PRÁTICAS DOCENTES NO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE LEITURA E ESCRITA DE ALUNOS SURDOS ORALIZADOS COM IMPLANTE COCLEAR: ANÁLISES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS

  • Autor
  • Luciana Gonçalves de Araújo Gomes
  • Co-autores
  • Úrsula Adelaide de Lélis
  • Resumo
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    Resumo Simples

    Trata-se de uma pesquisa em andamento, no Mestrado Profissional em Educação Inclusiva- PROFEI/Unimontes, com o objetivo de analisar práticas docentes no ensino da leitura e escrita de alunos surdos oralizados com implante coclear, na educação básica. No Brasil, de acordo com os dados censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem mais de 10 milhões de pessoas surdas. E essa realidade é marcada por dificuldades, entraves, desafios, mas também por avanços significativos no âmbito da educação, a partir dos movimentos sociais e das políticas educacionais de inclusão (Hollosi, 2022). De acordo com estimativas do IBGE, aproximadamente, 5% da população nacional possui algum grau de deficiência auditiva, sendo que cerca de 2,7 milhões convivem com surdez profunda. E dentre os mais de 10 milhões de brasileiros com perdas auditivas, mais de 8,3 mil possuem implantes cocleares (Lemos, 2023). E é crescente o número de alunos com implante coclear, o que exige práticas de ensino adequadas às suas necessidades linguísticas. Pergunta-se: quais fundamentos teóricos e metodológicos orientam as práticas docentes no ensino da leitura e escrita, de alunos com implante coclear? De abordagem qualitativa e natureza aplicada, a pesquisa tem como procedimentos a revisão de literatura em Mantoan (2015), Santana (2007) e Smith (2003) e pesquisa de campo junto a professores de Língua Portuguesa dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, em escolas públicas vinculadas à Superintendência Regional de Ensino de Ponte Nova/MG. A coleta de dados será realizada por aplicação de questionário, entrevista semiestruturada e observações de práticas docentes. Para análise, dos dados será utilizada a Análise de Conteúdo (Bardin, 2016). Dados preliminares indicam que, embora o implante coclear proporcione avanços na percepção auditiva e no desenvolvimento da oralidade, persistem lacunas significativas na aprendizagem da leitura e escrita. Essas limitações referem-se, sobretudo, à dificuldade na ampliação do vocabulário, na organização sintática e na compreensão textual. Importante, portanto, investigar as práticas docentes, nessa área.

     

    Referências

    BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. São Paulo: 2016.

     

    HOLLOSI, Marcio. Professor Surdo: Desafios na construção de uma prática bilíngue. Tese (Doutorado em ciências: Educação e Saúde na Infância e adolescência) – UNIFESP, Guarulhos. 2019.

     

    LEMOS, Sônia. Mais de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de surdez. Jornal da USP, São Paulo, 21 ago. 2023. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/mais-de-10-milhoes-de-brasileiros-apresentam-algum-grau-de-surdez/ . Acesso em: 4 maio 2025.

     

    MANTOAN, Mª Teresa E. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2015.

     

    SANTANA, A. Paula. Surdez e linguagem: aspectos e implicações neurolinguísticas. 3. ed. São Paulo: Plexus, 2007.

     

    SMITH, Frank. Compreendendo a leitura: uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.

     

     

  • Palavras-chave
  • Educação Especial e Inclusiva; Surdo oralizado; Implante coclear; Leitura escrita; Práticas docentes
  • Área Temática
  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
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