Nas últimas décadas, a educação tem experimentado transformações significativas, impulsionadas pelas tecnologias digitais e pelas demandas sociais por uma formação mais integral, inclusiva e humanizada. Nesse cenário, torna-se essencial a busca por estratégias pedagógicas que não apenas promovam o desenvolvimento cognitivo, mas também favoreçam a acessibilidade, o bem-estar e a qualidade de vida dos estudantes, incluindo aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As escolas contemporâneas enfrentam desafios complexos, como desmotivação, dispersão e falta de engajamento, especialmente em contextos nos quais há diversidade de ritmos, estilos e condições de aprendizagem, evidenciando a necessidade de metodologias inovadoras que tornem o processo educativo mais significativo, equitativo e acolhedor.
A gamificação surge como uma estratégia relevante para atender a essas demandas, ao aplicar elementos próprios dos jogos como desafios, recompensas, níveis de progressão e interação em contextos educativos. Diferentemente do simples uso de jogos digitais, essa abordagem busca mobilizar a motivação intrínseca e extrínseca dos estudantes, promovendo participação ativa, colaboração e senso de pertencimento no ambiente escolar. Ao integrar prazer e aprendizagem, a gamificação transforma a sala de aula em um espaço mais dinâmico, inclusivo e acolhedor, no qual o erro é compreendido como parte do processo e os desafios são percebidos como oportunidades de crescimento. Assim, a inovação pedagógica não se limita à introdução de recursos tecnológicos, mas envolve a construção de práticas acessíveis que promovam interações significativas e contribuam para o desenvolvimento integral de todos os sujeitos, incluindo aqueles com TEA.
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS
Comissão Científica