Falar de afetividade na Educação Infantil, sobretudo na relação com crianças autistas, é falar de presença, escuta atenta e compromisso ético. Trata-se de reconhecer que, muitas vezes, antes mesmo da transmissão de conteúdos, é necessário acolher silêncios, interpretar olhares e respeitar ritmos que não se deixam apressar. A pesquisa aqui apresentada nasceu justamente dessa compreensão: da urgência em investigar como o vínculo afetivo entre professor e aluno autista pode constituir-se como condição essencial para o desenvolvimento e para a aprendizagem, em um processo de inclusão que vá além da dimensão normativa e se revele genuinamente humano. Nesse sentido, este estudo busca analisar de que forma a afetividade na relação entre professoras e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode impactar positivamente o seu desenvolvimento na Educação Infantil. A escolha do tema emergiu das vivências no estágio supervisionado, que evidenciaram a centralidade dos vínculos afetivos na promoção da aprendizagem e da inclusão escolar. A questão norteadora que guiou esta investigação foi: de que maneira a dinâmica afetiva construída na relação professor-aluno contribui para o desenvolvimento infantil em contextos inclusivos?
Comissão Organizadora
Congresso Internacional Educação e Diversidade
Júnea Tatiane Damasceno Oliveira
Éryka Jovania Pereira
Silvana Diamantino França
Juliane Leite Ferreira e Figueiredo
ALINE MARIA GONZAGA RUAS
Comissão Científica