EXCLUSÃO DIGITAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DESAFIOS DO ACESSO À TECNOLOGIA PARA ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL.

  • Autor
  • IZABEL PEREIRA DOS SANTOS
  • Co-autores
  • Edmária Lisboa Lopes , Lucimar Alves Mendes , Rute Barros Gonçalves , Tais Pereira Aquino , Victória Rayanne Martins Evangelista , Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
  • Resumo
  • EXCLUSÃO DIGITAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DESAFIOS DO ACESSO
    À TECNOLOGIA PARA ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL.

     

    PALAVRAS CHAVES: ACESSIBILIDADE,EDUCAÇAO INCLUSIVA,EXCLUSÃO DIGITAL, TECNOLOGIAS ASSISTIVAS

     

     

    INTRODUÇÃO

     

    Este trabalho, de caráter bibliográfico, busca refletir sobre como a exclusãodigital impacta diretamente nos processos de inclusão escolar,especilamente no que se refere ao público-alvo da educação especial. Questiona-se: de que maneira a falta de acesso às tecnologias amplia as desigualdades educacionais e sociais vivenciadas por estudantes com deficiência e outras condições específicas de aprendizagem?

    nosso objetivo principal é analizar as causas e consequências dessa exclusão, relacionando-a ao direito de acesso e permanência com qualidade na educação. Ao situarmos o debate no campo da educação inclusiva,enfatizamos que o acesso à tecnologia não é apenas um recurso pedagógico,mas um requisito essencial para garantir a participação equitativa de estudantes de estudantes com deficiência em ambientes escolares cada vez mais mediados pelo digital (CASTELLS,2008; SILVA,2006). 

    Assim, discutir a exclusão digital sob o viés da inclusão educacional é urgente. A ausência de políticas públicas consistentes e de investimentos em tecnologias assistivas compromete não apenas o processo de escolarização, mas também a autonomia e a cidadania desse grupo social, conforme alertam Lévy (1993) e D' Avila (2006) ao refletirem sobre o potencial da tecnologia na democratização do conhecimento.

     

    Fundamentos teóricos 

     

    A exclusão digital não se resume à ausência de computadores ou internet, mas envolve dimensões sociais,culturais e pedagogicas que dificultam a participação plena dos estudantes. Castells (2008) aponta que, na "sociedade em rede", opoder e as oportunidades concentram-se em quem domina a tecnologia. Para alunos público-alvo da educação especial, essa desigualdade é ainda mais acentuada, pois alem da carência de infraestrutura, há barreiras relacionadas à ausência de acessibilidade digital e de recursos adaptados. 

     

    Silva (2006) evidencia que o letramento digital constitui um desafio estrtural. No contexto da inclusão, essa dificuldade se reflete na limitação do usos de softwares de acessibilidade, leitores de tela e tecnologias assistivas, elementos indispensáveis para estudantes com deficiência visual, auditiva ou motora. Sem tais recursos, o ensino remoto, po exemplo, pode se tranformar em mais uma barreira, em vez de uma possibilidade de aprendizagem ( D' AVILA,2006).

    Lévy(1993) ressalta o potencial das tecnologias para fomentar a inteligência coletiva. No entanto, quando a escola não garante condições equitativas, o resultado é a intensificação das desigualdades. Como destaca Knop (2017), a exclusão digital está vinculada a fatores estruturais e educacionais que delimitam o uso efetivo das TIC, comprometendo a perspectiva inclusiva da educação.

     

    Metodologia

     

    A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica com abordagem qualitativa. Foram analisados autores que discutem exclusão digital e desigualdades educacionais( CASTELLES,2008; LÉVY,1993; SILVA, 2006; KNOP,2017;), além de dados do IBGE ( 2005) Que evidenciam os obstáculos de acesso a internet no Brasil.O estudo busca compreender como esses fatores se relacionam com a realidade de educação especial inclusiva, especilamente em escolas públicas que enfrentam carência de recursos tecnologicos e pedagogicos.

     

    Análise de Dados 

     

    A exclusão digital no Brasil é resultado de fatores economicos, educacionais e regionais. Segundo o IBGE (2005),as principais barreiras para o uso da internet são a falta de conhecimento (45,6%), o alto custo dos serviços ( 7,5%) e dos equipamentos (3,4%). Para estudantes público-alvo da educação especial (PAEE), esses obstáculos são agravados pela ausência de recursos de acessibilidade, como leitores de tela, legendas automáticas e softwares adaptados (SILVA, 2006; KNOP,2017). 

    No ensino remoto, essa desigualdade tornou-se evidente: enquanto alguns alunos tiveram acesso a plataformas digitais, outros, sobretudo em contexto de vulnerabilidade,ficaram excluidos. D'Avila (2006) ressalta que, sem políticas específicas, a tecnologia pode reforçar desigualdades. Castells (2008) e Grossi, Costa e Santo (2013) lembram que não basta possuir equipamentos, é necessario letramento digital crítico, o que demanda formação doscente e práticas pedagogícas inclusivas.

    Além disso,exclusão digital, especialmente no campo da educação inclusiva, vai além da infraestutura adequada para atender às demandas de acessibilidade, o que limita o uso das tecnologias asssitivas e inviabiliza a personalização das extratégias de ensino. 

    Portanto, essa realidade compromete a efetividade da inclusão escolar e reforça a necessidade de ploíticas públicas que articulem investimento em infraestrutura, formação doscente e garantia de acessibilidade digital, de modo a assegurar que o direito `a educação seja efetivado em sua totalidade para todos os alunos, em especial para o público-alvo da educação especial.

     

     

    Conclusões 

     

    Conclui-se que a exclusão digital, quando relacionada à educação especial, configura-se como barreira à efetivação da inclusão escolar. O acesso limitado à internet, à infaestrutura tecnologica e,  sobretudo, às tecnologias assistivas, restringe as oportunidades de aprendizagem e participação dos estudantes com deficiência. 

    Conforme Knop (20170 e Santos (2006), reduzir tais desigualdades exige ações públicas consietentes, como a universalização do acesso às TIC, formação continuada de professores para o uso pedagógico das tecnologias e a implementação de políticas de acessibilidade digital. Assim, a escola se torna espaço privilegiado para transformar a tecnologia em ferramenta de inclusão, fortalescendo a equidade no processo educativo.

     

     

    Referências 

     

    BRASIL. Ministério das Comunicações. Programa selecionado para levar internet por satélite a 20 mil escolas em locais remotos. Agência Gov, 2024. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202405/programa-do-ministerio-das-comunicacoes-e-selecionado-para-levar-internet-por-satelite-a-20-mil-escolas-em-locais-remotos. Acesso em: 15 ago. 2025.

     

    CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: a era da informação: economia, sociedade e cultura. Tradução de Roneide Venâncio Majer. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

     

    D’AVILA, Janice S. Cidadania na sociedade da informação: a educação em questão. Educação & Sociedade, Campinas, v. 27, n. 96, p. 869-894, out. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/Xm3P83JjV5mJk4zXpG8M6xM/?lang=pt. Acesso em: 16 ago. 2025.

     

    GROSSI, M. G. R.; DA COSTA, J. W.; DOS SANTOS, A. J. A exclusão digital: o reflexo da desigualdade social no Brasil. Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 24, n. 2, p. 68-85, 2013. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=6632706. Acesso em: 15 ago. 2025.

     

    IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Informações atualizadas sobre tecnologias da informação e comunicação. Educa IBGE, 2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-especiais/21581-informacoes-atualizadas-sobre-tecnologias-da-informacao-e-comunicacao.html. Acesso em: 15 ago. 2025.

     

    IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Internet chega a 74,9 milhões de domicílios do país em 2024. Agência IBGE Notícias, 2024. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44031-internet-chega-a-74-9-milhoes-de-domicilios-do-pais-em-2024. Acesso em: 15 ago. 2025.

     

    IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Internet foi acessada em 72,5 milhões de domicílios do país em 2023. Agência IBGE Notícias, 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41024-internet-foi-acessada-em-72-5-milhoes-de-domicilios-do-pais-em-2023. Acesso em: 15 ago. 2025.

     

    KNOP, M. F. T. Exclusão digital, diferenças no acesso e uso de tecnologias de informação e comunicação: questões conceituais, metodológicas e empíricas. Caderno Eletrônico de Ciências Sociais, v. 5, n. 2, p. 39-58, 2017. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=6632706. Acesso em: 15 ago. 2025.

     

    LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

     

    SILVA, Rosália de Fátima et al. A exclusão digital na era da sociedade do conhecimento. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 26., Salvador, 2006.

     

     

     

  • Palavras-chave
  • Acessibilidade, Educação inclusiva, Exclusão digital, Tecnologias assistivas.
  • Área Temática
  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
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  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
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  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
  • Eixo 5 – Educação do Campo, Indígena e Quilombola: saberes, territórios e direitos

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