A hiperidrose primária tipo A é uma condição caracterizada pela sudorese excessiva, localizada e sem causa aparente, que afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Além do desconforto físico, o distúrbio provoca impactos emocionais e sociais, estando frequentemente associado à ansiedade e à depressão. Este trabalho tem como objetivo analisar a eficácia terapêutica da toxina botulínica tipo A no tratamento da hiperidrose primária, abordando seus aspectos fisiopatológicos, clínicos e terapêuticos. Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter exploratório e descritivo, baseada em artigos publicados entre 2010 e 2025 nas bases PubMed, SciELO e LILACS.
Os estudos demonstram que a toxina botulínica tipo A atua bloqueando a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas, reduzindo a atividade das glândulas sudoríparas e controlando a produção excessiva de suor. Mais de 90% dos pacientes apresentam melhora significativa após o tratamento, com efeitos que duram entre quatro e doze meses. Apesar do alto custo e da necessidade de reaplicações periódicas, o procedimento mostra-se seguro, eficaz e com mínimos efeitos adversos, como dor local e fraqueza muscular temporária.
A atuação do biomédico esteta é fundamental nesse contexto, garantindo aplicação adequada e acompanhamento ético e técnico do paciente. Conclui-se que a toxina botulínica representa uma ferramenta terapêutica relevante e promissora para o controle da hiperidrose, contribuindo tanto para o bem-estar físico quanto emocional dos indivíduos acometidos.
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MOSTRA ACADÊMICA CIENTÍFICA
João Felipe Marques da Silva
Mariana Nunes dos Santos Sismeiro
Thassila Deorce da Rocha
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REVISTA ELETRÔNICA FATEC IVAIPORÃ
V.8 N. 01 Jan/Dez. ANO. 2025