A FAMÍLIA COMO EPICENTRO DA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR: INSTÂNCIA DE SOCIALIZAÇÃO E DA “QUESTÃO SOCIAL”

  • Autor
  • Giuliana Alves Carvalho Boas
  • Co-autores
  • Thiago Aranha
  • Resumo
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    O projeto discute a família como uma instituição histórica e social, marcada por contradições profundas. Embora seja reconhecida como espaço de proteção, afeto e cuidado, a família também se apresenta como um ambiente onde se reproduzem desigualdades e práticas de violência. A partir de uma abordagem marxista, os autores defendem que a violência intrafamiliar não deve ser entendida como um problema isolado ou individual, mas como expressão das contradições da sociabilidade capitalista. Com base em autores como Marx, Engels, Iamamoto, Yazbek e Saffioti, o texto evidencia que o patriarcado e a divisão sexual do trabalho estão diretamente ligados à manutenção das opressões de gênero e à reprodução das relações de dominação dentro do núcleo familiar.

    A pesquisa, de caráter qualitativo, foi construída a partir de revisão bibliográfica e análise crítica, fundamentando-se no materialismo histórico-dialético. Essa perspectiva permitiu compreender como o capitalismo, aliado ao patriarcado, sustenta as condições estruturais que alimentam a violência intrafamiliar. As reflexões apresentadas indicam que essa violência não é fruto de comportamentos individuais, mas de um sistema que combina exploração econômica, desigualdade social e opressão de gênero.

    O estudo também destaca os impactos da violência no desenvolvimento emocional e escolar das crianças, evidenciando como as marcas do ambiente doméstico repercutem na vida social e educacional. Diante disso, o texto ressalta o papel essencial do Serviço Social na mediação e enfrentamento dessas situações. A atuação profissional, guiada pelo Projeto Ético-Político, deve ir além da resposta imediata, articulando a assistência às famílias com a luta por transformações estruturais. Assim, o enfrentamento da violência intrafamiliar requer uma compreensão crítica e coletiva, orientada por uma perspectiva emancipatória que questione as bases da sociedade capitalista e promova a igualdade de classe, gênero e raça.

     

  • Palavras-chave
  • Família, Violência, Questão Social, Sociabilidade
  • Área Temática
  • Eixo 2 – Educação e Justiça Social: Identidades, Gênero e Relações Étnico-Raciais
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