Este trabalho teve como objetivo analisar os principais aspectos clínicos, imunológicos e terapêuticos da anemia hemolítica autoimune (AHAI), enfatizando o papel do biomédico no diagnóstico e acompanhamento dessa condição. Trata-se de uma revisão bibliográfica desenvolvida a partir de artigos científicos publicados entre 2015 e 2024, selecionados em bases de dados reconhecidas, como PubMed e SciELO. A AHAI é uma doença rara caracterizada pela produção de autoanticorpos que promovem a destruição precoce dos eritrócitos, resultando em anemia de intensidade variável. Sua fisiopatologia envolve a perda da autotolerância imunológica e a ativação anormal de linfócitos B e T, o que desencadeia a hemólise. O diagnóstico baseia-se em achados laboratoriais de hemólise e na aplicação do teste de antiglobulina direta, considerado o padrão-ouro. O tratamento varia conforme o subtipo da doença, podendo incluir o uso de corticosteroides, imunossupressores, imunoglobulina intravenosa, plasmaférese ou inibidores do complemento, além de medidas de suporte clínico. Observa-se que o diagnóstico precoce e a conduta terapêutica adequada reduzem significativamente as complicações e melhoram o prognóstico dos pacientes. Conclui-se que o aprofundamento no entendimento dos mecanismos imunológicos e a atuação qualificada do biomédico são essenciais para otimizar o manejo clínico e contribuir para o avanço das práticas diagnósticas e terapêuticas, promovendo melhor qualidade de vida aos portadores de anemia hemolítica autoimune.
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MOSTRA ACADÊMICA CIENTÍFICA
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V.8 N. 01 Jan/Dez. ANO. 2025