A Importância da Preparação Física no Esporte Escolar: Um Estudo com a Equipe de Vôlei da Escola Básica Municipal Lauro Müller

  • Autor
  • Rafael Alberto da Silva
  • Co-autores
  • Felipe Ristow , Alessandra Barbosa de Souaa
  • Resumo
  •  

    A prática de atividades físicas nas escolas desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral dos estudantes, contribuindo não apenas para a saúde e bem-estar, mas também para a formação de habilidades motoras e sociais. A preparação física, quando inserida de forma planejada nas atividades esportivas escolares, torna-se um componente essencial para a melhora do rendimento esportivo e prevenção de lesões. Neste contexto, o presente relato de experiência tem como objetivo analisar os impactos da preparação física na equipe de vôlei da Escola Básica Municipal Lauro Müller, composta por alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental. Os treinos foram realizados com uma equipe de vinte alunos, com idades e capacidades físicas variadas. Cada sessão teve duração de uma hora e trinta minutos, sendo reservados os primeiros trinta minutos para atividades específicas de força e agilidade. Para uniformizar o nível físico dos participantes, foram inicialmente realizadas atividades de nivelamento, com foco na adaptação e inclusão de todos os alunos no programa de preparação física. Os treinos e progressos foram documentados por meio de registros fotográficos. No início da implementação dos treinos físicos, muitos alunos relataram dificuldades em executar os exercícios propostos, demonstrando baixa resistência e força muscular. Com a continuidade do programa e o aumento progressivo da carga e intensidade dos exercícios, observou-se uma adaptação gradual dos alunos, acompanhada por ganhos significativos de condicionamento físico, resistência cardiorrespiratória e agilidade. A introdução da preparação física resultou em melhorias perceptíveis no desempenho durante os treinos e jogos de vôlei. Os alunos apresentaram maior disposição, menor índice de fadiga e aumento da força muscular. Além disso, houve redução no número de lesões e melhor integração do grupo durante as atividades esportivas. O nivelamento inicial foi fundamental para garantir que todos os participantes pudessem acompanhar o ritmo dos treinos, promovendo uma evolução coletiva e coesa. A experiência demonstrou que a preparação física é indispensável para o desenvolvimento atlético e para a promoção da saúde no contexto escolar. A equipe da Escola Básica Municipal Lauro Müller obteve avanços significativos tanto no desempenho físico individual quanto no trabalho em equipe. A implementação de treinos de força e agilidade antes das atividades específicas do esporte contribuiu para uma prática esportiva mais segura, eficiente e inclusiva. Dessa forma, recomenda-se que escolas que trabalham com modalidades esportivas regulares incluam a preparação física como parte essencial do planejamento pedagógico esportivo.

     

     

  • Palavras-chave
  • preparação física, esporte escolar, desenvolvimento motor, vôlei escolar, desempenho atlético.
  • Área Temática
  • Ensino Fundamental - Anos Finais
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O XVIII Seminário das Licenciaturas e o XI Seminário Integrado do PIBID constituem um espaço consolidado de diálogo e construção coletiva dos cursos de Licenciaturas da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

O evento teve como objetivo socializar práticas educativas de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à educação, articuladas à temática “Práticas educativas colaborativas”. Trata-se de um convite para refletirmos sobre os caminhos da formação docente e sobre as práticas que escolhemos construir e vivenciar.

Conforme Bandeira e Ibiapina (2014, p. 111):

A prática educativa é uma ação social intencional, é parte integrante da vida, do crescimento da sociedade. Todos nós desenvolvemos prática educativa, independentemente do contexto, da concepção filosófica e pedagógica[1].

Em tempos de desafios complexos na educação, pensar e praticar o ensino de forma colaborativa não é apenas uma escolha metodológica — é um posicionamento ético, político e transformador. As práticas colaborativas rompem com a lógica individualista, valorizam o diálogo e reconhecem cada sujeito como parte ativa do processo educativo.

No contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), essa colaboração se evidencia ainda mais. O programa, que integra a Política Nacional de Formação de Professores, fomenta a iniciação à docência e contribui para a melhoria da educação básica pública, por meio da CAPES. Atualmente na FURB, o PIBID envolve seis subprojetos, nove cursos de licenciatura, 17 escolas, 18 professoras/es supervisoras/es, 12 docentes da universidade e 144 estudantes, além de duas redes de ensino (municipal e estadual) — uma iniciativa que se expande e se fortalece.

O PIBID nos permite vivenciar a escola como espaço de troca, de escuta e de construção conjunta. As/os licenciandas/os, ao lado de professoras/es experientes, aprendem além de conteúdos e estratégias pedagógicas, a importância de trabalhar em rede, de planejar em grupo, de refletir coletivamente sobre os desafios da prática.

A colaboração, nesse sentido, não se limita à sala de aula. Ela se estende à gestão democrática, à articulação com as famílias, à integração entre universidade e escola. É uma prática que exige abertura, humildade e disposição para aprender com o outro.

E é justamente essa postura colaborativa que pode transformar a educação. Quando professores se apoiam, quando estudantes são protagonistas, quando o saber é compartilhado, criamos espaços mais justos, mais inclusivos e mais potentes.

Dessa forma, o seminário nos convidou a analisar: Como temos colaborado? Como temos promovido práticas que valorizam o coletivo em nossas licenciaturas? Como podemos fortalecer ainda mais essa rede de educadoras/es comprometidas/os com a transformação social?

Neste caderno compartilhamos os resumos dos 109 trabalhos apresentados no evento, os quais estão organizados, a partir dos eixos temáticos em cinco partes:

- Parte I: reúne as produções voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental.

- Parte II: contempla os trabalhos referentes aos anos finais do Ensino Fundamental.

- Parte III: apresenta as produções desenvolvidas no âmbito do Ensino Médio.

- Parte IV: abrange os trabalhos relacionados à Educação Especial e às diferentes modalidades de ensino.

- Parte V: reúne estudos e reflexões sobre Políticas Educacionais, Currículos e Formação Docente.

Que este caderno, resultado do seminário, nos inspire a seguir construindo uma educação colaborativa, democrática e humana. Desejamos a todas e todos uma excelente leitura!

 

Simone Riske-Koch e Nathan Camilo

Primavera de 2025.


[1] BANDEIRA, Hilda Maria Martins; IBIAPINA, Ivana Maria Lopes de Melo. Prática educativa: entre o essencialismo e a práxis. Revista da FAEEBA: educação e contemporaneidade, Salvador, v. 23, n. 42, p. 107-117, jul./dez. 2014.

  • Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais
  • Ensino Fundamental - Anos Finais
  • Ensino Médio
  • Educação Especial e Modalidades de Ensino
  • Políticas, Currículos e Formação Docente

Comissão Organizadora

Antonio José Müller
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Leonardo Brandão
Nathan Camilo
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
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Comissão Científica

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Adriana Fischer
Antonio José Müller
Brigitte Klemz Jung
Camila Grimes
Carla Carvalho
Cintia Metzner de Sousa
Cíntia Régia Rodrigues
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
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Daniela Tomio
Denis Augusto de Camargo
Elcio Schuhmacher
Êmili Adriana Stiz
Flavio Booz
Georgia Carneiro da Fontoura
Graziela Alves
Juliana de Mello Moraes
Julianne de Deus Corrêa Pietzak
Karla Lucia Bento
Katilene Willms Labes
Leonardo Brandão
Lucas Schlueter
Luciana Butzke
Marta Helena Cúrio de Caetano
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Rosângela de Amorim Teixeira de Oliveira
Rozane Fermino
Sandro Lauri da Silva Galarça
Simone Riske Koch
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