A segregação territorial é um fenômeno complexo que impacta significativamente a organização das cidades e a vida das populações. Para entender este fenômeno, esta pesquisa propõe uma análise crítica dos estereótipos de representação de classe social e de raça em peças publicitárias utilizadas em campanhas de empreendimentos imobiliários. A partir da Economia Política da Comunicação (EPC), das teorias da representação e do biopoder, analisa-se como as peças publicitárias não são neutras e como o mapeamento de público é essencialmente influenciado por interesses que reforçam ideologias predominantes. O diálogo entre esses três referenciais permite abordar a publicidade imobiliária como instrumento que, simultaneamente, valoriza o capital (EPC), produz e fixa sentidos sociais sobre quem pertence a determinados espaços (representação), e regula a visibilidade e a legitimidade de certos grupos através do controle sobre corpos e territórios (biopoder).
Comissão Organizadora
Sociedade EPTICC
Comissão Científica
Ana Beatriz Lemos da Costa (TCU/UnB)
Anderson David Gomes dos Santos (UFAL)
Antônio José Lopes Alves (UFMG)
Carlos Alberto Ávila Araújo (UFMG)
Carlos Peres de Figueiredo Sobrinho (UFS)
César Ricardo Siqueira Bolaño (UFS)
Débora Ferreira de Oliveira (UFMG)
Edvaldo Carvalho Alves (UFPB)
Fernando José Reis de Oliveira (UESC)
Helena Martins do Rêgo Barreto (UFC)
Janaina do Rozário Diniz (UEMG/UFMG)
Janaíne Sibelle Freires Aires (UFRJ)
Kaio Lucas da Silva Rosa (UFMG)
Lorena Tavares de Paula (UFMG)
Manoel Dourado Bastos (UEL)
Mardochée Ogecime (UFOP/UFMG)
Marília de Abreu Martins de Paiva (UFMG)
Rafaela Martins de Souza (Universidade de Coimbra)
Rozinaldo Antonio Miani (UEL)
Rodrigo Moreno Marques (UFMG)
Ruy Sardinha Lopes (USP)
Sophia de Aguiar Vieira (UFMG)
Verlane Aragão Santos (UFS)