Resumo: O presente estudo contextualiza as ações pré-lançamento do álbum “The Death of Slim Shady”, ilustrando como um encadeamento preciso e coordenado de manobras resultou em visibilidade, reforço da identidade do artista e buzz nas redes sociais. Construído com uma pesquisa documental e bibliográfica e considerando o storytelling utilizado para esse lançamento, analisaremos a recepção de uma das peças da campanha, o vídeo “Slim Shady vs. Marshall Mathers: THE FACE-OFF | Complex Cover” publicado dois meses após o lançamento, tornando-se uma peça de apoio, prolongando e aprofundando a construção da mensagem que o artista propôs. Esta foi uma campanha caracterizada pela abordagem de suspense, ambiguidade e mensagens intrigantes, e esta peça conecta e esclarece as diversas narrativas que orbitam a ação, servindo de exemplo para futuras campanhas que desejam utilizar este tom.
Promovido pelo CUME – Laboratório de Pesquisa Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura e Memória (Unifesp/USP) e com apoio do LabhPac e da Rede Brasileira de História Pública (RBHP), o Seminário de Pesquisa Cultura Pop e Ação Historiadora constitui-se como espaço para reflexões provocativas sobre a relação entre a cultura pop e a história: como objeto de análise da comunidade historiadora, como campo de observação (com conjuntos de fontes específicos, capazes de fornecer materiais e suscitar interpretações para diversas perspectivas de estudo histórico) e como linguagem (enquanto recurso de comunicação da pesquisa histórica e de desenvolvimento de práticas participativas de investigação, em diálogo com a história pública).
O evento parte do entendimento da cultura pop – em suas múltiplas e por vezes conflitantes elaborações conceituais – como um elemento estruturante da contemporaneidade. Busca-se, a partir dele, construir espaços de diálogo, reflexão, trocas e compartilhamentos de experiência que permitam despertar uma reflexão coletiva acerca de como a comunidade historiadora pode se aproximar, tensionar e problematizar seus produtos, sujeitos, relações e produções – e como ela, de fato, tem feito isso. Assume-se, de saída, a relevância da cultura pop como um elemento que produz identificações, subjetividades, memórias, relatos (auto)biográficos e representações que informam sobre as relações entre o individual e o coletivo, sujeito e nação, mercado e Estado, academia e sociedade, transitando entre esses pólos e suas nuances.
Comissão Organizadora
Ricardo Santhiago
Igor Lemos Moreira
Comissão Científica
Carlos Eduardo Pereira de Oliveira (CUME)
Carolina Amaral Aguiar (USP)
Daisy Perelmutter (CUME)
Fábio Feltrin de Souza (UFPR)
Ivan Lima Gomes (UFG)
João Júlio Gomes dos Santos Júnior (Udesc)
Livia Morais Garcia Lima (CUME/Unesp)