Introdução: A obesidade infantojuvenil é um dos maiores desafios da saúde pública mundial, com aumento significativo nas últimas décadas. Esse crescimento está ligado à maior incidência de diabetes mellitus tipo 2 em crianças e adolescentes, antes considerada uma condição exclusiva de adultos. Fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e contexto social contribuem para o desenvolvimento precoce de resistência insulínica. No Brasil, os casos aumentam principalmente em áreas urbanas, onde há maior oferta de produtos industrializados e fast-food. Além das consequências físicas, surgem impactos emocionais como baixa autoestima, ansiedade e depressão, agravados por desigualdades sociais.
Objetivos: Conscientizar crianças sobre os riscos da obesidade e do DM2; incentivar hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividade física; ensinar fatores de risco e consequências dessas doenças; e promover reflexão sobre hábitos cotidianos.
Justificativa: O avanço do DM2 em jovens compromete a saúde física, mental e social, além de gerar custos aos sistemas de saúde. A ausência de abordagens educativas voltadas à infância demonstra a necessidade de ações preventivas e interativas, justificando a execução deste projeto.
Metodologia: Foram envolvidas crianças de quatro a oito anos da Escola Municipal Maria Diva Ribeiro de Proença (Ivaiporã-PR). O projeto teve duração de dois dias, com apresentação interativa sobre alimentação e atividade física, seguida de um questionário lúdico. Também houve um teatro com bonecos e entrega de um livro educativo para colorir.
Resultados: Dos avaliados 85% afirmaram comer frutas diariamente, 77% relataram consumir delivery nos fins de semana. A ingestão de bebidas industrializadas foi relatada por 56% dos participantes.
Conclusão: Os resultados indicam coexistência de hábitos saudáveis e prejudiciais, reforçando a importância de práticas educativas contínuas que estimulem escolhas equilibradas e promovam o bem-estar infantil.