RELATO DE EXPERIÊNCIA: A PRÁTICA DO ENSINO DE ESPANHOL NO PIBID EM ESCOLA PÚBLICA

  • Autor
  • Juliana Loriany Pereira Alves
  • Co-autores
  • Graziele Moreira Nazário Alves
  • Resumo
  • Relato de Experiência

    Introdução - O presente relato de experiência tem como objetivo descrever e refletir sobre a vivência prática das estagiárias do curso de Letras, com habilitação em Espanhol,da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Essa atuação ocorre por meio do Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) de Espanhol,um projeto que visa incentivar a formação docente e aproximar os licenciandos da realidade escolar. As atividades vêm sendo desenvolvidas em uma escola pública,contemplando turmas do 6º, 7º e 8º ano do Ensino Fundamental. Esse espaço escolar tem proporcionado contato direto com o cotidiano da sala de aula e com as diferentes demandas que surgem no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando às estagiárias a oportunidade de vivenciar, na prática, os desafios e possibilidades da docência em língua estrangeira. A experiência, no entanto, tem sido marcada por alguns obstáculos pedagógicos. Entre eles, destaca-se a pouca familiaridade dos alunos com a Língua Espanhola, o que muitas vezes dificulta o desenvolvimento das aulas. Soma-se a isso a insegurança natural das bolsistas em ministrar os conteúdos, já que se encontram em processo inicial de formação docente. Fundamentos Teóricos – O ensino de Língua Espanhola no contexto da educação básica exige metodologias que favoreçam a participação ativa dos estudantes,especialmente quando se trata de um idioma que,muitas vezes, é visto como secundário. Nesse sentido, Zabala (1998, p. 43) destaca que “o planejamento é um instrumento de reflexão que permite ao professor antecipar e organizar situações de ensino-aprendizagem”, evidenciando a importância de estruturar práticas que estejam conectadas à realidade dos alunos. Além disso, conforme afirma Freire (1996, p. 23), “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”, o que reforça a necessidade de metodologias que estimulem a autonomia discente no processo de aprendizagem. As metodologias ativas têm se mostrado fundamentais nesse processo, pois colocam o aluno no centro das práticas educativas. Moran (2015, p. 27) ressalta que “as metodologias ativas colocam o aluno como protagonista, ao estimulá-lo a buscar, experimentar e refletir.” Essa perspectiva dialoga com a visão de Piaget (1976, p. 12), para quem “o conhecimento não é uma cópia da realidade, mas uma construção contínua do sujeito em interação com o meio.” Complementarmente, Vygotsky (1991, p. 58) defende que “o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer.”Assim, o aporte teórico desses autores orienta a escolha de abordagens pedagógicas participativas, criativas e interativas para o ensino do Espanhol. Apresentação da experiência - As aulas do Pibid foram planejadas a partir de diálogos constantes com a supervisora responsável na escola. A partir dessas trocas, elaboramos planejamentos adequados à realidade de cada turma, de modo a atender às necessidades específicas dos alunos. Esse processo de construção coletiva contribuiu para que as atividades em sala fossem mais eficazes e compatíveis com o nível de aprendizagem dos estudantes.Segundo Zabala (1998, p. 43),“o planejamento é um instrumento de reflexão que permite ao professor antecipar e organizar situações de ensino-aprendizagem.”A escola pública onde o projeto foi desenvolvido, localizada no município de Montes Claros, atende a uma comunidade diversificada, o que exigiu atenção e sensibilidade na escolha das abordagens pedagógicas. Esse contexto demandou dos bolsistas uma postura flexível, capaz de adaptar conteúdos e metodologias para diferentes perfis de alunos. Para Freire (1996, p.23), “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”Logo nas primeiras aulas, foi possível identificar que muitos alunos enxergavam a disciplina de Língua Espanhola como secundária, o que gerava certa resistência e falta de motivação. Diante desse desafio, procuramos implementar metodologias ativas que despertassem o interesse dos estudantes. Entre as práticas utilizadas, destacaram-se os jogos educativos, o uso de músicas, vídeos,dramatizações e atividades de produção oral e escrita contextualizadas. De acordo com Moran (2015, p. 27), “as metodologias ativas colocam o aluno como protagonista, ao estimulá-lo a buscar, experimentar e refletir.” A recepção das turmas às metodologias aplicadas revelou características específicas em cada série. O 6º ano mostrou-se mais receptivo às atividades lúdicas, demonstrando entusiasmo em jogos e dinâmicas. Já o 7º ano apresentou maior facilidade em construir diálogos simples, participando de forma mais espontânea das práticas comunicativas. Nesse sentido, Piaget (1976, p. 12) afirma que “o conhecimento não é uma cópia da realidade, mas uma construção contínua do sujeito em interação com o meio.” Por sua vez, o 8º ano exigiu abordagens diferenciadas,mais visuais e criativas, como o uso de vídeos curtos e cartazes temáticos. Em todas as turmas, os conteúdos trabalhados buscaram contemplar vocabulário básico, verbos no presente, saudações, números e aspectos culturais do mundo hispânico. Como afirma Vygotsky (1991, p. 58), “o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos que, de outra forma,seriam impossíveis de acontecer.”Essa diversidade de estratégias possibilitou maior envolvimento dos alunos e uma aprendizagem mais significativa. Análise parcial dos resultados - A análise parcial dos resultados evidencia que, apesar da resistência inicial de alguns alunos em relação à disciplina de Língua Espanhola, as metodologias ativas aplicadas em sala de aula contribuíram para aumentar o interesse e a participação dos estudantes. No 6º ano, por exemplo, observou-se maior engajamento em atividades lúdicas, como jogos e músicas, que estimularam a curiosidade e a interação. Já o 7º ano demonstrou progresso na construção de diálogos simples, evidenciando que a prática comunicativa constante favoreceu a apropriação do vocabulário básico. No 8º ano, os recursos visuais, como cartazes e vídeos curtos, mostraram-se eficazes para despertar a atenção e facilitar a compreensão de conteúdos mais abstratos. Esses resultados reforçam a importância de estratégias diferenciadas para cada nível de ensino, confirmando que o processo de aprendizagem é influenciado pelas experiências e pela motivação dos alunos.Nesse sentido, Freire (1996, p. 23) lembra que “ensinar não é transferir conhecimento,mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”Assim, mesmo diante dos desafios enfrentados, nota-se que a adoção de práticas criativas e participativas possibilitou maior aproximação dos estudantes com a Língua Espanhola,fortalecendo tanto o processo de aprendizagem quanto a formação docente das bolsistas do Pibid. Conclusões - A prática no PIBID mostrou-se essencial para a formação docente,uma vez que possibilitou o desenvolvimento de competências pedagógicas e a construção da identidade profissional das estagiárias. A experiência revelou a importância de um ensino de Espanhol que ultrapasse a dimensão normativa da língua, incorporando metodologias inovadoras e elementos culturais que promovam maior engajamento dos alunos. Segundo Zabala (1998, p. 43), “o planejamento é um instrumento de reflexão que permite ao professor antecipar e organizar situações de ensino-aprendizagem.” Apesar das dificuldades enfrentadas, observou-se ao longo do processo um aumento significativo no interesse e na participação dos estudantes, especialmente quando foram utilizadas estratégias criativas e interativas. Esse resultado confirma a concepção de Freire (1996,p. 23), para quem “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” Assim, as práticas adotadas contribuíram não apenas para a aprendizagem do Espanhol, mas também para a valorização da disciplina no ambiente escolar. A experiência realizada na escola pública permitiu compreender melhor o papel do professor como mediador, motivador e agente de transformação educacional. Tal perspectiva aproxima-se da visão de Vygotsky (1991, p.58), quando afirma que “o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos que, de outra forma,seriam impossíveis de acontecer.” Dessa forma, o PIBID reforçou a relevância de uma prática docente comprometida com a formação crítica e cidadã dos alunos. Apoio técnico ou financeiro - O presente trabalho contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que possibilitou a vivência prática das estagiárias e a aproximação com o contexto escolar.

  • Palavras-chave
  • Ensino de Espanhol. Educação básica. Formação docente.
  • Área Temática
  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
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  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
  • Eixo 2 – Educação e Justiça Social: Identidades, Gênero e Relações Étnico-Raciais
  • Eixo 3 – Políticas Públicas e Gestão Educacional na Perspectiva Inclusiva
  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
  • Eixo 5 – Educação do Campo, Indígena e Quilombola: saberes, territórios e direitos

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