VIVÊNCIAS ACADÊMICAS EM EAD E ENSINO PRESENCIAL

  • Autor
  • Suelen da Silva Araújo
  • Resumo
  • Relato de experiência

     

    Introdução

     

    A experiência relatada neste trabalho refere-se à vivência de aulas tanto no formato EAD quanto no presencial, durante o curso de graduação, com o objetivo de refletir sobre as potencialidades e limitações de cada modalidade. A prática é relevante, pois ajuda a compreender como esses dois modelos influenciam o aprendizado e a formação dos alunos, bem como suas contribuições para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes.

     

    Fundamentos Teóricos

     

    Para fundamentar a análise, foram utilizados autores que abordam as modalidades de ensino e suas implicações pedagógicas. Moran (2020) afirma que o Ensino a Distância ajuda a ter flexibilidade e autonomia, podendo usar o tempo como quiser e acessar os conteúdos de onde estiver, embora exija autodisciplina e estratégias para manter a motivação. Já Kenski (2015) destaca que o ensino presencial promove a convivência e a troca de experiências, essenciais para a formação integral do estudante. E Litto (2010) ressalta que ambas as modalidades podem se complementar, desde que planejadas para atender as demandas pedagógicas e os perfis dos estudantes.

     

     

     

    Apresentação da experiência

     

    Com base em observações e análise das experiências vividas, surgiu a seguinte indagação: De que forma as modalidades de ensino EAD e presencial impactam a aprendizagem e a formação acadêmica no ensino superior? Como objetivo geral, buscou-se analisar e relatar e as vivências acadêmicas nessas duas modalidades, destacando os aspectos positivos, as dificuldades e os aprendizados proporcionados por cada um. 

    Este relato de experiência baseou-se na observação e na vivência direta das aulas em ambas as modalidades, realizadas durante os semestres letivos do curso de pedagogia. No formato EAD, a participação das aulas era por meio de atividades no Ambiente virtual de Aprendizagem (AVA), videoaulas gravadas e fóruns de discussão, tudo assíncrono. No ensino presencial, as aulas aconteceram em espaços coletivos que favoreciam a troca de experiências, a participação em dinâmicas em grupo e o contato direto com o professor, permitindo o esclarecimento de dúvidas em tempo real.

    A metodologia adotada para a organização deste relato foi a descrição das experiências vividas, a sistematização das percepções e a análise comparativa entre os formatos de ensino. Como instrumento de apoio, foram utilizadas anotações pessoais e registros das atividades acadêmicas realizadas.

     

    Análise parcial dos resultados

     

    As experiências vividas nas aulas em EAD evidenciou como principais vantagens , benefícios como flexibilidade de horários, o acesso a conteúdos gravados e a autonomia no estudo. No entanto, a dificuldade de interação imediata, a sensação de isolamento e a necessidade de maior autodisciplina destacaram-se como os principais desafios dessa modalidade de ensino. 

    No ensino presencial, os resultados mais significativos foram a interação direta com colegas e professores, a realização de atividades práticas e a participação em debates, o que possibilitou um aprendizado mais dinâmico e coletivo. Os encontros presenciais favoreceram a criação de vínculos sociais, a construção de redes de apoio entre os estudantes e o desenvolvimento de habilidades de comunicação e cooperação. Porém, os horários rígidos e a exigência de deslocamento diário apresentaram-se como limitações, especialmente para estudantes de outras cidades, que necessitam ir e vir de uma cidade para a outra. 

    De forma geral, a experiência evidenciou a importância de se adaptar aos vários tipos de aprendizado, e também a necessidade de desenvolver habilidades técnicas e socioemocionais, para enfrentar os desafios de cada forma de estudo. Esta análise mostrou também que ambas as modalidades se complementam: enquanto o EAD desenvolve autonomia, organização e domínio das tecnologias digitais, o ensino presencial contribui para o fortalecimento de vínculos sociais e para uma aprendizagem mais participativa.

     

     

    Conclusões 

     

    Com base nas vivências relatadas, conclui-se que ambas as modalidades apresentam características que podem se complementar no processo de ensino e aprendizagem. O EAD destaca-se pela flexibilidade e pelo desenvolvimento da autonomia, enquanto o ensino presencial valoriza a interação e a construção coletiva do conhecimento. Propõe-se, portanto, que se incentive a criação de propostas pedagógicas híbridas, que conciliam flexibilidade e interação, tecnologia e prática, autonomia e colaboração, ampliando as possibilidades de acesso à educação e promovendo uma formação mais integral.

     

    Apoio técnico ou financeiro (se houver)

    Não houve apoio técnico ou financeiro para o desenvolvimento deste trabalho.

     

    Referências

    KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. 7. ed.

    Campinas: Papirus, 2015.

    LITTO, Fredric M. Educação a distância: temas para debate. São Paulo: Pearson

    Education do Brasil, 2010.

    MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 6.

    ed. Campinas: Papirus, 2020

  • Palavras-chave
  • Práticas pedagógicas; Ensino a Distância; Flexibilidade; Formação Acadêmica; Modalidades de Ensino.
  • Área Temática
  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
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