O presente estudo analisa os desafios e as possibilidades da valorização dos saberes ancestrais quilombolas no currículo escolar, com foco no protagonismo das mulheres da comunidade de Jambuaçu, em Moju/PA. Partindo da constatação de que a educação formal, mesmo após a promulgação da Lei 10.639/03, ainda marginaliza os conhecimentos tradicionais, a pesquisa busca compreender de que forma esses saberes podem ser incorporados ao ensino de História, por meio de práticas interdisciplinares, críticas e decoloniais. A investigação adota uma abordagem qualitativa, de caráter etnográfico e participativo, fundamentada em referenciais que concebem o quilombo como espaço de resistência epistêmica e cultural. Os resultados parciais indicam que a oralidade e as práticas relacionadas ao uso de plantas medicinais, transmitidas pelas mulheres quilombolas, constituem elementos centrais para a preservação da identidade e da memória coletiva. Conclui-se que a inserção desses conhecimentos no ambiente escolar contribui para uma educação antirracista, contextualizada e emancipatória, fortalecendo a identidade quilombola e transformando o currículo em espaço de resistência e valorização de epistemologias locais.
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS
Comissão Científica