FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DE PRÁTICAS DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS AUTISTAS, NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Autor
  • Maria Laurentina da Silva
  • Co-autores
  • Úrsula Adelaide de Lélis
  • Resumo
  • O primeiro passo para a construção da educação inclusiva é transpor a visão da homogeneidade para a da diversidade, a partir do princípio de que todos podem aprender (Adiron, 2016). No cotidiano escolar, a inclusão não pode se restringir ao acesso físico, uma vez que precisa assegurar efetiva participação e aprendizagem de alunos com deficiência. Isso implica repensar práticas pedagógicas, conteúdos, metodologias e a própria organização da escola, de modo a atender as necessidades de todos. Tal perspectiva exige a valorização das diferenças humanas e a garantia da igualdade de oportunidades, pois ser inclusiva não é uma escolha da escola, mas uma obrigação legal e ética (Brasil, 2020; Matoan, 2015). Nesse cenário, esta pesquisa problematiza os fundamentos teórico-metodológicos que sustentam as práticas de professores de alunos autistas nos anos iniciais do ensino fundamental. Pensar a prática docente, em uma perspectiva inclusiva, requer fundamentos metodológicos que fundamentam a simples adaptação de conteúdos e se aproximem de um desenho pedagógico flexível, centrado na diversidade. Qualitativa (Minayo, 2007), realiza revisão de literatura em referenciais que articulam a educação inclusiva como direito social, dialogando com Mantoan (2015), que destaca a necessidade de reconstrução das práticas pedagógicas, e com Prizant e Fields- Meyer (2023), que propõem um olhar humanizado para o autismo, reconhecendo singularidades na comunicação e interação. Empreende, ainda, estudo de práticas de professores que atuam com autistas, nos anos iniciais do Ensino Fundamental e os entrevista. A amostra serão quatro escolas estaduais de Montes Claros/MG, 1 em cada região geográfica, com maior número de alunos com diagnóstico de autismo em 2025/2026. A análise dos dados utilizará a análise de conteúdo (Bardin, 2011). Em fase inicial, estudos apontam que os professores apresentam disposições ética e compromisso com a inclusão, mas demonstram dificuldades em fundamentar teoricamente e desenvolver práticas inclusivas. Há tendência de se recorrer a adaptações pontuais, intuitivas, sem planejamento articulado. A ausência de formação específica e de apoio técnico sistemático limita a consistência e a continuidade dessas ações.

     

  • Palavras-chave
  • Educação Inclusiva; Autismo; Prática docente
  • Área Temática
  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
Voltar Download
  • Eixo 1 - Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologias Assistivas
  • Eixo 2 – Educação e Justiça Social: Identidades, Gênero e Relações Étnico-Raciais
  • Eixo 3 – Políticas Públicas e Gestão Educacional na Perspectiva Inclusiva
  • Eixo 4 – Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação Docente
  • Eixo 5 – Educação do Campo, Indígena e Quilombola: saberes, territórios e direitos

Comissão Organizadora

Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS

Comissão Científica