Este trabalho analisa o fotojornalismo decolonial e a fotografia humanista como ferramentas contra-hegemônicas de comunicação popular. Partindo da crítica à "estetização da dor" na mídia tradicional, o estudo utiliza a pesquisa bibliográfica para articular o conceito de "segunda realidade" (Kossoy) à "fotografia do bem-querer" (Ripper) e à pedagogia dialógica de Paulo Freire. Discute-se como a transição da lógica colonial da troca para a lógica do compartilhamento (Santos) permite que a imagem atue como instrumento de resistência e soberania visual. A análise destaca a relevância de coletivos como o "Imagens do Povo" na construção de contra-narrativas que visibilizam a potência dos territórios populares. Conclui-se que a fotografia, sob uma ética da horizontalidade e do afeto, constitui-se como uma estratégia política capaz de promover a cidadania e desafiar discursos hegemônicos.
Comissão Organizadora
Sociedade EPTICC
Comissão Científica
Ana Beatriz Lemos da Costa (TCU/UnB)
Anderson David Gomes dos Santos (UFAL)
Antônio José Lopes Alves (UFMG)
Carlos Alberto Ávila Araújo (UFMG)
Carlos Peres de Figueiredo Sobrinho (UFS)
César Ricardo Siqueira Bolaño (UFS)
Débora Ferreira de Oliveira (UFMG)
Edvaldo Carvalho Alves (UFPB)
Fernando José Reis de Oliveira (UESC)
Helena Martins do Rêgo Barreto (UFC)
Janaina do Rozário Diniz (UEMG/UFMG)
Janaíne Sibelle Freires Aires (UFRJ)
Kaio Lucas da Silva Rosa (UFMG)
Lorena Tavares de Paula (UFMG)
Manoel Dourado Bastos (UEL)
Mardochée Ogecime (UFOP/UFMG)
Marília de Abreu Martins de Paiva (UFMG)
Rafaela Martins de Souza (Universidade de Coimbra)
Rozinaldo Antonio Miani (UEL)
Rodrigo Moreno Marques (UFMG)
Ruy Sardinha Lopes (USP)
Sophia de Aguiar Vieira (UFMG)
Verlane Aragão Santos (UFS)