Este artigo investiga a literatura infantil como território de afirmação das Escrevivências negras (Conceição, 2020), compreendendo-a como prática política e pedagógica de resistência frente à negação histórica da infância negra no Brasil. A pesquisa, de caráter qualitativo e bibliográfico (Minayo, 2001), ancora-se em uma perspectiva decolonial e articula a Sociologia da Infância e as Epistemologias Negras, analisando como as narrativas infantis podem romper estereótipos, valorizar memórias e afirmar subjetividades. Os resultados evidenciam que a inserção da Escrevivência no universo literário destinado às crianças - Literatura Infantil - fortalece a autoestima, promove pertencimento e contribui para o enfrentamento do racismo estrutural. Conclui-se que a Literatura Infantil, ao inscrever a pluralidade das infâncias negras no centro da produção simbólica, constitui-se como espaço de memória, identidade e (re)existência.
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