A utilização de materiais artificiais feitos pelo homem para substituir partes do corpo humano que tenham se deteriorado não é prática somente atual, e remonta até os incas ou egípcios. Tais povos usavam o marfim, ou dentes de animais, para substituir dentes naturais que houvessem se extraviado.
A busca pelo que podemos chamar de “próteses”, se é inata ao homem desde sua configuração como espécie (o que seria uma rústica bengala, pau ou estaca, senão uma perna postiça?), tem adquirido nos tempos atuais, e graças à evolução da ciência, um papel de destaque muito decisivo para a melhoria de vida das pessoas. Hoje, o que está em voga são os biomateriais, que uma vez implantados, agem como se fizessem parte, mesmo artificiais, dos órgãos e tecidos das pessoas. Buscar meios de aperfeiçoá-los, evitando reações adversas e tornando-os mais úteis e práticos funcionalmente, é um dos desafios atuais.
O estudo de biomateriais, principalmente para fins de aplicação ortopédica e dentária, apresenta caráter multidisciplinar e envolve diferentes áreas do conhecimento, sobretudo as de ciências biomédicas e exatas.
Atualmente, além da adaptação dos materiais já existentes, pesquisadores tem buscado adequar características específicas para as aplicações desejadas, tornando-os satisfatórios estruturalmente e funcionalmente no organismo humano, isto é, desenvolvendo materiais que se adaptem às condições fisiológicas – químicas, físicas e biológicas – sem que as suas funções sejam alteradas.