INCLUSÃO ESCOLAR E DESAFIOS DA MONITORIA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA MUNICIPAL ANTÔNIO GIL
Carla Dos Santos Souza De Oliveira
Acadêmica da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES
carlasouzapaulla2019@gmail.com
Ana Júlia Matias Santiago
Acadêmica da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES
julinhasantiago9@gmail.com
Júlia Araújo Rodrigues
Acadêmica da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES
ju066020@gmail.com
Sergio Renato Oliveira
Professor e Coordenador da UNIMONTES campus Almenara
renato.oliveira@unimontes.br
Eixo Temático: Inclusão e práticas pedagógicas
Palavras-chave: Educação especial; Inclusão; Monitoria; Experiência profissional; Aprendizado.
Introdução
O presente relato descreve a experiência de atuação como monitora de educação especial na Escola Municipal Antônio Gil, localizada no Bairro São Francisco, município de Almenara/MG. Essa vivência teve início em 26 de junho de 2024, por meio de contrato temporário, e foi renovada em 20 de fevereiro de 2025, confirmando a relevância da função exercida. A monitoria desempenha um papel central no acompanhamento de estudantes com necessidades educacionais especiais, mediando o processo de ensino-aprendizagem, favorecendo a inclusão escolar e contribuindo para o desenvolvimento acadêmico e socioemocional dos alunos.
Fundamentos Teóricos
A educação inclusiva é amparada pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC, 2008), que defende o direito de todos à escolarização no ensino regular, com suporte adequado às necessidades individuais. Nesse contexto, a figura do monitor assume importância significativa, atuando como mediador entre professor, aluno e colegas, auxiliando na superação de barreiras pedagógicas e sociais. O suporte oferecido fortalece a autonomia e promove a valorização das diferenças, contribuindo para práticas pedagógicas mais democráticas e equitativas.
Apresentação da experiência
Durante o exercício da monitoria, acompanhei alunos com diferentes deficiências e necessidades educacionais específicas, oferecendo apoio individualizado nas atividades pedagógicas, organização da rotina escolar e mediação das interações sociais. Esse trabalho envolveu desde o auxílio em tarefas de leitura e escrita até o suporte em situações de socialização, resolução de conflitos e incentivo à autonomia. Os desafios enfrentados foram diversos: resistência de alguns alunos na realização das atividades propostas, momentos de agitação em sala de aula e dificuldade de concentração. Contudo, por meio de estratégias adaptativas, como o uso de recursos visuais, reforço positivo e atividades lúdicas, foi possível estimular a participação e o engajamento.
Análise parcial dos resultados
Apesar das dificuldades, foi possível observar avanços significativos no desenvolvimento dos estudantes acompanhados. Notou-se melhora na autonomia em atividades cotidianas, maior reconhecimento de letras e palavras, progressos no processo de leitura e escrita, além de evolução no convívio social. Os alunos apresentaram maior disposição para interagir com colegas e professores, fortalecendo vínculos de amizade e respeito. Para além dos resultados individuais, a experiência possibilitou uma reflexão coletiva sobre a importância da inclusão escolar, ampliando a compreensão da equipe pedagógica acerca das potencialidades dos alunos e da necessidade de práticas colaborativas no ambiente educacional.
Conclusões
A atuação como monitora de educação especial constituiu uma experiência transformadora, tanto profissional quanto pessoal. A vivência direta com os desafios e conquistas dos alunos reforça que a inclusão é um processo contínuo, que exige compromisso, paciência e trabalho em equipe. Cada situação enfrentada representou um aprendizado e contribuiu para o amadurecimento de práticas pedagógicas voltadas à equidade e ao respeito à diversidade. A experiência evidencia que o monitor não apenas auxilia os alunos com deficiência, mas também atua como elo entre professores, família e comunidade escolar, promovendo uma educação mais humana e inclusiva.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS
Comissão Científica