AS IMPLICAÇÕES DO USO DE PORTFÓLIOS INTERATIVOS COMO FERRAMENTAS DE APOIO NAS EXPERIÊNCIAS E PRÁTICAS DE PROFESSORES, POR MEIO DE SUAS ATUAÇÕES NO ATENDIMENTO AS DIFICULDADES DE LINGUAGEM DE ESTUDANTES COM TEA EM ESCOLAS PÚBLICAS DE BRUMADO (BA)

  • Autor
  • Camila Naiara Ferreira da Silva
  • Co-autores
  • Marcos Aurélio Souza Silveira , José França Neto
  • Resumo
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    Introdução

    Este resumo apresenta dados preliminares de pesquisa vinculada ao mestrado profissional PROFEI/UNIMONTES, cujo foco é o uso de portfólios interativos como recurso pedagógico inclusivo. A legislação brasileira, amparada por documentos como a Declaração de Salamanca (1994) e a Lei Brasileira de Inclusão (2015), orienta práticas de inclusão, mas a efetivação da alfabetização de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbais ainda enfrenta desafios. Nesse contexto, a tecnologia assistiva surge como aliada ao possibilitar recursos que favoreçam a comunicação e o desenvolvimento linguístico.

    Fundamentos Teóricos

    A pesquisa dialoga com autores que abordam autismo, alfabetização e tecnologias educacionais. Kanner (1956) contribui com a compreensão inicial do transtorno, enquanto Cunha (2016), Ferrari (2017) e Gomes (2023) discutem a inclusão escolar e o ensino da leitura para estudantes com TEA. No campo da alfabetização e letramento, destacam-se Freire (2020), Vygotsky (1993) e Soares (2018), que ressaltam a valorização das singularidades dos sujeitos. Sobre tecnologia assistiva, Prieto et al. (2005) e Reis, Souza e Santos (2020) defendem o uso de recursos digitais como facilitadores da aprendizagem. Esses aportes teóricos fundamentam a construção do portfólio digital como produto educacional.

    Metodologia

    As análises iniciais apontam que os docentes reconhecem a importância das tecnologias assistivas, mas demonstram insegurança em integrá-las pedagogicamente, sobretudo no uso de aplicativos de comunicação alternativa e aumentativa (CAA). A pesquisa também evidencia que o apoio formativo e a oferta de materiais adaptados são fatores determinantes para fortalecer a prática pedagógica inclusiva.

    De abordagem qualitativa e exploratória, a investigação utiliza revisão bibliográfica, pesquisa documental e trabalho de campo em duas escolas públicas de Brumado-BA, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Participam dez professores, entre regentes e docentes do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que atuam com estudantes autistas não verbais. Questionários e grupos focais estão sendo aplicados para identificar práticas, dificuldades e experiências no uso de tecnologias assistivas. Os dados são analisados por meio da técnica de análise de conteúdo (Bardin, 2011).

    Análise parcial dos dados

    As análises iniciais apontam que os docentes reconhecem a importância das tecnologias assistivas, mas demonstram insegurança em integrá-las pedagogicamente, sobretudo no uso de aplicativos de comunicação alternativa e aumentativa (CAA). A pesquisa também evidencia que o apoio formativo e a oferta de materiais adaptados são fatores determinantes para fortalecer a prática pedagógica inclusiva.

    Conclusões parciais

    Os resultados preliminares indicam a viabilidade da criação de um portfólio digital interativo como ferramenta de apoio ao processo de alfabetização de estudantes com TEA não verbais. O produto educacional pretende oferecer sugestões de aplicativos, materiais pedagógicos adaptados e orientações práticas, contribuindo para a formação docente e o fortalecimento de práticas inclusivas baseadas no uso crítico de tecnologias assistivas. A expectativa é que a pesquisa contribua para fortalecer práticas inclusivas e para a formação docente voltada ao uso crítico e criativo de tecnologias assistivas.

     

    Referências

    BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.

     

    BRASIL, 2015, Lei n. 13.146, de 6 de jul. de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Disponívelem: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13146.htm­; acesso em: 25 setembro 2025.


    BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

     Brasília: MEC, 2008.

     

    CUNHA, M. J. Autismo e inclusão escolar: os desafios da inclusão do aluno autista. Educação Pública, v. 20, n. 34, 2016. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/34/autismo-e-inclusao-escolar-os-desafios-da- inclusao-do-aluno-autista. Acesso em: 27 de junho 2025.

     

    FREIRE, P. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2020.


    GOMES, C. G. S.; SILVEIRA, A. D. Ensino de habilidades de leitura para pessoas com autismo. Belo Horizonte: CEI Desenvolvimento Humano, 2023.

     

    PRIETO, R. C. et al. Tecnologias digitais e práticas pedagógicas: contribuições para a inclusão escolar. Revista Educação e Tecnologia, v. 10, n. 2, p. 89-102, 2005.

    REIS, A. C.; SOUZA, M. L.; SANTOS, F. R. Tecnologia assistiva no processo de ensino-aprendizagem de crianças com autismo: uma revisão integrativa. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 26, n. 3, p. 415-430, 2020.


    SOARES, M. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2018.


    VYGOTSKY, L. S. Aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1993.

     

  • Palavras-chave
  • Educação Inclusiva; Tecnologias Assistivas; Portfólios Digitais; Alfabetização; Transtorno do Espectro Autista;
  • Área Temática
  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
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