Fly me to the Moon - From independents to the algorithms -20º Encontro Internacional de Música e Mídia

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De 11 a 13 de setembro Todos os dias das 00h00 às 20h00

Sobre o Evento

Fly me to the Moon!

Dos independentes aos algoritmos.

20º Encontro Internacional de Música e Mídia

Fly me to the Moon

Let me play among the stars!

Let me see what spring is like

On Jupiter and Mars...

Estes versos fazem parte de um dos standards do jazz de inícios da década de 1960. Bem antes da Neil Armstrong pisar na lua, em 1969, as canções já antecipavam o acontecimento, de modo para lá de fantasioso... O cinema e todo um imaginário cultural surgido em torno da ideia da expansão dos limites terrenos em direção ao incógnito ambiente lunar prenunciou o acontecimento com doses generosas de imaginação... Em torno da lua se desenvolveu uma rica simbologia milenar, que parece estar presente em todas as culturas. Suas formas de interpretação se vinculam a tradições e contextos particulares. De um modo geral, parece uma constante a ideia de “instabilidade”, uma vez que o satélite é governado por ciclos; ao mesmo tempo, a mesma ideia pode apontar para renovação e mudança, pois cada fase pode trazer elementos de novidade. As fases da lua interferem nos ciclos da vida no mundo natural, como a reprodução dos animais, assim como os movimentos de migração e caça. Também interfere de modo notável no ciclo de marés. Assim, apesar da distância de quase 400.000km, a lua exerce influência direta sobre a Terra - mas tal influência é recíproca, afinal, sua trajetória não é independente. A Lua se movimenta em torno do planeta Terra.

A lua também é a luz que brilha em meio à escuridão da noite. Em alguns lugares, somente ela traz a claridade. Animais de vida noturna aparecem, não raro trazendo inquietude e imagens sombrias: elfos, lobisomens e toda espécie de seres amedrontadores, como em Erlkönig, (O rei dos elfos), de Goethe: “Quem cavalga tão tarde por noite e vento? É o pai, com seu filho. (...) /- Meu filho, por que escondes teu rosto com medo/
- Não vê pai, o Rei dos Elfos? O Rei dos Elfos, com coroa e cauda?” Schubert compôs um lied (1815) sombrio a partir do poema.

O período romântico tomaria a noite e os fenômenos celestes de forma exacerbada. A sonata para piano nº 14, op. 27, de Beethoven é conhecida como Sonata ao luar. Composta no início do século XIX, baseia-se em uma sequência de arpejos, produzindo sensação de ondulação; o andamento adagio sostenuto, a sustentação nos bordões propicia uma escuta “imersiva” – valendo-nos de um clichê atualmente em voga. Um século mais tarde, Debussy comporia Clair de lune (nunca traduzida...). Em compasso composto, igualmente produz movimento ondulatório, que sugere movimento das nuvens e da própria lua.

As fases e faces da lua também incorporam uma semântica oposta: ao mesmo tempo que assustadora, propicia o romance de seres enamorados. O cancioneiro popular daria um lugar privilegiado à lua. A quantidade é inesgotável. Cândido das Neves escreveu o poema Noite cheia de estrelas (1931), que ficou célebre na voz de Vicente Celestino, autor da música: “Lua, manda a tua luz prateada/ Despertar a minha amada/ Quero matar meus desejos/ Sufocá-la com meus beijos”. Em 1960 Celly Campello gravaria Banho de lua, adaptação de Tintarella di luna, sucessso de Mina (1959). A baladinha dançante que deu origem ao rock primitivo, no Brasil, contrasta-se frontalmente de Lua, lua, lua, lua, de Caetano Velloso (1975), com seus acordes em legato, no acompanhamento de uma melodia descendente, com pontilhismos de percussão. E, aproximando-nos mais dos concretistas, há de se lembrar de Lua na água (1982), de Paulo Leminski.

Nosso cancioneiro também foi (e ainda é) muito influenciado pela lua idealizada. Em Lua Branca, Chiquinha Gonzaga clamava à lua que lhe tirasse o pranto dos olhos; Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco rememoravam com saudosismo o passado em Luar do Sertão, enquanto a Banda Calypso denunciava em A lua me traiu, que “um eclipse maldito” fez o encanto dos amantes desaparecer.

Evocamos a lua como nosso ponto de partida para o 20º Encontro Internacional de Música e Mídia. Em sua força simbólica, lança sua luz dando vida a tantas analogias. E o lunático? Qualificativo que se refere a pessoas instáveis, em seu humor ou atitudes, não raro patológicas. Mas lunático também estende um facho de iluminação sobre a ideia de idealista, utópico.

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Em 2005 iniciavam-se, meio por acidente, os Encontros MusiMid. O primeiro deles, intitulado As múltiplas vozes da cidade reuniu músicos, artistas, produtores musicais e pesquisadores sobre o que acontecia em Santos. Passados vinte anos, é tempo de reavaliar algumas mudanças importantes que ocorreram. Da cibercultura à cultura das redes, o estabelecimento de plataformas midiáticas, sobretudo por meio de smartphones teve como consequência imediata as mudanças de criação e circulação da música que veio a ser criada, enquanto as mais antigas passariam por um processo de transposição.

Das produções denominadas independentes – como ocorreu com o álbum de Antônio Adolfo Feito em casa (1977) até a criação e terceirização de trabalhos técnicos por meio da inteligência artificial, necessitaram e necessitam de pessoas de personalidade idealista, aventureira, ao mesmo tempo capaz de elaborar ações estratégicas para seguir adiante com a sua arte. E uma boa parte dessas pessoas não raro é tachada de lunática – pejorativamente...

No memorável disco The dark side o the moon, que começou como um trabalho experimental e se tornou uma das maiores referências na década de 1970, pode se ouvir a seguinte frase (que, entretanto, não faz parte da letra de nenhuma das canções), e em uma tradução livre anuncia que “Não há lado escuro da lua, na realidade tudo é escuro. O que importa é ver o sol”. E, de certa forma, é esse vislumbre o que dá sentido a esses voos de exploração.

Preferimos tomar o qualificativo no seu aspecto de desprendimento – no sentido de desprezo ao medo; mesclado a atitudes de ousadia e risco. Aqui surgem nomes que fizeram dessa prática uma rotina. São, em alguma medida, outsiders, os fora do mainstream ditado pelos modismos, a intelligentsia, a indústria do entretenimento, tendo ou não sido bem-sucedidos na sua empreitada.

Damos especial valor àqueles que se lançaram ao novo: o signo novo entra em choque com outras concepções pré-existentes, gerando novas relações semânticas. É o caso do Theremin, instrumento precursor da música eletroacústica, que de símbolo da beleza celestial passou a conotar o invasor extraterrestre após ser incorporado como timbre na trilha musical de filmes de ficção científica. Olhar para o firmamento e não ouvir o Theremin como música de fundo para contemplar a lua transbordante de poesia, mas como ameaça de perigo é um desvio semântico relevante...

Nossa jornada pode incluir várias invenções, ações performáticas, tratados teóricos sobre o tema e acontecimentos ocorridos no mundo. Uma baliza sobre possíveis efemérides, expostas cronologicamente aponta, por exemplo: o centenário de nascimento de Luigi Nono – um compositor por vezes visto como satélite na vanguarda europeia, mas que exerceu sua influência em paragens tão longínquas como a América Latina, e de onde tirou inspiração para trabalhos como Polifônica-monodia-rítmica, a partir de um material musical fornecido por sua amiga, a compositora brasileira Eunice Katunda. Ainda, o surgimento da música eletrônica (1949); as consequências estéticas e criativas após a criação do sintetizador Moog (1964), com destaque para sua utilização em O cravo bem-temperado, de J. S. por Wendy Carlos Bach, em 1969. Contestada pela novidade, conquista sucesso estrondoso de público e vendas. No mesmo ano, Serge Gainsbourg e Jane Birkin causam rebuliço com Je t’aime... moi non plus. Os Mutantes lançam seu disco homônimo. Enquanto Neil Armstrong aterrissa na lua

Em 1974, surgem discos com repertório de natureza experimental, como Lóki, de Arnaldo Baptista, com arranjos de Rogério Duprat. Do lado do rock progressivo, A Barca do Sol lança seu long-play homônimo. Gilberto Mendes “compõe” Ópera aberta – na verdade, uma bula de instruções- como resposta à obra de Umberto Eco (1962), lançada no Brasil em 1968. The Wall, de Roger Waters, sairia em 1979.

Sendo inútil tentar preencher uma linha do tempo para apresentar tantos casos de “lunáticos”, que vieram a subverter a quietude da banalidade da rotina... Importante destacar que, no final do século XX, tanto a criação, como a produção e circulação musical cedem lugar à automação. Algoritmos gerados por programas de computador, passaram a assumir não apenas atividades tarefeiras, tomando o lugar do compositor, do músico, do produtor, além de questões referentes a direitos autorais. Os desafios que os “lunáticos” devem encarar são árduos.

O 20º Encontro Internacional de Música e Mídia convida aos interessados a participarem das atividades. Dentre os temas a serem tratados, destacamos os seguintes eixos temáticos:

1- Moonlight serenade... Os inventos relacionados às tecnologias do som e da imagem e império das gravadoras e a difusão da “cultura de massas”. O surgimento dos selos “independentes” como uma contrapartida estética. Este eixo pretende abordar as correntes estéticas que se apresentaram em oposição ao establishment: propostas estéticas; ruídos de linguagem; êxitos e fracassos; novas formas de comunicação e poéticas.

2- Banho de lua! Como se processa a circulação dessas criações artísticas que não atendem aos moldes implantados pelas gravadoras e instituições que controlam e regulam tais produções? Que tipo de mudanças/ interferências se pode verificar após a implantação das tecnologias de inteligência artificial? Que papéis assume o receptor/ ouvinte/ consumidor de tais produtos, face a esse novo panorama?

3- A lua girou? A criação musical entendida como negócio e empreendimento: Quem são os atores do mundo da música em tempos de plataformas e robôs falantes (LaMDA), dialogantes (ChatGPT) e músicos (AnthemScore e NeuralNote)? Como os produtores, em seus vários espectros, lidam com essa nova realidade?

A fim de discutir estes temas e seus desdobramentos, o MusiMid convidou especialistas nos campos interdisciplinares música, tanto na área acadêmica, artística como profissionais do mercado. O evento será realizado de modo presencial nas dependências do Clube do Choro de Santos. Posteriormente, as gravações sessões plenárias deste 20º Encontro serão registradas e armazenadas no Canal YouTube do MusiMid,

A programação será composta de três mesas-redondas, palestras, oficinas, contando com a participação de convidados nacionais e estrangeiros, das 10h às 19h30. O período da manhã dará voz aos pesquisadores que serão selecionados para apresentação, após submissão de propostas de trabalho, avaliadas por um comitê científico. As propostas de trabalho aceitas serão posteriormente publicadas nos anais, devidamente indexados pela Biblioteca Nacional.

Nosso anfitrião será o Clube do Choro, no Centro Velho de Santos (SP), que acolherá o evento entre os dias 11 e 13 de setembro. Nada mais prazeroso que poder voltar ao local onde tudo começou, com a colaboração e parceria da Diretoria – que, não por acaso, teve como representante Marcello Laranja, na primeira edição. Especialmente, no ano em que o Choro ingressa como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Modalidades de participação:


- Comunicações orais

- Ouvintes

- Oficinas

- Pôsteres

- Trabalhos audiovisuais


Datas importantes:

Chamada para trabalhos: 8 de abril a 14 de junho

Resultado da seleção: 24 de junho

Envio dos trabalhos completos: de 5 a 31 de agosto.

Data: 11 a 13 de setembro de 2024

Local: Clube do Choro de Santos

Rua XV de novembro, 68 - Centro

Maiores informações e inscrições na página: www.doity.com.br/20encontromusimid

Inscrições

Categorias

08/04 a 30/06

01/07 a 15/08

16/08 a 06/09

Membro do Clube do Choro/ estudante

isento

isento

isento

Estudante de graduação

R$ 40,00

R$ 60,00

R$ 80,00

Estudante de pós-graduação – mestrando e doutorando

R$ 80,00

R$ 120,00

R$ 160,00

Professores, pesquisadores e profissionais da área

R$ 150,00

R$ 225,00

R$ 300,00

Ouvintes

R$ 40,00

R$ 60,00

R$ 80,00


Fly me to the Moon!

From independents to algorithms.

20th. International Music and Media Meeting

Fly me to the Moon

Let me play among the stars!

Let me see what spring is like

On Jupiter and Mars...

These verses come from one of the best-known jazz standards of the early 1960s. Right before Neil Armstrong stepped on the moon in 1969, this song anticipated the event, quite fancifully... A rich millenarian symbolism has been developed about the moon, which seems to be present in many cultures. The ways of interpreting are linked to traditions and contexts. In a broad sense, the idea of "instability" seems to be constant, since a satellite is governed by cycles; at the same time, the same idea can point to renewal and change, because each phase can bring elements of novelty. Moon phases interfere with life cycles in the natural world, such as animal reproduction, as well as migration and hunting movements, which are also significantly related to the tidal cycles. Thus, despite the Moon being almost 400,000km away, it exerts a direct influence on Earth. And such influence is quite reciprocal, because their trajectories are not independent: after all, the Moon moves around Earth.

The moon is seen as the light that shines amid the darkness of the night. In some places, it is the only light available. Nocturnal animals appear, and very frequently bringing restlessness and gloomy images: elves, werewolves, and all sorts of frightening beings, as Erlkönig, (The king of the elves), from Goethe: "Who rides so late in the night and wind? It is the father, with his son. (...) /- My son, why do you hide your face in fear/- Don’t you see father, the King of Elves? The King of Elves, with crown and tail?" Schubert composed a gloomy Lied (1815) from the poem.

The romantic era transformed the night and the celestial phenomena in exacerbated ways. Beethoven’s piano Sonata Op. 27 is called Moonlight Sonata. Composed in the early nineteenth century, it is based on a sequence of arpeggios, producing a sensation of undulation; the tempo Adagio Sostenuto, the support in the catchphrases provides an "immersive" listening - using a well-known cliché. A century later, Debussy composed Clair de Lune (never translated...). Compound meters, also produce wave motions, which suggests the movement of the clouds and the moon themselves.

The phases and faces of the moon also incorporate opposite semantics: they are frightening, but at the same time, delight in romance between lovers. The popular songbooks have privileged the moon in its ranks in such an inexhaustible way. Cândido das Neves wrote the poem Noite cheia de estrelas (1931), which became famous in the voice of Vicente Celestino, the author of the song: "Moon, send your silver light/ Awaken my beloved/ I want to kill my desires/ Suffocate her with my kisses". In 1960 Celly Campello recorded Moon Bath, an adaptation of Tintarella di Luna, Mina’s hit (1959). The tinny dancing ballad that introduced a style known in Brazil as Twist, contrasts frontally with the song Lua lua lua, by Caetano Velloso (1975), with the guitar accompaniment in legato chords, a singing descending melody, and some pointillistic percuss sounds. And, getting closer to the concretists, we must remember Moon in the Water (1982), by Paulo Leminski.

The Brazilian songbook has also been (and still is nowadays) very influenced by an idealized moon. In Lua Branca, Chiquinha Gonzaga called to the moon to remove the crying from his eyes; Catulo da Paixão Cearense and João Pernambuco recalled with nostalgia the past in Luar do Sertão, while the Banda Calypso denounced in The moon betrayed me, that a "cursed eclipse" made the lovers' charm disappear.

We evoke the moon as our starting point for the 20th International Music and Media Meeting. Through its symbolic force, the moon lights bring to life many analogies. What about the lunatic? An adjective that refers to mentally unstable people, in their moods or attitudes, not infrequently pathologically. But the lunatic also lights the idea of an idealist, utopic.

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In 2005, the MusiMid Meetings began by accident. The first one, entitled The Multiple Voices of the City, brought together musicians, artists, music producers and researchers to discuss what was culturally happening in Santos. Twenty years on, it’s now time to reassess some important changes that have occurred. From cyberculture to the culture of networks, the establishment of media platforms, and especially through smartphones, an immediate consequence changed the creation and circulation of music, while the older ones would undergo a process of transposition.

From the so-called independent productions - as occurred with the album of Antônio Adolfo Feito em casa (Homemade, 1977) - to the creation and outsourcing of technical work through artificial intelligence we still need idealistic and brave people, able to elaborate strategic actions to move forward with their art. And such people are often called lunatic - pejoratively...

On the memorable album The Dark Side of the Moon, which was produced as an experimental work and soon became one of the greatest musical references in the 1970s, one can hear the following phrase (which, however, is not part of the lyrics of any of the songs), announcing that "There is no dark side of the moon, in reality, everything is dark. What matters is to see the sun". And, in a certain way, that’s the glimpse that gives meaning to the exploration spacial flights.

We prefer to connote lunatic as a free spirit - in the fearless sense; mixed with attitudes of boldness and risk. Here we quote names that made this connotation a routine. They are, to some extent, outsiders, out of the mainstream dictated by fads, the intelligentsia[MOU1] [kn2], and the entertainment industry, whether or not they succeeded in their endeavours.

We give special value to those who have launched themselves into the new: the new signs clash with other pre-existing conceptions, generating new semantic relationships. This is the case of Leon Theremin, the inventor of an early electrical instrument, precursor of electroacoustic music, which as a symbol of celestial beauty, came to connote the alien invader after being incorporated in the soundtracks of sci-fi movies. It is a relevant semantic deviation staring at the firmament and listening to Theremin, not as background music while contemplating the moon that overflows her poetry, but as an actual threat.

Our journey may include various inventions, performative actions, theoretical treatises on the subject and events occurring in the world. A landmark of possible ephemerid chronologically ordered, points out, for example the birth centenary of Luigi Nono - a composer sometimes seen as a satellite in the European avant-garde, but who exercised his influence in places as far as Latin America, and from where he drew inspiration for works such as Polyphonic-monody-rhythmic, from musical material provided by his friend, the Brazilian composer Eunice Katunda. Still, the emergence of electronic music (1949); the aesthetic and creative consequences after the creation of the Moog synthesizer (1964), especially its use in 1969 by Wendy Carlos in her version of Bach’s The well-tempered harpsichord. Led by novelty, it conquered a resounding success of audience and sales. In the same year, Serge Gainsbourg and Jane Birkin caused a stir with their Je t'aime... moi non plus. The Mutants release their eponymous album. As Neil Armstrong lands on the moon

In 1974, experimental albums such as Lóki appeared, by Arnaldo Baptista, with arrangements by Rogério Duprat; as well the group A Barca do Sol launched its homonymous longplay. Gilberto Mendes "composes" Opera aberta (Open opera)-, a leaflet- in response to the work of Umberto Eco (1962), released in Brazil in 1968. Roger Waters' The Wall would be released in 1979.

It is useless trying to present so many cases of "lunatics", that eventually subverted the quietness of the daily life truism, to fill the timeline to the present. One must highlight that at the end of the twentieth century, both creation, production and musical circulation gave way to automation. Algorithms generated by computers began to take on, not only the composers, musicians, and producers’ usual tasks but also those issues related to copyright. Now the "lunatics" face really hard challenges.

The 20th International Music and Media Meeting invite all those interested to participate in its activities. Among the topics to be addressed, we highlight the following thematic branches:

1-Moonlight Serenade... The inventions related to the technologies of sound and image and empire of record labels and the diffusion of "mass culture". The emergence of "independent" stamps as an aesthetic counterpart. This branch intends to address the aesthetic currents in opposition to the establishment: aesthetic proposals; sounds of language; successes and failures; new forms of communication and poetics,

2- Tintarella di Luna! How viable is the circulation of artistic creations that do not meet the standards of the record labels and institutions that control and regulate such productions? What kind of changes/ interferences can occur after the deployment of artificial intelligence technologies? What kind of roles does the receiver/ listener/ consumer of such products assume, given this new scenario?

3- Did the moon go around? Musical creation as business and enterprise: Who are the actors of the music world in times of talking platforms, robots (Lamda), dialogues (ChatGPT) and musicians (Anthem Score and NeuralNote)? How do producers deal with this new reality? (In all different aspects)

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To discuss these themes and their developments, MusiMid invited experts in the interdisciplinary fields of music, both in the academic, artistic, and professional fields. The event will be held in person at the premises of Clube do Choro de Santos. Subsequently, the plenary sessions of this 20th Meeting will be recorded and stored in the MusiMid YouTube Channel,

The schedule will contemplate three round tables, besides lectures, and workshops, with the participation of national and foreign guests, from 10 am to 7:30 pm. The mornings will be reserved for selected researchers (after the submission of work proposals, evaluated by a scientific committee) to deliver their presentations. Accepted proposals will be also published in the annals, duly indexed by the National Library.

Our host will be the Clube do Choro, in Santos Old Town (SP), which will host the event on 11 and 13 September. Nothing is more enjoyable than returning to the place where it all began, in collaboration and partnership with the Board - which, not by chance, was represented by Marcello Laranja, in its first edition. Especially this year when the Choro has been declared an Intangible Cultural Heritage of Brazil.

Modalities of participation:

- Oral communications

- Listeners

- Workshops

- Posters

- Audiovisual works

- Artistic performances


Deadlines:

Call for papers: April 8 to June 14

Selection result: 24 June

Submission of full papers: from 5 to 31 August.

Date: September 11-13, 2024

Local: Clube do Choro de Santos

Rua XV de novembro, 68 – Centro, Santos (SP).

Further information and inscriptions on the page: www.doity.com.br/20encontromusimid

Inscriptions

Categories

08/04 - 30/06

01/07 - 15/08

16/08 - 06/09

Clube do Choro member/ studant

Isento

Isento

isento

Graduate students

R$ 40,00

R$ 60,00

R$ 80,00

Master and doctoral students

R$ 80,00

R$ 120,00

R$ 160,00

Teachers, researchers, professionals

R$ 150,00

R$ 225,00

R$ 300,00

Listeners

R$ 40,00

R$ 60,00

R$ 80,00

Note: The inscription fee is mandatory in all kinds of participation.

Local

Clube do Choro de Santos - 11010-150, Rua Quinze de Novembro, 68, Centro, Santos, São Paulo,
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Organizador

Centro de Estudos em Música e Mídia

Coordenação geral e curadoria/ General coordination:

Heloísa de A. Duarte Valente
Fernando de Oliveira Magre
Sandro Figueredo
Raphael F. Lopes Farias

Comitê científico/ Scientific committee:

Cibele Palopoli
Issaaf Karhawi
Juliano de Oliveira
Yuri Behr

Executive and board committee:

Paula Garcia
Paulo Henrique O. Lopes
Zé Renato Rodrigues

Webdesigners:

Roberto Bispo dos Santos