Análise dos componentes de Língua Inglesa no Currículo Base do Território Catarinense dos Anos Finais

  • Autor
  • Artur Mendonça Felacio
  • Co-autores
  • Júlia Elisa Gripa Borba , Luiza Weschenfelder , Sara Henschel , Caique Fernando da Silva Fistarol
  • Resumo
  • Depreender características e articulações conceituais do componente curricular é uma das prerrogativas para um planejamento docente coerente e intencional para os processos de ensinar e de aprender. Esse estudo surge de uma atividade proposta na disciplina de Enfoques Teórico-metodológicos da Língua Inglesa, na 3ª fase do curso de Letras, objetivando compreender as concepções de língua e de linguagem, a organização e a progressão dos eixos e dimensões, os conceitos apresentados, assim como as abordagens e os métodos propostos no componente de língua inglesa. Essa pesquisa de abordagem qualitativa e de cunho exploratório-descritivo, utilizou o Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense (Santa Catarina, 2019) como instrumento de análise, a partir de um questionário realizado pelo professor na disciplina mencionada. A análise revela que o currículo se organiza em eixos — oralidade, leitura e escrita, dimensão intercultural e conhecimentos linguísticos —, objetos de conhecimento, unidades temáticas e habilidades para o ensino e a aprendizagem de língua inglesa. Observa-se também, a partir de citações de Bakhtin (2010) e Vygotsky (2014), uma percepção de língua/linguagem como intercâmbio social, forma de inserção social e interação entre o eu e o outro.  Além disso, no que diz respeito à fluência linguística e na forma como os quadros organizadores estão dispostos, os dados apontam uma progressão dos eixos apresentados, bem como destaque maior ao eixo linguístico em detrimento dos demais. Este trabalho foi de extrema relevância para a formação acadêmica dos acadêmicos de licenciatura, já que permitiu aos estudantes conhecer e refletir sobre a forma, o conteúdo e a estrutura que engloba um currículo para o componente de língua inglesa ao se inserirem nas redes de ensino para lecionarem, o que se entende como fundamental para uma construção e ação docente mais crítica e reflexiva. Como considerações finais, compreende-se que o currículo é uma ferramenta de grande valia para auxiliar os professores de língua inglesa, pois possibilita uma melhor organização quanto ao planejamento de aulas e elaboração de conhecimento em sala de aula. Nesse sentido, a partir do instrumento de análise do grupo, percebe-se que o Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense (Santa Catarina, 2019) propõe um ensino de língua inglesa que valoriza a interação, a interculturalidade e a construção social a partir de práticas na língua e de linguagens. Ademais, a organização por eixo e dimensões aliadas às habilidades e unidades temáticas permite um olhar mais claro e estruturado por parte do professor, que deve conhecer criticamente os documentos curriculares que contemplam seu componente curricular a fim de promover uma prática pedagógica coerente com os princípios de ensinar e aprender contextualmente em todas as fases do aprendizado de língua inglesa no âmbito escolar. 

  • Palavras-chave
  • Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense; Língua Inglesa; Anos Finais; Concepções de língua e de linguagem; Planejamento docente.
  • Área Temática
  • Políticas, Currículos e Formação Docente
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O XVIII Seminário das Licenciaturas e o XI Seminário Integrado do PIBID constituem um espaço consolidado de diálogo e construção coletiva dos cursos de Licenciaturas da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

O evento teve como objetivo socializar práticas educativas de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à educação, articuladas à temática “Práticas educativas colaborativas”. Trata-se de um convite para refletirmos sobre os caminhos da formação docente e sobre as práticas que escolhemos construir e vivenciar.

Conforme Bandeira e Ibiapina (2014, p. 111):

A prática educativa é uma ação social intencional, é parte integrante da vida, do crescimento da sociedade. Todos nós desenvolvemos prática educativa, independentemente do contexto, da concepção filosófica e pedagógica[1].

Em tempos de desafios complexos na educação, pensar e praticar o ensino de forma colaborativa não é apenas uma escolha metodológica — é um posicionamento ético, político e transformador. As práticas colaborativas rompem com a lógica individualista, valorizam o diálogo e reconhecem cada sujeito como parte ativa do processo educativo.

No contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), essa colaboração se evidencia ainda mais. O programa, que integra a Política Nacional de Formação de Professores, fomenta a iniciação à docência e contribui para a melhoria da educação básica pública, por meio da CAPES. Atualmente na FURB, o PIBID envolve seis subprojetos, nove cursos de licenciatura, 17 escolas, 18 professoras/es supervisoras/es, 12 docentes da universidade e 144 estudantes, além de duas redes de ensino (municipal e estadual) — uma iniciativa que se expande e se fortalece.

O PIBID nos permite vivenciar a escola como espaço de troca, de escuta e de construção conjunta. As/os licenciandas/os, ao lado de professoras/es experientes, aprendem além de conteúdos e estratégias pedagógicas, a importância de trabalhar em rede, de planejar em grupo, de refletir coletivamente sobre os desafios da prática.

A colaboração, nesse sentido, não se limita à sala de aula. Ela se estende à gestão democrática, à articulação com as famílias, à integração entre universidade e escola. É uma prática que exige abertura, humildade e disposição para aprender com o outro.

E é justamente essa postura colaborativa que pode transformar a educação. Quando professores se apoiam, quando estudantes são protagonistas, quando o saber é compartilhado, criamos espaços mais justos, mais inclusivos e mais potentes.

Dessa forma, o seminário nos convidou a analisar: Como temos colaborado? Como temos promovido práticas que valorizam o coletivo em nossas licenciaturas? Como podemos fortalecer ainda mais essa rede de educadoras/es comprometidas/os com a transformação social?

Neste caderno compartilhamos os resumos dos 109 trabalhos apresentados no evento, os quais estão organizados, a partir dos eixos temáticos em cinco partes:

- Parte I: reúne as produções voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental.

- Parte II: contempla os trabalhos referentes aos anos finais do Ensino Fundamental.

- Parte III: apresenta as produções desenvolvidas no âmbito do Ensino Médio.

- Parte IV: abrange os trabalhos relacionados à Educação Especial e às diferentes modalidades de ensino.

- Parte V: reúne estudos e reflexões sobre Políticas Educacionais, Currículos e Formação Docente.

Que este caderno, resultado do seminário, nos inspire a seguir construindo uma educação colaborativa, democrática e humana. Desejamos a todas e todos uma excelente leitura!

 

Simone Riske-Koch e Nathan Camilo

Primavera de 2025.


[1] BANDEIRA, Hilda Maria Martins; IBIAPINA, Ivana Maria Lopes de Melo. Prática educativa: entre o essencialismo e a práxis. Revista da FAEEBA: educação e contemporaneidade, Salvador, v. 23, n. 42, p. 107-117, jul./dez. 2014.

  • Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais
  • Ensino Fundamental - Anos Finais
  • Ensino Médio
  • Educação Especial e Modalidades de Ensino
  • Políticas, Currículos e Formação Docente

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