O presente estudo aborda estratégias para a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Ensino Fundamental II, a partir de dois relatos de experiência desenvolvidos no Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva (PROFEI/UEPG). A pesquisa, de abordagem qualitativa, evidencia a importância da escuta ativa, do vínculo afetivo e do planejamento pedagógico diferenciado na construção de práticas inclusivas.
No primeiro caso, a escuta sensível permitiu compreender sentimentos de exclusão vivenciados por um aluno de 13 anos, possibilitando intervenções voltadas à socialização e ao engajamento escolar. No segundo, o hiperfoco de um estudante de 12 anos em pipas foi ressignificado em atividades de Ciências, tornando-se recurso para aprendizagens significativas e maior interação com os colegas.
Os resultados indicam que pequenas adaptações metodológicas, ancoradas em um olhar investigativo e sensível, potencializam a participação dos alunos com TEA e favorecem seu pertencimento. Conclui-se que a efetivação da inclusão escolar requer práticas pedagógicas humanizadas, formação docente continuada e compromisso coletivo da comunidade escolar, contribuindo para a construção de uma educação mais equitativa e democrática.
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS
Comissão Científica