Desafios e aprendizados de um bolsista PIBID/FURB de Educação Especial em aulas de educação física uma escola de Blumenau

  • Autor
  • Karina Albuquerque Barreto
  • Co-autores
  • Marcelli Correa Ugoski
  • Resumo
  • O papel do professor de Educação Especial é atuar com estudantes que possuem necessidades educacionais, como deficiência física, intelectual, auditiva, visual, múltiplas deficiências, transtornos globais do desenvolvimento (como o autismo) e altas habilidades/superdotação. Na prática, esse profissional desenvolve estratégias educativas que favoreçam a real inclusão do estudante no ambiente escolar, o que torna a atividade bem desafiadora já que a realidade escolar é muitas vezes distante da teoria. Partindo dessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é compartilhar os aprendizados da bolsista PIBID/FURB vinculada ao subprojeto interdisciplinar Dança, Educação Especial e Educação Física, que pode aplicar conhecimentos adquiridos no curso de Educação Especial  em aulas de educação física no 1º semestre de 2025 na EBM Lauro Muller, em Blumenau. A metodologia empregada é bibliográfica e documental, com uso de registros fotográficos e diário de campo. As observações demonstraram uma realidade escolar marcada por amplo espaço físico, variados ambientes, rotina organizada nas aulas de Educação Física e diversificadas demandas sociais e emocionais de estudantes. Também se observou a efetiva participação de estudantes com deficiência e atuação ativa da professora supervisora. Na etapa iniciada em 19 de fevereiro até 16 de maio de 2025 com turmas matutinas do 5º ao 9º ano (exceto o 7º ano), bem como turmas do pré-escolar e 1º ano (em abril), as atividades envolveram observação e coparticipação com os demais bolsistas, apoio e elaboração de aulas regulares de educação física. Os primeiros desafios identificados foram inexperiência com elaboração de aulas de educação física, a desnecessidade de adaptações imediatas e a necessidade de reflexão sobre estratégias acessíveis, mesmo sem casos evidentes. A partir de 17 de maio até 11 de julho, as atividades foram direcionadas ao tema da inclusão com foco nos estudantes do 5º e 9º anos da manhã. As aulas foram planejadas de modo lúdico e adaptativo, com temas sobre acessibilidade, empatia, diferenças, deficiências e bullying. Na prática, as aulas tiveram momentos teóricos e práticos, com realização de jogos adaptados, exibição de filme, dinâmicas e atividades individuais escritas. Até o momento, a participação no PIBID/FURB tem proporcionado aprendizados como: importância do olhar sensível à diversidade e à inclusão, construção de um planejamento pedagógico acessível, aprimoramento da comunicação com os estudantes e compreensão da Educação Física como espaço de pertencimento. Além disso, algumas superações foram observadas no 1º semestre de 2025, destacando-se gestão mais eficiente do tempo durante as aulas, superação da resistência inicial de alguns estudantes, e, ainda, o aumento da segurança na condução das atividades pedagógicas. Por fim, as projeções do trabalho envolvem a participação em eventos científicos para fomentar o debate e compartilhamento de experiências, bem como a conclusão e avaliação das aulas sobre inclusão realizadas com as turmas do 5º e 9º anos.

  • Palavras-chave
  • Pibid; Educação Especial, Planejamento, Inclusão, Acessibilidade, Ensino-Aprendizagem
  • Área Temática
  • Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais
Voltar

O XVIII Seminário das Licenciaturas e o XI Seminário Integrado do PIBID constituem um espaço consolidado de diálogo e construção coletiva dos cursos de Licenciaturas da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

O evento teve como objetivo socializar práticas educativas de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à educação, articuladas à temática “Práticas educativas colaborativas”. Trata-se de um convite para refletirmos sobre os caminhos da formação docente e sobre as práticas que escolhemos construir e vivenciar.

Conforme Bandeira e Ibiapina (2014, p. 111):

A prática educativa é uma ação social intencional, é parte integrante da vida, do crescimento da sociedade. Todos nós desenvolvemos prática educativa, independentemente do contexto, da concepção filosófica e pedagógica[1].

Em tempos de desafios complexos na educação, pensar e praticar o ensino de forma colaborativa não é apenas uma escolha metodológica — é um posicionamento ético, político e transformador. As práticas colaborativas rompem com a lógica individualista, valorizam o diálogo e reconhecem cada sujeito como parte ativa do processo educativo.

No contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), essa colaboração se evidencia ainda mais. O programa, que integra a Política Nacional de Formação de Professores, fomenta a iniciação à docência e contribui para a melhoria da educação básica pública, por meio da CAPES. Atualmente na FURB, o PIBID envolve seis subprojetos, nove cursos de licenciatura, 17 escolas, 18 professoras/es supervisoras/es, 12 docentes da universidade e 144 estudantes, além de duas redes de ensino (municipal e estadual) — uma iniciativa que se expande e se fortalece.

O PIBID nos permite vivenciar a escola como espaço de troca, de escuta e de construção conjunta. As/os licenciandas/os, ao lado de professoras/es experientes, aprendem além de conteúdos e estratégias pedagógicas, a importância de trabalhar em rede, de planejar em grupo, de refletir coletivamente sobre os desafios da prática.

A colaboração, nesse sentido, não se limita à sala de aula. Ela se estende à gestão democrática, à articulação com as famílias, à integração entre universidade e escola. É uma prática que exige abertura, humildade e disposição para aprender com o outro.

E é justamente essa postura colaborativa que pode transformar a educação. Quando professores se apoiam, quando estudantes são protagonistas, quando o saber é compartilhado, criamos espaços mais justos, mais inclusivos e mais potentes.

Dessa forma, o seminário nos convidou a analisar: Como temos colaborado? Como temos promovido práticas que valorizam o coletivo em nossas licenciaturas? Como podemos fortalecer ainda mais essa rede de educadoras/es comprometidas/os com a transformação social?

Neste caderno compartilhamos os resumos dos 109 trabalhos apresentados no evento, os quais estão organizados, a partir dos eixos temáticos em cinco partes:

- Parte I: reúne as produções voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental.

- Parte II: contempla os trabalhos referentes aos anos finais do Ensino Fundamental.

- Parte III: apresenta as produções desenvolvidas no âmbito do Ensino Médio.

- Parte IV: abrange os trabalhos relacionados à Educação Especial e às diferentes modalidades de ensino.

- Parte V: reúne estudos e reflexões sobre Políticas Educacionais, Currículos e Formação Docente.

Que este caderno, resultado do seminário, nos inspire a seguir construindo uma educação colaborativa, democrática e humana. Desejamos a todas e todos uma excelente leitura!

 

Simone Riske-Koch e Nathan Camilo

Primavera de 2025.


[1] BANDEIRA, Hilda Maria Martins; IBIAPINA, Ivana Maria Lopes de Melo. Prática educativa: entre o essencialismo e a práxis. Revista da FAEEBA: educação e contemporaneidade, Salvador, v. 23, n. 42, p. 107-117, jul./dez. 2014.

  • Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais
  • Ensino Fundamental - Anos Finais
  • Ensino Médio
  • Educação Especial e Modalidades de Ensino
  • Políticas, Currículos e Formação Docente

Comissão Organizadora

Antonio José Müller
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Leonardo Brandão
Nathan Camilo
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
Tiago Pereira

Comissão Científica

Adolfo Ramos Lamar
Adriana Fischer
Antonio José Müller
Brigitte Klemz Jung
Camila Grimes
Carla Carvalho
Cintia Metzner de Sousa
Cíntia Régia Rodrigues
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Cyntia Bailer
Daniela Tomio
Denis Augusto de Camargo
Elcio Schuhmacher
Êmili Adriana Stiz
Flavio Booz
Georgia Carneiro da Fontoura
Graziela Alves
Juliana de Mello Moraes
Julianne de Deus Corrêa Pietzak
Karla Lucia Bento
Katilene Willms Labes
Leonardo Brandão
Lucas Schlueter
Luciana Butzke
Marta Helena Cúrio de Caetano
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Rosângela de Amorim Teixeira de Oliveira
Rozane Fermino
Sandro Lauri da Silva Galarça
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
Thiago Uliano
Tiago Pereira
Vanessa Krueger
Víctor César da Silva Nunes
Walmir Marcolino Gomes

Simone Riske Koch - srkoch@furb.br

Nathan Camilo - ncamilo@furb.br