O presente estudo analisa o Festival Folclórico de Parintins como território formativo na Amazônia, com foco nas trajetórias de artistas do Boi-Bumbá Caprichoso. A pesquisa, de abordagem qualitativa e interpretativa, combina análise documental e entrevistas semiestruturadas com quatro agentes-chave do boi Caprichoso, buscando compreender como suas histórias de vida evidenciam processos educacionais informais e coletivos. Os resultados indicam que o festival ultrapassa a dimensão festiva, configurando-se como escola de vida intergeracional, onde práticas artísticas, memórias e saberes ancestrais se transformam em experiências de pertencimento, resistência cultural e mobilidade social. E que o festival opera como um espaço pedagógico que articula tradição, criatividade e projetos de vida, ressaltando a necessidade de ampliar o diálogo entre educação formal e práticas culturais populares na construção de uma educação intercultural.
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