JUSTIÇA SOCIAL E COMBATE ÀS DESIGUALDADES - EDUCAÇÃO CRÍTICA PARA A JUSTIÇA SOCIAL

  • Autor
  • Jade Sena Caldeira
  • Co-autores
  • Sérgio Renato Oliveira
  • Resumo
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    Resumo Simples - Este estudo apresenta um projeto curricular voltado para o desenvolvimento da consciência crítica dos estudantes. Fundamentado na teoria crítica e dialética, propõe uma prática educativa que ultrapassa a transmissão de conteúdos e transforma a escola em espaço de formação cidadã, no qual os estudantes são incentivados a refletir, questionar e propor soluções coletivas para os problemas sociais.

    Introdução

    A educação exerce papel fundamental na formação de sujeitos críticos, conscientes e capazes de intervir na sociedade. Este projeto curricular busca promover a consciência crítica dos estudantes, favorecendo a compreensão das desigualdades sociais em seus contextos. A escola, nessa perspectiva, transcende a função de simples transmissão de conhecimentos, assumindo a tarefa de estimular a reflexão, o questionamento e a busca por soluções coletivas. Apoiado nas contribuições de Paulo Freire e Boaventura de Sousa Santos, o projeto busca consolidar a prática pedagógica como instrumento de emancipação, capaz de formar sujeitos autônomos, participativos e engajados na construção de uma sociedade igualitária.

    Fundamentos Teóricos

    Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido (1987), propõe uma educação libertadora, que rompe com o modelo tradicional, em que o professor apenas deposita conteúdos nos alunos. Para ele, a prática educativa deve ser dialógica, construída na interação entre educador e educando, promovendo a reflexão crítica e a emancipação.

    Theodor Adorno (1995) destaca que a educação na sociedade capitalista tende a reproduzir desigualdades, formando indivíduos conformistas. Em contraposição, defende uma educação voltada para a autonomia, capaz de preparar sujeitos para resistirem às formas de opressão e barbárie da sociedade contemporânea.

    Boaventura de Sousa Santos (2007) apresenta a ecologia de saberes, criticando a monocultura do saber científico ocidental. Defendendo que a educação deve valorizar diferentes conhecimentos populares, indígenas e locais, promovendo justiça cognitiva e superando a exclusão epistemológica.

    Metodologia

    A pesquisa adota abordagem exploratória-descritiva, com métodos qualitativos e quantitativos, utilizando estudos de caso múltiplos. A coleta de dados ocorrerá por meio de entrevistas, questionários e observação participante, favorecendo a análise das práticas pedagógicas e seus impactos na formação crítica dos estudantes.

    Análise parcial dos resultados

    Os resultados preliminares indicam que a adoção de práticas pedagógicas críticas e dialógicas estimula o protagonismo estudantil e fortalece a percepção dos estudantes quanto às desigualdades sociais presentes em seu cotidiano.

    Conclusões parciais

    O projeto contribui para o avanço das práticas pedagógicas ao propor uma educação fundamentada no diálogo, na diversidade de saberes e na justiça social. Com base em autores como Paulo Freire, Theodor Adorno e Boaventura de Sousa Santos, evidencia-se que a educação crítica pode se constituir em ferramenta para a emancipação, estimulando sujeitos a se tornarem agentes de transformação social, tanto no espaço escolar quanto na comunidade.

    Apoio técnico ou financeiro (se houver)

    Referências

    ADORNO, Theodor W. Educação e emancipação. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 65. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019.

     

    SANTOS, Boaventura de Sousa. A universidade no século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória da universidade. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2019.

     

  • Palavras-chave
  • Prática Pedagógica; Sujeitos Críticos; Teoria Crítica
  • Área Temática
  • Eixo 3 – Políticas Públicas e Gestão Educacional na Perspectiva Inclusiva
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