Emocore.com - internet e música nos anos 2000.

  • Autor
  • Leandro Antonio Batista
  • Resumo
  •  

    O emocore, ou simplesmente emo, é conhecido pelas letras sentimentais que abordam relações amorosas, conflitos da vida de jovens e até temas mais existenciais, acompanhadas por uma sonoridade que mescla agressividade com harmonias melódicas. As raízes desse estilo musical estão ligadas à cena hardcore de Washington, D.C. (EUA), no final da década de 1980. No Brasil, o emo se desenvolveu de forma heterogênea em diferentes cenas locais na virada dos anos 2000, ganhando popularidade ao longo da década. Paralelamente, enquanto bandas emo surgiam em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, a internet se popularizava no país, impulsionada por preços mais acessíveis de computadores e pela disseminação das lan houses. Nesse contexto, a web se tornou um espaço fundamental para a interação, socialização e compartilhamento de música entre bandas, fãs e adeptos da cena emocore. Este trabalho busca apresentar considerações iniciais sobre a contribuição da internet para a constituição da cena emocore brasileira entre os anos de 2001 e 2008, refletindo sobre a constituição de uma rede virtual emocore, composta pelos diferentes sites e páginas da web utilizados por bandas, fãs e adeptos da cena emocore para mediar, compartilhar e socializar música.

  • Palavras-chave
  • emocore, música, internet
  • Área Temática
  • Narrativas midiáticas, fandoms e redes sociais como espaços de produção de memória
Voltar Download

Promovido pelo CUME – Laboratório de Pesquisa Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura e Memória (Unifesp/USP) e com apoio do LabhPac e da Rede Brasileira de História Pública (RBHP), o Seminário de Pesquisa Cultura Pop e Ação Historiadora constitui-se como espaço para reflexões provocativas sobre a relação entre a cultura pop e a história: como objeto de análise da comunidade historiadora, como campo de observação (com conjuntos de fontes específicos, capazes de fornecer materiais e suscitar interpretações para diversas perspectivas de estudo histórico) e como linguagem (enquanto recurso de comunicação da pesquisa histórica e de desenvolvimento de práticas participativas de investigação, em diálogo com a história pública).

O evento parte do entendimento da cultura pop – em suas múltiplas e por vezes conflitantes elaborações conceituais – como um elemento estruturante da contemporaneidade. Busca-se, a partir dele, construir espaços de diálogo, reflexão, trocas e compartilhamentos de experiência que permitam despertar uma reflexão coletiva acerca de como a comunidade historiadora pode se aproximar, tensionar e problematizar seus produtos, sujeitos, relações e produções – e como ela, de fato, tem feito isso. Assume-se, de saída, a relevância da cultura pop como um elemento que produz identificações, subjetividades, memórias, relatos (auto)biográficos e representações que informam sobre as relações entre o individual e o coletivo, sujeito e nação, mercado e Estado, academia e sociedade, transitando entre esses pólos e suas nuances.

  • Fontes, memórias, arquivos e objetos da cultura pop no tempo presente
  • Cultura pop, produção historiográfica e as suas múltiplas linguagens e expressões artísticas
  • Interpelações entre cultura pop, identidades e interseccionalidades na construção das subjetividades contemporâneas
  • Narrativas midiáticas, fandoms e redes sociais como espaços de produção de memória

Comissão Organizadora

Ricardo Santhiago
Igor Lemos Moreira

Comissão Científica

Carlos Eduardo Pereira de Oliveira (CUME)

Carolina Amaral Aguiar (USP)

Daisy Perelmutter (CUME)

Fábio Feltrin de Souza (UFPR)

Ivan Lima Gomes (UFG)

João Júlio Gomes dos Santos Júnior (Udesc)

Livia Morais Garcia Lima (CUME/Unesp)