Simpósios Temáticos

ST 1 - ENSINO DE HISTÓRIA E AS DEMANDAS DO TEMPO PRESENTE

 

Profª Dra. Cristiani Bereta da Silva (UDESC)

Profª Dra. Nucia Alexandra Silva de Oliveira (UDESC)

Profª Dra. Luciana Rossata (UDESC)

 

Este simpósio temático pretende reunir pesquisas relacionadas ao Ensino de História em suas múltiplas demandas relacionadas a História do Tempo Presente tais como: as relações de ensino e aprendizagem em História; as prescrições curriculares apresentadas pelos documentos oficiais relativos à educação; as disputas por narrativas em documentos curriculares, livros e materiais didáticos; as lutas pela escola como espaço democrático e plural; a formação de professores; entre outros temas. Essas e outras temáticas desenvolvidas através de pesquisas organizadas em diferentes âmbitos científicos serão espaço de reflexão a respeito do Ensino de História como campo de saber e como componente curricular essencial para a formação de estudantes no Brasil. 

 

ST 2 - HISTÓRIA DOS ESPORTES E HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE

 

Prof. Dr. João Júlio Gomes dos Santos Júnior (UDESC)

Prof. Dr. João Manuel Casquinha Malaia Santos (UFSM)

Profa. Dra. Fernanda Ribeiro Haag (IFPR)

 

Este Simpósio Temático tem por objetivo reunir trabalhos que investiguem a História do Esporte e das Práticas Corporais dentro da perspectiva da História do Tempo Presente e dos usos públicos do passado do fenômeno esportivo. A formulação dos esportes, como conhecemos hoje, trata-se de processo tipicamente moderno e muitos dos estudos relativos a esse objeto recorrem a recortes temporais mais recentes. Ao adotar uma perspectiva abrangente sobre esse fenômeno social, espera-se abarcar não apenas as modalidades atléticas inseridas nos contextos de competição de alto rendimento, mas toda variedade de práticas físicas e culturais que se apropriam do uso do corpo. Nesse sentido, o Simpósio Temático se propõe a receber trabalhos que abordem a História do Esporte e das Práticas Corporais em toda sua diversidade, incluindo-se estudos acerca dos inúmeros elementos constituintes do que Pierre Bourdieu (1983, 1990) definiu como campo esportivo, e que estejam inseridos e/ou estabeleçam correlações com o Tempo Presente e com análises sobre os usos públicos do passado esportivo. 

 

ST 3 - HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE E HUMANIDADES AMBIENTAIS: DIÁLOGOS POSSÍVEIS, POLÍTICAS DO TEMPO E CRISES SOCIOAMBIENTAIS

 

Prof. Dr. Jo Klanovicz (Unicentro)

Profa. Dra. Samira P. Moretto (UFFS)

Prof. Dr. Claiton M. da Silva (UFFS)

 

Este simpósio temático busca reunir trabalhos que promovem e provocam diálogos e entre Humanidades Ambientais e História do Tempo Presente no contexto da Grande Aceleração do Antropoceno (desde os anos 1950). A perspectiva é acionar ligações teórico-metodológicas entre esses dois campos tendo como vetor a noção de urgência das crises socioambientais e como ela aciona políticas do tempo. Neste sentido, as apresentações podem versar sobre movimentos ambientalistas, desastres socioambientais, sustentabilidades, ecocrítica, refugiados ambientais, racismo ambiental, (in)justiças ambientais, procurando contemplar marcadores que impactam nas trajetórias de histórias co-construídas por humanos e não humanos. 

 

ST 4 - POLÍTICA, RELIGIÃO E RELIGIOSIDADES: LUTAS DEMOCRÁTICAS E ESTADO LAICO

 

Profa. Dra. Caroline Jaques Cubas (UDESC)

Profa. Dra. Irinéia Maria Franco dos Santos (UFAL)

 

O ST busca criar um espaço de discussão acerca das articulações entre Política e Religião na História do Tempo Presente. Tais articulações, ainda que possam ser pensadas em uma temporalidade estendida (e em vinculações políticas distintas) têm ganhado visibilidade nos últimos anos em função da ascensão de grupos neoconservadores que angariaram espaços de atuação política e tem influenciado fortemente em definições concernentes às políticas públicas para a saúde e educação (não apenas no Brasil). Desse modo, o ST acolherá trabalhos que tratem das diversas articulações entre política, religiões e religiosidades (catolicismos, protestantismos, pentecostalismos, neopentecostalismos, judaísmo, islamismo, religiões de matrizes africanas, novos movimentos religiosos e outros). 

 

ST 5 - USOS DO PASSADO E POLÍTICAS DO TEMPO

 

Prof. Dr. Rogério Rosa Rodrigues (UDESC, Brasil)

Profa. Dra. Maria Inés Mudrovcic (IPECHS-CONICET-UNCo, Argentina)

 

O objetivo do ST é fomentar um debate transnacional e interdisciplinar sobre como o passado é mobilizado, narrado e, muitas vezes, instrumentalizado no espaço público. Nessa direção, busca-se submissões que analisem: como Estados, movimentos sociais e grupos minoritários disputam o sentido de eventos traumáticos ou silenciados; de que formas as fricções causadas por temporalidades em conflito moldam a resistência política; o papel da história na reparação de injustiças históricas e na construção de horizontes de futuro; a história pública e o uso do passado em novas linguagens digitais, bem como seu impacto na percepção social do tempo; reflexões críticas, teóricas e epistemológicas sobre a categoria “Tempo Presente” e as implicações éticas do historiador frente às demandas do agora; e as maneiras como as populações não ocidentais desafiam e questionam o debate historiográfico por meio de outras formas de vivenciar o tempo, resistindo à tradução para uma cronologia linear do Estado e do capital. 

 

ST 6 - ANTIGUIDADE, MEDIEVO E TEMPO PRESENTE: RECEPÇÃO E USOS DO PASSADO

 

Prof. Dr. Filipe Noé da Silva (UDESC)

Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari (UNICAMP)

Profa. Dra. Nathalia Monseff Junqueira (UFMS)

 

Incumbidas da tarefa de narrar a o “Passado do Ocidente”, mas também as identidades étnicas dos povos que compõem os Estados nacionais modernos, a História Antiga e a História Medieval, mas também a Arqueologia, desde sua fundação, têm sido utilizadas para legitimar discursos de todas as sortes. Por um lado, tem-se reconhecido a utilização da Antiguidade e do Medievo, ao longo dos séculos XIX, XX e XXI, em projetos sociais reacionários, excludentes e totalitários. Por outro lado, também é notória, no tempo presente, a recepção e uso de referenciais antigos e medievais atrelados a propostas sociais que defendem a convivência, a democracia e os Direitos Humanos. Em meio à constante reelaboração dessas temporalidades, a História, a Arqueologia, a Literatura, o Cinema, as Artes, a Arquitetura, os Museus, o Patrimônio, entre outros referenciais, cada qual a seu modo, elaboram a Antiguidade e a Idade Média de acordo com suas experiências e expectativas sociais e políticas. Discutir as características de tais elaborações, dos usos modernos e contemporâneos dos passados Antigo e Medieval, é o propósito deste Simpósio Temático.  

 

ST 7 - AUTORITARISMOS E DEMOCRACIAS: O TEMPO PRESENTE EM DISPUTA

 

Profa. Dra. Angélica Müller (UFF)

Prof. Dr. Pedro Ernesto Fagundes (UFES)

Prof. Dr. Reinaldo Lindolfo Lohn (UDESC)

 

Este simpósio acolherá trabalhos que abordem eventos e processos ligados ao passado autoritário, bem como às múltiplas formas de democratização, lutas, resistências e mobilizações por direitos individuais e coletivos, particularmente, aqueles que dizem respeito ao Brasil e, de modo mais abrangente, à América Latina. Também serão contempladas análises sobre os recentes processos de desdemocratização, em diferentes escalas de observação, favorecendo perspectivas conectadas. O objetivo é fomentar uma produção historiográfica que, ancorada no tempo presente e atenta à densidade histórica, problematize as disputas sociais e políticas em torno de temas como: movimentos sociais, políticos e culturais sob regimes democráticos ou autoritários; as novas e antigas extremas-direitas; as lutas de esquerda e os movimentos emancipatórios, tanto em contextos locais quanto transnacionais; e a construção coletiva e individual de direitos civis, políticos e sociais, incluindo as transformações nos mundos do trabalho. A proposta busca promover diálogos entre temas, objetos e abordagens que contribuam para a compreensão dos impactos transnacionais das disputas do Tempo Presente nas relações entre mídia e política, protestos e mobilizações populares, transições políticas e suas memórias conflituosas, eleições e processos de democratização, políticas institucionais e novos direitos sociais, questões ambientais, o papel do Estado e o desenvolvimento em con textos neoliberais, além dos mecanismos de poder, repressão e controle social. 

 

ST 08 - RELAÇÕES DE GÊNERO, ARRANJOS FAMILIARES E INFÂNCIAS SOB O ENFOQUE DA HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE

 

Profa. Dra. Silvia Maria Fávero Arend (UDESC)

Prof. Dr. Humberto da Silva Miranda (UFRPE)

Profa. Dra. Luciana Rosar Fornazari Klanovicz (UNICENTRO/UDESC)

 

Desde a década de 1930, as sociedades da América Latina têm vivenciado transformações significativas nos arranjos familiares, nas relações de gênero e nas práticas e discursos relacionados às infâncias, adolescências e juventudes. Esses cenários sociais - já consolidados ou ainda em processo de construção - refletem dinâmicas históricas vinculadas a contextos econômicos, sociopolíticos e culturais. A construção de narrativas sobre essas transformações tem demandado dos pesquisadores das Ciências Humanas, especialmente da área de História, uma reflexão teórica aprofundada sobre os conteúdos historiográficos, com vistas a enfrentar desafios como: a) a consideração das múltiplas temporalidades dos fenômenos sociais estudados; b) a análise interseccional dos marcadores sociais, como classe, gênero, geração e etnicidade; c) a problematização do uso das fontes documentais, com atenção especial às implicações éticas; e d) a delimitação entre a militância política e a análise científica na produção dos textos acadêmicos. Este simpósio temático, que se encontra na sua terceira edição, se propõe a reunir pesquisas que abordem, sob a ótica da História do Tempo Presente, os arranjos familiares, as relações de gênero e as políticas sociais voltadas às infâncias, adolescências e juventudes, considerando práticas sociais, representações sociais e discursos. 

 

ST 09 - HISTÓRIA, LITERATURA E FICÇÃO: AS NARRATIVAS DO TEMPO PRESENTE NO HUMOR, QUADRINHOS, MEMES E TELEVISÃO

 

Prof. Dr. Emerson César de Campos (UDESC)

Profa. Dra. Thais Vieira Leão (UFMT)

Prof. Dr. Clovis Mendes Gruner (UFPR)

 

Neste Simpósio Temático propomos discutir as relações entre história, literatura e ficção na produção das narrativas do Tempo Presente, possibilitando compreensões mais acabadas acerca das linguagens que se materializam no humor, nos quadrinhos e na televisão, e que colaboram nas produções de sentido na atualidade. Assim, busca-se compreender como o presente é narrado e reinterpretado por meio da cultura visual e midiática, especialmente nos embates que atravessam as esferas pública e privada. Dessa forma, as ideias acerca de nosso regime de historicidade (Hartog, 2003) e das múltiplas (e simultâneas) experiências temporais (Koselleck, 2006) conferem densidade e alcance à complexidade do Tempo Presente. Nesse contexto, reúnem-se narrativas diversas - quadrinhos, memes, programas televisivos e uma noção ampliada de humor - como dispositivos capazes de expor tensões históricas e produzir crítica social e política. Sob esse prisma, o simpósio abordará narrativas visuais e ficcionais que problematizam diferentes temporalidades e permitem ler o presente, na qual humor, literatura e produtos midiáticos, articulados, produzem formas singulares de historicidade. 

 

ST 10 - O PATRIMÔNIO CULTURAL EM PROCESSO: DISRUPÇÃO, MANUTENÇÃO E MEMÓRIA

 

Profa. Dra. Gabriela Lopes Batista (UDESC)

Profa. Dra. Luciana Mendes dos Santos (UERN)

Profa. Dra. Merylin Ricieli dos Santos (UEPG)

 

As concepções sobre o patrimônio cultural têm experimentado transformações nas suas formulações: de representante e ferramenta de construção de uma identidade hegemônica e nacional, reflete-se hoje como produto de escolha e de reinterpretação de determinados grupos, podendo ser preservado, reconstruído, reivindicado, reelaborado e contestado. Nos jornais, as notícias de patrimônios queimados, seja por reação de grupos ou pelo descaso do poder público, são sintomas da disputa pela memória neste espaço simbólico. Expressão da cultura e da memória de comunidades plurais, ele se refaz constantemente no presente, respondendo às demandas da sociedade que o reproduz. A construção do patrimônio cultural no ocidente é permeada por disputas, silenciamentos e resistências, e este outro olhar sobre o patrimônio contribui tanto para a quebra quanto para a manutenção de pressupostos construídos sobre o passado. A proposta é refletir acerca do patrimônio cultural como ação, como algo que está em processo, em uma perspectiva histórica, reunindo reflexões sobre o desenvolvimento de legislação e as agências de preservação, sobre instituições de memória como museus e arquivos; e sobre grupos que reivindicam o direito a recontar o seu passado através da ação com o patrimônio cultural. 

 

ST 11 - A PRESENÇA COLONIAL: DIÁLOGOS ENTRE HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE E CRÍTICA PÓS-COLONIAL/DECOLONIAL

 

Prof. Dr. Manuel Fontenla (UDESC-IRES)

Prof. Dr. Diego Finder Machado (UNIVILLE)

Prof. Dr. Marcello Felisberto Morais de Assunção (UFRGS)

 

Este Simpósio Temático propõe analisar as convergências entre a História do Tempo Presente e as perspectivas pós-coloniais e decoloniais. O foco reside na crítica à estrutura temporal da modernidade ocidental - marcada pela linearidade, pelo progresso e pela distinção ontológica entre passado e presente. A partir das reflexões de Benjamin sobre o “tempo vazio”, buscamos denunciar como a cronologia clássica muitas vezes exerce uma “violência temporal” ao distinguir sujeitos do presente de sujeitos do passado, subalternizando experiências que não se encaixam no modelo eurocêntrico. O debate expande-se para os diálogos estabelecidos na América Latina, onde a crítica decolonial se engajou com a Filosofia da Libertação e com os estudos sobre pensamento afrodiaspórico e racialização. No Brasil, essa trajetória é fortalecida por intelectuais que pensam a educação e as políticas reparatórias como atitudes de resistência. Dessa forma, convidamos trabalhos que, a partir de diferentes lugares epistêmicos e abordagens teórico-metodológicas, problematizem as persistências do colonial no tempo presente. O objetivo é interrogar criticamente as políticas do tempo e as experiências que tensionam as fronteiras entre o que é considerado “contemporâneo” e o que é relegado ao esquecimento, promovendo uma contrainformação histórica necessária à compreensão das complexidades da nossa atualidade.