Este relato tem como objetivo compartilhar uma experiência vivida no âmbito familiar com meu primo, uma criança autista não verbal, cuja convivência me proporcionou importantes reflexões sobre inclusão, afetividade e estratégias de aprendizagem adaptadas. Essa vivência ultrapassa a esfera pessoal e se insere como elemento formador em minha trajetória acadêmica, permitindo compreender, na prática, o que significa respeitar as diferenças e promover a inclusão de forma concreta. A partir dessa convivência, foi possível perceber como a paciência, a escuta sensível e a valorização das singularidades contribuem não apenas para o desenvolvimento da criança, mas também para o fortalecimento das relações familiares. Mais do que uma experiência afetiva, esse contato possibilitou um aprendizado valioso sobre a importância de enxergar a diversidade como potência, estimulando-me a refletir sobre o papel de cada indivíduo na construção de uma sociedade mais justa, empática e inclusiva.
A partir dessa vivência, percebi que a aprendizagem não acontece de maneira uniforme e que cada criança possui sua própria forma de se expressar e se desenvolver. O resultado mais expressivo foi compreender que a escuta sensível e a paciência são recursos indispensáveis para o educador. Reconhecer o tempo, a lógica e a forma de expressão da criança permitiu que ela demonstrasse suas habilidades sem frustração, reforçando a importância da valorização da diversidade como parte fundamental do processo educativo. Essa experiência evidenciou que incluir é também aprender constantemente com o outro, ampliando horizontes e ressignificando práticas pedagógicas.
O contato com meu primo autista não verbal me trouxe um aprendizado profundo e humano. Entendi que incluir significa valorizar as diferentes formas de aprender e respeitar o que cada criança traz consigo. Essa experiência contribuiu para minha formação ao me mostrar que a educação inclusiva não é apenas um conceito, mas uma prática diária que exige dedicação, sensibilidade e criatividade.
Concluo que cada criança possui potencialidades únicas e que cabe ao educador atuar como facilitador, garantindo que o processo de ensino-aprendizagem seja permeado por afeto, paciência e criatividade. Essa vivência consolidou em mim a compreensão de que a verdadeira educação inclusiva é construída no cotidiano, com base na valorização das diferenças e no compromisso com o desenvolvimento de todos. Essa reflexão me impulsiona a buscar, em minha trajetória acadêmica e profissional, práticas cada vez mais humanizadas, capazes de transformar vidas e promover uma sociedade mais justa e acolhedora.
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Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
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