FATORES CONTRIBUINTES PARA A PREVALÊNCIA DA OBESIDADE INFANTIL

  • Autor
  • Marta Aurora Mota e Aquino
  • Co-autores
  • Hugo Barbosa de Paulo
  • Resumo
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    Palavras-chave: educação; obesidade infantil; prevenção.

     

    Resumo Expandido O objetivo deste trabalho é analisar os fatores referentes à prevalência da obesidade infantil que aumentou nos últimos anos, acarretando outros problemas de saúde na infância. Nessa fase, lidar com essa problemática torna-se difícil pela mudança de hábitos, sendo necessário conhecimento e disponibilidade dos que educam: pais e professores. Apesar de pesquisas demonstrarem a relação entre prática de atividade física e prevenção da obesidade e concordarem que o aumento do sedentarismo pode levar à obesidade e doenças relacionadas, os mecanismos através dos quais se promova o equilíbrio metabólico ainda são poucos conhecidos no contexto educacional.

     

    Introdução

    Documentos afirmam que as crianças têm desenvolvido um dos problemas de saúde pública mais preocupante: a obesidade infantil. Nesse contexto, considera-se que a escola é um ambiente favorável para a promoção de hábitos saudáveis entre crianças e adolescentes, mas a falta de conhecimento por profissionais da educação constitui um obstáculo a ser enfrentado. Assim sendo, este trabalho tem como objetivo verificar o conhecimento e o preparo que os professores têm sobre a importância do movimento na prevenção da obesidade infantil. Este trabalho se justifica pelo aumento da obesidade infantil e a importância da escola na prevenção. Assim, pretende-se responder à questão: os professores sabem da importância e estão preparados para atuar na prevenção da obesidade infantil? A hipótese é que professores não atuam na prevenção do problema pela falta de preparo.

     

     

     

    Fundamentos Teóricos

    O aumento da taxa de obesidade em crianças e adolescentes está associado a fatores como mudanças no estilo de vida, proporcionadas por ambientes que incentivam o sedentarismo pela diminuição das atividades físicas. Dessa forma, crianças e adolescentes estão trocando as brincadeiras ao ar livre pela televisão, computador e videogame além da aquisição de hábitos alimentares inadequados (Almeida et al., 2004). Conforme já referido, são muitos os estudos, dentre eles os de Silva (2007), Freitas (2010), Oliveira et al. (2003) os quais mostram que crianças com excesso de peso podem apresentar alterações metabólicas importantes e que doenças antes mais evidentes em adultos, hoje são constatadas na faixa etária de crianças e jovens. Nesse cenário, o professor no ambiente escolar, conforme Mattos (2006), não deve limitar sua atuação a saberes específicos; ele tem também a função observar a criança por completo, identificando problemas e dificuldades a se superar, nesse caso, a obesidade infantil. A inserção da atividade física na escola vai de encontro ao olhar investigativo sobre o aluno o qual deve ser associado às políticas públicas necessárias voltadas para a prevenção da patologia.

     

    Metodologia

    Trata-se de um estudo de campo realizado em 80 escolas de Educação Infantil da rede municipal de ensino da Cidade de Montes Claros – MG. Foram convidados para participar 578 professores de Educação Infantil. Para obtenção de dados sobre a prática de atividades físicas das crianças atendidas pelos professores participantes do estudo, foi utilizado questionário contendo 37 questões: 9 sobre informações pessoais e profissionais do docente; 13 sobre atividades que a criança pode desenvolver quando está na escola; 15 sobre atividades que a criança pode desenvolver fora da escola.

     

    Análise de dados

    Sobre o perfil dos professores pesquisados, 99,72% são do sexo feminino; 44,58% têm entre 40 e 49 anos; 54,39% têm ? 11 anos de experiência e 80,23% com ensino superior. Em relação ao preparo profissional quanto à atividade física na escola, 19,9% não se lembram; 13,1% afirmaram que não tiveram disciplina sobre; 30,20% tiveram contato com o tema em um semestre; 37,61% tiveram disciplinas que abordaram o tema em mais de um semestre; 70,11% não fizeram nenhum curso sobre Movimento/Atividade Física; 29,89 participaram desse tipo de curso. Além disso, 80% dos professores consideraram a atividade física na escola muito importante, mas apenas 15% disseram oferecer, revelando uma contradição. Verificou-se também que somente 9% dos professores definiram plausivelmente o termo obesidade; 91% demonstraram não ter conhecimento sobre o assunto. Entre os aspectos mais citados para prevenção da obesidade estão a alimentação balanceada (88,9%) e exercícios físicos frequentes (90%).

     

    Conclusões

    Constatou-se que os professores têm consciência de que as crianças devem praticar exercícios para prevenir a obesidade, mas não oferecem esse tipo de atividade. Há, pois, uma estreita relação entre a carência da prática de atividade física e os conhecimentos dos professores sobre obesidade infantil.

     

    Referências

    ALMEIDA, C. A. N.et al. Transição nutricional em crianças de Ribeirão Preto, SP, Brasil. Revista Paulista de Pediatria, São Paulo, v.22, n.22, p.71-76, 2004.

     

    FREITAS, A.S.S.et al. Obesidade Infantil: de Hábitos Alimentares Inadequados. Revista Saúde e ambiente. v.4, n.2, p. 09-04, 2010.

     

    JAMES P.T. et al. The worldwide obesity epidemic. Obes Rev; 9 Suppl 4: S228-33, 2001.

     

    LAMOUNIER, J. A. et al. PRONAP-SBP ciclo IX – número 4 Tema 1. Obesidade e dislipidemia, 2007.

     

    SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23 ed. São Paulo: Cortez, 2007.

     

    SILVA, S. C. S. Tratado de Alimentação Nutrição e Dietaterapia. São Paulo: Roca, 2007.

     

    OLIVEIRA A. M. A. et al. Sobrepeso e obesidade infantil: influência de fatores biológicos e ambientais em Feira de Santana, BA. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. 47:144-50, 2003.

     

  • Palavras-chave
  • educação; obesidade infantil; prevenção.
  • Área Temática
  • Eixo 3 – Políticas Públicas e Gestão Educacional na Perspectiva Inclusiva
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