Introdução
A educação inclusiva, consolidada nas políticas educacionais brasileiras, busca garantir acesso, permanência e aprendizagem a todos os estudantes. Contudo, a implementação das políticas de educação especial em comunidades quilombolas apresenta desafios atravessados por dimensões históricas, sociais, étnico-raciais e territoriais.
O Brasil, marcado por desigualdades e por uma dívida histórica com a população negra, ainda enfrenta barreiras significativas para consolidar práticas inclusivas nesses contextos. As comunidades quilombolas sofrem tanto com as dificuldades comuns ao sistema educacional quanto com invisibilidade social, negação de direitos territoriais e ausência de políticas sensíveis às suas especificidades culturais.
Nesse cenário, analisar as interseções da inclusão é essencial para compreender como as políticas educacionais vêm sendo implementadas, considerando também os efeitos do racismo estrutural e da marginalização histórica.
Autores como Mantoan (2003) e Ropoli et al. (2010) defendem que a escola inclusiva exige reconfiguração estrutural, pedagógica e cultural, mas os entraves incluem falta de formação docente, ausência de materiais acessíveis e desvalorização dos saberes locais.
A exclusão vai além das barreiras da deficiência, abrangendo dimensões étnico-raciais, territoriais e socioeconômicas. Tais resultados reforçam a urgência de políticas interseccionais que unam educação especial e valorização das especificidades quilombolas.
Por fim, destaca-se que os achados são de natureza teórica, oriundos da revisão bibliográfica; a etapa empírica será realizada posteriormente junto às comunidades quilombolas, após aprovação ética.
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS
Comissão Científica