VEm Brasil - Virtual Etnomatemática - Brasil

VEm Brasil - Virtual Etnomatemática - Brasil

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De 25 a 26 de abril Todos os dias das 08h às 00h
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Sobre o Evento

VEm Brasil- 40 horas ininterruptas de Etnomatemática


Inscrições abertas para espectadores-interativos:acesse ORIENTAÇÕES. Inscreva-se já!


O VEm Brasil(Virtual Etnomatemática (Em) - Brasil) é um momento virtual para Etnomatemática, promovido pela EtnoMatemaTicas Brasis, uma comunidade ligada àcoordenação no Brasil da Red Internacional de Etnomatemática.

O VEm Brasil possui100 parceiros: de 21 Estados do Brasil (AC, AL, AP, AM, BA, CE, ES, GO, MA, MS, MG, PA, PE, PI, RJ, RO, RS, SC, SE, SP, TO) e do DF; de 12 países, da África, das Américas Central, Norte e Sul, da Ásia e da Europa (Argentina, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Estados Unidos, México, Nepal, Peru, Portugal); 54 doutores e doutorandos, 22 mestres e mestrandos, e os demais, especialistas, graduados e graduandos.

Justificativa- A diversidade de contextos, estudos e ações da Etnomatemática, enquanto programa de pesquisa e epistemologia e suas manifestações pedagógicas, artísticas e socioculturais, vem concretizando um envolvimento conceitual eclético de simpatizantes, curiosos, teóricos e práticos, mas dispersos pelo Brasil, pelo mundo afora. Destinar um momento virtual para Etnomatemática - mediado por multimídias gratuitas - pode representar um trabalho ético, colaborativo e interativo de seus envolvidos, cujo produto venha constituir-se em um acervo virtual disponível ao acesso de todos.

Objetivo- Trabalhar ética, colaborativa e interativamente o tema Etnomatemática, em vias de reconhecer e abraçar suas diversas concepções e de promover a integração e a interação de seus envolvidos, teóricos e práticos, simpatizantes e curiosos.

Concepção - VEm Brasil toma por base e por propósito a ênfase aos:princípios - paz, ética, liberdade, colaboração; evalores – participação ativa, interação virtual, foco no Programa Etnomatemática (epistemologia e pesquisa, ensino e extensão, manifestações diversas).

Proposta - Fazer chamadas públicas e direcionadas a grupos, comunidades. instituições, pessoas que contemplam Etnomatemáticaem seus estudos e práticas, para participação no VEm Brasil 1, como proponentes de trabalhos/atividades, com prazo determinado, exclusivamente veiculados por mídias virtuais gratuitas predefinas ou previamente acordadas com a comissão organizadora.

Acesse o cronograma simplificado do evento:https://is.gd/oNvYjy

Esperamos que muitos atores de Etnomatemática adiram a esse encontro virtual. Fica o nosso convite:VEm Brasil!

Mediadores

  • Adriano Vargas Freitas (Rio de Janeiro - Brasil)
  • Alcione Marques Fernandes e alunos da disciplina de Etnomatemática (Tocantins - Brasil)
  • Aldeni Melo de Oliveira (Amapá - Brasil)
  • Alexander Cavalcanti Valença (Pernambuco - Brasil)
  • Alexandrino Moreira Lopes (Cabo Verde - África)
  • Ana Beatriz Benjamim de Oliveira (Amapá - Brasil)
  • Ana Priscila Sampaio Rebouças (Maranhão - Brasil)
  • Anderon Melhor Miranda (Bahia - Brasil)
  • Anderson Henrique Costa Barros (Maranhão - Brasil)
  • André Araújo de Oliveira (PIauí - Brasil)
  • Andreia Lunkes Conrado (São Paulo - Brasil)
  • Anete Otília Cardoso de Santana Cruz (Bahia - Brasil)
  • Antônio Francisco Ramos (Piauí - Brasil)
  • Ariane Gurjão Guimarães (Amapá - Brasil)
  • Bruno Gonçalo Penedo Souza (Rio de Janeiro - Brasil)
  • Carloney Alves de Oliveira (Alagoas - Brasil)
  • Carlos Mathias - Matemática Humanista (Rio de Janeiro - Brasil)
  • Carolina Tamayo (Brasil / Colômbia)
  • Coletivo de Combate ao Racismo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Jaboatão dos Guararapes-PE (SINPROJA) (Pernambuco - Brasil
  • Cristiane Coppe de Oliveira (Minas Gerais e São Paulo - Brasil)
  • Daniel Clark Orey (Minas Gerais - Brasil)
  • Daniela Santa Inês Cunha (Bahia - Brasil)
  • Darlane Cristina Maciel Saraiva (Amazonas - Brasil)
  • Douglas Junior de Souza Alves (Rondônia - Brasil)
  • Edilene França Pereira (Pará - Brasil)
  • Edinilson dos Anjos Silva (Espírito Santo - Brasil)
  • Elcimar Simão Martins (Ceará - Brasil)
  • Eric Machado Paulucci (São Paulo Brasil)
  • Eulina Coutinho Silva do Nascimento (Rio de Janeiro)
  • Evanilson Tavares de França (Sergipe - Brasil)
  • Éverton Melo de Melo (Acre - Brasil)
  • Fabíola Lorenda de Oliveira Damasceno (Amapá - Brasil)
  • Fabrício de Santos (Amapá - Brasil)
  • Francileide Santana dos Santos (Bahia - Brasil)
  • Francisca Melo Agapito (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Gisella de Souza Ferreira (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Grupo de Estudio de Filosofia y Educación Matemática de la Universidad de Antioquia (Colômbia)
  • Hilbert Blanco-Álvarez (Colômbia)
  • Ieda Maria Giongo (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Ivanildo Lima da Silva (Maranhão - Brasil)
  • Jackson Luis Santos de Vargas (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Jaya Bishnu Pradhan (Nepal)
  • Jeanice Back Andrade (Santa Catarina - Brasil)
  • João Batista Nascimento Pará - Brasil)
  • João Philipe Macedo Braga (Ceará - Brasil)
  • Jonatha Daniel dos Santos (Rondônia - Brasil)
  • Jonathan Castro Amanajás (Amapá - Brasil)
  • José Ivanildo Felisberto de Carvalho (Pernambuco - Brasil)
  • José Lucas Soares de Alencar (PIauí - Brasil)
  • José Roberto da Silva (Pernambuco - Brasil)
  • José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil)
  • José Sávio Bicho (Pará - Brasil)
  • Juliana Batista Pereira dos Santos (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Júlio César Augusto Valle (São Paulo - Brasil)
  • Ketlin Kroetz (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Larissa Mascarenhas Coelho (Amapá - Brasil)
  • Leila Carla dos Santos Quaresma (Alagoas - Brasil)
  • Luane Bento dos Santos (Rio de Janeiro - Brasil)
  • Lucas Gabriel Lima Viana (Piauí - Brasil)
  • Lucélia Maria Fonseca Oliveira (Piauí - Brasil)
  • Luciana de Sousa Gomes (PIauí - Brasil)
  • Luciana dos Santos Rodrigues (Amapá - Brasil)
  • Luciane Santorum Fredrich (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Lucianne Oliveira Monteiro Andrade (Goiás - Brasil e Argentina)
  • Luciano de Santana Rodrigues (Piauí - Brasil)
  • Luis Tiago Ostemberg (Rio Grande do Sul)
  • Maria Cecilia Fantinato (Rio de Janeiro - Brasil)
  • María del Carmen Bonilla (Peru)
  • María Elena Gavarrete (Costa Rica)
  • Maria Eleni da Costa (Piauí - Brasil)
  • María Eugenia Reyes (Chile)
  • Mariza de Andrade Brum (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Michel Lopes Granjeiro (Ceará - Brasil)
  • Milton Rosa (Minas Gerais - Brasil)
  • Miriam Moramay Micalco Méndez (México)
  • Morgana Domênica Hattge (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Natalia Ruiz (Espanha)
  • Natalia Sgreccia (Argentina)
  • Natarsia Camila Luso Amaral (Maranhão - Brasil)
  • Nivia Maria Ladeira Miranda (Minas Gerais - Brasil)
  • Núbia Cristiana Gonçalves (Goiás - Brasil)
  • Olenêva Sanches Sousa (Bahia - Brasil)
  • Paulo Adriano Villanova da Silva (Piauí - Brasil)
  • Pedro José Florencio da Silva (Tocantins - Brasil)
  • Pedro Manuel Baptista Palhares (Portugal)
  • Pedro Sousa Lacerda (Bahia - Brasil)
  • Programas Universais / Licenciatura em Matemática - IFBA (Bahia - Brasil)
  • Quele Daiane Ferreira Rodrigues (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Raimundinha Nunes Gomes Vilanova (Piauí - Brasil)
  • Raimundo Nonato das Chagas e Silva Júnior (Piauí - Brasil)
  • Regilania da Silva Lucena (Ceará - Brasil)
  • Rinaldo Pevidor Pereira (Espírito Santo - Brasil)
  • Rogério Ferreira (Brasília-DF - Brasil)
  • Romaro Antonio Silva (Amapá - Brasil)
  • Ron Eglash (EUA)
  • Roxana Auccahuallpa Fernández (Equador)
  • Samuelita de Albuquerque Barbosa (Pernambuco - Brasil)
  • Sandra Maria Nascimento de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil)
  • Solange Carvalho de Souza (Rio Grande do Sul - Brasil)
  • Thiago Donda Rodrigues (Mato Grosso do Sul - Brasil)
  • Tod Shockey (EUA)
  • Toyanath Sharma (Nepal)
  • Trilochan Sharma (Nepal)
  • Valdirene Rosa de Souza (São Paulo - Brasil)
  • Willian Colares Destefani (Espírito Santo)

Programação

08h30 - Hilbert Blanco-Álvarez (Colômbia) "Hacia un modelo del conocimiento didáctico-matemático del profesor etnomatemático" Apresentação
"Hacia un modelo del conocimiento didáctico-matemático del profesor etnomatemático"
Local: YouTube

[Apresentação em Espanhol]

Hacia un modelo del conocimiento didáctico-matemático del profesor etnomatemático  

Hilbert Blanco-Álvarez - Universidad de Nariño, Colombia


Se presenta un modelo emergente del conocimiento didáctico-matemático del profesor de matemáticas desde la etnomatemática.  Éste surge de una amplia revisión de la literatura. Se presentan diez características encontradas que lo componen. Característica 1: Estudiar las etnomatemáticas de diversas culturas, en la búsqueda de una conciencia de las matemáticas como un producto sociocultural. Característica 2: Formar un profesor-investigador de las etnomatemáticas, de otras racionalidades presentes entre sus estudiantes y/o en la comunidad. Característica 3: Colocar el énfasis en los estudiantes, en sus conocimientos previos, en su cultura y en las formas de legitimar sus conocimientos en el aula. Característica 4: Propiciar experiencias al estudiante para que constate que estos conceptos siguen vivos y plenamente contextualizados en las sociedades de hoy en día. Característica 5: El profesor debe estar disponible para escuchar a los estudiantes y abrir su mente hacia la diferencia del pensamiento matemático del otro. Característica 6: Brindar herramientas que le ayuden al profesor a establecer conexiones entre las matemáticas escolares y otras áreas. Característica 7: Ampliar el currículo de formación de profesores incorporando otras disciplinas y los resultados de la investigación sobre formación de profesores. Característica 8: Re-pensar la escuela como un lugar de encuentro de saberes matemáticos, de culturas, donde se respete la diferencia y se promueva la formación de una nueva ciudadanía. Característica 9: Ofrecer al profesor herramientas que le ayuden a integrar los resultados de la investigación etnomatemática en el aula. Característica 10: Formar a los profesores como profesionales reflexivos sobre su propia práctica.

08h45 - Carloney Alves de Oliveira (Alagoas - Brasil), Leila Carla dos Santos Quaresma (Alagoas - Brasil) "A alfabetização matemática na perspectiva da Etnomatemática na Educação de Jovens, Adultos e Idosos" Apresentação
"A alfabetização matemática na perspectiva da Etnomatemática na Educação de Jovens, Adultos e Idosos"
Local: Facebook

A alfabetização matemática na perspectiva da Etnomatemática na Educação de Jovens, Adultos e Idosos

Leila Carla dos Santos Quaresma

Carloney Alves de Oliveira

(Universidade Federal de Alagoas - UFAL)


O presente texto tem o objetivo de discutir sobre uma pesquisa a qual está em desenvolvimento, pertencente ao Programa de pós graduação em ensino de ciências e matemática (PPGECIM) pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). A pesquisa está relacionada a alfabetização matemática por meio da Etnomatemática na educação de jovens, adultos e idosos (EJAI). O pesquisador D’Ambrósio (2012) tem trazido contribuições sobre o ensino da matemática através da abordagem da Etnomatemática, a qual traz a discussão sobre a relação que há entre o saber e o fazer matemática de sujeitos imergido em seu contexto cultural. Diante das experiências vivenciadas enquanto educadora e a visualização das diversas dificuldades apresentadas pelos alunos para compreender os conteúdos matemáticos, e sobretudo, o distanciamento do currículo escolar com a atividade social dos alunos/as, surgiu o interesse em buscar observar e realizar um diagnóstico sobre as aulas de matemática com alunos/as da EJAI da primeira fase, em uma escola pública municipal, no bairro do Pontal da Barra. Tendo em vista ser uma localidade turística e histórica para o estado de Alagoas, com foco em atividades profissionais do artesanato (filé e rendas), pesca e fabricação de doces, os sujeitos/alunos são repletos de histórias de vida, saberes, e experiências ricas em práticas matemáticas desenvolvidas em suas trajetórias pessoais e profissionais.

Palavras-chave: Etnomatemática; Matemática; Educação de Jovens, Adultos e Idosos.

09h00 - María Eugenia Reyes (Chile) "Etnomatematica inmersa en la interculturalidad en Chile" Apresentação
"Etnomatematica inmersa en la interculturalidad en Chile"
Local: Pendente

[Apresentação em Espanhol]

Etnomatematica inmersa en la interculturalidad en Chile

María Eugenia Reyes Escobar

Coordinadora Chile - Red Internacional de Etnomatemática


Presentamos la situación actual y tendencias del Programa de Educación Intercultural Bilingüe (PEIB) respecto de la matemática presente en la interculturalidad y los esfuerzos realizados en distintas partes de Chile a favor de la Etnomatemática. En la actualidad hay proyectos etnomatemáticos de investigación referidos a dos dimensiones: a formación de maestros y al desarrollo de actividades en contextos escolares. En el ámbito de la formación de maestros, tres universidades han desarrollado proyectos que han explorado  conocimientos ancestrales y han indagado sobre cómo incorporarlos a la formación inicial docente. Los proyectos de desarrollo en contextos escolares buscan la integración de conocimientos matemáticos ancestrales  al currículo formal.

Palavras-chave: Interculturalidad, etnomatemática, formación de maestros.

09h15 - André Araújo de Oliveira (PIauí - Brasil), Antônio Francisco Ramos (Piauí - Brasil), José Lucas Soares de Alencar (PIauí - Brasil), Lucas Gabriel Lima Viana (Piauí - Brasil), Lucélia Maria Fonseca Oliveira (Piauí - Brasil), Luciana de Sousa Gomes (PIauí - Brasil), Luciano de Santana Rodrigues (Piauí - Brasil), Maria Eleni da Costa (Piauí - Brasil), Paulo Adriano Villanova da Silva (Piauí - Brasil), Raimundinha Nunes Gomes Vilanova (Piauí - Brasil), Raimundo Nonato das Chagas e Silva Júnior (Piauí - Brasil) "Etnomatemática dos jogos africanos e artefatos indígenas no contexto educacional" Apresentação
"Etnomatemática dos jogos africanos e artefatos indígenas no contexto educacional"
Local: YouTube

Etnomatemática dos jogos africanos e artefatos indígenas no contexto educacional

Grupo de estudo em Etnomatemática do IFPI - Campus Angical (IFPI/CAANG)

Antônio Francisco Ramos (Professor DE/IFPI e doutorando em Educação-UNINI Mexico)

André Araújo de Oliveira (Professor DE/IFPI e Mestre em Antropologia)

José Lucas Soares de Alencar (Licenciando em Matemática - IFPI)

Lucas Gabriel Lima Viana (Licenciando em Matemática e Pedagogo, Pos-graduando em Docência do ensino superior)

Lucélia Maria Fonseca Oliveira (Licenciando em Matemática - IFPI)

Luciana de Sousa Gomes (Licenciada em Matemática e Especialista em Matemática- IFPI)

Luciano de Santana Rodrigues (Licenciando em Matemática - IFPI)

Maria Eleni da Costa (Licenciada em Matemática e Especialista em Matemática- IFPI)

Paulo Adriano Villanova da Silva (Licenciando em Matemática - IFPI)

Raimundinha Nunes Gomes Vilanova (Licencianda em Física- IFPI)

Raimundo Nonato das Chagas e Silva Júnior (Licenciando em Matemática-IFPI)


A proposta objetiva partilhar os resultados das produções de pesquisas, com ênfase na etnomatemática e etnofísica, no contexto da Lei 10.639/2003, Lei 11.645/2008 e Base Nacional Comum Curricular, desenvolvidas por alunos do curso de graduação (matemática e física) e especialização em matemática. Consiste em 1 vídeo de 45 minutos subdividido em nove vídeos com duração de 5 minutos, cada um, que reuni relatos de pesquisas produzidos pelos membros e colaboradores do Grupo de Estudos em Etnomatemática do IFPI, que desenvolveram por meio do Programa de Bolsa de Iniciação Científica e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), agrupados em três eixos temáticos: a) Etnomatemática dos jogos de tabuleiros africanos (Vídeos 1, 2, 3, 4, 5, 6); b) Etnomatemática dos jogos de tabuleiros africanos e as competências previstas na BNCC (Vídeo 7); c) Etnomatemática dos artefatos de ancestralidade indígena: Quibanes, Arupembas e Tipiti (Vídeo 8 e 9). As produções e discussões serão exclusivamente por meio do Youtube na data e horário agendado.

Palavras-chave: Jogos Africanos, Artefatos Indígenas, Etnomatemática

10h00 - Roxana Auccahuallpa Fernández (Equador) "Situación de la Etnomatemática en el Ecuador" Apresentação
"Situación de la Etnomatemática en el Ecuador"
Local: YouTube

[Apresentação em Espanhol]

Situación de la Etnomatemática en el Ecuador

Roxana Auccahuallpa Fernández - Universidad Nacional de Educación - Ecuador


La Etnomatemática en el Ecuador se ha trabajado desde el Currículo de Educación Intercultural Bilingüe y las reformas de la educación en este aspecto, dado que Ecuador es un país intercultural y plurinacional, conformado por población indígena, negra y mestiza. Para el 2013, el Modelo de Sistema de Educación Intercultural Bilingüe (MOSEIB) garantiza una educación integral dese la cosmovisión andina, la armonía consigo mismo y la relación con los demás (comunitaria). Se hace una breve revisión investigativa y bibliográfica sobre la situación de la etnomatemática en el Ecuador desde su origen cultural, epistémico, histórico y educativo. El propósito de este informe es situar la realidad educativa de la Etnomatemática y que se ha trabajado en el Ecuador desde diferentes instituciones como el Ministerio de Educación, el Sistema de Educación Intercultural Bilingüe y las universidades. 

Palavras-chave: Educación intercultural bilingue, Etnomatemática, educación, currículo, docentes

10h15 - Carolina Tamayo (Brasil / Colômbia) "(Re)significação dos usos das imagens foto-gráficas em pesquisas Etnomatemática: entre viradas da virada linguística" Apresentação
"(Re)significação dos usos das imagens foto-gráficas em pesquisas Etnomatemática: entre viradas da virada linguística"
Local: A combinar

(Re)significação dos usos das imagens foto-gráficas em pesquisas Etnomatemática: entre viradas da virada linguística

Carolina Tamayo

Universidad de Antioquia (UdeA, Colômbia) e Faculdade SESI-SP de Educação (Brasil). Grupo de pesquisa Educação, Linguagem e Práticas Culturais (PHALA, Unicamp) e grupo de pesquisa Matemáticas, Educación y Sociedad (MES, UdeA)


Esta comunicação terá como objetivo apresentar alguns avanços de uma pesquisa em desenvolvimento na qual procuramos resignificar os usos das imagens foto-gráficas em pesquisas etnomatemáticas numa perspectiva decolonial. Partimos de diversas fotografias digitais de projetos de pesquisa da área para observa-las, senti-las e compreendê-las para problematizar os usos das imagens fotográficas nas pesquisas e buscar para superar seu usual uso como ilustradoras de outras textualidades. Assim a pergunta que nos orienta nesta pesquisa é: como uma imagem fotográfica permite a circulação da matriz colonial na pesquisa matemática?. Nos aproximamos dos pensamentos do segundo Wittgenstein e Jacques Derrida para pensar a respeito do poder das imagens, assim como, nos inspiramos na virada icónica idealizada por Gottfried Boehm em Alemanha e a chamada ‘virada visual’ de William John Thomas Mitchell.

Palavras-chave: Pesquisa em Etnomatemática; Educação Matemática; Wittgenstein; Jogos de Linguagem

10h30 - Anete Otília Cardoso de Santana Cruz (Bahia - Brasil), Programas Universais / Licenciatura em Matemática - IFBA (Bahia - Brasil) "3 em 1 na LICMAT: Projetos potencializadores das Matemáticas" Apresentação
"3 em 1 na LICMAT: Projetos potencializadores das Matemáticas"
Local: YouTube

3 em 1 na LICMAT: Projetos potencializadores das Matemáticas

Anete Otília Cardoso de Santana Cruz (IFBA)

Grupo Força Feminina Matemática

Grupo PU e PIBID

Grupo EMFoco, NEMEE – GEPEM/IFBA

NIPEDICMT

Diogo Santa Rosa Santos
Estéfane Daiane do N. S. Sales
Camila S. Melo de Almeida
Everson Santos Santana
Carlos Felipe Quadros de Jesus
Monique Teixeira Souza

Programas Universais - Licenciatura em Matemática / IFBA


A presente proposta consiste em expor as Matemáticas sob três perspectivas, às quais foram desenvolvidas pela professora-pesquisadora e suas/seus estudantes-orientando(a)s da Licenciatura em Matemática: DICA-MAT INCLUSIVA - Dicas matemáticas para estudantes de inclusão, aliada a propostas de utilização de materiais adaptados para o ensino de alguns objetos matemáticos; MULHERES PRETAS DA MATEMÁTICA - Histórias inspiradoras de Mulheres-Negras que cursam a Licenciatura em Matemática, às quais trazem os desafios e perspectivas de realizarem uma formação inicial de professore(a)s de Matemática; e, FEIRA DA MATEMÁTICA RECICLÔ - Socialização de ideias para montagem de Feiras de Matemática que agreguem criatividade, baixo custo, por meio de um trabalho colaborativo. Tais propostas trarão uma perspectiva Etnomatemática, como modelo pedagógico e metodológico, na observação das práticas dos grupos envolvidos e que se tornam foco de atenção para os nossos estudos.

Palavras-chave: Matemática inclusiva, Matemática e Gênero, Feira de Matemática, Etnomatemática.

12h00 - Natalia Ruiz (Espanha) "Presentación de estudiantes de MUEJS sobre prácticas matemáticas propias de su cultura en la etapa de educación obligatoria" Apresentação
"Presentación de estudiantes de MUEJS sobre prácticas matemáticas propias de su cultura en la etapa de educación obligatoria"
Local: YouTube

[Apresentação em Espanhol]

Presentación de estudiantes de MUEJS sobre prácticas matemáticas propias de su cultura en la etapa de educación obligatoria

Natalia Ruiz López  y estudiantes de la asignatura Educación, Ciencia y Arte para la Justicia Social (MUEJS)

Máster Educación para la Justicia Social (MUEJS), Facultad de Formación de Profesorado y Educación (UAM), Madrid (España).

Universidad Autónoma Madrid


Se presenta una práctica matemática de intercambio cultural de estudiantes del Máster de Educación para la Justicia Social de la Facultad de Formación de Profesorado y Educación de la Universidad Autónoma de Madrid (España).  Es un grupo multicultural de diversas procedencias (españoles, latinoamericanos, chinos, etc.) y con distinta formación acedémica, que comparten prácticas matemáticas de distintas culturas. En grupos cooperativos heterogéneos, han elegido un tema y recursos para la enseñanza de las matemáticas básicas, de forma que presentan a sus compañeros distintas prácticas culturales. Los cinco grupos han preparado una presentación sobre los siguientes temas: enseñanza de la suma y la resta con materiales manipulativos en Educación Infantil; numeración con varillas y el problema del pollo y el conejo en la misma jaula; juegos matemáticos chinos: tangram y baguenaudier; la filosofía taoísta y su relación con el concepto de número; y distintas formas de representación del sistema numérico decimal (ábaco chino, yupana y quipu, bloques multibase).

Palavras-chave: Numicon, regletas cuissenaire, varillas, tangram, baguenaudier, taoísmo y numeración, ábaco, yupana, quipu, bloques multibase.

12h15 - María del Carmen Bonilla (Peru) "Educación Intercultural Bilingüe y de Educación Rural de la Región de Puno" Apresentação
"Educación Intercultural Bilingüe y de Educación Rural de la Región de Puno"
Local: Zoom

[Apresentação em espanhol]

Saberes matemáticos en los tejidos andinos

María del Carmen Bonilla

Asociación Peruana de Investigación en Educación Matemática (APINEMA) Perú


La propuesta pretende aportar a la solución de la problemática educativa de los estudiantes de Educación Intercultural Bilingüe y de Educación Rural de la Región de Puno. La búsqueda de la solución está relacionada con el estudio, reconocimiento y revalorización de los saberes matemáticos ancestrales desarrollados por la cultura quechua-collao, en específico aquellos que subyacen en la elaboración de los tejidos en telar de cuatro estacas (TTCE), saberes que han sido sistemáticamente invisibilizados por la cultura oficial desde la invasión española. Es así como, desde las dimensiones política, antropológica e histórica aportadas por la Etnomatemática, y, considerando la dimensión epistemológica abordada desde la Teoría Antropológica de lo Didáctico (TAD), se determina la Organización Praxeológica Personal (OPP) del proceso de elaboración del TTCE realizada por una tejedora informante de Puno, con el propósito de dar a conocer elementos de su dimensión matemática. Se identifican los tipos de tareas, técnicas, tecnologías en las primeras fases del proceso de elaboración del tejido. Producto del análisis efectuado, es posible afirmar que las tejedoras quechuas construyen un rectángulo en la fase en que instalan el armazón del telar, utilizando inconscientemente definiciones y propiedades matemáticas. En la fase relacionada al tejido propiamente dicho, las tejedoras quechuas manipulan las urdimbres y los palos, de una manera tal, que tienen un comportamiento semejante a las circunferencias y las tangentes a ellas. La investigación pone en evidencia que la cultura quechua posee conocimientos matemáticos, trasmitidos de generación en generación, y que son utilizados por los pobladores en el proceso de elaboración del tejido en telar.

Palavras-chave: Tejidos andinos, quechua, etnomatemática

12h30 - María Elena Gavarrete (Costa Rica) "El protagonismo de los signos culturales para planificar la enseñanza implementando etnomatemáticas regionales en la escuela" Apresentação
"El protagonismo de los signos culturales para planificar la enseñanza implementando etnomatemáticas regionales en la escuela"
Local: YouTube

[Apresentação em Espanhol]

El protagonismo de los signos culturales para planificar la enseñanza implementando etnomatemáticas regionales en la escuela

María Elena Gavarrete

Escuela de Matemática, Universidad Nacional, Costa Rica


Se presenta una exposición del proyecto de Formación de Docentes en la Visión Sociocultural de las Matemáticas, que ha sido desarrollado en la Universidad de Costa Rica desde el año 2015 hasta la actualidad. En este proyecto se desarrolla un curso de Enculturación Matemática y Etnomatemáticas, donde los docentes aprenden una forma particular de organizar la planificación de la enseñanza, dándole protagonismo al estudio etnomatemático de los signos culturales regionales.

Palavras-chave: Enculturación, Etnomatemáticas, Formación docente.

12h45 - Tod Shockey (EUA) "Confluence: The Flowing Together of Ideas" (Estados Unidos) Apresentação
"Confluence: The Flowing Together of Ideas" (Estados Unidos)
Local: TED

Confluence: The Flowing Together of Ideas

Tod Shockey


What happens when we allow learners to bring their realities into mathematics classrooms? This talk shares ideas about ethno-mathematics and how it may serve as a conduit between the classroom and community.

13h00 - Carlos Mathias - Matemática Humanista (Rio de Janeiro - Brasil) "Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?" Apresentação
"Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?"
Local: STREAMING AO VIVO

[ao vivo]

Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?

Carlos Mathias

Matemática Humanista / Universidade Federal Fluminense (UFF)


Serão apresentados elementos capturados na internet que perpassam a epistemologia do senso comum em torno "da matemática", tais como imagens e vídeos presentes em redes sociais. A palestra abordará como a etnomatemática escolar urbana clássica evoca representações que perpassam o preconceito e o elitismo e que reforçam o abismo entre o entendimento de "exato" e as humanidades. O vídeo disponível em https://youtu.be/_ynuya4IrmE aborda brevemente o que será discutido em profundidade na palestra.

Palavras-chave: Matemática Humanista, Filosofia Humanista da Matemática

14h00 - Rogério Ferreira (Brasília-DF - Brasil) "Saberes matemáticos em seus contextos de origem: reflexões histórico-educacionais a partir da tábua babilônica Plimpton 322" Apresentação
"Saberes matemáticos em seus contextos de origem: reflexões histórico-educacionais a partir da tábua babilônica Plimpton 322"
Local: YouTube / em andamento

Saberes matemáticos em seus contextos de origem: reflexões histórico-educacionais a partir da tábua babilônica Plimpton 322

Rogério Ferreira - Universidade de Brasília (UnB/FUP/LEDOC)


A palestra terá como foco a intrínseca relação existente entre a construção de determinado saber matemático e seu contexto de origem. Para isso, a tábua babilônica Plimpton 322 será apresentada em detalhe, na expectativa de gerar debate de natureza social, cultural, histórica e educacional. Tem-se por objetivo fomentar a superação de interpretações equivocadas acerca da produção de conhecimentos matemáticos, as quais vêm assolando diferentes territórios como consequência de distintos e violentos processos de colonização estabelecidos ao longo do tempo. Os motivos que levam a agressiva sobreposição de um saber a outro serão evidenciados como meio para reflexão e crítica. Duas questões que permearão o debate serão as seguintes: como se dá a efetivação do que hoje é chamado de Matemática Acadêmica? Que currículo de matemática hoje defendemos?

Palavras-chave: Etnomatemática, Tábua babilônica Plimpton 322, Saberes locais, Matemática Interepistêmica

15h15 - Aldeni Melo de Oliveira (Amapá - Brasil), Ana Beatriz Benjamim de Oliveira (Amapá - Brasil) “A Etnomatemática e o aluno com transtorno do espectro autista (TEA): o lúdico na contribuição do conhecimento matemático” Apresentação
“A Etnomatemática e o aluno  com transtorno do espectro autista (TEA): o lúdico na contribuição do conhecimento matemático”
Local: YouTube

A Etnomatemática e o aluno com transtorno do espectro autista (TEA): o lúdico na contribuição do conhecimento matemático


Ana Beatriz Benjamim de Oliveira

(Escola Menino Jesus)


Este projeto apresenta uma pesquisa com análise da construção de jogos de forma lúdica através da aplicabilidade da Etnomatemática para a necessidade de contextualizar um aprendizado significativo de alunos com transtorno do espectro autista (tea) no ensino fundamental II, buscando proporcionar uma aplicabilidade da Matemática no contexto social e inclusivo. Objetivou utilizar o lúdico através da Etnomatemática para proporcionar a construção do conhecimento Matemático para inclusão do aluno com transtorno do espectro autista. Metodologicamente, o projeto evidencia uma pesquisa qualitativa, analisando os diferentes modos de se fazer Matemática, através dos saberes matemáticos de 23 professores de 9 escolas no Estado do Amapá. A aplicação do questionário foi realizada com professores de Matemática do ensino fundamental. Observou-se que esse instrumento pedagógico é apropriado para inserir a temáticas transversais relacionadas ao lúdico através de uma abordagem interdisciplinar e contextualizada com aluno autista. Espera-se que a Etnomatemática, a partir de seu enfoque transdisciplinar, permita gerar novas possibilidades no processo de ensino e aprendizagem com melhoria na relação afetiva entre estudantes e conteúdo, promovendo assim, um estudo sobre os processos de pensamento, os modos de explicar, de entender e de atuar na realidade, dentro do contexto cultural do próprio indivíduo, passando a existir um questionamento reconstrutivo de suas ações.

Palavras-chave: Educação Matemática, Etnomatemática, Inclusão, Iniciação científica.

(Orientador: Aldeni Melo de Oliveira)

15h30 - Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil) "Etnomatemática como método de pesquisa e de ensino: algumas possibilidades para sua operacionalização em sala de aula" Apresentação
"Etnomatemática como método de pesquisa e de ensino: algumas possibilidades para sua operacionalização em sala de aula"
Local: YouTube

Etnomatemática como método de pesquisa e de ensino: algumas possibilidades para sua operacionalização em sala de aula

Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS (Coordenadora)


O objetivo deste trabalho é apresentar diferentes possibilidades de operacionalização da Etnomatemática como método de pesquisa e ensino na Educação Básica. A partir da concepção de Etnomatemática como Programa de pesquisa de D’Ambrosio e das condições criadas pelos estudos de Wittgenstein, para pensar em diferentes formas de matematizar a partir de distintos usos que se faz da Matemática, propõem uma concepção de Etnomatemática como método de pesquisa e ensino e delineia as etapas que possibilitam sua operacionalização em sala de aula. Utiliza-se dos estudos kantianos acerca da aquisição do conhecimento e os passos sugeridos por Ferreira em relação à Etnomatemática como recurso pedagógico para evidenciar que propostas de ensino bem elaboradas podem ser desenvolvidas perfazendo o caminho da pesquisa científica. Apresenta possibilidades e resultados de estudos que mostram a eficácia da Etnomatemática como método de pesquisa e de ensino tanto ao analisar a geração, a organização e a difusão de saberes matemáticos, quanto ao reconhecer jogos de linguagem que constituem esses diferentes saberes em distintos contextos culturais.

Palavras-chave: Etnomatemática. Método de ensino. Jogos de linguagem.

15h45 - Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil), Luciane Santorum Fredrich (Rio Grande do Sul - Brasil) "Ensino da matemática na educação infantil: uma análise das percepções de professores e dos jogos de linguagem presentes em sua prática docente" Apresentação
"Ensino da matemática na educação infantil: uma análise das percepções de professores e dos jogos de linguagem presentes em sua prática docente"
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Ensino da matemática na educação infantil: uma análise das percepções de professores e dos jogos de linguagem presentes em sua prática docente

Luciane Santorum Fredrich e Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS

Coord.: Dra. Isabel Cristina Machado de Lara


Este trabalho apresenta resultados parciais de uma pesquisa que teve como objetivo analisar os jogos de linguagem utilizados na prática docente de professores que ensinam Matemática na Educação Infantil. Como fundamentação teórica aborda alguns conceitos essenciais a partir dos estudos de Wittgenstein, Condé, Gottschalk, Bello (2010), D’Ambrosio, Lara, entre outros. Como instrumentos de coleta de dados foram utilizados um questionário e observações ocorridas em alguns momentos que estavam sendo realizadas atividades de Matemática. Tais dados foram analisados qualitativamente com inspiração no método de Análise Textual Discursiva. A partir da análise dos jogos de linguagem utilizados pelos professores que ensinam Matemática na Educação Infantil é retratada a abordagem Matemática, as linguagens Matemáticas acessíveis às crianças e a linguagem utilizada durante as aulas, sendo possível verificar que a linguagem que vem sendo utilizada pelos professores é a linguagem utilizada no cotidiano escolar, muitas vezes em momentos específicos da rotina, como por exemplo, nas rodas de conversa. Além disso, concluí por meio da análise desses dados que o brincar, as brincadeiras e os jogos, nesta fase do desenvolvimento infantil, são as estratégias mais utilizadas por essas docentes para o ensino da Matemática na Educação Infantil. Ressalta a importância de que o professor deve estar atento ao utilizar jogos de linguagem que julgue serem adequados para a Educação Infantil, pois, em alguns casos pode estar se apropriando de termos incorretos ou constituindo uma ideia infantilizada que poderá ser considerada frágil nos anos seguintes.

Palavras-chave: Educação Infantil. Jogos de linguagem. Matemática. Formas de uso.

16h00 - Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil), Solange Carvalho de Souza (Rio Grande do Sul - Brasil) "Saberes etnomatemáticos e adolescentes privados de liberdade: origamis e o bem estar mental" Apresentação
"Saberes etnomatemáticos e adolescentes privados de liberdade: origamis e o bem estar mental"
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Saberes etnomatemáticos e adolescentes privados de liberdade: origamis e o bem estar mental

Solange Carvalho de Souza

Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS

Coord.: Dra. Isabel Cristina Machado de Lara


Este trabalho, elaborado a partir de pesquisa realizada em uma Fundação pública do estado do Rio Grande do Sul, contempla o estudo de elementos que pertencem a uma narrativa discursiva sobre as práticas educativas desenvolvidas na perspectiva Etnomatemática com adolescentes em conflito com a lei, em cumprindo de Medida Socioeducativa de meio fechado. Trata-se de identificar, as diversas práticas oferecidas no sistema socioeducativo, em especial, a confecção de origamis, visto como passatempo que envolve habilidades psicomotoras, atenção, motivação, reciprocidade e aprendizagem, sendo importante ocupação a “desmantelar” o tempo ocioso da privação de liberdade. Portanto, reconhece-se nessa prática, os benefícios ao bem estar mental de adolescentes, cuja concentração e o prazer estético favorecem o equilíbrio das emoções. Por meio dos saberes etnomatemáticos, rechaça-se o mito em torno da Matemática, como área exclusiva dos “mais inteligentes”. Desse modo, o domínio do funcionamento cognitivo que este saber opera, em relação ao contexto da privação de liberdade, traz importante ressignificação sobre os estudos da Etnomatemática, possibilitando um olhar menos preconceituoso e de uma visão holística a colaborar, naturalmente, para a saúde mental desses adolescentes e, com a preocupação em se desenvolver avanços da educação como um todo.

Palavras-chave: Etnomatemática. Medida Socioeducativa. Origamis. Saúde Mental.

16h15 - Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil), Juliana Batista Pereira dos Santos (Rio Grande do Sul - Brasil) "Etnomatemática e História da Matemática: possíveis articulações por meio de propostas de ensino para a Educação Básica" Apresentação
"Etnomatemática e História da Matemática: possíveis articulações por meio de propostas de ensino para a Educação Básica"
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Etnomatemática e História da Matemática: possíveis articulações por meio de propostas de ensino para a Educação Básica

Juliana Batista Pereira dos Santos

Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS

Coord.: Dra. Isabel Cristina Machado de Lara


O objetivo deste trabalho é refletir acerca dos efeitos que a articulação entre a Etnomatemática e a História da Matemática promove aos processos de ensino e aprendizagem na Educação Básica. Para tal, apresenta os resultados obtidos com a aplicação de propostas de ensino elaboradas a fim de efetivar a articulação da Etnomatemática à História da Matemática. Os referenciais teóricos que orientaram a produção e análise das propostas são, em especial, D’Ambrosio, Miguel, Wittgenstein e Foucault. As propostas de ensino foram realizadas com estudantes de 5º ano e 9º ano do Ensino Fundamental, e 2º ano do Ensino Médio, de duas cidades do estado do Rio Grande do Sul. Como instrumentos, utilizou questionários com perguntas abertas, nas quais realizou-se, como método analítico, a análise genealógica discursiva, que se preocupa em analisar quais as condições de possibilidade para que certos discursos venham à tona. Como resultados, delineiam-se algumas ações pedagógicas a partir das quais é possível trazer à tona que a articulação da História da Matemática e da Etnomatemática possibilita aos estudantes movimentos de contraconduta frente ao modo de matematizar da Matemática Escolar, especificamente em relação aos seus jogos de linguagem e regras.

Palavras-chave: Etnomatemática. História da Matemática. Propostas de Ensino. Educação Básica.

16h30 - Ana Priscila Sampaio Rebouças (Maranhão - Brasil) "A construção do conhecimento matemático 'tijolo por tijolo'" Apresentação
"A construção do conhecimento matemático 'tijolo por tijolo'"
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A construção do conhecimento matemático “tijolo por tijolo”

Ana Priscila Sampaio Rebouças

Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)


Trata-se de uma exposição fotográfica que retrata uma experiência ocorrida no ano de 2012 no povoado Centro dos Ramos, em Barra do Corda/MA, com alunos da 8ª série do ensino fundamental (atual 9º ano). Com o intuito de promover um processo educativo dinâmico através da integração de saberes escolares e comunitários, bem como da Matemática a outras áreas do conhecimento, a docente com um grupo de colegas da graduação apresentou o Programa Etnomatemática a toda a comunidade escolar e, aos moradores do povoado, por entender que trabalhar na perspectiva da etnomatemática requer diálogo e colaboração. Na sequência deu continuidade às atividades com o apoio da gestão escolar propondo aos estudantes a construção de uma casa em miniatura com tijolos artesanais feitos pela própria turma em tamanho reduzido, tendo em vista que esta é uma atividade de destaque no povoado. A pesquisa foi estruturada em sala de aula e realizada através de observação, entrevistas e momentos de discussão; um grande desafio para todos os envolvidos que puseram a mão na massa, construíram a casa e compartilharam conhecimento tijolo por tijolo. As atividades ofereceram múltiplas possibilidades de ensino e aprendizagem, trabalho coletivo e valorização dos saberes e fazeres da comunidade de Centro dos Ramos. A proposta da exposição é resgatar e divulgar o trabalho desenvolvido com e pelos estudantes e seus familiares na perspectiva da Etnomatemática. A apresentação será por vídeo gravado.

Palavras-chave: Etnomatemática. Construção. Tijolo por tijolo.

16h45 - Jaya Bishnu Pradhan (Nepal), Toyanath Sharma (Nepal), Trilochan Sharma (Nepal) "Ethnomathematics from South Asia: A Nepali Perspective" Apresentação
"Ethnomathematics from South Asia: A Nepali Perspective"
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[Apresentação em ingles]

Ethnomathematics from South Asia: A Nepali Perspective

Sharma Trilochan (Kathmandu University)

Toya Nath Sharma (Kathmandu University)

Jaya Bishnu Pradhan (Tribhuvan University)


Nepal, a small land locked nation is widely known for the birth place of lord Buddha and the highest pick of the world Mount Everest. Considering the size of the country having 147181 square kilometers the diversity in Nepal is huge. The inhabitants of Nepal speak 123 languages among 125 caste groups and follow 10 religions. Having this huge diversity in this small kingdom how can teaching learning process be linear. Hence, we take the opportunities to conduct research about culture and education especially in mathematics. Having a younger system of education- only 70 years of formal and institutional establishment- Nepalese education has not been able to cross the dominated teacher centered method in the classroom. Besides, some handful of private schools in urban areas like Kathmandu; most of the schools and students in rural areas are forced to learn from traditional teacher centered methods of teaching and learning. The impact of this method of teaching and learning is finally seen in the national assessment where only about half of the students can prove themselves and remaining half are below average. More precisely the learning outcome of the students in mathematics is very low and the reasons are still unknown. In this regard, we take an opportunity to carry out the research introducing the cultural aspects of teaching and learning in mathematics classroom. We have adopted ethnomathematics program as a tool to empower school children. Machindranath1 festival, is taken as a cultural artifact in this research and grade 5 students of a school are the major participants. The findings of the research indicate that students learn mathematics more meaningfully if connected with students’ own culture. Similarly, student’s active participation indicates that they enjoy mathematics learning when they got opportunity to explore their cultural events with their formal school activities. This research has pointed towards some positive anticipations to reduce mathematical anxiety through hands on activities in the schools. Our involvement as researcher; during the process helps establish the concept of teacher as researcher and empower them in using alternative pedagogies in the teaching learning process.

1 One of the most celebrated festival in Lalitpur district of Nepal especially by Newari ethnic group

Palavras-chaveEthnomathematics, Learning, Cultural Artifacts, Empowerment and School Education

18h00 - Daniel Clark Orey (Minas Gerais - Brasil), Milton Rosa (Minas Gerais - Brasil) "O campo de pesquisa em etnomodelagem: as abordagens êmica, ética e dialógica" Apresentação
"O campo de pesquisa em etnomodelagem: as abordagens êmica, ética e dialógica"
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O campo de pesquisa em etnomodelagem: as abordagens êmica, ética e dialógica

Daniel Clark Orey

Milton Rosa

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)


Nesta proposta, oferecemos um conceito alternativo de pesquisa por meio da aquisição dos conhecimentos êmico e ético para a implementação da etnomodelagem, que tem o objetivo de conectar os aspectos culturais da matemática com os seus aspectos acadêmicos. Nessa perspectiva, a utilização das abordagens êmica e ética facilita a tradução de situações-problema presentes nos sistemas, retirados da realidade de grupos culturais distintos, para a matemática acadêmica. O conhecimento êmico é essencial para a compreensão intuitiva e empática das práticas matemáticas desenvolvidas por determinado grupo cultural, enquanto o conhecimento ético é essencial para a comparação entre essas práticas. Discutimos também a abordagem dialógica para a pesquisa em etnomodelagem, que utiliza ambos os conhecimentos êmico e ético por meio de um processo dialógico, anti-colonialista auxiliando uma compreensão mais completa sobre o conhecimento das práticas matemáticas desenvolvidas pelos membros de distintos grupos culturais. Nesse sentido, o conhecimento êmico é uma valiosa fonte de inspiração para a elaboração de hipóteses éticas. Em tal contexto dialético, um currículo matemático baseado na perspectiva da etnomodelagem favorece o desenvolvimento da geração do conhecimento matemático para garantir a integração equilibrada do domínio efetivo dos objetivos educacionais, que são essenciais para o reconhecimento e a utilização do conhecimento êmico dos alunos.

Palavras-chave: Etnomodelagem, Etnomodelos, Abordagem Êmica, Abordagem Ética e Abordagem Dialógica

19h00 - Pedro Sousa Lacerda (Bahia - Brasil) "Linguagens de programação como etnomatemáticas" Apresentação
"Linguagens de programação como etnomatemáticas"
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Linguagens de programação como etnomatemáticas

Pedro Sousa Lacerda

Laboratório de Bioinformática e Modelagem Molecular, Faculdade de Farmácia, UFBA


A baixa instrumentação tecnorática requerida para operar com linguagens de programação de cunho educativo mostra-se vantajosa para uma aprendizagem gentil em troca de limitações na aplicabilidade. Materaticamente são turing completeassim como as linguagens de propósito geral, sendo dotadas de computabilidade universal. Essas linguagens permitem o desenvolvimento de programas em torno do etno do aluno ao mesmo tempo que resolvem problemas com raciocínios da Matemática. Também são ambivalentes servindo à comunicação tanto entre humano/máquina quanto entre humano/humano mostrando o caráter tica. Por estes motivos argumento que linguagens de programação são etnomatemáticas relevantes no ensino e aprendizagem de diversos assuntos.

Palavras-chave: linguagens de programação, tecnoracia

19h30 - Bruno Gonçalo Penedo Souza (Rio de Janeiro - Brasil), Luane Bento dos Santos (Rio de Janeiro - Brasil) "Conhecimentos e saberes etnomatemáticos produzidos por mulheres negras trançadeiras" Apresentação
"Conhecimentos e saberes etnomatemáticos produzidos por mulheres negras trançadeiras"
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Conhecimentos e saberes etnomatemáticos produzidos por mulheres negras trançadeiras

Luane Bento dos Santos

(Pontifícia Universidade Católica - RJ)

Bruno Gonçalo Penedo Souza

(Universidade do Estado do Rio de Janeiro)


Este documentário tem-se como proposta de uma narrativa audiovisual da trajetória de Luane Bento na educação e de forma particular na etnomatemática, visto que esta última tem-se preocupado com a exclusão de indivíduos e minorias sociais, (SOUZA, 2018). Queremos assim apresentar e colocar em evidência o olhar da Luane, Professora de Sociologia, Mestra em Relações Étnico Raciais pelo CEFET-RJ e atualmente doutoranda em ciências sociais pela PUC –RIO, sobre a etnomatemática. Sua pesquisa vem discutindo os saberes e fazeres (etnomatemáticos) de trançadeiras negras (SANTOS, 2017), numa perspectiva etnomatemática D’Ambrosiana (D’AMBROSIO, 2001). Dessa forma o seu estudo pioneiro tem gerado novas discussões e possibilidades para aplicação da lei 10.639 na educação básica. Portanto este documentário se torna uma importante ferramenta da divulgação científica da etnomatemática. Ideia Audiovisual: O documentário passará por entrevistas que provoque a Luane Bento de forma que ela conte e narre a sua história e a sua trajetória de vida na área da educação e da etnomatemática dando ênfase a sua pesquisa com as trançadeiras. Para esta narrativa audiovisual, usaremos câmera DSLR, fixa no tripé nos plano retrato e close,. Além disso, usaremos fotos e retratos do próprio acervo da Luane para ajudar na composição imagética da narrativa documental.

Palavras-chave: Etnomatemática; Trançadeiras Afro, Produção de Conhecimento; Saberes e Fazeres

19h45 - Carolina Tamayo (Brasil / Colômbia), Grupo de Estudio de Filosofia y Educación Matemática de la Universidad de Antioquia (Colômbia) "Giro decolonial en etnomatemática: experiencias de investigación del grupo de Estudio de Filosofia y Educación Matemática de la Universidad de Antioquia" Apresentação
"Giro decolonial en etnomatemática: experiencias de investigación del grupo de Estudio de Filosofia y Educación Matemática de la Universidad de Antioquia"
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[Apresentação em espanhol]

Giro decolonial en etnomatemática: experiencias de investigación del grupo de Estudio de Filosofia y Educación Matemática de la Universidad de Antioquia

Grupo de Estudio de Filosofia y Educación Matemática de la Universidad de Antioquia

Universidad de Antioquia (UdeA, Colômbia) y Universidad Francisco José de Caldas (Bogóta)


Esta comunicação terá como objetivo apresentar diversas pesquisas que estão sendo desenvolvidas pelo Grupo de Estudo de Filosofia e Educação Matemática da Universidade de Antioquia (Colômbia) ligado ao Grupo Matemática, Educación y Sociedad (MES) da mesma universidade. Percorreremos pesquisas que estão sendo e foram desenvolvidas em contextos escolares urbanos e rurais, assim, como contextos indígenas. Estas investigaçãoes tiverem como objetos de estudo analise de discursos da Educação Matemática, o currículo escolar, a avaliação, as relações entre paz e matemáticaS e a problematização de práticas de numeramento e letramento na escola rural.  Vale a pena notar que nos aproximamos teoricamente aos trabalhos do segundo Ludwig Wittgenstein, Jaques Derrida e Michel Foucault, assim como, nas perspectivas decoloniais para ampliar de forma panorâmica as formas de se praticar a pesquisa na Etnomatemática.

Palavras-chave: Etnomatemática; Filosofía na educação matemática; decolonialidade

20h00 - Anderon Melhor Miranda (Bahia - Brasil), Daniela Santa Inês Cunha (Bahia - Brasil), Francileide Santana dos Santos (Bahia - Brasil) "O que é que a Baiana tem? Uma proposta de inserção da cultura baiana, a receita do acarajé, no ensino de matrizes" Apresentação
"O que é que a Baiana tem? Uma proposta de inserção da cultura baiana, a receita do acarajé, no ensino de matrizes"
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O que é que a Baiana tem? Uma proposta de inserção da cultura baiana, a receita do acarajé, no ensino de matrizes

Grupo EMFoco e Teorema das Coisas

Francileide Santana dos Santos (Secretaria da Educação do Estado da Bahia)

Daniela Santa Inês Cunha (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia - IFBA)

Anderon Melhor Miranda (Universidade Federal do Recôncavo Baiano - UFRB)


Esta proposta é um extrato do Trabalho de Conclusão de Curso defendido pela primeira autora. O trabalho teve como objetivo apresentar uma proposta de inserção da cultura baiana, através do acarajé, no ensino de matrizes. A escolha dessa temática deveu-se a necessidade de contemplar os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira no âmbito de todo o currículo escolar, como foi instituído na lei nº 11.645/08. Para tanto, foi elaborada uma proposta de atividade que envolveu os aspectos históricos do acarajé, sua relação com o conteúdo de matrizes e a matemática desenvolvida pelas baianas de acarajé em seu ofício. O trabalho também conta com orientações que irão nortear o trabalho do professor durante a realização da proposta. Cabe destacar que essas atividades foram elaboradas para serem utilizadas em turmas de 2º ano do Ensino Médio. Por fim, considera-se que a proposta conseguiu inserir no contexto do ensino de matrizes o legado histórico, religioso, cultural, social e econômico do acarajé, além de trazer para estudantes e professores uma contextualização do conteúdo matemático em questão. Através de uma entrevista com perguntas e respostas a autora irá contribuir com o diálogo no campo da Etnomatemática, trazendo uma sugestão para a sala de aula de Matemática.

Palavras-chave: Acarajé. Cidadania. Cultura baiana. Etnomatemática. Matrizes.

21h30 - Anderson Henrique Costa Barros (Maranhão - Brasil), Ivanildo Lima da Silva (Maranhão - Brasil) "Etnomatemática e Educação do Campo: vivências e experiências a partir da pedagogia da alternância" Apresentação
"Etnomatemática e Educação do Campo: vivências e experiências a partir da pedagogia da alternância"
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Etnomatemática e Educação do Campo: vivências e experiências a partir da pedagogia da alternância

Anderson Henrique Costa Barros

Ivanildo Lima da Silva

Grupo: Licenciatura em Educação do Campo

Universidade Federal do Maranhão – UFMA


A presente proposta de trabalho aborda o ensino da matemática, na perspectiva da etnomatemática desenvolvidas no curso de licenciatura em Educação do Campo, da Universidade Federal do Maranhão no campus da cidade de Bacabal. Busca-se explorar possibilidades do ensino de matemática a partir da cultura local dos discentes do curso dos diversos municípios e comunidades em que residem. Tomando como campo de investigação as comunidades, iremos desenvolver brevemente a ideia da pedagogia da alternância da qual o curso se desenvolve para em momento posterior apresentar as atividades desenvolvidas em sala de aula na universidade e durante o tempo comunidade onde os alunos(as) residem. A nossa proposta é a gravação de um vídeo de 10 minutos para tratarmos de artefatos culturais quilombolas, estruturas para medição de áreas e comprimento que os camponeses e demais povos do campo utilizam para sua subsistência e do qual os discentes utilizam esses conhecimentos tradicionais com a matemática aprendida na academia. Neste sentido estabeleceremos um par dialético entre os saberes tradicionais e o saber sistematizado da academia para apresentar a riqueza de conhecimentos dos sujeitos do campo, as saber, quilombolas, ribeirinho, indígenas e assentados. As informações foram coletadas através de entrevistas não estruturadas, conversas, observações, leituras bibliográficas, fotografias que são realizadas em diversas disciplinas do curso de Licenciatura em Educação do Campo.

Palavras-chave: Educação do Campo, Quilombolas, Pedagogia da Alternância


21h45 - Valdirene Rosa de Souza (São Paulo - Brasil) "Outros saberes e práticas matemáticas em sala de aula" Apresentação
"Outros saberes e práticas matemáticas em sala de aula"
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Outros saberes e práticas matemáticas em sala de aula

Valdirene Rosa de Souza 

(Secretaria Municipal de Educação de São Paulo)

 


Por entender que a etnomatemática consiste em fazer da matemática algo vivo, lidando com situações reais no tempo [agora] e no espaço [aqui], refletindo e questionando os acontecimentos presentes (D´Ambrosio, 2005, 46), este estudo propõe introduzir na matemática escolar, os saberes culturais presentes na africanidade. Nosso foco consiste em apreciarinter-relações afro-brasileiras na arquitetura popular como construções alternativas de conhecimentos e saberes no diálogo com práticas matemáticas, pensando no ensino e aprendizagem que atenda a diversidade e valorize outros saberes, não eurocêntricos.

Palavras-chave: Decolonialidade; Ensino de Matemática; Cultura Africana.

22h15 - Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil), Quele Daiane Ferreira Rodrigues (Rio Grande do Sul - Brasil) "Uma abordagem etnomatemática a partir da construção de “caixas” de marabaixo na comunidade quilombola do curiaú" Apresentação
"Uma abordagem etnomatemática a partir da construção de “caixas” de marabaixo na comunidade quilombola do curiaú"
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Uma abordagem etnomatemática a partir da construção de “caixas” de marabaixo na comunidade quilombola do curiaú

Quele Daiane Ferreira Rodrigues

Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS

Coord.: Dra. Isabel Cristina Machado de Lara


Este trabalho tem como objetivo analisar o modo como foram gerados, organizados e difundidos os saberes matemáticos envolvidos na confecção de “caixas” de marabaixo na comunidade quilombola do Curiaú, localizada em Macapá/AP. Assume uma abordagem qualitativa de cunho etnográfico. Aborda a Etnomatemática considerando a definição dada por D’Ambrosio, utilizou-se de entrevistas semiestruturas realizadas com três artesãos pertencentes à comunidade e observações. Como método de análise, foram seguidas as orientações de Moraes e Galiazzi (2011) acerca da Análise Textual Discursiva. Elenca três categorias priori: Geração de saberes, reconhecendo que surgiram a partir da preocupação de um participante ativo da comunidade em não permitir que esse saber seja esquecido, saberes esses que não são relacionados ao que é ensinado na escola, se dá a partir da observação dos seus antepassados, e da prática a partir dos os ensinamentos ocorridos dentro da comunidade; Organização de saberes, verificando a necessidade de reorganização dos saberes que foram gerados de pai para filho, devido às influências sofridas no meio político, econômico e cultural, e do aprimoramento da matéria-prima para construção das “caixas” ; e a Difusão de saberes, que ocorre a partir da realização de oficinas para popularizar o saber, e da comercialização das “caixas” como forma de subsistência. Por meio das observações verifica-se que conceitos matemáticos como, por exemplo, cilindro, figuras planas, área e volume estão presentes durante o processo de construção da “caixa”, e reconhece o papel do artesão na preservação da cultura local, sugerindo que tais saberes podem ser tratados na escola.

Palavras-chave: Etnomatemática. Cultura. Caixas de marabaixo. Artesão.

22h30 - José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil), José Sávio Bicho (Pará - Brasil) "Etnomatemática: saberes tradicionais e saberes escolares na prática docente indígena" Apresentação
"Etnomatemática: saberes tradicionais e saberes escolares na prática docente indígena"
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Etnomatemática: saberes tradicionais e saberes escolares na prática docente indígena

José Sávio Bicho

(UNIFESSPA)

José Roberto Linhares de Mattos

(UFF)


Este trabalho é fruto da nossa tese que teve objetivo de analisar relações entre saberes tradicionais do povo Karipuna e saberes matemáticos escolares por meio das práticas pedagógicas de professores indígenas nos anos finais do ensino fundamental na escola indígena da aldeia Manga, no município de Oiapoque-AP. O aporte teórico está situado no campo da Etnomatemática como vertente da Educação Matemática que busca valorizar os saberes produzidos por grupos socioculturais específicos nos processos de ensino e aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com observação participante na Escola Indígena Estadual Jorge Iaparrá, entrevistas com professores indígenas que ensinam matemática nos anos finais do Ensino Fundamental, gravações e registros fotográficos. Os resultados configuram a compreensão dos processos de ensino e aprendizagem de conhecimentos matemáticos na educação escolar indígena, cujas práticas pedagógicas dos professores indígenas medeiam relações entre saberes matemáticos escolares e saberes tradicionais indígenas, bem como as tensões entre diferentes saberes. Este trabalho enuncia a prática pedagógica do professor indígena a partir de seus posicionamentos e da necessidade de promover uma educação escolar pautada na valorização cultural e na apropriação de conhecimentos matemáticos escolares, no sentido de problematizar a reorientação da educação escolar indígena diferenciada como estratégia de luta e de situar os alunos indígenas nos diferentes contextos que vivenciam, para o exercício da cidadania em atividades fora da aldeia, bem como propiciar o fortalecimento cultural e identitário dos Karipuna.

Palavras-chave: Etnomatemática. Educação escolar indígena. Prática pedagógica. Karipuna.

22h45 - Rinaldo Pevidor Pereira (Espírito Santo - Brasil) “O Jogo Africano Mancala e Suas Potencialidades Etnomatemáticas???????” Apresentação
“O Jogo Africano Mancala e Suas Potencialidades Etnomatemáticas???????”
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O Jogo Africano Mancala e Suas Potencialidades Etnomatemáticas

Rinaldo Pevidor Pereira

Prefeitura Municipal de Vitória e de Cariacica

 


Esse trabalho é um recorte de uma dissertação de mestrado que versa sobre a utilização do jogo de tabuleiro africano Mancala, com o aporte da etnomatemática, para construir conhecimentos no campo da matemática, ensino de história e cultura afro-brasileira. Para tanto, nos apropriamos da Educação Matemática, um ramo da matemática voltado para a investigação dos processos de ensino e aprendizagem desse campo de conhecimento. Dentre as tendências em Educação Matemática, encontramos a etnomatemática que surgiu para tornar a matemática mais próxima a grupo culturais e os jogos, objeto de nossa investigação. Atualmente, a etnomatemática, que tem como percursor Ubiratan D’ambrósio, tem se configurado como um dos principais campos de pesquisa em Educação matemática no Brasil e no Globo. Em nossa investigação, verificamos que o jogo africano Mancala contribuiu para a mudança de postura do professor em relação ao reaprender e aprender a dar aulas de matemática. Por meio de situações concretas do jogo, concluímos em nossa pesquisa, que é possível construir conhecimentos matemáticos, como aritmética, probabilidade e estatística, porcentagem, progressão aritmética, estimativas e ainda desenvolver o raciocínio lógico matemático. Em nosso estudo também verificamos que é possível, por meio dos movimentos do jogo e das regras, construir conhecimentos culturais. Dentre tais conhecimentos, encontramos os valores civilizatórios afro-brasileiros como a circularidade, partilha, oralidade, ancestralidade, cosmovisão africana e valores sociais e filosóficos. Entretanto, o conjunto de elaborações possíveis depende da mediação e orientação do educador.

Palavras-chave: Educação Matemática; Etnomatemática; Jogos Mancala.

00h00 - Douglas Junior de Souza Alves (Rondônia - Brasil), José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil), Sandra Maria Nascimento de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil) "Etnomatemática e Desenvolvimento Sustentável no Corredor Etnoambiental Tupi Mondé" Apresentação
"Etnomatemática e Desenvolvimento Sustentável no Corredor Etnoambiental Tupi Mondé"
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Etnomatemática e Desenvolvimento Sustentável no Corredor Etnoambiental Tupi Mondé

José Roberto Linhares de Mattos

Sandra Maria Nascimento de Mattos

Douglas Junior de Souza Alves

Grupo de Pesquisa Educação em Fronteiras (EmF)


O corredor etnoambiental Tupi-Mondé é uma região nos estados de Rondônia e Mato Grosso composta por Terras Indígenas dos povos Zoró Pangyjej, Paiter Suruí, Gavião Ikólóéhj, Cinta Larga e Arara Karo. Os quatro primeiros falam idiomas pertencentes à família linguística Mondé, e os Arara Karo falam um idioma da família linguística Rama-rama, todas do tronco linguístico Tupi. Estamos realizando pesquisas nesse corredor, com viés no Programa Etnomatemática, cujo objetivo é investigar práticas sustentáveis, a propagação e o alcance delas aos jovens por meio da educação escolar indígena.

Palavras-chave: Etnomatemática, Educação Escolar Indígena, desenvolvimento sustentável, preservação da floresta

00h15 - José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil), Lucianne Oliveira Monteiro Andrade (Goiás - Brasil e Argentina), Natalia Sgreccia (Argentina), Sandra Maria Nascimento de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil) "A Etnomatemática das Mulheres Mil no Curso de Panificação" Apresentação
"A Etnomatemática das Mulheres Mil no Curso de Panificação"
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A Etnomatemática das Mulheres Mil no Curso de Panificação

Lucianne Oliveira Monteiro Andrade

José Roberto Linhares de Mattos

Natalia Sgreccia

Sandra Maria Nascimento de Mattos

IF Goiano

Universidad Nacional de Rosário (UNR) – Argentina

Educação em Fronteiras (EmF)


Apresentação em vídeo de atividade prática executada com as alunas do Programa Mulheres Mil do Campus Ceres do Instituto Federal Goiano – IF Goiano. A atividade contempla desde a fabricação do polvilho (farinha extraída da mandioca) no Povoado do Sapé, município de Ceres, em Goiás, até sua utilização para a produção de pêtas, pães e biscoitos de queijo, quitandas típicas da região e que fazem parte do Curso de Panificação oferecido às alunas. Logo após conhecerem todo o processo de fabricação do polvilho serão apresentadas as quitandas feitas pelas alunas, quando utilizam medidas como “o prato e o copo”, muito comuns nas receitas de tais quitandas nas comunidades rurais.

Palavras-chave: Etnomatemática, Programa Mulheres Mil, panificação.

02h00 - Carlos Mathias - Matemática Humanista (Rio de Janeiro - Brasil) "Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?" Apresentação
"Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?"
Local: STREAMING AO VIVO

[ao vivo]

Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?

Carlos Mathias

Matemática Humanista / Universidade Federal Fluminense (UFF)


Serão apresentados elementos capturados na internet que perpassam a epistemologia do senso comum em torno "da matemática", tais como imagens e vídeos presentes em redes sociais. A palestra abordará como a etnomatemática escolar urbana clássica evoca representações que perpassam o preconceito e o elitismo e que reforçam o abismo entre o entendimento de "exato" e as humanidades. O vídeo disponível em https://youtu.be/_ynuya4IrmE aborda brevemente o que será discutido em profundidade na palestra.

Palavras-chave: Matemática Humanista, Filosofia Humanista da Matemática

07h15 - Eulina Coutinho Silva do Nascimento (Rio de Janeiro), Willian Colares Destefani (Espírito Santo) "Saberes Etnomatemáticos de alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de uma escola Agroecológica do ES" Apresentação
"Saberes Etnomatemáticos de alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de uma escola Agroecológica do ES"
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Saberes Etnomatemáticos de alunos do 1º ano do Ensino Fundamental de uma escola Agroecológica do ES

Eulina Coutinho Silva do Nascimento

UFRRJ

Willian Colares Destefani

E.E. Januário Ribeiro


Apresentamos resultados de uma pesquisa realizada em uma escola agroecológica da rede municipal de ensino, do município de Águia Branca-ES, com a turma de 1º ano do ensino fundamental e suas famílias. Tivemos como objetivo investigar a geração e difusão de saberes matemáticos numa perspectiva etnomatemática aliados a princípios da agroecologia. Propusemos ações pedagógicas de trabalhar os conteúdos de matemática a partir das relações existentes com a agroecologia no cotidiano dos alunos, valorizando sua cultura e às atividades do campo, refletindo o trabalho colaborativo da escola e das famílias, trazendo situações cotidianas favoráveis que são oferecidas pela educação rural para experiências etnomatemáticas.  Também tivemos como proposta incentivar o desenvolvimento de novas metodologias no ensino da matemática, além de enaltecer o trabalho coletivo. Realizamos uma atividade investigativa de cunho qualitativo.  Ao analisar o desenvolvimento da pesquisa e estabelecer relações entre as observações, oficina, rodas de conversa, entrevistas, registros fotográficos fornecidos pelos alunos e suas famílias, pudemos perceber que o uso da estratégia de ensino e aprendizagem adotada proporcionou aos alunos o desenvolvimento conceitual matemático de forma mais contextualizada e significativa.

Palavras-chave: Etnomatemática, agroecologia, ensino de matemática

07h30 - Edinilson dos Anjos Silva (Espírito Santo - Brasil), José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil) "Dimensões política e pedagógica da etnomatemática no contexto da horta escolar em um Centro Municipal de Educação Agroecológica" Apresentação
"Dimensões política e pedagógica da etnomatemática no contexto da horta escolar em um Centro Municipal de Educação Agroecológica"
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Dimensões política e pedagógica da etnomatemática no contexto da horta escolar em um Centro Municipal de Educação Agroecológica

Edinilson dos Anjos Silva

Centro Municipal de Educação Agroecológica "Agostinho Batista Veloso"

Programa de Pos Graduação em Educação Agricola, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPGEA/UFRRJ)

José Roberto Linhares de Mattos

Grupo de Pesquisa Educação em Fronteiras (EmF)


Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar de que maneira as estratégias de natureza matemática são trabalhadas e processadas nas atividades de construção e manejo de uma horta com canteiros diversos, no Centro Municipal de Educação Agroecológica “Agostinho Batista Veloso”, na Fazenda Veloso, município de Vila Pavão/ES, pelo viés da Etnomatemática. A pesquisa está baseada nos pressupostos da pesquisa qualitativa com características etnográficas, visto que será desenvolvida em uma horta de um Centro Municipal de Educação Agroecológica na área rural. Os procedimentos metodológicos incluem: entrevistas com professores; alunos; vídeos; fotografias; e observação participante. O interesse por essa pesquisa surgiu em consonância a uma pesquisa de dissertação de mestrado em andamento. Em visitas na horta do Centro Municipal de Educação Agroecológica “Agostinho Batista Veloso”, percebemos diversos conceitos matemáticos presentes, tais como: cálculo de áreas, unidades de medida, comprimento da circunferência, polígonos, ângulos e porcentagens. Esses conceitos são utilizados para concretizar a construção da horta, então buscamos investigar e fundamentar esses conceitos, levando em consideração a aproximação desta realidade com os conteúdos escolarizados dos anos finais do Ensino Fundamental. Os dados coletados na pesquisa nos permitirão discutir as relações entre os saberes rurais e o mundo da escola.

Palavras-chave: Etnomatemática, dimensão política, dimensão pedagógica, horta escolar

07h45 - Evanilson Tavares de França (Sergipe - Brasil) "O “etno” como estratégia de alocação?" Apresentação
"O “etno” como estratégia de alocação?"
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O “etno” como estratégia de alocação?

Evanilson Tavares de França

Grupo Phala/Unicamp


Foucault chama-nos a atenção para um problema que a humanidade certamente enfrentará: a questão do espaço: “Estamos em uma época em que o espaço se apresenta a nós sob a forma de relações entre alocações” (2013, p. 114). Vista desse modo, talvez não nos cause grande desconforto a preocupação do filósofo. Mas se olharmos para a alocação como a destinação de pessoas a certos lugares, independentemente de sua vontade, é bem possível que um incômodo se aproxime. Não esqueçamos que as “várias maneiras, técnicas, habilidades (ticas) de explicar, de entender, de lidar e de conviver (matema)”, recorrendo a D’Ambrósio (2005, p. 14), estão vinculadas aos “distintos contextos naturais e socioeconômicos da realidade (etnos)”. Isso é inseparável. E isso tem sido historicamente utilizado para divisar os que estão “desse lado da linha” daquelas que se encontram “do outro lado da linha” (SANTOS, 2009). Frisemos: “as ciências positivas, convencionais, ocidentais de uma maneira geral, não se chamam também ‘etno’, tendo em conta que, nalgum instante, surgiram de um certo lugar geográfico e depois se afirmaram universalmente através de um processo muito longo”(UTHUI, 2010, p. 18), que envolveu relações assincrônicas de poder, genocídios e epistemicídios. A Matemática, lembra-nos D’Ambrósio (1994), simboliza um conjunto de práticas culturais produzido em parte na Europa que contou com contribuições indispensáveis da cultura indiana e da civilização mediterrânea. Contribuições múltiplas. Então, por que razão o uso do “etno” quando se faz referência à matemática presente em territórios outrora colonizados? É dentro desse campo de sentidos que produzimos nossa apresentação, objetivando suscitar reflexões com referência ao uso do “etno”, que se ausenta quando se trata de prática eurocentrada.

Palavras-chave: Etno, práticas culturais, Etnomatemática, colonialismo/colonialidade

08h00 - Francisca Melo Agapito (Rio Grande do Sul - Brasil), Ieda Maria Giongo (Rio Grande do Sul - Brasil), Morgana Domênica Hattge (Rio Grande do Sul - Brasil) "Jogos de linguagem matemáticos gerados por alunos surdos” Apresentação
"Jogos de linguagem matemáticos gerados por alunos surdos”
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Jogos de linguagem matemáticos gerados por alunos surdos

Ieda Maria Giongo
Francisca Melo Agapito 

Morgana Domênica Hattge

Universidade do Vale do Taquari - Univates


A proposta objetiva analisar as matemáticas produzidas por alunos surdos do 4° e 5° Anos do Ensino Fundamental de uma escola bilíngue brasileira, situada em Imperatriz, Maranhão, Brasil. Especificamente, aponta regras geradas a partir do estudo das quatro operações fundamentais: adição, subtração,  multiplicação e divisão. As bases teóricas são alusivas ao campo da Etnomatemática em seus entrecruzamentos com os pensamentos de Michel Foucault e Ludwig Wittgenstein. O material empírico foi constituído de observações, excertos de filmagens, materiais produzidos pelos alunos e registros em diário de campo da pesquisadora. O escrutínio do material - por meio da análise discursiva na perspectiva foucaultiana -  mostrou que os discentes surdos apresentam distintas formas de realizar cálculos, com a emergência de jogos de linguagem que apresentam, em distintos graus, semelhanças com os gerados na matemática escolar.

Palavras-chave: Jogos de linguagem, alunos surdos, ensino de matemática.

08h30 - Alexandrino Moreira Lopes (Cabo Verde - África), Elcimar Simão Martins (Ceará - Brasil), João Philipe Macedo Braga (Ceará - Brasil), Michel Lopes Granjeiro (Ceará - Brasil) "Etnomatemática e transposição didática: diálogos possíveis a partir de um Trapitxi em Cabo Verde" Apresentação
"Etnomatemática e transposição didática: diálogos possíveis a partir de um Trapitxi  em Cabo Verde"
Local: Skype

Etnomatemática e transposição didática: diálogos possíveis a partir de um trapitxi em Cabo Verde

Elcimar Simão Martins

Alexandrino Moreira Lopes

João Philipe Macedo Braga

Michel Lopes Granjeiro

Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – UNILAB


A proposição da atividade, intitulada ETNOMATEMÁTICA E TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA: DIÁLOGOS POSSÍVEIS A PARTIR DE UM TRAPITXI EM CABO VERDE visa articular possíveis diálogos entre conceitos matemáticos a partir dos movimentos de um trapitxi em Cabo Verde e a transposição didática, com o fito de ultrapassar a didática eurocêntrica, criando novas possibilidades ao ensino secundário e superior em Cabo Verde. É preciso salientar que o trapitxi é uma máquina semi-industrial utilizada para moer cana-de-açúcar durante o processo de fabricação de grogu, típica aguardente de cana em Cabo Verde, que se tornou um patrimônio material em virtude de seu percurso histórico, que começa com a comercialização de homens escravizados na Ribeira Grande de Santiago, Cidade Velha, na ilha de Santiago. A investigação se realizou por meio de uma pesquisa de campo, em uma localidade com um trapitxi em Cidade Velha, Cabo Verde. Os resultados revelam que os conhecimentos matemáticos podem contribuir para analisar a eficiência da máquina, aumentando o seu desempenho, além de oferecer possibilidades para o fortalecimento dos processos de ensino e aprendizagem, em especial, por meio da interdisciplinaridade, preservando a história e a cultura do povo cabo-verdiano.

Palavras-chave: Etnomatemática, Cabo Verde, Transposição Didática

09h00 - Carlos Mathias - Matemática Humanista (Rio de Janeiro - Brasil) "Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?" Apresentação
"Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?"
Local: STREAMING AO VIVO

[ao vivo]

Por que precisamos de Matemáticas Humanistas?

Carlos Mathias

Matemática Humanista / Universidade Federal Fluminense (UFF)


Serão apresentados elementos capturados na internet que perpassam a epistemologia do senso comum em torno "da matemática", tais como imagens e vídeos presentes em redes sociais. A palestra abordará como a etnomatemática escolar urbana clássica evoca representações que perpassam o preconceito e o elitismo e que reforçam o abismo entre o entendimento de "exato" e as humanidades. O vídeo disponível em https://youtu.be/_ynuya4IrmE aborda brevemente o que será discutido em profundidade na palestra.

Palavras-chave: Matemática Humanista, Filosofia Humanista da Matemática

10h30 - Fabrício de Santos (Amapá - Brasil), José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil), Romaro Antonio Silva (Amapá - Brasil) "Aspectos sociais, culturais e etnomatemáticos  no fortalecimento das lutas diárias dos povos" Apresentação
"Aspectos sociais, culturais e etnomatemáticos  no fortalecimento das lutas diárias dos povos"
Local: Pendente

Aspectos sociais, culturais e etnomatemáticos  no fortalecimento das lutas diárias dos povos

Romaro Antonio Silva

José Roberto Linhares de Mattos

Fabrício de Souza dos Santos

Instituto Federal do Amapá (IFAP)

Educação em Fronteiras (EmF)


Motivados pelo processo histórico e social na formação de mais de  138 (cento e trinta e oito), comunidades remanescentes de quilombos, identificadas no estado do Amapá, e buscando compreender o processo de ensino da matemática escolar com foco no cotidiano destes grupos sociais, realizamos uma pesquisa, fundamentada nas ideias de Ubiratan D’Ambrosio, sobre a etnomatemática vivenciada em uma comunidade remanescente de quilombo. O objetivo foi investigar a relação da cultura com o saber escolarizado e a forma como o ensino dialoga com a realidade local, com base no artesanato das louceiras do Maruanum. Os sujeitos da pesquisa foram artesãs que atuam na Associação das Mulheres Louceiras do Maruanum - ALOMA, onde, utilizamos técnicas de entrevistas e observação, com foco na prática do fazer diário das louceiras e como este conhecimento empírico poderia dialogar com o ensino da matemática para os alunos da educação básica na mesma comunidade. Os resultados obtidos apontam para uma educação escolarizada com foco na valorização da cultura local e que fortalece as relações étnicas na busca por igualdade e estabelece um resgate artístico-cultural de importantes movimentos afro-indígenas. Esperamos que este trabalho contribua para reflexões sobre currículos, que possam contribuir com a divulgação e com discussões sobre as comunidades quilombolas neste país. Por fim, esperamos que efetivamente os ensinos pautados nos valores étnicos possam ocupar o protagonismo educacional no reconhecimento da realidade dos alunos e na valorização dos saberes não escolarizados.

Palavras-chave: Etnomatemática; Comunidades quilombolas; educação básica.

10h45 - Ariane Gurjão Guimarães (Amapá - Brasil), Fabíola Lorenda de Oliveira Damasceno (Amapá - Brasil), Luciana dos Santos Rodrigues (Amapá - Brasil), Romaro Antonio Silva (Amapá - Brasil) "O uso das panelas de cerâmicas produzidas na comunidade quilombola do Maruanum no Amapá no ensino da Matemática como potencialização na valorização local" Apresentação
"O uso das panelas de cerâmicas produzidas na comunidade quilombola do Maruanum no Amapá no ensino da Matemática como potencialização na valorização local"
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O uso das panelas de cerâmicas produzidas na comunidade quilombola do Maruanum no Amapá no ensino da Matemática como potencialização na valorização local

Romaro Antonio Silva

Ariane Gurjão Guimarães

Luciana dos Santos Rodrigues

Fabíola Lorenda de Oliveira Damasceno

Instituto Federal do Amapá - IFAP


O Amapá é uma das 27 unidades federativas do Brasil,  é uma região que também foi colonizadas por portugueses e que  conta, atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, com uma  população de mais de 138 comunidades remanescentes quilombolas e mais de 12 mil indígenas, que se concentram em todo estado do Amapá e no norte do Pará, esses grupos sociais se constituem em importantes elos culturais que misturam questões indígenas com africanas, neste sentido, esta pesquisa, que compõe um estudo macro  para um trabalho de conclusão de curso, tem como objetivo traçar uma proposta de ensino da matemática para alunos da educação básica na comunidade quilombola do Maruanum, com base na realidade social dos alunos, através da valorização do artesanato de panelas a base de cerâmica, trabalho que é realizado por louceiras da comunidade com técnicas baseada exclusivamente em conhecimento empírico e que é a maior fonte de renda para as mulheres que compõem a Associação das Mulheres Louceiras do Maruanum - ALOMA. Espera-se que esta pesquisa contribua para a divulgação do trabalho das louceiras, que fortaleça as pesquisas com etnomatemáticas em povos quilombolas e que proporcione respostas aos objetivos traçados na proposta do TCC.

Palavras-chave: Louceiras; Comunidades Quilombolas; Etnomatemática

11h00 - Jonathan Castro Amanajás (Amapá - Brasil), Larissa Mascarenhas Coelho (Amapá - Brasil) "Os Megalitos da Amazônia enriquecendo os conhecimentos trigonométricos" Apresentação
"Os Megalitos da Amazônia enriquecendo os conhecimentos trigonométricos"
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Os Megalitos da Amazônia enriquecendo os conhecimentos trigonométricos

Larissa Mascarenhas Coelho

Jonathan Castro Amanajás

Instituto Federal do Amapá (IFAP)


Este trabalho apresenta uma estratégia de ensino para o conteúdo de trigonometria, utilizando a interdisciplinaridade e a Etnomatemática por meio dos Megalitos da Amazônia para os alunos do 2º Ano do Ensino Médio, com a finalidade de inovar o canal de ensino e aprendizagem, gerando uma interação dinâmica e cultural na vivência dos alunos. E pensando em desenvolver um ensino diversificado acerca do conteúdo tratado, optou-se por explorar a interdisciplinaridade e conduzir suas aplicações em um conjunto de grandes rochas fincadas no solo no meio da selva amazônica. Por meio de uma abordagem quantitativa e qualitativa, foram aplicados questionários de sondagem relacionados ao nível de conhecimento dos alunos sobre o conteúdo e tema trabalhado, para assim, obter parâmetros comparativos referentes ao processo de aprendizagem. Os materiais acompanhados das metodologias diversificadas são as ferramentas utilizadas pelos pesquisadores para o teste da eficácia dos mesmos e assim, realizar a discussão dos resultados.

Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Tendências no Ensino, Estratégias de Ensino.

11h15 - José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil), Pedro Manuel Baptista Palhares (Portugal), Romaro Antonio Silva (Amapá - Brasil) "Dança do Marabaixo e concepções etnomatemáticas nas práticas de numeramento de alunos da Educação de Jovens e Adultos em comunidades quilombolas do Amapá" (Amapá e Rio de Janeiro - Brasil) (Portugal) Apresentação
"Dança do Marabaixo e concepções etnomatemáticas nas práticas de numeramento de alunos da Educação de Jovens e Adultos em comunidades quilombolas do Amapá" (Amapá e Rio de Janeiro - Brasil) (Portugal)
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Dança do Marabaixo e concepções etnomatemáticas nas práticas de numeramento de alunos da Educação de Jovens e Adultos em comunidades quilombolas do Amapá

Romaro Antonio Silva

Instituto Federal do Amapá (IFAP)

Pedro Manuel Baptista Palhares

Universidade do Minho - Portugal

José Roberto Linhares de Mattos 

Universidade Federal Fluminense (UFF)


Atualmente existem no estado do Amapá mais de 138 comunidades remanescentes de quilombos, ou comunidade quilombolas como são chamados, comumente, esses grupos. Essas comunidades são protagonistas de diversas discussões na contemporaneidade e representam sinônimos de luta e resistência no Brasil. Caracterizam-se por grupos étnicos constituídos por uma população predominantemente negra, como afirma (Guimarães, 1988), esses grupos, estão relacionados à cultura e espaços territoriais afro-brasileiros, em que a terminologia é oriunda do  “ochilombo”. Elas representam núcleos fundados a partir de movimentos, tais como, fuga da escravidão, ocupação de áreas da reforma agrária e outros caracterizados como o maior movimento de negação ao modelo escravocrata implantado no Brasil durante a colonização, no que tange aos aspectos culturais, essas comunidades quilombolas, perpetuam um movimento artístico cultural específico desta região, denominado Marabaixo. O marabaixo é uma manifestação folclórica amazônica, que inclui ritmo musical e também uma dança de roda de origem africana, típica da região norte. Há algumas décadas a Educação de Pessoas Jovens e Adultas (EJA) está inserida na rede pública de ensino no Brasil, sendo prioritariamente ofertada nos níveis fundamental e médio, neste sentido, essa proposta apresenta sugestões para o ensino da matemática, pautadas na valorização social, na realidade diária deste grupo social e na sua história, espera-se que este trabalho contribua com novas pesquisas da área e divulgue parte da cultura afro, presente no dia a dia das comunidades quilombolas no Brasil.

Palavras-chave: Comunidades quilombolas, Etnomatemática, Marabaixo, Dança, Cultura.

11h30 - Adriano Vargas Freitas (Rio de Janeiro - Brasil), Maria Cecilia Fantinato (Rio de Janeiro - Brasil) "Roda de conversa com o Getuff" Apresentação
"Roda de conversa com o Getuff"
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Roda de conversa com o Getuff

Maria Cecilia Fantinato

Adriano Vargas Freitas

Grupo de Etnomatemática da UFF (GETUFF) 


Esta roda de conversa visa apresentar o Grupo de Etnomatemática da UFF, seu percurso, as principais linhas de pesquisa desenvolvidas, assim como alguns projetos de seus integrantes. O Getuff foi criado em setembro de 2004 na Faculdade de Educação da UFF, em Niterói. O grupo incorpora pesquisadores de diferentes níveis de formação, mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação  em Educação, assim como professores das redes de educação básica, que trabalham em dinâmica de grupo colaborativo, em reuniões semanais, às sextas-feiras pela manhã. Uma de nossas frentes tem sido a análise crítica da produção acadêmica brasileira em etnomatemática, visando destacar tendências, desafios e impasses, de modo a contribuir para as reflexões sobre a área. Em 2014, organizamos coletivamente o Encontro de Etnomatemática do Rio de Janeiro. Temos nos dedicado também ao estudo de referências de áreas que dialogam e contribuem para o aprofundamento das principais questões da etnomatemática, como a antropologia, a sociologia, a filosofia e a educação, debatendo temas como:  pesquisa etnográfica, diversidade/desigualdade, decolonialidade, narrativa histórica da etnomatemática, interculturalidade, processos informais de aprendizagem, articulação entre saberes das práticas sociais e saberes escolares. Os projetos de pesquisa mais recentes desenvolvidos por integrantes do Getuff têm abordado temas como: contribuições da etnomatemática para a EJA, saberes de trabalhadores do campo, saberes de artesãs ribeirinhas, saberes de um grupo percussivo,  práticas docentes em escolas quilombolas, etnomatemática na formação inicial de professores, a poética e a retórica da produção textual de D´Ambrosio, conceitos de cultura nas pesquisas em etnomatemática.

Palavras-chave: etnomatemática, grupo de pesquisa, formação de pesquisadores.

12h15 - Ron Eglash (EUA) "Generative STEM: a mathematical toolbox for Generative Justice" Apresentação
"Generative STEM: a mathematical toolbox for Generative Justice"
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[Apresentação em inglês]

Generative STEM: a mathematical toolbox for Generative Justice

Ron Eglash


[Apresentação em inglês]

Generative justice seeks to replace value extraction and alienation with value circulation. These generative cycles include unalienated labor, such as that we find in makerspaces and open source; unalienated ecological value such as organic farming, and unalienated expressive value such as sexual diversity, liberated arts, and other polysemic freedoms. This talk will review 3 aspects of ethnosciences (ethnomathematics, ethnocomputing and related disciplines) in relation to generative justice. In the case of indigenous knowledge systems, there is a danger of alienation of value as concepts are translated into models, and further abstracted into classroom curricula. In the case of vernacular knowledge systems, colonization by commercial interests has already occurred, and the challenge is to develop a decolonized alternative. Finally, in the case of school-community relations, a full generative cycle can incorporate economic, health and environmental flows of value by leveraging these generative STEM approaches. This talk will provide both theory and some initial results of this generative STEM approach to a more just and sustainable world.

Palavras-chave: Ethnocomputing, Generative Justice, Self-organization, Nonlinear Dynamics, Indigenous, Ethnomathematics.

13h00 - Andreia Lunkes Conrado (São Paulo - Brasil), Cristiane Coppe de Oliveira (Minas Gerais e São Paulo - Brasil), Júlio César Augusto Valle (São Paulo - Brasil) "Roda de conversa com o GEPEm" Apresentação
"Roda de conversa com o GEPEm"
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Roda de conversa com o GEPEm

Andreia Lunkes Conrado

Júlio César Augusto Valle

Cristiane Coppe  de Oliveira

Grupo de Estudo e Pesquisa em Etnomatemática da USP (GEPEm-FEUSP)


A roda de conversa com o GEPEm tem como objetivo dialogar sobre recentes pesquisas realizadas pelo Grupo de Pesquisa e Estudo em Etnomatemática da Faculdade de Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (GEPEm/FEUSP), considerando a celebração dos vinte anos de existência do grupo. O diálogo propiciará uma dinâmica entre os autores desta ação, discutindo temáticas que se aproximam das dimensões política e educacional do Programa Etnomatemática idealizado pelo educador Ubiratan D´Ambrosio. Bem como por aportes teóricos que sustentam aproximações entre currículo, diversidade e cultura. Os pesquisadores apresentarão investigações resultantes de dissertações de mestrado e teses de doutorado, abriando olhares para as questões oriundas de cuturas urbanas (EJA, temática étnico-racial, dentre outras) e as relações que podem se estabelecer com o currículo e com a formação de professores.

Palavras-chave: Programa Etnomatemática.Curriculo. Diversidade. Cultura. Sociedade. Ubiratan D'Ambrosio. Paulo Freire.Lei 10639/03. Formação de professores.

13h45 - Darlane Cristina Maciel Saraiva (Amazonas - Brasil), José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil) "Educação Escolar Indígena Satere-Mawe: práticas docentes e comunitárias no ensino da matemática" Apresentação
"Educação Escolar Indígena Satere-Mawe: práticas docentes e comunitárias no ensino da matemática"
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Educação Escolar Indígena Satere-Mawe: práticas docentes e comunitárias no ensino da matemática

Darlane Cristina Maciel Saraiva

IFAM/ CMC / CMA

José Roberto Linhares de Mattos

UFRRJ - REAMEC – UFMT/ UEA/ UFPA


O trabalho que embasa esta proposta foi desenvolvido na comunidade indígena Ilha Michiles da etnia Satere-Mawe, Terra Indígena Andirá-Marau, que está localizada no município de Maués-AM. Envolvendo alunos, professores, pais e lideranças comunitárias da Escola Indígena Mypynugkuri, a pesquisa de campo intitulada “O Ensino da Matemática na Educação Escolar Indígena Satere-Mawe”, teve como objetivo investigar os processos de ensino e de aprendizagem da Matemática e sua relação com o cotidiano dessa aldeia e, para tal reflexão, nos apoiamos na Etnomatemática, pois entendemos que ela se preocupa não apenas com os fins, mas também com o modo e as técnicas utilizadas na abordagem de distintas matemáticas, nos mais diversos grupos socioculturais. Nesta apresentação, compartilharemos registros (fotos/ vídeos) que mostram o desenvolvimento de algumas etapas da pesquisa e, também, fatos ocorridos após a conclusão da mesma, como: divulgação científica, percepção dos sujeitos participantes e depoimentos. A principal mídia de apresentação será YouTube, do tipo vídeo gravado, porém, através do Facebook, serão compartilhados outros registros relevantes a partir de álbuns. As dimensões, histórica, cognitiva, epistemológica, política, conceitual e educacional da etnomatemática serão consideradas na elaboração deste roteiro.

Palavras-chave: Educação Escolar Indígena, Etnomatemática, Satere-Mawe

14h00 - Mariza de Andrade Brum (Rio Grande do Sul - Brasil) "O lugar da Etnomatemática e os estudos epistemológicos rumo a novos saberes" Apresentação
"O lugar da Etnomatemática e os estudos epistemológicos rumo a novos saberes"
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O lugar da Etnomatemática e os estudos epistemológicos rumo a novos saberes

Mariza de Andrade Brum

Untref

 


Esta traz uma discussão dos conhecimentos construídos a partir das pesquisas científicas segundo D’Ambrosio, onde as concepções epistemológicas do(a) professor(a) sobre o saber/fazer, isto é, como são construídas essas concepções sobre a Etnomatemática. A partir da concepção de que Epistemologia é uma organização intelectual de conhecimento alguns epistemólogos tem se dedicado ao estudo, tais como Piaget, Bachelard, Foucault, Popper e Morin são os mais citados. A Etnomatemática é um programa de pesquisa transdisciplinar e transcultural. Com isso, a etnomatemática contribui para a ampliação do olhar sociocultural, pois valoriza a realidade do aprendiz dentro do contexto cultural. Pela arte de explicar, entender e desempenhar reflexões a partir desses contextos. A Etnomatemática implica um conjunto de posicionamentos epistemológicos, antropológicos e pedagógicos, representativos de uma profunda mudança na própria concepção de conhecimento, da ação e da existência humana.A aquisição e a produção do conhecimento estão seriamente imbricadas na realidade dentre as diversas manifestações dos indivíduos, desde as realidades: individual, social, planetária e cósmica.

Palavras-chave: Etnomatemática, Epistemologia, Conhecimento e saberes

14h15 - Éverton Melo de Melo (Acre - Brasil), José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil) "Atividades matemáticas desenvolvidas na Escola Indígena Tamakaya situada na Terra Indígena Campina Katukina" Apresentação
"Atividades matemáticas desenvolvidas na Escola Indígena Tamakaya situada na Terra Indígena Campina Katukina"
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Atividades matemáticas desenvolvidas na Escola Indígena Tamakaya situada na Terra Indígena Campina Katukina  

Éverton Melo de Melo

Universidade Federal do Acre (UFAC)

Terra Indígena Campinas Katukina - TICK, Povo Noke Koi, Estado do Acre

 

José Roberto Linhares de Mattos

Rede Amazônica de Educação em Ciência e Matemática (REAMEC)

Grupo de Pesquisa Educação em Fronteiras - EmF

 


O objetivo deste trabalho é apresentar um pequeno documentário sobre atividades matemáticas desenvolvidas na Escola Indígena Tamakaya situada na Terra Indígena Campina Katukina, do povo indígena Noke Koi. A terra indígena do rio Campina foi demarcada em 1984 e hoje é conhecida como Terra Indígena Campina Katukina (TICK). Ela possui 32.624 hectares e está situada na fronteira dos estados do Amazonas e do Acre. Este território está às margens da BR-364, aproximadamente 60 Km do município de Cruzeiro do Sul-Acre. Em estudo realizado anteriormente com esse grupo indígena (MELO, 2013), constatamos que, diferentemente de outras etnias acreanas, o povo Noke koi manteve sua língua, hábitos e costumes tradicionais mesmo com a facilidade de acesso a meios urbanos. É notório a luta destes indígenas na preservação dos aspectos importantes da sua cultura. Um exemplo é a resistência desses povos contra a pressão das grandes empresas farmacêuticas que tentam se apossar dos conhecimentos tradicionais dessa etnia para facilitar a extração do Kampô (Vacina do sapo). Porém, uma descoberta interessante está relacionada as estratégias de matemáticas utilizadas por eles. Se por um lado, podemos perceber que o povo Noke koipossui uma linguagem matemática diferenciada para as questões da vida em sociedade, capaz de explicar questões matemáticas do cotidiano inerente a sua vida na aldeia, por outro, no cotidiano escolar, ocorre o silenciamento dessas práticas matemáticas inerentes à cultura daquela aldeia.

Palavras-chave: Etnomatemática, Educação Escolar Indígena, Katukina.

14h30 - João Batista Nascimento Pará - Brasil) "Pairé Cametaense Toroidal: uma Conexão entre Matemática Avançada e Cultura Popular" (Pará - Brasil) Apresentação
"Pairé Cametaense Toroidal:  uma  Conexão entre Matemática Avançada e Cultura Popular" (Pará - Brasil)
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Pairé Cametaense Toroidal:  uma Conexão entre Matemática Avançada e Cultura Popular

João Batista do Nascimento

Universidade Federal do Pará (UFPA)


vídeo

14h45 - Edilene França Pereira (Pará - Brasil), José Sávio Bicho (Pará - Brasil) "Medidas não oficiais utilizadas na produção e comercialização de açaí em uma comunidade rural do sudeste paraense" Apresentação
"Medidas não oficiais utilizadas na produção e comercialização de açaí em uma comunidade rural do sudeste paraense"
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Medidas não oficiais utilizadas na produção e comercialização de açaí em uma comunidade rural do sudeste paraense

Edilene França Pereira e José Sávio Bicho

Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA)

Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática e Práticas Socioculturais na Amazônia


Este trabalho teve objetivo de investigar a utilização de medidas não oficiais em atividades cotidianas da produção e comercialização do açaí na Vila Nova Aliança, que faz parte do Projeto de Assentamento Serra Quebrada, localizado na área rural do município de Novo Repartimento, no Sudeste do Pará. Os aportes teóricos foram fundamentados na Etnomatemática, que possibilitou investigar os modos de matematizar e conviver com a realidade dessa prática profissional. A natureza desta pesquisa é qualitativa, com procedimentos etnográficos, cujos dados foram construídos por meio dos seguintes instrumentos de pesquisa: observação; entrevistas; diário de campo; fotografias; gravação em áudio e vídeo. A partir da pesquisa de campo identificamos a lata, a saca e a basqueta como instrumentos de medidas utilizados matematicamente, atendendo a necessidade dos produtores de açaí na comunidade, medidas essas que são úteis principalmente nos processos de produção e comercialização do açaí; percebendo que essa prática de medir da comunidade são conhecimentos etnomatmáticos, que precisam ser observados de forma mais ampla, pois possuem significados não somente para fins econômicos, mas, valores culturais da comunidade.

Palavras-chave: Etnomatemática, Produção e comercialização de açaí, Medidas não oficiais.

15h00 - Nivia Maria Ladeira Miranda (Minas Gerais - Brasil) "A Matemática na Mandala Ecológica" (Minas Gerais - Brasil) Apresentação
"A Matemática na Mandala Ecológica" (Minas Gerais - Brasil)
Local: Pendente

A Matemática na Mandala Ecológica

Nivia Maria Ladeira Miranda

GEPEMUV - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática da
Universidade de Viçosa e Prefeitura Municipal de Viçosa


Irei abordar algumas das atividades de matemática desenvolvidas no decorrer do ano de 2019 na escola em que atuo como professora. [...] As crianças não tem salas fixas. Elas trocam de salas, ou melhor de espaços de aprendizagens, de acordo com o quadro curricular. Neste ano, estamos desenvolvendo um projeto intitulado Mandala Ecológica e estamos plantando nesta mandala, plantas medicinais, tendo em cada parte, plantas que tem a função de ajudar a melhorar alguma parte do corpo humano.

15h30 - Alcione Marques Fernandes e alunos da disciplina de Etnomatemática (Tocantins - Brasil), Pedro José Florencio da Silva (Tocantins - Brasil) "A criatividade como destino nas comunidades tradicionais" Apresentação
"A criatividade como destino nas comunidades tradicionais"
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A criatividade como destino nas comunidades tradicionais

Alcione Marques Fernandes 

Pedro José Florencio da Silva

Universidade Federal do Tocantins (UFT - Arraias)

Comunidades quilombolas  da região


 

O município de Arraias localizado no sudeste do Estado do Tocantins, a 420 km da capital Palmas, possui várias comunidades quilombolas reconhecidas ou em processo de reconhecimento oficial, dessa forma a riqueza cultural dessa região é inerente aos estudos desenvolvidos pelo Campus de Arraias da Universidade Federal do Tocantins.  A Etnomatemática presente no cotidiano destas comunidades pode ser observada em seus saberes/fazeres diários: como na plantação da roça de toco, na produção de farinha de mandioca, na construção de artefatos culturais de barro, na edificação das casas com o tijolo de adobe, bem como em várias outras práticas das comunidades. Na realização de todas estas atividades que foram herdadas de seus antepassados, por meio da oralidade, existe um elemento presente e necessário na continuidade de todos os processos aprendidos: a criatividade. Neste sentido, Vergani aponta que a criatividade nasce como: “compreensão lógica e pensamento não verbal, expressão racional e metafórica, dedução e indução, imaginação e método, análise e síntese” (VERGANI, 1993, p. 71), portanto a proposta desta atividade é descrever processos criativos de comunidades tradicionais do município de Arraias, na perspectiva da Etnomatemática.

Referência:

VERGANI, Teresa. Um horizonte de possíveis: sobre uma educação matemática viva e globalizante. Lisboa: Universidade Aberta, 1993.

Palavras-chave: Etnomatemática, comunidades tradicionais, criatividade.

16h00 - Cristiane Coppe de Oliveira (Minas Gerais e São Paulo - Brasil) "A dimensão pedagógica da Etnomatemática como possibilidade de implementação da Lei 10639/03" Apresentação
"A dimensão pedagógica da Etnomatemática como possibilidade de implementação da Lei 10639/03"
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A dimensão pedagógica da Etnomatemática como possibilidade de implementação da Lei 10639/03

Cristiane Coppe

Universidade Federal de Uberlândia (NUPEm/UFU)


A vertente cultural de no contexto educacional, na maioria das vezes, remete-se, no senso comum, às manifestações artísticas de um povo expressas pela música, pela dança, pela poesia, ou seja, na arte em suas diversas faces.Esta perspectiva afasta o olhar de que a cultura pode ser vista como um dos elementos essenciais da educação. No que se refere ao contexto escolar, a cultura, geralmente, não é interpretada como parte do cotidiano e da história de vida do educando. Explora-se a cultura na escola, sempre de um ponto de vista minimalista, caindo novamente apenas nas representações sociais das manifestações artísticas de um povo. Esta questão pode desencadear o fato pelo qual a maioria dos professores de matemática, por exemplo, afirmam que não há relações evidentes entre Matemática e Cultura.Tendo como ponto de partida esta realidade, considera-se necessário pensar na inserção da discussão da relação entre Matemática e Cultura na formação inicial e continuada do professor de matemática. Tal proposta ganha caminhos para sua efetivação tomando como referencial teórico o Programa Etnomatemática, que, segundo D´Ambrosio (2001), é um programa de pesquisa com óbvias implicações pedagógicas, ampliando sua dimensão educacional. Especificamente nessa ação do Vem Brasil, nossa proposta é dialogar acerca de experiências de docência na Universidade Federal de Uberlândia junto à temática étnico-racial (Graduação em Matemática, Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática e na direção executiva no Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros - NEAB/UFU) , apoiando-nos nas possibilidades de implementação da Lei 10639/03 e nas Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais.

Palavras-chave: Programa Etnomatemática. Educação para as relações étnico-raciais. Lei 10639/03. Formação de professores.

16h30 - Miriam Moramay Micalco Méndez (México) "'Aprender matemáticas sin matemáticas' en el aula de primaria" Apresentação
"'Aprender matemáticas sin matemáticas' en el aula de primaria"
Local: Pendente

[Apresentação em Espanhol]

"Aprender matemáticas sin matemáticas" en el aula de primaria

Miriam Moramay Micalco Méndez

Red Internacional de Etnomatematica - Capítulo México


Se presentará la experiencia de aprendizaje que niñas y niños han llevado a cabo bajo el enfoque Etnomatematica y con la propuesta "Aprender matemáticas sin matemáticas". Las profesoras y directoras compartirán su experiencia tanto de la formación en Etnomatematica como de las actividades llevadas a cabo con niñas y niños en el aula de escuelas multigrado y de organización completa. Así mismo, la mirada transdisciplinar será una linea de reflexión. La otra linea será el papel de las narrativas etnomatematicas como base de la propuesta " Aprender matemáticas sin matemáticas " para lograr la construcción de conocimiento matemático y el pensamiento matemático de los niños y niñas. El punto de partida de la propuesta son las prácticas sociales en las que están inmersos los niños. Desde ahí se promueve un proceso que considera a niñas y niños, histórica y culturalmente situados.

Palavras-chave: Narrativas, objetos, lenguaje, practica social.

17h45 - Jeanice Back Andrade (Santa Catarina - Brasil) "Trilhando na Ilha da Magia: do Homem do Sambaqui à Etnomatemática" Apresentação
"Trilhando na Ilha da Magia: do Homem do Sambaqui à Etnomatemática"
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Trilhando na Ilha da Magia: do Homem do Sambaqui à Etnomatemática

Jeanice Back Andrade

Rede Municipal de Ensino de Florianópolis


Este trabalho foi desenvolvido com crianças do primeiro ano do ensino fundamental. A proposta de uma Trilha na Ilha da Magia, articulando o Homem do Sambaqui e a busca por sua Etnomatemática, surgiu no diálogo com os estudantes quando trabalhávamos elementos da identidade de cada um e do local em que vivemos. Buscamos problematizar a possível Etnomatemática dos habitantes da ilha no passado, através das suas marcas rupestres, bem como a apropriação e a ampliação das difrentes linguagens que emergem desse contexto. Trabalhamos a matemática por meio de jogos,materiais manipuláveis, resolução de situações problemas envolvendo o tema e abarcamos os conceitos matemáticos de vários eixos. Constatou-se que uma prática contextualizada e interdisciplinar contribui significativamente para a apropriação das diferentes linguagens, e desenvolve nas crianças um sentimento de pertencimento, existência e afeto pelo local em que vivem.

Palavras-chave: alfabetização, pertencimento, ludicidade, etnomatemática

18h00 - Gisella de Souza Ferreira (Rio Grande do Sul - Brasil), Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil), Luis Tiago Ostemberg (Rio Grande do Sul) "A Etnomatemática como método de ensino do conceito de função no 1º ano do Ensino Médio" e "Etnomatemática como método de ensino: uma análise das contribuições do reconhecimento de diferentes usos da matemática" Apresentação
"A Etnomatemática como método de ensino do conceito de função no 1º ano do Ensino Médio" e "Etnomatemática como método de ensino: uma análise das contribuições do reconhecimento de diferentes usos da matemática"
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A Etnomatemática como método de ensino do conceito de função no 1º ano do Ensino Médio

Gisella de Souza Ferreira

Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS

Coord.: Dra. Isabel Cristina Machado de Lara


Este estudo apresenta os resultados de uma pesquisa que utiliza a Etnomatemática como método de ensino, com o objetivo analisar de que modo a compreensão dos diferentes jogos de linguagem, evidenciados em distintas profissões, pode contribuir para a aprendizagem do conceito de função no 1º ano do Ensino Médio. Os aportes teóricos que serviram de alicerces para os dois pilares desta investigação foram Etnomatemática, na perspectiva de D’Ambrosio, Ferreira e Lara; e jogos de linguagem, com base nos estudos do Segundo Wittgenstein. Participaram da pesquisa estudantes de uma escola da rede pública, localizada na cidade de Porto Alegre, RS, e um grupo de profissionais escolhidos pelos estudantes. Os dados foram coletados por meio de diferentes instrumentos: dois questionários; duas entrevistas, estruturada e semiestruturada; diário de aula. Para analisar os dados percorreu-se as etapas previstas na Análise Textual Discursiva, definida por Moraes e Galiazzi. Após a análise evidencia que os jogos de linguagem associados às etapas da Etnomatemática como método de ensino, definidas por Lara, demonstraram eficácia para a compreensão por parte dos estudantes de um conceito pelo seu uso na linguagem. O emprego desse método que percorre etapas de pesquisa de campo, análise da pesquisa e validação, ampliou a percepção e compreensão dos estudantes quanto ao uso do conceito em diferentes formas de vida. Destaca que a busca por semelhanças e dissemelhanças dentro dos jogos de linguagem dos profissionais criaram condições que possibilitaram aos estudantes perceberem a funcionalidade do uso de um conceito dentro de um grupo profissional.

Palavras-chave: Etnomatemática. Jogos de linguagem. Cultura. Método de ensino



Etnomatemática como método de ensino: uma análise das contribuições do reconhecimento de diferentes usos da matemática

Luis Tiago Ostemberg

Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS

Coord.: Dra. Isabel Cristina Machado de Lara


O trabalho apresenta resultados de uma pesquisa que aborda a Etnomatemática como método de ensino. Objetiva compreender como o reconhecimento de diferentes formas de uso da Matemática e suas regras modificam o modo como estudantes compreendem conceitos matemáticos tendo a Etnomatemática como método de ensino. Desenvolveu-se uma proposta de ensino constituída por uma pesquisa etnográfica com trabalhadores pertencentes à comunidade escolar, realizada por 37 estudantes do 2º ano do Ensino Médio de uma escola pública do interior do Rio Grande do Sul. Fundamenta-se em estudos de Foucault e Wittgenstein para abordar a Etnomatemática como método de pesquisa, na visão de D’Ambrosio, e como método de ensino na perspectiva de Lara. Os dados são coletados por questionários e analisados por meio da Análise Textual Discursiva. A análise evidencia um melhor entendimento de conceitos matemáticos por parte dos estudantes que se envolveram nas atividades com a utilização de uma proposta pedagógica baseada na Etnomatemática como método de ensino. A proposta possibilitou aos estudantes a visão de outros jogos de linguagem matemáticos próprios de trabalhadores de sua comunidade e ao compará-los aos jogos de linguagem e às regras presentes na Matemática Escolar, foi possível estabelecer semelhanças entre esses jogos e perceber a validade dos saberes matemáticos utilizados por esses trabalhadores em suas atividades laborais. Além disso, sublinha que a Etnomatemática como método de ensino possibilita que o estudante valorize a cultura dos membros de uma forma de vida, que faz parte do seu ambiente social, e se mostra uma alternativa eficaz que coloca sob suspeita um ensino tradicional baseado na memorização e treinamento de jogos de linguagem legitimados pela Matemática Escolar.

Palavras-chave: Etnomatemática. Matemática Escolar. Saberes matemáticos. Jogos de Linguagem. Semelhanças. Regras.

18h15 - Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil), Jackson Luis Santos de Vargas (Rio Grande do Sul - Brasil), Ketlin Kroetz (Rio Grande do Sul - Brasil) "A Etnomatemática como método de pesquisa: uma análise de algumas implicações dos números no Batuque do Rio Grande do Sul" Apresentação
"A Etnomatemática como método de pesquisa: uma análise de algumas implicações dos números no Batuque do Rio Grande do Sul"
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A Etnomatemática como método de pesquisa: uma análise de algumas implicações dos números no Batuque do Rio Grande do Sul

Jackson Luis Santos de Vargas

Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS

Coord.: Dra. Isabel Cristina Machado de Lara


Este estudo apresenta uma análise dos processos de geração, organização e difusão, relacionados aos saberes envolvidos na associação dos números à representação mística, utilizada no Batuque, do Rio Grande do Sul – RS, Brasil. Os sujeitos de pesquisa foram quatro babalorixás, com mais de vinte anos de culto aos orixás, e pertencentes a algumas nações praticadas no RS. Os instrumentos de coleta de dados foram entrevistas semiestruturada e observações realizadas no Ilê de um dos babalorixás. O método de pesquisa utilizado foi a Etnomatemática alicerçada, principalmente, nos estudos de D’Ambrosio e Gerdes. Por meio da Análise Textual Discursiva, a estruturação das categorizações teve como base três categorias a priori: Geração dos saberes; Organização dos saberes; Difusão dos saberes. Mostra que, em relação à Geração dos saberes cada Orixá possui um número, múltiplo e submúltiplo atribuído e, esse número deve ser respeitado em todas as obrigações. A respeito da Organização dos saberes, evidencia que existem normas definidas acerca do uso dos números, e que os mesmos são sagrados. Acerca da Difusão dos saberes, aponta que os números são utilizados em todos os rituais pertencentes ao Batuque do RS, pois, os mesmos representam os orixás. Além disso, os resultados da análise mostram que os números utilizados são essenciais para a manutenção e continuidade do culto, uma vez que é a partir dos números de cada Orixá, seus múltiplos e submúltiplos que são organizados todos os rituais do Batuque do RS, incluindo oferendas até valores monetários cobrados nos ilês. Conclui que todos esses saberes foram associados por meio dos mitos que cada Orixá traz, e pelo significado místico que os números representam para a cultura africana.

Palavras-chave: Cultura. Etnomatemática. Batuque do Rio Grande do Sul.

18h30 - Isabel Cristina Machado de Lara (Rio Grande do Sul - Brasil), Jonatha Daniel dos Santos (Rondônia - Brasil) "Etnomatemática e Povos Indígenas de Rondônia: processos de mecanismo de controle e contraconduta" Apresentação
"Etnomatemática e Povos Indígenas de Rondônia: processos de mecanismo de controle e contraconduta"
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Etnomatemática e Povos Indígenas de Rondônia: processos de mecanismo de controle e contraconduta

Jonatha Daniel dos Santos

Isabel Cristina Machado de Lara

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Etnomatemática PUCRS

Coord.: Dra. Isabel Cristina Machado de Lara


O trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de uma investigação que procurou analisar os saberes etnomatemáticos de estudantes/professores indígenas da Amazônia em um curso de formação de professores indígenas na Universidade Federal de Rondônia.  O referencial teórico é apoiado na Etnomatemática concebida na interlocução com as formulações de Foucault. O material de pesquisa consiste em entrevistas realizadas com seis estudantes/professores indígenas na cidade de Ji-Paraná/RO, região Norte do Brasil. Os principais resultados da pesquisa, por meio de entrevista narrativa, indicam que a Etnomatemática se constituiu enquanto mecanismo de controle e contraconduta na formação docente dos estudantes/ professores indígenas no que se refere aos saberes etnomatemáticos desses povos bem como uma ferramenta para subversão da docência frente às diretrizes governamentais que regem a Educação Escolar Indígena no estado de Rondônia.

Palavras-chave: Etnomatemática. Povos Indígenas. Mecanismo de Controle. Contraconduta.

19h00 - Ana Priscila Sampaio Rebouças (Maranhão - Brasil), Natarsia Camila Luso Amaral (Maranhão - Brasil) "Discutindo a Etnomatemática no contexto da diversidade e da valoração de culturas e saberes" Apresentação
"Discutindo a Etnomatemática no contexto da diversidade e da valoração de culturas e saberes"
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Discutindo a Etnomatemática no contexto da diversidade e da valoração de culturas e saberes

Ana Priscila Sampaio Rebouças

Natarsia Camila Luso Amaral

Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)


A proposta a ser desenvolvida trata-se do relato de experiência de um evento intitulado Mesa Redonda: Educação em espaços/tempos formais, não formais e informais, oriundo de uma disciplina que leva o nome semelhante que compõe a estrutura curricular do curso de Pós-Graduação, Mestrado Profissional em Educação da Universidade Estadual do Maranhão/UEMA, que acontecerá no dia 13 de novembro de 2019, dando foco ao grupo de discussão I: A educação no contexto da pluralidade e da valorização de culturas, saberes e espaços educacionais, para a realização desse evento as proponentes vem desenvolvendo pesquisas em Etnomatemática que envolvem as modalidades da Educação no Campo e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos. O objetivo dessa proposta é analisar a Etnomatemática no contexto da diversidade, disseminar a valorização das culturas periféricas e incluir saberes diversos nas aulas de matemática. Vamos gravar, editar e se necessário, gravar alguns comentários de forma a enriquecer o relato. O desenvolvimento desta proposta tem a autorização da professora responsável pela disciplina, Dra Marcia Cristina Gomes. Como multimídias teremos o relato gravado e disponibilizado para acesso na pre-confirmada.

Palavras-chave: Educação, Etnomatemática, cultura

19h15 - Eric Machado Paulucci (São Paulo Brasil) "Desterritorialização da Etnomatemática: apontamentos iniciais" Apresentação
"Desterritorialização da Etnomatemática: apontamentos iniciais"
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Desterritorialização da Etnomatemática: apontamentos iniciais

Eric Machado Paulucci

UNESP/Araraquara


Pressupondo que a Etnomatemática é uma ciência que foi capturada pelo aparelho de Estado, é cabível questionar se há maneiras efetivas de colaborar com o movimento de transportá-la para o limite, como princípio para a desterritorialização. Depois das leituras de Deleuze e Guattari parece impensável que alguém ainda se distraia com as regras do Xadrez se por ali também há tabuleiros de Go - uma leitura um tanto ingênua e superficial, poucos são pensamentos os nômades. Desterritorializar, neste caso, consiste em construir caminhos que não os já condicionados, movimentar-se sorrateiramente dentro do mesmo jogo, transformando pouco a pouco o Xadrez em Go, subvertendo progressivamente os algoritmos. Ocupar um espaço em constante transição pode ser uma posição frente às forças territorializadoras, uma rejeição à inércia. Na busca do lugar do conflito, da subversão, da multiplicidade, da reversibilidade, da diferença, parece um pouco pretensioso apontar quais são as ferramentas específicas para caminhar rumo à fronteira. Talvez assumir uma multiplicidade nas Etnomatemáticas poderia desestabilizar a regra, contribuindo na construção de uma máquina de guerra. Acaso a perversão de uma Etnomatemática única se inicie pelo conhecer outras lógicas de pensar, por uma investigação em caminhos ainda não conhecidos que podem eclodir em outras possibilidades de transgressão. Na verdade, não busca-se aqui uma resposta rígida e completa, mas apontamentos iniciais acerca das questões: quais experiências sacodem as divisões de espaços e as ordenações no tempo? Quais práticas de desterritorialização podem ser socializadas como ensaios singulares, mas também como alternativas? Como a comunidade etnomatemática vem contribuindo quanto coletividade para este movimento?

Palavras-chave: Etnomatemática, nomadismo, desterritorialização, fronteira.

19h45 - José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil), Regilania da Silva Lucena (Ceará - Brasil) "A Etnomatemática presente em construção de cisternas rurais" Apresentação
"A Etnomatemática presente em construção de cisternas rurais"
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A Etnomatemática presente em construção de cisternas rurais

Regilania da Silva Lucena

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE


José Roberto Linhares de Mattos

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ


Neste trabalho são apresentados resultados de uma pesquisa sobre a etnomatemática presente nas construções rurais no Sítio Palmeirinha em Crato – Ceará. Pretendemos fazer a troca de saberes entre alunos da formação inicial de professores de matemática do IFCE e a comunidade rural, analisando como os conhecimentos matemáticos dos sujeitos envolvidos nesses dois espaços se manifestam tornando-os capazes de agir e interagir socialmente. Foram aplicadas entrevistas aos agricultores, buscando descrever de maneira mais detalhada possível os procedimentos utilizados pelos agricultores em suas construções rurais, mais especificamente na construção de tampas de cisternas, dando ênfase aos elementos da matemática observáveis neste processo. Também, nesta pesquisa ganharam destaque elementos que constituem a formação cultural dos agricultores e a sua relação com a matemática escolar, assim como alguns aspectos socioculturais intrínsecos à comunidade rural. Uma dificuldade marcante citada no relato dos agricultores refere-se a falta de abastecimento de água na comunidade, fazendo com que a água utilizada nas casas, assim como na agricultura, seja proveniente de poços cavados nas proximidades das casas. A escassez de água tem afetado a pequena produção agrícola das famílias, levando homens e mulheres a procurarem alternativas econômicas mais viáveis, na zona urbana da cidade de Crato. Os agricultores do Sítio Palmeirinha que trabalham com construção de casas têm, por exemplo, migrado para a construção de casas na zona urbana. Os agricultores entrevistados afirmam que pouco frequentaram a escola e que a matemática que utilizam nas construções rurais e urbanas aprenderam/aprendem uns com os outros, na troca de saberes entre os sujeitos da comunidade.

Palavras-chave: Etnomatemática, construção de cisternas, agricultores, formação inicial de matemática.

20h00 - José Roberto Linhares de Mattos (Rio de Janeiro - Brasil), Núbia Cristiana Gonçalves (Goiás - Brasil) "Etnomatemática na Escola Família Agrícola de Orizona" Apresentação
"Etnomatemática na Escola Família Agrícola de Orizona"
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Etnomatemática na Escola Família Agrícola de Orizona

Núbia Cristiana Gonçalves

Instituto Federal Goiano

 

José Roberto Linhares de Mattos

Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Cultura - GEPEC

 


Estamos desenvolvendo pesquisas no âmbito da educação rural, na Escola Família Agrícola de Orizona, no estado de Goiás, Brasil. Essa escola utiliza a pedagogia da alternância que é uma metodologia com flexibilidade no calendário em que os alunos alternam um período de uma semana na escola (teoria) e um período de igual duração junto à família (prática). Nesse sentido, o Programa Etnomatemática pode contribuir como uma alternativa metodológica para o ensino na pedagogia da alternância. O objetivo é analisar a teoria e a prática no ensino de matemática na referida escola, com ênfase na interdisciplinaridade e na Etnomatemática. Como procedimento metodológico, optamos por um estudo de caso com abordagem qualitativa, no qual empregamos questionário, pesquisa documental, observação e entrevistas semiestruturadas, como instrumentos para a produção dos dados. Esperamos que essa proposta possa mostrar a contribuição da Etnomatemática no ensino da matemática escolar na EFAORI, destacando a importância de se valorizar os conhecimentos matemáticos (próprios e escolarizados) dos pais (agricultores) em suas atividades rurais, frente aos conhecimentos escolares dos filhos, em prol da aprendizagem da disciplina matemática.

Palavras-chave: Ensino de matemática; Teoria e prática; Pedagogia da alternância; Etnomatemática.

20h15 - Alexander Cavalcanti Valença (Pernambuco - Brasil), Coletivo de Combate ao Racismo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Jaboatão dos Guararapes-PE (SINPROJA) (Pernambuco - Brasil, José Ivanildo Felisberto de Carvalho (Pernambuco - Brasil), José Roberto da Silva (Pernambuco - Brasil), Samuelita de Albuquerque Barbosa (Pernambuco - Brasil) "Etnomatemática, Africanidade e Educação Escolar Quilombola em Pernambuco" Apresentação
"Etnomatemática, Africanidade e Educação Escolar Quilombola em Pernambuco"
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Etnomatemática, Africanidade e Educação Escolar Quilombola em Pernambuco

Alexander Cavalcanti Valença 

Rede de Ensino do Município de Jaboatão dos Guararapes - PE

 

José Roberto da Silva

Universidade de Pernambuco (UPE)

 

José Ivanildo Felisberto De Carvalho 

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

 

Samuelita de Albuquerque Barbosa

Universidade de Pernambuco (UPE)

 

Associação dos Quilombolas de Povoação São Lourenço - Goiana-PE - Brasil

Gestão da Escola Municipal Quilombola Adélia Carneiro Pedrosa (Goiana-PE - Brasil)

Coletivo de Combate ao Racismo do Sindicato dos/as Trabalhadores/as Município de Jaboatão dos Guararapes - PE (SINPROJA)


No ano de 2006, sob a Coordenação do Profº Dr. José Roberto da Silva, surgiu o Grupo de Pesquisa sobre o Ensino de Ciências e Matemática, na Universidade de Pernambuco (UPE), Campus Mata Norte. Este Grupo de Pesquisa iniciou discussões e estudos no âmbito do Programa Etnomatemática,  e, especificamente, da Afroetnomatmática na Escola Quilombola, através da pesquisa intitulada "Matemática, Africanidade e Formação de Professores na Escola Quilombola", desenvolvida pelo Profº. Ms. Alexander Valença, sob orientação do Profº. Dr. José Roberto da Silva. Paralelamente, o Profº Dr. José Ivanildo Carvalho, do Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), através do Grupo Aya-Sankofa de Estudos Decoloniais e Afrocentrados em Educação Matemática, vem realizando formação inicial e continuada de professores de matemática, reunindo professores da educação básica de redes públicas de Pernambuco, através de diversos encontros formativos. A partir destas duas realidades paralelas, este trabalho consiste numa apresentação sobre estas duas vivências, por meio de um Documentário, com duração de 10 minutos, dando um histórico das produções sobre a Etnomatemática e, especificamente, a Afroetnomatemática, contextualizada pela questão quilombola, no contexto vivenciado desde pesquisas e formações em cada uma destas realidades, passando pelas mudanças de práticas pedagógicas em aulas de matemática da educação básica, além da troca de experiências em eventos e demais produções que derivaram destes estudos realizados, cuja linha foi na investigação sobre a formação de professores, com enfoque no ensino de matemática, para aplicar a Lei 10.639/03 (História e Cultura Afro) na Escola Quilombola, até em escolas de outras comunidades de maioria afrodescendente.

Palavras-chave: Africanidade, Educação Escolar Quilombola, Quilombos, Etnomatemática.

20h30 - Alexander Cavalcanti Valença (Pernambuco - Brasil), José Ivanildo Felisberto de Carvalho (Pernambuco - Brasil), José Roberto da Silva (Pernambuco - Brasil), Samuelita de Albuquerque Barbosa (Pernambuco - Brasil) "Etnomatemática como aporte epistemológico para o ensino de matemática" Apresentação
"Etnomatemática como aporte epistemológico para o ensino de matemática"
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Etnomatemática como aporte epistemológico para o ensino de matemática

José Roberto da Silva 
Universidade de Pernambuco (UPE)

Alexander Cavalcanti Valença 
Rede de Ensino do Município de Jaboatão dos Guararapes - PE

Samuelita de Albuquerque Barbosa
Universidade de Pernambuco (UPE)

José Ivanildo Felisberto De Carvalho 
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

 


Os princípios e valores anunciados nas orientações gerais sobre a participação do VEm Brasil aludem a dimensão que se estabeleceu do surgimento da etnomatemática até sua demarcação enquanto programa de pesquisa. A oportunidade de compartilhar as produções desenvolvidas no âmbito da etnomatemática como Proponente-Interativo bem como ter acesso a produções de outros interessados neste campo de estudo como Espectador-Interativo torna esse evento um canal inimaginável de alcance. As produções que apresentaremos no VEm Brasil tem o ano de 2006 como referencial por corresponder ao início do Grupo de Pesquisa que lidero, o Grupo de Ensino das Ciências e Matemáticas da UPE (GECM-UPE), assim as produções anteriores a 2006 remetem ao percurso da formação como pesquisador e a seguinte corresponde a atuação como pesquisador. Há dois aspectos a serem destacados acerca dessas produções, primeiro que em sua maioria, epistemologicamente, elas abordam o ‘conhecimento matemático encontrado em diferentes grupos sociais’, isto remete a uma das três linhas de pesquisa em etnomatemática trazida por Bishop (1994); segundo que todas elas foram desenvolvidas com intuito de encontrar caminhos que potencialize o ensino de matemática explorando características inerentes a um certo contexto próprio.

Palavras-chave: Ensino de Matemática, etnomatemática, aporte epistemológico.

21h30 - Thiago Donda Rodrigues (Mato Grosso do Sul - Brasil) "Diálogos entre a Etnomatemática e Filosofia da Diferença: algumas aproximações" Apresentação
"Diálogos entre a Etnomatemática e Filosofia da Diferença: algumas aproximações"
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Diálogos entre a Etnomatemática e Filosofia da Diferença: algumas aproximações

Thiago Donda Rodrigues

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/Campus de Paranaíba

Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática, Diversidade e Diferença - GEduMaD - UFMS


Esta palestra busca articular algumas aproximações entre os campos da Etnomatemática e Filosofia da Diferença. Dentre algumas dessas proximidades, temos por exemplo, na Etnomatemática a convicção de que existem saberes marginalizados pela Ciência que devem ser respeitados e valorizados. Nesse sentido, ressaltamos na Filosofia da Diferença a crítica às verdades incontestáveis e ao conhecimento universal e único, e sua admissão da diversidade de perspectivas. Podemos refletir também sobre a relação que implica diretamente poder e saber, e as possibilidades de resistência a essa relação a partir dos saberes marginais. Assim, nosso objetivo é abordar conceitos desses dois campos e problematizar como um pode contribuir com o outro.

Palavras-chave: Diálogos entre a Etnomatemática e Filosofia da Diferença: algumas aproximações.

Organizador

EtnoMatemaTicas Brasis - Red Internacional de Etnomatemática (coordenação Brasil)

EtnoMatemaTicas Brasis é uma comunidade ligada à coordenação no Brasil da Red Internacional de Etnomatemática, de envolvidos com Etnomatemática, simpatizantes, curiosos, teóricos e práticos, que pretende contribuir para o encontro de concepções etnomatemáticas, tendo em vista saberes e fazeres de pesquisadores, comunidades, estudantes e educadores em geral, nas diversas modalidades de educação, formal e informal, e nos diversos contextos, com respeito à diversidade e ao bem viver e conviver em sociedade.