As Artes, a Ludicidade, a Contação de histórias e o bem viver de sujeitos

As Artes, a Ludicidade, a Contação de histórias e o bem viver de sujeitos

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Segunda, 1 de novembro de 2021 Das 19:00 às 21:30
Evento online Transmissão via Doity Play Você receberá o link de transmissão próximo ao evento.

Sobre o Evento

A arte é vital no processo de humanização e no processo de cuidar do ser humano, já que satisfaz várias das suas necessidades. Contribui na ampliação da liberdade, da espontaneidade do sujeito, facilita a comunicação, o diálogo e a relação entre o sujeito e o mundo, estimula a união entre o indivíduo e o todo (família-comunidade-sociedade), ajuda na percepção, compreensão e análise do si-mesmo, estimula a capacidade de concentração e reflexão, promove a aceitação da responsabilidade, facilita a autonomia e a valorização pessoal e social (BUCHO, 2016).

O lúdico vem sendo discutido sob várias vertentes e áreas de conhecimento, como na sociologia, na filosofia, na educação, na psicologia, entre outras. Ele pode manifestar-se por meio do brinquedo (objeto) ou do brincar (ação), pelo jogo (como elemento da cultura), como divertimento (gerando sentimentos de alegria, prazer, satisfação...), pelas atividades de lazer (ir ao cinema, teatro, passear, leitura...). O lúdico não se limita apenas ao desenvolvimento de uma atividade do ponto de vista material, a exemplo de um jogo, de um brinquedo, de uma música ou de uma pintura, num espaço e tempo determinados, mas como uma expressão humana (BEUTER;ALVIM, 2010). Encontra-se no lúdico a possibilidade de explorar os sentidos do corpo, favorecendo um aumento de sensibilidade e uma percepção diferente de si e do mundo ao redor.

A contação de histórias desperta na criança o lúdico, característica muito importante para seu desenvolvimento. As histórias contribuem para um aprimoramento na observação, reflexão e memória, além de possibilitar a quem escuta uma história, experimentar novas sensações. Desde o início do desenvolvimento das suas habilidades de comunicação e fala, o ser humano conta histórias. Entre os povos ancestrais, elas promoviam momentos de união, confraternização e trocas de experiências. As histórias são também a maneira mais significativa que a humanidade encontrou para expressar as experiências que nas narrativas realistas não acontecem. Ao mesmo tempo em que serviu, ao longo dos anos, como um recurso de comunicação, a contação de histórias desperta também a imaginação, as emoções, o interesse e as expectativas dos seus ouvintes. Por meio das histórias e das reflexões que são feitas em torno delas, o sujeito reconstrói sua maneira de pensar, de ver a si mesmo e ao mundo e isso se reflete em suas atitudes (SANTOS, 2011).

Sendo o sujeito um ser dotado de capacidade criativa, ser criador por excelência, facilmente se compreende que a criação é por si só um acto de saúde. Viver é criar e criar é viver. Viver é arte, e a arte é indissociável da vida, assim como a criação não se pode separar de quem a cria e da expressão vivencial do seu autor (BUCHO, 2016).

Essa atividade se justifica pela possibilidade de trazer a conversação entre saberes diversos e por trazer formas diversas, para além de técnicas científicas e um saber-poder positivista e cientificista, de atenção e cuidado à sujeitos com ECNE, almeja levar aos sujeitos, em formação profissional, perspectivas, que estão fora do currículo na trajetória acadêmica, principalmente dentro da área de saúde.

Tem por objetvo proporcionar espaço de diálogo sobre temáticas, que contemplem pessoas e populações em suas vulnerabilidades e singularidades, a fim de visibilizar suas necessidades, para profissionais em formação e a comunidade em geral. Busca sensibilizar, discentes de diversas áreas do saber, profissionais, familiares e população em geral, para um cuidado integral dos sujeitos, considerando suas singularidades e potencialidades, assim como permitir um espaço de trocas de saberes e experiências.

Nesse sentido, o PET Medicina Enfermagem e o Núcleo do Projeto Rondon UFPA, emparceria com o CAPSIU Marielle Franco (Psicologia, Uninassau-Belém) apresenta o VII PET Sensibiliza, com a mesa-redonda de debate As Artes, a Ludicidade, a Contação de histórias e o bem viver de sujeitos - sobre saberes, fazeres e encantamentos, com a participação das seguintes membras debatedoras, mediadora, organizadoras e organizador:

- CAMILA ALENCAR (debatedora): Terapeuta Ocupacional formada pela UFPA, especialista em Atenção à Saúde Mental pela UEPA, Arteterapeuta em Formação. Atualmente é Terapeuta Ocupacional em saúde mental no MOIRAS espaço terapêutico de convivência e na Clínica Psiquiátrica Dr. Silvia Maués (CV auto informado).

- LARISSA MEDEIROS (debatedora): Psicóloga, artista, educadora popular, militante da luta antimanicomial. Foi professora dos cursos de Psicologia da UFPA e Unama entre 2008 e 2015, integrou diversos projetos que atuaram na intercessão arte e saúde como a Trupe da Procura e a Associação Viramundo. É uma das organizadoras do livro Brinquedos de Saúde: experiências de educação e cuidado na produção de vida. Atualmente trabalha na Secretaria Municipal de Saúde coordenando a rede de atenção especializada do município de Belém (CV auto informado).

- JOANA CHAGAS DA SILVA (debatedora) Contadora de Histórias nascida das águas escuras do rio Oiapoque, oriunda do povo indígena Palikur (em retomada), é Licenciada em História e pós graduanda na Arte de Contar Histórias e facilitadora em Form(ação) de Mediação de Leitura e Contação e outras belezuras. A partir da vivência nas Bibliotecas Comunitárias da Rede Amazônia Literária e na Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias/RNBC, tornou-se Mediadora de Leitura. Integra o Grupo Xamã Contadoras de Histórias, a Rede de Contadores de Histórias do Pará - RECONTAH/PA, além da Associação Multietnica Wyka Kwara, onde se reconecta com sua Ancestralidade (CV auto informado).

- IÊDA MARIA LOUZADA GUEDES (mediadora): Professora da Universidade Federal do Pará, Tutora do PET Medicina Enfermagem - FNDE/MEC, Coordenadora do Núcleo do Projeto Rondon/UFPA; Doutora em Biologia Celular e Molecular, com ênfase em Neurobiologia, pela FMRP da Universidade de São Paulo (USP); Mestra em Morfologia/Biologia Celular, pela FMRP da USP; Graduada em Biomedicina (UFPA); Psicóloga em formação pela UNINASSAU e Filósofa em formação (UNINTER); Psicanalista clínica em formação (Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica); Especialista em formação em: Educação Especial e Inclusiva (Instituto Carreira), Neuropsicopedagogia (FAVENI), Arteterapia (FAVENI), Psicomotricidade (FAEL); Desenvolve projetos de pesquisa em saúde mental e de extensão/pesquisa com as temáticas: Juventudes, Sexualidades, Gênero e Violências; Estratégias artístico-lúdicas e estimulação de habilidade sensoriomotora, em crianças com encefalopatia crônica não evolutiva e; Acidente vascular encefálico e fatores de riscos associados, em municípios paraenses. Coordena os projetos de extensão: Gênero, Sexualidades e Cidadania: reflexões e intervenções sobre práticas sociais para as diversidades; AVC em foco - Diálogos e reflexões sobre prevenção e promoção em saúde (CV auto informado).

- LAILA VIDIGAL DO SOUZA (organizadora): Acadêmica de Psicologia pela Universidade Federal do Pará e bolsista do Núcleo do Projeto Rondon (UFPA).

- RAFAEL DE JESUS BATISTA MAIA (organizador): acadêmico de Psicologia pela Uninassau Belém e voluntário do PET Medicina Enfermagem - FNDE/MEC e do Núcleo do Projeto Rondon da UFPA.

Inscrições: https://doity.com.br/a-arte-a-ludicidade-e-contacao-de-historias-reabilitacao-e-bem-viver-de-pessoas-com-ecne

Transmissão: https://youtu.be/jIWQUHbp5uw

Informações: www.petmedenf.ufpa.br

Contato: petmedenf@ufpa.br

Palestrantes

  • LARISSA MEDEIROS
  • JOANA CHAGAS DA SILVA
  • CAMILA ALENCAR

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Organizador

PET Medicina Enfermagem e Núcleo do Projeto Rondon