PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR NA FORMAÇÃO INTEGRAL DOS ESTUDANTES

  • Autor
  • FRANCIANE LIMA DA CRUZ
  • Resumo
  • PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR NA FORMAÇÃO INTEGRAL DOS ESTUDANTES 

     

    Franciane Lima da Cruz 

     universidade Estadual de Montes Claros 

    anefran98@gmail.com

     

    Políticas Públicas Educacionais 

    Palavras-chave: Merenda, Escola, políticas públicas

     

    Introdução

    O presente relato de experiência apresenta vivências no ambiente escolar a partir do olhar de uma cozinheira, que também é academica de pedagogia, com destaque na merenda como um ato pedagógico. Para muitos estudantes, principalmente os de baixa renda, a alimentação escolar é a sua principal refeição do dia, o 1ue reforça a importância de políticas públicas voltadas para a educação. 

     

    Fundamentos Teóricos

    De acordo com o Programa Nacional de Alimentação (PNAE) a alimentação adequada é um direito de todos os alunos da rede pública, garantindo condições para o crescimento e desenvolvimento escolar. Wallon (2007) destaca que o afeto e as intenções sociais são pontos importantes para o desenvolvimento da criança. De fato, crianças bem alimentadas, que possuem bom relacionamento com familiares, pais , professores e colegas conseguem se desenvolver normalmente, em comparação com aquelas que não recebem nada disso ou muito pouco. É por meio da política nacional de alimentação na escola que muitas dessas crianças conseguem receber, pelo menos uma vez ao dia, de segunda a sexta, uma boa alimentação. 

    Apresentação da experiência

    Atuando na cozinha da escola pude ter várias perspectivas: muitas crianças em situação vulnerável consegue comer algum tipo de alimento diferente pela primeira vez apenas na escola. Durante a refeição, alguns são muito contentes e agradecidos. Outros, comem apenas do lanche que trazem de casa: bolacha recheada, refrigerante, salgadinhos. Outros, apenas brincam. Além disso, ainda tem o café da manhã voltado para as crianças do campo , assim que chegam na escola. A partir disso, pode- se notar as várias interações sociais que são fornadas no refeitório: colegas contam “ causos” de casa, histórias que estão vivendo, brinquedos que estão a fazer. Com isso, a alimentação é mais que necessidade fisiológica, ela é também um fator de acolhimento, de equidade e interação social. 

    Análise parcial dos resultados

    Desse modo, percebe - se que a merenda escolar exerce primordial perspectiva na vida das crianças, especialmente daquelas em situação de vulnerabilidade, pois ela garante energia e disposição para as atividades pedagógicas. 

    Conclusões 

    Assim, a experiência no setor da cozinha , sendo ainda estudante de pedagogia, me proporcionou um rico conhecimento. A merenda escolar como política pública educacional é indispensável para o desenvolvimento infantil e juvenil. Essa perspectiva ampliou meu olhar enquanto acadêmica, fortalecendo a compreensão de que educar é ultrapassar os limites da sala se aula e envolve várias interações entre saúde, afeto , assistência social e educacional. Como Paulo Freire (2000) cita em “ Boniteza de um sonho”, educar é acreditar na possibilidade de transformação e humanização, mesmo nos gestos simples do cotidiano. Desse modo, até mesmo o momento da merenda escolar pode ser considerado um ato pedagógico, carregado de gentileza e qualidade, como previsto pelo PNAE. 

    Apoio técnico ou financeiro (se houver)

    Não houve apoio técnico ou financeiro externo. 

    Referências

    BRASIL. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Brasília: MEC/FNDE, 2009.

    WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

    FREIRE, Paulo. Boniteza de um sonho: Ensinar e aprender com sentido. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

  • Palavras-chave
  • Merenda, Escola, políticas públicas.
  • Área Temática
  • Eixo 3 – Políticas Públicas e Gestão Educacional na Perspectiva Inclusiva
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  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
  • Eixo 2 – Educação e Justiça Social: Identidades, Gênero e Relações Étnico-Raciais
  • Eixo 3 – Políticas Públicas e Gestão Educacional na Perspectiva Inclusiva
  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
  • Eixo 5 – Educação do Campo, Indígena e Quilombola: saberes, territórios e direitos

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