pozobon, Sendi Chiapinotto Spiazzi | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 463096 | Estudo de caso #VemSerCDTN: os desafios na construção de uma campanha em contexto institucional | Deivid Carlos de Oliveira, Deize Ferreira Paiva Lopes, Alice Vitória Queiroz Clementino | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464995 | Gestão de crise e os desafios da comunicação no setor público durante a pandemia do Coronavírus | Mônica Zebral Quiquinato | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 460115 | GOOD NEWS: O PRÊMIO BNB DE JORNALISMO COMO INCENTIVO À PRODUÇÃO DE PAUTAS POSITIVAS SOBRE A REGIÃO NORDESTE | Daniel Pereira Brandi | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 465012 | Indicadores de Comunicação Pública: estado da arte e perspectivas para universidades públicas brasileiras a partir da análise bibliométrica | Thiago de Sousa Costa, Francielly Orlandini Capristo Ferraro | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 465030 | Informar e mobilizar: a literacia midiática para a comunicação pública sobre emergência climática | Camila Cruz Fróes Berbel | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464876 | Instagram como arena de legitimidade? A visibilidade do Supremo Tribunal Federal na Transformação Digital | Cezar Adriano Dias | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 462097 | Integridade da informação, uma dimensão essencial para a defesa civil e a prevenção de desastres: um olhar para a catástrofe em Porto Alegre | Sandra Eliane Olivera Bitencourt Genro, Laura Bitencourt Barreras | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 462047 | Inteligência Artificial e Big Data na Comunicação Pública: Desafios e Oportunidades para a Gestão do Relacionamento com o Cidadão | Leandro Peters Heringer | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 464705 | Inteligência artificial na comunicação pública brasileira: riscos e oportunidades no uso de plataformas generativas | Tersandro Vilela Lima, Maria Cecília Garcia Leal | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 460709 | Jornalismo Ambiental e a Lógica da Mídia: Contribuições Teóricas para a Compreensão das Narrativas Telejornalísticas sobre o Meio Ambiente | Mônica Candéo Iurk, Mônica Cristine Fort | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 463663 | JUSTIÇA DIGITAL INTELIGENTE: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS CHATBOTS LUCI, JUCIARA E ANA NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO | Nivaldo Wanderlei dos Santos Júnior | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 463235 | Marielle ausente: um estudo sobre a censura imposta pela EBC na cobertura do caso Marielle Franco (2018-2022) | Carolina Barreto da Silva Gaspar | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
| 463509 | Mediação como Instrumento de Solução de Conflitos no Tribunal de Conta | JEFFERSON BERTRAN DE ALCANTARA SOARES | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 463135 | Mobilização e Comunicação Estratégica em Saúde: A experiência da Força Estadual em Muriaé-MG | Keila Siqueira de Lima | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464783 | Muito Além de Informar: A Política de Comunicação do TCE-RO como Estratégia de Gestão e Valor Público | Wendell Rodrigues da Silva | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 463087 | Narrativas sobre a democracia: storytelling parlamentar no Brasil e no Reino Unido | Cláudia Regina Fonseca Lemos, Cristina Leston-Bandeira | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 461188 | O “Melhor das Federais” e as estratégias digitais do MEC: Boas práticas de comunicação pública na visibilização das universidades federais | Victor Henrique Justino França | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464906 | O colapso da deliberação: a corrupção como discurso no ecossistema digital | Carlos Henrique Filgueiras Prata de Almeida | GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial |
| 464681 | O Desafio de Construir a Identidade de uma Nova Instituição – Polícia Penal do Estado de São Paulo | Mariana de Amorim Borges, Janio Moreira Soares, Mayco Alexsander Monteiro Sobrinho | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464870 | O Design como diferencial na gestão e liderança de equipes criativas na comunicação pública: o estudo de caso do IFSC | Geisa Golin Albano | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 461878 | O Papel da Comunicação Digital e do M-Gov na Saúde de Minas Gerais | Leandro Peters Heringer, ALESSANDRA DE FATIMA DA SILVA MAXIMIANO | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 465024 | Percepção de Risco e Comunicação Pública em Contextos de Emergência Climática: o Caso do Bairro Boqueirão (Curitiba) | Marcos José Zablonsky, Ketlyn da Cunha Roque, Sarah Canci Vieira, Murilo Noli da Fonseca, Luciene Pimentel da Silva | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464520 | Plataforma da Rede de Alimentação Escolar Sustentável e o podcast ‘Conociendo Escuelas Sostenibles’: comunicação pública internacional para a promoção da alimentação escolar | Palova Brito, Paulo Eduardo Palma Beraldo | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464292 | Quando falta gente, falta voz? Um mapeamento das equipes de comunicação das universidades federais | Victor Henrique Justino França | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 461077 | Reflexões sobre Práticas Estratégicas Abertas no Setor Público: Open Strategizing on Public Administration – OSPA | Marcelo Henrique Pereira, Maria Carolina Santiago, Rosalia Aldraci Barbosa Lavarda, Eduardo Guedes Villar | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 464971 | SEMEAR IDEIAS, CULTUVAR CIDADANIA: O PROGRAMA JOVEM SENADOR COMO ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO PÚBLICA | Ana Lucia Coelho Romero Novelli | GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente |
| 464803 | Tradição, Transformação e Inovação: estudo de caso da comunicação institucional nos 115 anos do IFRN | Patrícia Karla de Mesquita Silva, Michelle Pinheiro Carvalho de Assis, Cecília Nascimento Melo, Ester Costa e Silva Macedo | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 461969 | Transparência ou Gestão de Imagem? A Comunicação Pública da Prefeitura de Maceió e do Governo de Alagoas diante do caso Braskem | Laura Nayara Pimenta, Auriane Silva de Brito, Flávio Henrique Silva Santos, Nisllayne Fábia de Souza Santos, Pollyane de Souza Martiniano | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 464869 | TVs legislativas e accountability social: o caso do depoimento da influenciadora Virginia Fonseca à CPI das Bets no Senado Federal | Bruna Mastrella, Ana Rachel Gonçalves Pereira | GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação |
| 464880 | Uma Jornada para o seu Futuro: representações e histórias de vida em série de filmes sobre o IFRN | MARIA CLARA BEZERRA DE ARAUJO, Patricia Karla de Mesquita Silva, Justino Batista Pereira Neto, Luciano Vagno da Silva | GT 05 | Comunicação Pública, Radiodifusão Pública e Experiências Audiovisuais |
| 464788 | Vozes que Inspiram: Como o TCE-RO Fortaleceu sua Cultura por Meio da Comunicação Interna | Wendell Rodrigues da Silva | GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de caso |
| 464920 | VOZES SILENCIADAS: O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NA MÍDIA E SEUS REFLEXOS NA SOCIEDADE | Gabriel Batista Santos, Valéria Aparecida Bari | GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade |
Postado em 25/07/2025
O prêmio Beth Brandão é entregue pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), a cada dois anos, durante o Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (Compública), para reconhecer o trabalho de profissionais cuja atuação tenha contribuído significativamente para o uso estratégico da comunicação na construção da cidadania no Brasil e fortalecimento da democracia. Neste ano, a solenidade de entrega será no dia 20 de outubro, em Aracaju, cidade sede do III Compública.
A homenageada será a pesquisadora e professora titular aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Maria Helena Weber, que é referência nacional na interface entre comunicação e política. Ao longo da carreira, desenvolveu produção científica e intelectual voltada à análise dos discursos políticos, da comunicação institucional e da construção simbólica da esfera pública.
Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq (nível 1C), a professora Maria Helena coordena o Núcleo de Comunicação Pública e Política (Nucop) e o Observatório da Comunicação Pública (OBCOMP/UFRGS). É autora e organizadora de dezenas de livros, artigos e capítulos que se tornaram referência para pesquisadores e profissionais da área. Ao longo de sua carreira, orientou dezenas de dissertações e teses premiadas por entidades como Capes, Compolítica, Abracorp, Compós e SBPJor.
“Recebi com surpresa com a indicação porque é um prêmio muito importante e fiquei emocionada por saber que minhas reflexões, produção científica, minhas experiências e meu trabalho como professora foram reconhecidos e até premiados”, descreveu a professora Maria Helena Weber, destacando que “o legado de Elisabeth Brandão é um dos mais importantes no campo da comunicação pública com repercussões fundamentais para a comunicação política e governamental e, também, para a profissão de Relações Públicas. Beth Brandão questiona e analisa a responsabilidade dos sistemas e profissionais na comunicação entre o estado brasileiro e a sociedade e, a partir deste movimento, ‘comunicação pública’ passa a ser um conceito em construção, instigante teoricamente como demonstram tantas abordagens da produção científica e, ainda, profissionalmente, desafiador.”
Maria Helena Weber falou com exclusividade para a ABCPública sobre a emoção de ser indicada ao prêmio, sobre sua trajetória na comunicação e também sobre questões atuais e desafios que estão postos aos comunicadores públicos na atualidade. Leia a íntegra da entrevista AQUI
A comissão avaliadora, composta pelos comunicadores públicos Lincoln Macário, Alessandra Anselmo e José Agnaldo Montesso, declarou que “a professora preenche integralmente os requisitos do edital: relevante trajetória profissional em comunicação pública; contribuição acadêmica e/ou profissional significativa para a comunicação pública no Brasil; e atuação vinculada às diretrizes e missão da ABCPública”. Confira aqui a íntegra da justificativa.
Sobre o Prêmio Beth Brandão – O recebeu este nome em homenagem à jornalista, relações públicas, pesquisadora, consultora e professora Elizabeth Pazito Brandão, pela relevante atuação e engajamento na área de comunicação no Brasil. Brandão dedicou-se ao ensino, à pesquisa e a diversas atividades profissionais, sempre buscando o aprimoramento da comunicação, especialmente aquela voltada à qualidade da informação e ao relacionamento entre instituições e sociedade.
Participe do III Compública – O III Compública será realizado de 20 a 22 de outubro no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A expectativa é reunir cerca de 300 participantes de todo o país, entre pesquisadores, profissionais e estudantes da área, para discutir temas como emergência climática, direito à informação e as práticas contemporâneas da comunicação voltada ao interesse público.
Além das mesas de debate, já estão confirmadas minicursos e oficinas sobre temas como linguagem simples, comunicação pública estratégica, participação social, escuta ativa. Informações e inscrições AQUI.
Postado em 25/07/2025
Entrevista com o presidente da ABCPública, Jorge Duarte, sobre os desafios da comunicação governamental em tempos de emergência climática e o papel das universidades na formação de comunicadores para esse cenário
Por Gabrielle Lima e Larissa Xavier (DCOS/UFS)
Entre os dias 20 e 22 de outubro, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) vai sediar o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública), com a temática “Emergência Climática e Direito à Informação”. O congresso é realizado pela ABCPública, e vai reunir comunicadores da área pública-governamental e do terceiro setor, pesquisadores e estudantes. O propósito da instituição é promover a comunicação pública focada no cidadão, além de desenvolver e apoiar padrões ideais para a atuação dos profissionais em diversas esferas.
Para falar sobre comunicação pública e sua relação com as mudanças climáticas, as repórteres Gabrielle Lima e Larissa Xavier conversaram com o presidente da ABCPública e doutor em Comunicação Social, doutor em Comunicação Social formado em Jornalismo e em Relações Públicas pela Universidade Católica de Pelotas e Mestre e Doutor em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, Jorge Duarte. Ele atuou na Secretaria da Comunicação da Presidência da República (2004-2012), na qual foi coordenador do Programa de Atualização em Comunicação de Governo, assessor especial e diretor do Núcleo de Comunicação Pública. Atualmente, é analista da Embrapa, sendo coordenador de Jornalismo, gerente de Comunicação Estratégica e assessor da Presidência. Autor e organizador de 26 livros, o comunicador aborda temas como estratégia, comunicação, metodologia, relações públicas, assessoria de imprensa e comunicação pública.
Nesta entrevista, as repórteres buscaram resgatar a história da da ABCPública, além de destrinchar os rumos atuais da comunicação pública e como ela é influenciada pela crise climática.
Como surgiu a proposta de criação da ABCPública, para representar os comunicadores da área pública-governamental e do terceiro setor?
Isso, na verdade, vem do século passado. A gente discutia com o pessoal de relações públicas o desgaste que tinha o conceito de comunicação governamental, porque relacionava à divulgação de órgãos públicos. E, por conta do regime militar, ele usou a comunicação governamental como ferramenta de censura e manipulação. E, assim, isso criou toda uma rejeição, um preconceito, uma visão errada dessa comunicação.
A partir de uma literatura europeia, o conceito de comunicação pública é visto como comunicação de serviço público. Começamos a discutir sobre a ideia de comunicação pública como uma comunicação voltada para o cidadão e fizemos textos, livros sobre isso. Quando eu trabalhava na presidência da república, criamos uma diretoria de comunicação pública, que tinha um programa desse tipo. E eu acho que, de alguma maneira, profissionais da área se identificaram com o conceito.
Então fizemos uma associação e nos surpreendeu o grau de adesão. Tivemos essa aderência porque o pessoal da área pública sente necessidade de trocar ideias, de discutir experiências, de fazer circular informação e de brigar por uma comunicação de qualidade na área pública. Então isso fez a ABCPública, de alguma forma, ganhar algum tipo de densidade num período relativamente curto. Em sete anos nós passamos de dez pessoas, acho que eram dez, para quatrocentos e com diretorias e com representações em todo o Brasil.
Como você caracteriza que seria a visão da ABCPública, frente ao cenário atual da comunicação, que é justamente quanto a essa dicotomia, entre a comunicação governamental e a comunicação pública?
Só para ficar claro: ninguém é contra a comunicação governamental. Só que por conta de uma cultura no Brasil de propaganda na área pública, essa é uma área em que se consolidou a ideia de que as pessoas fazem propaganda, fazem publicidade de autoridades, evitam o diálogo, etc. O fomento da comunicação pública, na verdade, foi uma estratégia de, em certa medida, valorizar essa comunicação, mas sendo bem feita. O problema é que antes não havia espaço profissional, nem acadêmico para se falar sobre isso e, praticamente, não tinha literatura.
Tentamos mudar o enfoque, mas não somos necessariamente contra a área governamental. A gente acha que a própria comunicação pública incorpora a comunicação governamental. E eu diria que a principal tarefa nossa é melhorar a comunicação governamental desse país. Agora fazemos isso com uma perspectiva de lógica voltada para o cidadão. Então a nossa conversa sempre parte dele, não parte da instituição pública, não parte do governo. Esse é o grande truque que a gente usou para despertar a atenção e o engajamento das pessoas.
Sobre o congresso desse ano, o terceiro congresso que a ABCPública está fazendo, o tema que vocês propõem é a “emergência climática e o direito à informação”. E qual você diria que é a importância do evento se dedicar a essa discussão nesse contexto da comunicação pública?
Entendemos que a crise climática é um problema que veio para ficar, que atinge todo mundo e as organizações públicas têm que estar atentas e preparadas para lidar com isso. Passamos dessa parte de que tínhamos de avisar, convencer as pessoas de que o clima está mudando. Dessa forma, os órgãos públicos são uma espécie de linha de frente, já que eles têm a responsabilidade de informar, orientar, esclarecer, educar e preparar as pessoas para essas mudanças.
Quem trabalha em comunicação de órgão público tem que estar preparado para ajudar os cidadãos. Então, você tem que ter estratégia, planejamento, análise de risco, campanhas educativas, agilidade nas respostas, e isso tudo faz via comunicação. Até porque essas coisas estão acontecendo lentamente, mas você tem impactos que são muito imediatos, muito brutais, como no Rio Grande do Sul, por exemplo, que teve secas em alguns lugares, incêndios em outros, alagamentos em São Paulo.
Na sua avaliação, quais são os principais desafios hoje que os comunicadores públicos enfrentam nessa abordagem das mudanças climáticas?
Eu acho que um desafio importante é a respeitabilidade, a elevação da comunicação a um patamar de política pública, para que efetivamente ajude o Estado e as instituições públicas a cumprirem seu papel. “Historicamente, o comunicador público foi visto apenas como um divulgador de informações. No entanto, a comunicação deve ocupar um papel central, participando ativamente da formulação das políticas públicas. É fundamental que essas políticas sejam pensadas de forma comunicativa desde o início, pois, quando a comunicação é envolvida apenas ao final do processo, resta-lhe apenas a tarefa de divulgar, sem margem para contribuir efetivamente.” Junto a qualquer política pública você precisa ter uma estratégia de comunicação Então, essa é uma das principais argumentações nossas, os principais entraves do processo, mas existem outros como as instituições em geral que são pequenas, muitos profissionais de comunicação não têm acesso à alta administração.
Os eventos climáticos, como você disse, chegaram para ficar, e só tendem a ser sempre mais extremos. Então, de que forma você acha que os comunicadores podem se preparar para cobrir eventos, como o que aconteceu no Rio Grande do Sul, por exemplo, para garantir informação sem desafiar o aspecto da ética?
Eu penso que instituições cada organização e respectivos comunicadores devem lidar com a crise climática na especificidade da sua organização. Não adianta eu, Jorge da Embrapa, querer resolver os problemas de comunicação das mudanças climáticas. Isso, talvez, quem possa pensar é Ministério do Meio Ambiente, mas eu tenho que estar preparado para mudança climática no que se refere à minha organização.
Então, eu acho que é papel de cada comunicador, de cada instituição, ver como a mudança climática afeta o público da sua organização, a missão da sua organização, e preparar para que ela consiga lidar com isso com muita competência. Isso Mudança climática deve ser um tema, uma agenda, e cada organização tem que ver como se encaixa nessa agenda, Se cada organização pública fizesse isso, eu diria que 60% dos problemas estariam resolvidos.
Voltando a falar sobre o III ComPública, o que os congressistas podem esperar desse evento promovido pela ABCPública em parceria com a Universidade Federal de Sergipe, i?
O que a gente espera e de uma maneira imediata, e já está acontecendo, é uma adesão da instituição, dos professores, dos alunos, porque esse evento só vai funcionar, só vai ter um impacto, se houver uma adesão fortíssima do corpo da universidade. A gente gostaria muito que o pessoal de comunicação e de outros cursos, aderissem a essa discussão, porque é uma discussão muito importante.
Nós estamos falando de comunicação pública, de mudança climática, direito à informação. Essas são questões centrais para qualquer pessoa. Mas a ideia não é só discutir, a ideia é aprender, ensinar e identificar práticas melhores, ou seja, sair do evento com melhores práticas, com mais gente consciente e com mais soluções.
A ABCPública não é uma entidade de discussão teórica. Dentre os associados temos professores, pesquisadores e tal, mas o nosso mote é como executar melhor, como fazer comunicação pública melhor. Todos os posicionamentos oficiais, e projetos que empreendemos estão t relacionados a impacto no dia a dia.
Postado em 25/07/2025
Entrevista com a doutora e mestra em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Michele Becker, sobre o papel da comunicação participativa na gestão de riscos e desastres climáticos no estado
Por Josino Tavares dos Santos Neto e Sofia Marcelle Almeida Gois (DCOS/UFS)
As mudanças climáticas têm afetado o Brasil e são compreendidas como a grande questão da ciência climática atual, além de dominar debates e reuniões para encontrar formas de reduzir os seus impactos na vida humana. Em ano da COP 30 em Belém/PA e de III ComPública, que será realizado na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no Campus São Cristóvão, é necessário ser debatido toda a questão que envolve as mudanças climáticas, especialmente em Sergipe, que apresenta dois problemas climáticos extremos e opostos: chuvas intensas e secas intensas.
O impacto das mudanças climáticas em Sergipe afeta tanto o litoral, com risco de inundações, quanto o agreste e o sertão, com a intensificação das secas que historicamente já afetam a região e geram risco de desertificação em grande parte da terra sergipana. São duas situações: “a falta de água e o excesso de água presente nesses territórios”, resume a professora.e Michele Becker, pós-doutora em Comunicação pela Université du Québec à Trois-Rivières (UQTR/Canada), onde desenvolveu a pesquisa “Communication et participation pour la réduction des risques de catastrophe dans la gestion intégrée de leau: une analyse comparative des bassins versants du fleuve Saint-Laurent/Canada et du fleuve São Francisco/Brésil” (2019-2020).
Neste contexto, a maioria das capitais brasileiras, incluindo Aracaju, não apresenta um Plano de Mudanças Climáticas, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) em 2024. Além do mais, estimativas feitas pelo Serviço Geológico Brasileiro explicitam que cerca de 7,6 mil pessoas viviam em áreas de risco na capital sergipana.
Becker entende que o enfrentamento dos desafios que estão e serão impostos pelas mudanças climáticas exigem um investimento maior em “comunicação participativa e ações voltadas à educomunicação, no sentido de trazer a sociedade para esse debate e conscientizar o cidadão por meio de ações comunicativas”. Apesar disto, e apesar de a norma ISO 31000, que rege a gestão de riscos, incluir a comunicação de modo transversal em todas as etapas da gestão, ela critica a ausência de comunicadores no planejamento e concepção das ações. “O que percebo é que na maioria das vezes, os protocolos são compostos por equipes multidisciplinares que envolvem engenheiros, sociólogos, biólogos e químicos, mas não há um espaço dentro dessas equipes multidisciplinares para o comunicador. Isso é uma falha grave”, avalia a professora.
Becker também é doutora (2016) e mestre (2011) em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Sergipe (Prodema/UFS), e atuou na imprensa brasileira e franco-brasileira, sobretudo, no campo do Jornalismo Cultural. Na área audiovisual, ela participou na produção e direção de produções como “Velho Chico, a alma do Povo Xokó” (2024) e “Agosto Sangrento” (2024). Nos dias atuais, direciona seu trabalho em duas frentes: fortalecer as estratégias da abordagem ESG (Ambiental, Social e Governança) para o desenvolvimento sustentável e promover a educação midiática na sociedade.
Quais são os principais problemas enfrentados por Sergipe em relação às mudanças climáticas e quais populações são mais afetadas?
Duas questões já são realidade no Estado e a tendência é que haja um risco de intensificação desses problemas. No litoral, temos as inundações, as enchentes. Com o aumento do nível do mar, esse é um fato que tem preocupado não só Aracaju, mas toda a costa brasileira, No agreste e no sertão, que sofrem historicamente com as secas, segundo os pesquisadores, a probabilidade de essas secas se intensificarem com as mudanças climáticas é ainda maior. Por um lado, o sertanejo e os habitantes da região agreste tendem a sofrer com a desertificação, por outro, as pessoas que moram na região litorânea e, principalmente, as populações ribeirinhas, podem sofrer com uma frequência de inundações, alagamentos e enchentes. São duas situações: a falta de água e o excesso de água presente nesses territórios.
Como avalia o papel da comunicação, em suas diferentes práticas, em agendar adequadamente esses problemas no cenário local?
A Defesa Civil do Brasil publicou recentemente quais são seus principais objetivos e metas para os próximos anos. Além do enfrentamento da crise climática por meio da gestão de riscos e de desastres, ela enfatizou também a preocupação com a comunicação, porque a comunicação é fundamental antes, no momento de prevenção, para mostrar às pessoas os riscos a que elas estão propensas e possam tomar uma atitude mais assertiva nas suas decisões. E depois da prevenção, a comunicação fundamental é para mitigar esses riscos, tentar encontrar formas de reduzir os riscos e a exposição da sociedade a eles, que são identificados pelos especialistas. Ou seja, de que maneira a sociedade e os governos dão a resposta que a sociedade precisa quando o desastre já aconteceu. Logo, a comunicação é fundamental em todos os aspectos. Quando a gente fala da ISO 31000, que regulamenta a gestão de riscos, dentre as várias etapas da gestão de risco, como a identificação do risco, a análise do risco, a comunicação está presente em todas as etapas da gestão de risco. Então, a comunicação é extremamente importante não só para manter as pessoas informadas sobre o que está acontecendo, sobre quais os possíveis riscos de uma determinada ação e sobre como nós podemos reduzir esses riscos para que uma quantidade de pessoas não seja impactada, mas ao mesmo tempo, quando acontecer o desastre, é importante que os veículos de comunicação se façam presentes para que as pessoas sejam informadas de como devem proceder nessa situação de crise e de desastre.
Que estratégias, na avaliação da senhora, a comunicação no âmbito do estado pode atuar para envolver os diversos atores sociais no debate público sobre o tema?
Há alguns anos, venho ministrando uma disciplina chamada de Seminários Temáticos 5, onde trabalho com a temática da comunicação de riscos e de desastres. Durante esses anos, sempre tentei trazer a Defesa Civil como parceiro da universidade para discutir com os estudantes. Eu entendo que há um esforço, tanto da Defesa Civil do estado quanto da Defesa Civil do município, para melhorar as suas estratégias de comunicação no sentido de uma atuação mais assertiva em relação à sociedade. No entanto, como especialista, compreendo que é preciso um investimento maior naquilo que chamamos de comunicação participativa e de ações voltadas à educomunicação, no sentido de trazer a sociedade para esse debate e conscientizar a sociedade por meio de ações comunicativas. Portanto, há um esforço para informar de forma adequada e objetiva a sociedade, mas ainda é preciso trabalhar melhor, se esforçar mais e estimular mais a comunicação participativa para que os atores sociais estejam presentes nesse processo. Além disso, gostaria de enfatizar uma tecla que aperto nos últimos tempos: os municípios, os estados, obrigatoriamente, precisam constituir as suas defesas civis, e a Defesa Civil tem a obrigação de realizar um protocolo de ação em caso de situações de riscos e de desastres. O que percebo é que na maioria das vezes, estes protocolos são compostos por equipes multidisciplinares que envolvem engenheiros, sociólogos, biólogos e químicos, mas não há um espaço dentro dessas equipes multidisciplinares para o comunicador. Isso é uma falha grave, porque se a ISO 31000, que rege a gestão de riscos, pressupõe que a comunicação faz parte de todas as etapas da gestão, então, como pode ser admissível realizar um projeto, um protocolo, um relatório sobre gestão de riscos e de desastres sem a participação desse profissional? Na maioria das vezes, percebo que o jornalista apenas assina. Ele faz parte desse expediente, mas como um simples revisor do conteúdo que foi tratado, e não como um profissional que pertence àquela equipe, no sentido de promover estratégias comunicativas que vão influenciar o modo de pensar e o comportamento da sociedade em relação a uma determinada situação que está em risco ou que pode vir a se tornar um desastre.
Qual a sua expectativa para receber o III Compublica na UFS, com uma tema tão alinhado à sua trajetória acadêmica?
A minha expectativa é a melhor possível. Esse ano é um ano emblemático, várias entidades e várias associações estão discutindo mudanças climáticas. A sociedade como um todo está mais informada sobre o que são as mudanças climáticas e se não está informada, está buscando mais informações. É muito importante que o evento venha a Sergipe e que venha pelas mãos de comunicadores públicos, o que demonstra que esses setores estão preocupados com a temática. É importante que nós, enquanto acadêmicos, também estejamos preparados para receber este evento. Com certeza, estarei participando, presente dentro daquilo que é possível, inclusive, apresentando trabalhos. Considero o evento extremamente importante e fico muito feliz que esteja acontecendo na Universidade Federal de Sergipe, para que nós possamos ter um contato direto com essas temáticas e com as pessoas que estão preocupadas com elas, para estimular ainda mais nossos alunos a refletirem sobre a importância do meio ambiente, o impacto das mudanças climáticas, o nosso modo de viver e o nosso habitat. Portanto, espero que a gente tenha um excelente evento aqui em outubro.
REFERÊNCIAS
Postado em 25/07/2025
Por Maria Eduarda Tavares Gomes, Josielly Amaro da Silva e Mateus Tavares da Silva (DCOS/UFS)
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) se prepara para receber a III ComPública, que terá como tema “Emergência Climática e Direito à Informação”, durante os dias 20, 21 e 22 de outubro. ComPública é um evento nacional que reunirá profissionais, pesquisadores e estudantes da área da comunicação pública. Os participantes terão a oportunidade de explorar duas cidades durante o evento, a capital Aracaju onde ficam os principais hotéis e a histórica São Cristóvão, quarta cidade mais antiga do país, que sedia o campus da UFS, a maior instituição de ensino superior de Sergipe e um dos principais centros de pesquisa e formação acadêmica da região.
A área de Comunicação da UFS tem três cursos em nível de graduação, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Cinema e Audiovisual, que reúnem em torno de 600 alunos, com 30 professores. Na pós-graduação, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) oferece Mestrado, desde 2012, e iniciará sua primeira turma de doutorado em 2025. O programa possui duas linhas de pesquisa, “Produtos, processos e práticas midiáticas” e “Cultura, economia e políticas de comunicação”, que abordam temas como mídia e processos socioculturais, comunicação política e produção de narrativas contemporâneas.
A colaboração entre o Departamento de Comunicação Social (DCOS) da UFS e a ABCPública para a realização do evento, destaca o professor Mário César, que integra a comissão local de organização, “tem o objetivo de contribuir para a produção e disseminação de conhecimentos sobre comunicação pública no Brasil, promovendo avanços concretos nessa área tão essencial para a democracia.”O DCOS está desenvolvendo um planejamento que integra ações de jornalismo, publicidade e audiovisual, envolvendo docentes, discentes e técnicos dos cursos.
Para a professora do curso de Jornalismo da UFS, Alice Oliveira de Andrade,, que coordena a Comissão de Comunicação do III ComPública, atuar nessa área do evento será uma oportunidade importante para os estudantes colocarem em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Ela destaca, por exemplo, que “a cobertura de um evento desse porte funciona como uma verdadeira aula de jornalismo, já que envolve todas as etapas do processo produtivo, como definição de pauta, apuração, produção, edição e publicação”. Alice acredita que essa experiência ajudará os alunos a se conectarem com profissionais da área e a compreenderem como os temas debatidos no universo acadêmico se traduzem na prática jornalística.
CIDADE E CULTURA
Os passeios pela cidade de São Cristóvão, sede do evento, vão agregar ainda mais valor à experiência. Como a quarta cidade mais antiga do Brasil, seu patrimônio histórico e cultural cria um cenário singular para o congresso. No entanto, grande parte dos participantes ficará hospedada em Aracaju, que está a aproximadamente 15 km da UFS e conta com a infraestrutura hoteleira, assim como bares e restaurantes, especialmente na Orla de Atalaia, um dos principais pontos turísticos da capital. Na orla, além de desfrutar de bares, restaurantes com gastronomia regional, há o oceanário do Projeto Tamar e espaços culturais que refletem a riqueza da cultura sergipana.
O deslocamento entre Aracaju e o campus da UFS pode ser feito por transporte público ou por aplicativos de mobilidade. Para turistas, a opção mais segura e recomendada é o uso de carros por aplicativo. Saindo dos Arcos da Orla de Atalaia, a viagem até a UFS custa, em média, R$30 e leva aproximadamente 25 minutos.
A expectativa da comunidade universitária em receber os participantes é alta. Professores, servidores e estudantes estão engajados na organização do evento, preparados para compartilhar conhecimentos e experiências em um ambiente acolhedor e produtivo. O III ComPública na UFS promete ser um espaço de aprendizado, troca de ideias e fortalecimento da comunicação como ferramenta essencial para o desenvolvimento social e cultural.
Postado em 25/07/2025
premiação será entregue durante o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública em Sergipe. Não deixe sua rádio fora dessa!
Até 16 de abril de 2025, rádios universitárias de todo Brasil podem inscrever gratuitamente trabalhos jornalísticos no Prêmio Neuza Meller de Radiodifusão Universitária 2025. Uma iniciativa da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), a edição deste ano tem por finalidade reconhecer e premiar as melhores produções jornalísticas de emissoras universitárias brasileiras, que contribuam para o debate público sobre emergência climática e direito à informação, tema do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III Compública), que será realizado em Sergipe, de 20 a 22 de outubro de 2025.
Podem concorrer equipes de emissoras de radiodifusão vinculadas a instituições de ensino superior brasileiras, públicas ou privadas, que integrem consórcios de canais universitários regulamentados pela Lei do Acesso Condicionado (SeAC) ou que tenham concessões próprias. Os vencedores levam o troféu Neuza Meller de radiodifusão, certificado e o reconhecimento da ABCPública.
A inscrição é gratuita e está prorrogada até o dia 16 de junho de 2025, exclusivamente pelo site do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, na seção “Prêmios”. Serão aceitos trabalhos jornalísticos veiculados entre 1º de julho de 2023 e 31 de dezembro de 2024. Cada emissora poderá inscrever apenas uma produção, sendo considerada válida apenas a última submissão registrada.
As inscrições devem conter:
A avaliação será realizada por uma comissão composta por três especialistas em comunicação pública. Os critérios analisados incluem:
Serão premiadas as três melhores produções, classificadas em primeiro, segundo e terceiro lugares. O anúncio dos vencedores ocorre até 20 de agosto, e a entrega do Troféu Neuza Meller será realizada durante o III ComPública, em 20 de outubro de 2025, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão/SE.
A premiação homenageia a jornalista Neuza Meller, servidora da Universidade de Brasília (UnB) e diretora da UnBTV por uma década. Referência na comunicação pública e uma das responsáveis pela criação do Canal Universitário de Brasília, Neuza faleceu em 2021, vítima da COVID-19, deixando um legado de comprometimento com a democratização da informação.
Para a ABCPública, o Prêmio Neuza Meller reforça o compromisso com a valorização da radiodifusão universitária e com a formação cidadã por meio da comunicação. “Queremos reconhecer práticas que ampliem o acesso à informação de interesse público e que contribuam para enfrentar desafios contemporâneos, como a emergência climática”, destaca o presidente da associação, Jorge Duarte.
Leia o edital e se inscreva, mais informações através do site https://doity.com.br/iii-compublica/blog/premios
Sobre o III ComPública
Em outubro de 2025, será realizado o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública) no Campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento discutirá diversos temas relevantes para a comunicação pública no Brasil, com ênfase no papel dos profissionais de comunicação frente à emergência climática e no direito à informação. O congresso é destinado a estudantes, pesquisadores e profissionais da área.
A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) é uma associação civil instituída em 2016, com o objetivo de fortalecer e promover a comunicação pública no Brasil.
SERVIÇO
III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, Emergência Climática e Direito à Informação
Tema: Emergência Climática e Direito à Informação
Local: Universidade Federal de Sergipe – Campus São Cristóvão/SE
Data: 20, 21 e 22 de outubro de 2025
Plataforma oficial: https://doity.com.br/iii-compublica/
Mais informações: abcpublica.org.br4
Redes sociais: @abcpublica
Mais informações: abcpublica.org.br
Redes sociais: @abcppublica (Instagram e YouTube)
Postado em 25/07/2025
Iniciativa reconhece profissionais que se destacam na promoção da comunicação pública voltada ao interesse coletivo e à construção da cidadania
Aracaju/SE – 12 de abril de 2025 – Está oficialmente aberto o processo de seleção para o Prêmio Beth Brandão de Comunicação Pública 2025, promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública). A homenagem será concedida durante o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública), que será realizado de 20 ae 22 de outubro, no campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A iniciativa visa reconhecer pessoas relevantes para o campo da comunicação pública no Brasil, seu trabalho e trajetória.
O Prêmio é uma homenagem à jornalista, relações públicas, pesquisadora, consultora e professora Elizabeth Pazito Brandão, uma profissional de grande atuação e engajamento na área de comunicação no Brasil. Brandão dedicou-se ao ensino, à pesquisa e a diversas atividades profissionais, sempre buscando o aprimoramento da comunicação, especialmente aquela voltada à qualidade da informação e ao relacionamento entre instituições e sociedade.
A premiação visa valorizar profissionais cuja atuação tenha contribuído significativamente para o uso estratégico da comunicação na construção da cidadania no Brasil. A escolha do(a) agraciado(a) será feita por uma comissão de três especialistas indicados pela Diretoria Executiva da ABCPública, com base em critérios como relevância da trajetória, contribuição acadêmica ou profissional, e alinhamento aos princípios da entidade.
“O Prêmio Beth Brandão é mais do que uma homenagem. É um reconhecimento àqueles que fazem da comunicação uma ferramenta de
transformação social e de fortalecimento da democracia”, afirma Jorge Duarte, presidente da ABCPública.
A entrega oficial do prêmio será realizada na noite de abertura do III ComPública, no dia 20 de outubro, em Aracaju. A expectativa é reunir cerca de 400 participantes de todo o país, entre estudantes, pesquisadores e profissionais da área, para discutir temas como emergência climática, direito à informação e as práticas contemporâneas da comunicação voltada ao interesse público.
Organizado pela ABCPública em parceria com a UFS, o congresso contará com uma programação intensa de palestras, mesas temáticas, oficinas e apresentação de artigos científicos.
O prêmio Beth Brandão foi entregue pela primeira vez no II ComPública à professora Heloiza Matos, pela sua notória contribuição ao quadro da comunicação pública no Brasil e também por sua atuação que se liga fortemente à missão da ABCPública. Heloiza é doutora em Ciências da Comunicação e pesquisadora, sendo sócia-honorária da ABCPública desde 2019 e referência na Comunicação Pública.
A premiação consistirá em um troféu e um diploma de reconhecimento. Todos os integrantes da comissão de seleção também receberão certificados pela participação.
Leia o edital! Mais informações acesse o site https://doity.com.br/iii-compublica
Sobre o III ComPública
Em outubro de 2025, será realizado o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública) no Campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento discutirá diversos temas relevantes para a comunicação pública no Brasil, com ênfase no papel dos profissionais de comunicação frente à emergência climática e no direito à informação. O congresso é destinado a estudantes, pesquisadores e profissionais da área.
A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) é uma associação civil instituída em 2016, com o objetivo de fortalecer e promover a comunicação pública no Brasil.
Postado em 25/07/2025
Reconhecimento valoriza produções sobre emergência climática e direito à informação em emissoras universitárias
Aracaju/SE – 12 de abril de 2025 – Estão abertas, a partir do dia 21 de abril, as inscrições para o Prêmio Neuza Meller de Radiodifusão Universitária 2025, promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública). A iniciativa reconhece e premia as melhores produções jornalísticas de emissoras universitárias brasileiras que contribuam para o debate público sobre emergência climática e direito à informação.
A premiação homenageia a jornalista Neuza Meller, servidora da Universidade de Brasília (UnB) e diretora da UnBTV por uma década. Referência na comunicação pública e uma das responsáveis pela criação do Canal Universitário de Brasília, Neuza faleceu em 2021, vítima da COVID-19, deixando um legado de comprometimento com a democratização da informação.
Podem concorrer equipes de emissoras de radiodifusão vinculadas a instituições de ensino superior brasileiras, públicas ou privadas, que integrem consórcios de canais universitários regulamentados pela Lei do Acesso Condicionado (SeAC) ou que tenham concessões próprias.
A inscrição é gratuita e deve ser feita até o dia 23 de maio de 2025, exclusivamente pelo site do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, na seção “Prêmios”.
Serão aceitos trabalhos jornalísticos veiculados entre 1º de julho de 2023 e 31 de dezembro de 2024. Cada emissora poderá inscrever apenas uma produção, sendo considerada válida apenas a última submissão registrada.
As inscrições devem conter:
A avaliação será realizada por uma comissão composta por três especialistas em comunicação pública. Os critérios analisados incluem:
Serão premiadas as três melhores produções, classificadas em primeiro, segundo e terceiro lugares. O anúncio dos vencedores ocorre até 20 de agosto, e a entrega dos prêmios será realizada durante o III ComPública, em 20 de outubro de 2025, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão/SE.
Para a ABCPública, o Prêmio Neuza Meller reforça o compromisso com a valorização da radiodifusão universitária e com a formação cidadã por meio da comunicação. “Queremos reconhecer práticas que ampliem o acesso à informação de interesse público e que contribuam para enfrentar desafios contemporâneos, como a emergência climática”, destaca o presidente da associação, Jorge Duarte.
Leia o edital e se inscreva, mais informações através do site https://doity.com.br/iii-compublica
Sobre o III ComPública
Em outubro de 2025, será realizado o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública) no Campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento discutirá diversos temas relevantes para a comunicação pública no Brasil, com ênfase no papel dos profissionais de comunicação frente à emergência climática e no direito à informação. O congresso é destinado a estudantes, pesquisadores e profissionais da área.
A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) é uma associação civil instituída em 2016, com o objetivo de fortalecer e promover a comunicação pública no Brasil.
SERVIÇO
III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, Emergência Climática e Direito à Informação
Tema: Emergência Climática e Direito à Informação
Local: Universidade Federal de Sergipe – Campus São Cristóvão/SE
Data: 20, 21 e 22 de outubro de 2025
Plataforma oficial: https://doity.com.br/iii-compublica/
Mais informações: abcpublica.org.br4
Redes sociais: @abcpublica
Mais informações: abcpublica.org.br
Redes sociais: @abcppublica (Instagram e YouTube)
Postado em 25/07/2025
O evento, realizado entre 20 e 22 de outubro, contará com mesas-redondas, oficinas e palestras
Em outubro de 2025, será realizado o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública) no Campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento discutirá diversos temas relevantes para a comunicação pública no Brasil, com ênfase no papel dos profissionais de comunicação frente à emergência climática e no direito à informação. O congresso é destinado a estudantes, pesquisadores e profissionais da área.
O congresso contará com palestras, mesas-redondas, oficinas e apresentações de artigos científicos. Segundo o presidente da ABCPública, Jorge Duarte, será “um espaço fundamental para a troca de experiências, a qualificação profissional e o aperfeiçoamento das práticas de comunicação voltadas ao interesse público. Em um cenário de enormes desafios, investir em aprendizado contínuo e boas práticas é essencial para fortalecer a transparência, a participação cidadã e a democracia”.
O III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública: Emergência Climática e Direito à Informação é uma iniciativa da Associação Brasileira de Comunicação Pública em parceria com a Universidade Federal de Sergipe, por meio do Departamento de Comunicação Social (DCOS). A organização do evento é realizada por professores e estudantes da UFS, integrantes da ABCPública, ALESE e outras instituições parceiras que colaboram para viabilizar as estruturas física, logística e científica desta terceira edição.
Jorge Duarte reforça, ainda, a importância do debate sobre comunicação pública: “A comunicação pública precisa ser constantemente aprimorada para atender às demandas da sociedade. O ComPública é um momento essencial para qualificar profissionais, incentivar a aprendizagem e estimular práticas inovadoras que tornem a informação mais acessível e útil para todos os cidadãos”.
A expectativa é reunir presencialmente cerca de 400 participantes de todo o país para discutir e refletir sobre os desafios. Será também uma oportunidade de conhecer práticas de excelência em comunicação pública. Para mais informações e inscrições, acesse o site oficial do III ComPública: https://doity.com.br/iii-compublica/, acompanhe o site da ABCPública (abcpublica.org.br) e o perfil no Instagram (@abcpublica).
Para Pábulo Henrique, coordenador do III ComPública, este congresso é uma oportunidade para repensarmos o papel da comunicação no enfrentamento das crises que impactam a sociedade. “Discutir a emergência climática e o direito à informação é essencial para que os comunicadores atuem de forma crítica, ética e comprometida com o interesse público. Sergipe se torna, assim, um ponto de encontro para a construção de caminhos mais justos e democráticos por meio da comunicação”, reforça.
SERVIÇO
III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública: Emergência Climática e Direito à Informação
Tema: Emergência Climática e Direito à Informação
Local: Universidade Federal de Sergipe – Campus São Cristóvão/SE
Data: 20, 21 e 22 de outubro de 2025
Plataforma oficial: https://doity.com.br/iii-compublica/
Mais informações: abcpublica.org.br
Redes sociais: @abcpublica (Instagram, YouTube e LinkedIn)
Postado em 23/03/2025
Os prêmios Beth Brandão e Neuza Meller foram lançados com exclusividade durante o I Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, Cidadania e Informação, em 2021, como forma de homenagear as duas profissionais que dão nome às honrarias e que dedicaram suas carreiras à Comunicação Pública. De caráter bienal, os prêmios reconhecem pessoas e produções que tenham contribuído de forma relevante para o campo da Comunicação Pública no Brasil.
PRÊMIO BETH BRANDÃO DE COMUNICAÇÃO PÚBLICA 2025
O Prêmio Beth Brandão será concedido a uma profissional ou um profissional brasileiro cuja trajetória acadêmica ou atuação profissional tenha contribuído significativamente para o fortalecimento da comunicação pública no país.
A comissão de seleção de 2025, indicada pela diretoria executiva da ABCPública, é composta pelos seguintes profissionais:
Agnaldo Montesso - Jornalista da Fundação Cultural de Varginha
Alessandra Anselmo - Jornalista da Câmara dos Deputados
Ana Lúcia Novelli - presidente do Conselho Federal de Relações Públicas (CONFERP)
O prêmio homenageia a memória da jornalista, relações públicas, pesquisadora, consultora e professora Elizabeth Pazito Brandão. Conhecida como Beth Brandão, ela foi uma das mais atuantes e engajadas profissionais da comunicação pública no Brasil, com participação em diversas instituições e grupos. Sua carreira abrangeu ensino, pesquisa e atividades profissionais diversificadas, sempre voltadas para o aperfeiçoamento da comunicação, especialmente no que se refere à qualidade da informação e ao relacionamento entre instituições e sociedade.
PRÊMIO NEUZA MELLER DE RADIODIFUSÃO UNIVERSITÁRIA 2025
O Prêmio Neuza Meller homenageia a memória da jornalista Neuza Meller, servidora da Universidade de Brasília (UnB) e diretora da UnBTV por dez anos. Sua atuação foi emblemática no campo da comunicação pública, destacando-se na defesa da ampliação da relevância e visibilidade das televisões universitárias.
A honraria será concedida às equipes de emissoras de radiodifusão vinculadas a instituições de ensino superior brasileiras - públicas ou privadas - bem como àquelas que participam de consórcios de canais universitários regulados pela Lei do Acesso Condicionado (SeAC) ou que possuam concessões próprias.
Poderão ser inscritos, gratuitamente, quaisquer trabalhos jornalísticos veiculados por emissoras de radiodifusão universitária entre 1º de julho de 2023 e 31 de dezembro de 2024, exibidos em qualquer plataforma, inclusive na internet. O prêmio reconhecerá os melhores trabalhos com foco na emergência climática e no direito à informação.
A comissão julgadora será integrada por profissionais e especialistas da área de comunicação pública.
Postado em 23/03/2025
O III ComPública convida comunicadores de todo o Brasil a se encontrarem em um território repleto de histórias, afetos e belezas naturais: as cidades de Aracaju e São Cristóvão, em Sergipe.
Aracaju, a capital sergipana, é conhecida por seu clima agradável, gastronomia saborosa e uma das orlas urbanas mais bonitas do Brasil. Com ruas planejadas, acessibilidade e um povo acolhedor, a cidade combina tranquilidade com infraestrutura moderna.
Entre seus principais atrativos estão:
São Cristóvão: Patrimônio Histórico Nacional
A apenas 25 km da capital, está a charmosa e histórica São Cristóvão, a quarta cidade mais antiga do Brasil, fundada em 1590. Conhecida por seu casario colonial preservado e pelas ruas de pedra, a cidade é tombada pelo IPHAN e reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Imperdíveis em São Cristóvão:
Cultura, diálogo e hospitalidade nordestina
Realizar o III ComPública nesse cenário é criar um espaço de trocas e vivências em uma região onde a comunicação, a cultura e a história se entrelaçam com a natureza e a hospitalidade do povo sergipano.
Local do evento
A Universidade Federal de Sergipe (UFS), localizada em São Cristóvão, é a maior instituição de ensino superior de Sergipe e um dos principais centros de pesquisa e formação acadêmica da região. Grande parte dos participantes ficará hospedada em Aracaju, que está a aproximadamente 15 km da UFS.
O deslocamento entre Aracaju e o campus da UFS pode ser feito por transporte público ou por aplicativos de mobilidade. Para turistas, a opção mais segura e recomendada é o uso de carros por aplicativo. Saindo dos Arcos da Orla de Atalaia, a viagem até a UFS custa, em média, R$ 30 e leva aproximadamente 25 minutos.
Aracaju e São Cristóvão te esperam de braços abertos!
Dicas Importantes!
- Agência de Viagem Propagtur | Fone: (79) 99889 8391 (Rafaela Rocha).
- Hotel Celi Hotel Aracaju | Fone: (79) 998156019 (Rose Santos)
Site: https://celihotel.com.br/ | E-mail: comercial@celihotel.com.br | reservas.connect@celihotel.com.br
Observação: Inscritos têm 15% de desconto, no valor da diária.
Postado em 23/03/2025
A organização do III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (III ComPública) iniciará em maio a submissão de trabalhos para sua edição de 2025. O evento, que será realizado de 20 a 22 de outubro na Universidade Federal de Sergipe (UFS), convida pesquisadores, profissionais e estudantes a submeterem resumos expandidos. Confira o cronograma, abaixo!
Cronograma da chamada de trabalhos
05/05/2025 - Publicação do edital da chamada de trabalhos
15/05/2025 - Início do período de submissões dos resumos expandidos
30/06/2025 – Prazo final para submissão dos resumos expandidos.
15/08/2025 – Divulgação das cartas de aceite para os trabalhos aprovados.
30/08/2025 – Publicação da lista final dos trabalhos aceitos.
10/10/2025 – Envio da versão completa dos artigos aprovados.
Com o tema "Comunicação Pública, Emergência Climática e Direito à Informação", o congresso busca estimular debates e fortalecer a pesquisa na área. As propostas aprovadas serão apresentadas nos Grupos de Trabalho (GTs), que abordarão diferentes perspectivas da comunicação pública.
Os interessados poderão submeter seus estudos dentro dos seguintes eixos temáticos:
GT 01 | Comunicação Pública, Governo Digital e Inteligência Artificial
GT 02 | Comunicação Pública, Direitos Humanos, Diversidade e Acessibilidade
GT 03 | Comunicação Pública, Transparência, Accountability e Participação
GT 04 | Comunicação Pública, Cidadania, Educação e Meio Ambiente
GT 05 | Comunicação Pública, Radiodifusão Pública e Experiências Audiovisuais
GT 06 | Boas Práticas em Comunicação Pública: Estudos de Caso
Comissão Científica
Josenildo Luiz Guerra (UFS)
Michel Carvalho da Silva (ABCPÚBLICA)
Kátia Viviane da Silva Vanzini (ABCPÚBLICA)
O III ComPública é promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Os organizadores convidam a comunidade acadêmica e profissional a contribuir com estudos que fortaleçam a Comunicação Pública no Brasil.