VII SEMINÁRIO DIÁLOGOS PARA PRÁTICAS EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

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Será o Resíduo o Nosso Legado?

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O resíduo e a decisão sobre ser inviável ou não sua reciclagem

Por Bibiana Maia

Quem decide o que é inviável ser reciclado e como isto acontece? Este foi o questionamento sucitado durante o painel "Gestão de resíduos contaminantes", por Eduardo Haddad, da Saniplan Engenharia Ambiental. Segundo ele, rejeito é aquele resíduo cujo o reaproveitamento é inviável, um subgrupo, e, para uma boa gama deles, existe a tecnologia e o conhecimento para reciclar, mas a discussão envolve o ganho: "Se for maior que o valor do produto não vale a pena, mas eu considero que tem que envolver também os custos ocultos, que existem se não reciclar", explica.

Haddad ainda explicou o processo de reciclagem de três tipos de resíduos comuns no cotidiano: óleo lubrificante, lâmpadas fluorescentes e pilhas. Dos três, apenas o óleo tem bons índices de reciclagem no Brasil. Se estes materiais têm dificuldade de reciclagem, o problema é ainda mais complicado com resíduo nuclear. "Não geramos um combustível economicamente viável de reciclar, pois o urano é um elemento barato no Brasil. No Japão e na França este processo já acontece", explicou Roberto Travassos da Eletronuclear.

Na mesma mesa, ainda foi citada a questão do descarte correto de resíduo hospitalar, por Robson Monteiro, do INTO. Explicou o quanto isto representa também gastos desnecessários." É preciso fazer uma reflexão do porque ainda existe descarte inapropriado. O profissional de saúde está preparado para o descarte correto? Não. O resíduo infectando custa de três a quatro vezes mais caro que o resíduo comum, então, quando misturam, vai gastar muito mais. Tem a segurança e o custo".