ADOECIMENTO DO PROFESSOR DIANTE DOS DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR

  • Autor
  • Jéssica Vanille Gonçalves Ferreira
  • Co-autores
  • Adriana Reis Vasconcelos Brandão , Talita Vasconcelos Brandão
  • Resumo
  • Introdução

    A Educação inclusiva constitui um avanço significativo para a sociedade, a garantir igualdade de direitos e oportunidades para crianças e adolescentes em idade escolar.

    Conforme apontam Faria e Camargo (2018), muitos docentes não receberam a devida preparação emocional, pedagógica, técnica e institucional, para atuar em turmas inclusivas. Essa lacuna tem contribuído para o desgaste dos professores que trabalham com alunos com deficiência, resultando em um sentimento de insegurança e sobrecarga psíquica. Observa-se impacto negativo no bem-estar físico e psicológico, que pode levar ao afastamento e à diminuição da qualidade da prática docente. Assim, o estudo busca analisar, por meio de revisões bibliográficas, as tensões entre o processo de inclusão escolar e o adoecimento. 

    Fundamentos Teóricos

    O estudo baseou-se na análise de artigos sobre a educação inclusiva como direito social e o adoecimento docente frente aos desafios da prática inclusiva.

    De acordo com Silva Catarina (2019), a educação inclusiva se caracteriza pela inserção de pessoas com deficiência, ou seja, necessidades educacionais específicas. Para Glat e Fernandes (2005), no âmbito das políticas educacionais e da integração, as escolas especiais deveriam preparar os alunos para serem integrados em classes regulares, recebendo o atendimento de acordo com suas necessidades. Essa perspectiva dialoga com a compreensão da educação inclusiva como um direito fundamental, voltado à garantia da igualdade de acesso e permanência escolar.

    Entretanto, Faria e Camargo (2018) destacam que a efetivação dessas práticas pode gerar mal-estar docente, caracterizado por frustração e exaustão física e emocional diante das dificuldades de adaptação às mudanças sociais no contexto escolar.

    A inclusão representa uma conquista social de direito, assegurada pela Constituição Federal de 1988. No entanto, torna-se essencial que o Estado desenvolva políticas públicas que garantam suporte adequado para os docentes, a fim de minimizar os impactos negativos que podem advir desse processo. 

    Metodologia

    O estudo configura-se como uma revisão bibliográfica narrativa, baseada na análise de artigos e na identificação de recorrências e lacunas no debate. 

    Análise parcial dos resultados

    Glat e Fernandes (2005) destacam a inclusão como conquista de direitos, mas Faria e Camargo (2018) mostram que a ausência de preparo docente gera desgaste. Esse contraste revela que a efetividade da inclusão depende não apenas de leis, mas também de suporte ao professor. Embora a inclusão seja essencial, vem sendo implementada sem preparo emocional e pedagógico dos docentes. A falta de apoio por parte da direção e coordenação e o exercício de funções que não são de sua competência tem gerado sobrecarga de suas atribuições, resultando no desgaste físico e psicológico.

    Pretende-se discutir o paradoxo inclusão dos alunos com deficiência e a exclusão simbólica dos docentes que, segundo Glat e Oliveira (2003) é importante reconhecer as características e dificuldades individuais de cada aluno para então determinar qual tipo de adaptação curricular é necessária para que ele aprenda. Na prática, isso não ocorre, falta equipe multidisciplinar composta por especialistas nas áreas de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e psicopedagogia, o que acaba ficando a cargo do professor, causando insegurança e incapacidade de lidar com as especificidades de cada aluno.

    Ressaltamos a necessidade de formação continuada e de políticas públicas que garantam a inclusão e o acolhimento de discentes e docentes. 

    Conclusões parciais

    Conclui-se que essa análise evidencia a importância da discussão em fortalecer a inclusão escolar de alunos com deficiência e o cuidado com os docentes. Ressaltamos que o estudo contribui para políticas de formação e de saúde mental docente e a implementação de projetos que incluam equipes multidisciplinares para atendimento adequado dos alunos. Nesse sentido, o aprofundamento da análise virá no artigo completo.

     

  • Palavras-chave
  • Educação. Inclusão. Adoecimento.
  • Área Temática
  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
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  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
  • Eixo 2 – Educação e Justiça Social: Identidades, Gênero e Relações Étnico-Raciais
  • Eixo 3 – Políticas Públicas e Gestão Educacional na Perspectiva Inclusiva
  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
  • Eixo 5 – Educação do Campo, Indígena e Quilombola: saberes, territórios e direitos

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