A obesidade tem aumentado globalmente e se tornou um dos principais fatores de risco para doenças crônicas, incluindo o câncer de mama. De acordo com a OMS, em 2022 cerca de 16% dos adultos eram obesos, e no Brasil, a prevalência entre mulheres passou de 12% em 2006 para 22,6% em 2021. Paralelamente, o câncer de mama continua sendo o mais incidente no país, com cerca de 73 mil novos casos anuais, reforçando a importância de investigar a obesidade como fator modificável. Estudos mostram que mulheres pós-menopáusicas com IMC elevado apresentam maior risco e pior prognóstico, com maior chance de recidiva e mortalidade. Biologicamente, a obesidade favorece a carcinogênese mamária por meio da resistência à insulina, aumento do IGF-1 e conversão de andrógenos em estrogênios, além da inflamação crônica causada por citocinas como IL-6 e TNF-?. Esses processos ativam vias como PI3K/AKT e MAPK, que estimulam proliferação celular e inibem a apoptose. A leptina promove crescimento tumoral, enquanto a adiponectina, reduzida em obesos, tem efeito protetor. No contexto brasileiro, a associação entre alta prevalência de obesidade e incidência de câncer de mama representa desafio à saúde pública. O biomédico desempenha papel essencial na detecção de biomarcadores, acompanhamento terapêutico e educação em saúde. Conclui-se que a obesidade é um fator de risco modificável, cuja prevenção e manejo integrado, aliados à detecção precoce e terapias personalizadas, são fundamentais para reduzir a morbimortalidade por câncer de mama.
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V.8 N. 01 Jan/Dez. ANO. 2025