PRÁTICAS COLABORATIVAS PARA A INCLUSÃO: ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES PAEE NO ENSINO FUNDAMENTAL I

  • Autor
  • Patrícia Lima de Souza França
  • Co-autores
  • Maione Vieira Teixeira Souza , Bernarda Elane Madureira Lopes
  • Resumo
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    Este estudo investiga as práticas pedagógicas inclusivas no contexto da parceria entre professores regentes do ensino comum e professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco na alfabetização de estudantes público-alvo da Educação Especial (PAEE) no 1º ano do Ensino Fundamental, em escolas do Polo 2 da rede municipal de São Gonçalo/RJ. Parte-se da premissa de que a alfabetização é um direito fundamental e deve ocorrer em ambientes acessíveis e significativos, sendo a atuação colaborativa entre profissionais da educação condição essencial para a equidade no processo de ensino-aprendizagem de crianças com deficiência. O estudo ancora-se nos referenciais da educação inclusiva, entendida como transformação das práticas escolares em direção à equidade (MANTOAN, 2006; MENDES, 2006; KASSAR, 2016). Apoia-se ainda em pesquisas que destacam o AEE como serviço fundamental para a escolarização dos estudantes PAEE (PLETSCH, 2013; BRIDI, 2014) e nos aportes sobre coensino e colaboração docente (STAINBACK; STAINBACK, 1999; VILARONGA, 2014). No campo da alfabetização inclusiva, dialoga com as contribuições de Soares (2020) e Silva (2020), que discutem os desafios de garantir o acesso à leitura e à escrita considerando a diversidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de campo (GIL, 2002), que busca compreender sentidos, práticas e percepções de professores regentes, de AEE, orientadores pedagógicos e gestores escolares sobre o coensino no ciclo de alfabetização. O campo empírico foi delimitado a partir de mapeamento diagnóstico em escolas do Polo 2, com identificação de turmas de 1º ano que atendem estudantes PAEE com acompanhamento de AEE. Os procedimentos metodológicos incluem entrevistas semiestruturadas, análise documental (PEI, planejamentos e registros) e observação participante, sendo a análise orientada pelos princípios qualitativos de Minayo (2001). Os resultados parciais revelam que, embora haja esforço conjunto entre professores regentes e de AEE, a prática predominante mantém funções demarcadas: cabe à regente conduzir a turma, enquanto a professora de AEE concentra-se em adaptações curriculares e elaboração do PEI. Tal configuração demonstra que o coensino, entendido como prática sistematizada e intencional de ensino colaborativo, ainda não se consolida como prática efetiva de integração dos estudantes PAEE às atividades de alfabetização. As análises indicam que a inclusão efetiva de estudantes PAEE no ciclo de alfabetização depende do fortalecimento da colaboração docente, da formação continuada em práticas inclusivas e da garantia de recursos pedagógicos acessíveis. Nesse sentido, o produto educacional em desenvolvimento — o site Alfabetizar Juntos: Caminhos para o Coensino na Educação Inclusiva — objetiva contribuir com a formação docente, oferecendo fundamentação teórica acessível, sugestões de práticas de coensino e materiais pedagógicos de apoio. A proposta busca fortalecer práticas inclusivas e assegurar o direito à alfabetização, colaborando para uma escola mais justa e democrática. Apoio técnico e financeiro: Este estudo conta com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por meio de bolsa de pesquisa concedida à autora.

     

  • Palavras-chave
  • Educação Inclusiva; Coensino/Ensino Colaborativo; Atendimento Educacional Especializado; Alfabetização Inclusiva
  • Área Temática
  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
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  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
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