QUANDO O LÚDICO ENCONTRA A INCLUSÃO: ESTRATÉGIAS PARA ALFABETIZAR ALUNOS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Alda Cassia Ribeiro Costar
Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
prof.aldacassia@gmail.com
Viviane Bernadeth Gandra Brandão
Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
viviane.brandao@unimontes.br
Eixo 4 - Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
Palavras-chave: Alfabetização inclusiva; Ludicidade; Dificuldades de aprendizagem; Práticas pedagógicas
Resumo Simples
Introdução: A alfabetização, enquanto processo essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e cultural, está entre os maiores desafios da educação brasileira, especialmente quando se trata de estudantes com dificuldades de aprendizagem. Tais desafios tornam-se ainda mais complexos em contextos de vulnerabilidade social, nos quais desigualdades estruturais afetam diretamente as oportunidades educacionais. Apesar dos avanços legislativos e das políticas públicas de inclusão, como a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), o cotidiano escolar ainda revela barreiras que limitam a aprendizagem efetiva e a participação plena desses alunos. A leitura e a escrita garantem acesso à cultura escrita e participação plena na escola e na sociedade, ampliando direitos e oportunidades. Crianças com dificuldades de aprendizagem, agravadas por desigualdades sociais, necessitam de abordagens que respeitem seus ritmos e necessidades. Estratégias lúdicas associadas à inclusão tornam esse processo mais significativo e acessível. Desse modo, este estudo investiga como práticas pedagógicas lúdicas e inclusivas, fundamentadas nos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), podem ser planejadas e implementadas para promover a alfabetização de alunos com dificuldades de aprendizagem, especialmente em contextos de vulnerabilidade social, buscando identificar estratégias que favoreçam o engajamento, a autonomia e a participação ativa desses estudantes no processo educativo.
Fundamentos Teóricos: Baseia-se em referenciais que destacam a educação inclusiva como direito ao aprendizado (Mantoan, 2015), os desafios da alfabetização e dificuldades de aprendizagem (Ferreiro & Teberosky, 1999; Soares, 2016), e o lúdico como ferramenta de desenvolvimento e mediação do conhecimento (Vygotsky, 2001; Kishimoto, 2011). A BNCC (2018) orienta práticas pedagógicas diversificadas, valorizando a aprendizagem colaborativa e estilos variados. Freire (2008) reforça a perspectiva emancipatória, valorizando a autonomia e protagonismo do educando. Metodologia: Adota abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica em fase de elaboração com 48 referências (28 artigos, 12 legislações/relatórios, 8 livros), obtidas de Scielo, Google Scholar, CAPES Periódicos, INEP e MEC (ex.: SARESP 2024, Indicador Criança Alfabetizada 2024). Nesta etapa, buscou-se destacar a fonte de origem das referências, quantas e quais foram utilizadas, bem como as bases de dados consultadas, para garantir rigor e transparência no levantamento teórico. A pesquisa de campo inclui observação em sala, questionários com 5 a 10 professores e implementação de uma caixa de jogos pedagógicos. Análise parcial dos resultados: Os dados estão em fase inicial. As primeiras observações indicam que jogos e atividades lúdicas favorecem o engajamento e facilitam a aprendizagem, respeitando ritmos e necessidades. Aprofundar a pesquisa nas próximas etapas do estudo permitirá identificar desafios como a baixa realidade socioeconômica, pouca formação docente nessa perspectiva e resistência cultural. Conclusões parciais: A integração entre o lúdico e a inclusão mostrou-se promissora para ampliar acesso, participação e aprendizagem de alunos com dificuldades, contribuindo para uma escola mais justa e acolhedora. Ressalta-se a importância de políticas públicas que incentivem práticas pedagógicas inovadoras, capacitação docente e investimentos em recursos diversificados. Essa combinação fortalece o potencial transformador da educação, especialmente em contextos vulneráveis, onde a alfabetização inclusiva é um dos caminhos para amenizar e combater a exclusão social e educacional.
Apoio técnico ou financeiro (se houver)
Não houve.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Educação é direito de todos e dever do Estado. Brasília, DF: MEC, 2018.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão Escolar: o que é? Por quê? Como fazer? 11. ed. São Paulo: Moderna, 2015.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 11. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Brinquedo, brincadeira e aprendizagem. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008.
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
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Comissão Científica