"Ainda tem gente que escuta CD? Que coisa do passado!": a difusão do Tecnobrega com a ascensão das redes sociais (2007-2024).

  • Autor
  • Luara dos Santos Cabral
  • Resumo
  • Este trabalho pretende explorar a migração da divulgação do tecnobrega para as redes sociais, investigando a interação dos apreciadores nesse processo. Para iniciar a discussão, recorre-se ao documentário Good-copy, bad-copy (2007), que aborda questões como direitos autorais e a pirataria. Como fontes de pesquisa, foram utilizadas publicações coletadas no Facebook, dialogando com os conceitos de cibercultura, pensando na construção de um ambiente virtual de ressonância e identificação a uma matriz cultural e, capitalismo cultural-digital, que evidencia a influência das grandes corporações globais de tecnologia em fenômenos regionais, destacando como estes espaços moldam a circulação e o consumo do tecnobrega nas plataformas digitais.

  • Palavras-chave
  • História digital, Cultura, Tecnobrega.
  • Área Temática
  • Narrativas midiáticas, fandoms e redes sociais como espaços de produção de memória
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Promovido pelo CUME – Laboratório de Pesquisa Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura e Memória (Unifesp/USP) e com apoio do LabhPac e da Rede Brasileira de História Pública (RBHP), o Seminário de Pesquisa Cultura Pop e Ação Historiadora constitui-se como espaço para reflexões provocativas sobre a relação entre a cultura pop e a história: como objeto de análise da comunidade historiadora, como campo de observação (com conjuntos de fontes específicos, capazes de fornecer materiais e suscitar interpretações para diversas perspectivas de estudo histórico) e como linguagem (enquanto recurso de comunicação da pesquisa histórica e de desenvolvimento de práticas participativas de investigação, em diálogo com a história pública).

O evento parte do entendimento da cultura pop – em suas múltiplas e por vezes conflitantes elaborações conceituais – como um elemento estruturante da contemporaneidade. Busca-se, a partir dele, construir espaços de diálogo, reflexão, trocas e compartilhamentos de experiência que permitam despertar uma reflexão coletiva acerca de como a comunidade historiadora pode se aproximar, tensionar e problematizar seus produtos, sujeitos, relações e produções – e como ela, de fato, tem feito isso. Assume-se, de saída, a relevância da cultura pop como um elemento que produz identificações, subjetividades, memórias, relatos (auto)biográficos e representações que informam sobre as relações entre o individual e o coletivo, sujeito e nação, mercado e Estado, academia e sociedade, transitando entre esses pólos e suas nuances.

  • Fontes, memórias, arquivos e objetos da cultura pop no tempo presente
  • Cultura pop, produção historiográfica e as suas múltiplas linguagens e expressões artísticas
  • Interpelações entre cultura pop, identidades e interseccionalidades na construção das subjetividades contemporâneas
  • Narrativas midiáticas, fandoms e redes sociais como espaços de produção de memória

Comissão Organizadora

Ricardo Santhiago
Igor Lemos Moreira

Comissão Científica

Carlos Eduardo Pereira de Oliveira (CUME)

Carolina Amaral Aguiar (USP)

Daisy Perelmutter (CUME)

Fábio Feltrin de Souza (UFPR)

Ivan Lima Gomes (UFG)

João Júlio Gomes dos Santos Júnior (Udesc)

Livia Morais Garcia Lima (CUME/Unesp)