O presente relato de experiência analisa práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento da linguagem de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em uma Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) de uma escola pública municipal. A crescente presença de estudantes com TEA na educação básica brasileira, evidenciada pelo aumento de 44,4% nas matrículas entre 2023 e 2024, reforça a necessidade de estratégias inclusivas que assegurem acesso, permanência e desenvolvimento integral. O estudo fundamentou-se na legislação educacional brasileira e em referenciais teóricos que destacam a linguagem como instrumento central no desenvolvimento das funções psicológicas superiores e das habilidades sociais. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa, estruturada em quatro eixos: jogos pedagógicos, contação de histórias, músicas e cantigas de roda, além da confecção de brinquedos com materiais recicláveis. As práticas foram continuamente adaptadas conforme as respostas e progressos dos estudantes, priorizando a mediação pedagógica como estratégia central. Os resultados revelaram avanços significativos no desenvolvimento da atenção, memória, socialização e coordenação motora, bem como ampliação do vocabulário receptivo e expressivo, maior engajamento nas atividades coletivas e aumento das tentativas de comunicação oral e gestual. Conclui-se que a utilização de recursos lúdicos, aliados à mediação pedagógica qualificada, favorece a comunicação, a autonomia e o desenvolvimento integral de estudantes com TEA, reafirmando o papel essencial das SRM no processo de inclusão escolar e a importância da formação continuada de professores para consolidar práticas inclusivas eficazes.
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS
Comissão Científica