Este trabalho investiga o papel do brincar na constituição psíquica da criança, a partir da perspectiva psicanalítica, em meio às transformações provocadas pela era digital. O brincar, reconhecido como espaço de simbolização, elaboração psíquica e desenvolvimento da criatividade, vem sendo substituído por interações mediadas por dispositivos eletrônicos, o que suscita questionamentos sobre seus impactos na subjetividade infantil. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, articula referenciais clássicos da psicanálise e da psicologia do desenvolvimento (Klein, Winnicott, Piaget, Vygotsky), bem como estudos contemporâneos (Gopnik, Buckingham, Moyles, Curtis). A análise evidenciou que o brincar possibilita à criança ressignificar experiências emocionais, elaborar fantasias inconscientes e desenvolver a criatividade. Entretanto, no contexto atual, observa-se que o excesso de telas tende a restringir a simbolização e a experiência lúdica, podendo comprometer o desenvolvimento emocional e social. Conclui-se que o brincar deve ser preservado como direito fundamental da infância e como atividade estruturante para o desenvolvimento integral, devendo pais e educadores buscar equilíbrio entre brincadeiras tradicionais e o uso das tecnologias digitais.
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS
Comissão Científica