Práticas Pedagógicas Inclusivas por meio dos Gêneros Textuais

  • Autor
  • JULIANNE DE DEUS CORREA PIETZAK
  • Co-autores
  • Camille Thais Ribeiro , Giovanna Souza Fontinele da Silva , Laudiene De Freitas Viana
  • Resumo
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    A sequência didática intitulada “Gêneros Textuais Inclusivos”, foi desenvolvida pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), Subprojeto Interdisciplinar (Letras, Educação Especial, Pedagogia e Dança), na Escola de Educação Básica João Durval Müller, com a turma do 4º ano 1, no primeiro semestre de 2025. Teve como objetivo promover a inclusão e o desenvolvimento da autonomia dos estudantes por meio do trabalho com diversos gêneros textuais. A turma composta por vinte e cinco estudantes, dos quais nove são público da Educação Especial, demandou uma abordagem estruturada e progressiva, que favorecesse a consolidação das aprendizagens e permitisse acompanhar avanços individuais, adaptar recursos e diversificar estratégias. Foram explorados os gêneros carta, notícia, fábula e conto de fadas, em um total de 36 aulas (hora/aula), distribuídas ao longo de quatro meses. A sequência didática teve início com o gênero carta, no qual os estudantes escreveram cartas de reclamação sobre situações de bullying e receberam respostas de bolsistas do PIBID da FURB, o que favoreceu engajamento e motivação. Na etapa seguinte o gênero notícia foi articulado com a conscientização sobre o autismo, por meio de rodas de conversa, análise coletiva de textos de notícias e produção textual colaborativa, resultando em um lapbook temático. Em seguida, abordamos as fábulas, com mapas mentais, vídeos ilustrativos e reescrita criativa, culminando em apresentações com palitoches de personagens criadas pelas crianças no teatro de sombras. Por fim, os contos de fadas foram trabalhados com foco na leitura crítica e na criatividade, gerando leituras autorais e dramatizações que incorporaram valores contemporâneos e perspectivas inclusivas. De modo geral, a participação ativa dos estudantes, evidenciou avanços significativos no desenvolvimento das competências leitora e escritora, na valorização da diversidade e na construção de um ambiente escolar mais acolhedor, considerando que esses avanços ocorreram em ritmos diferentes conforme as especificidades dos estudantes. O caráter interdisciplinar e inovador proporcionou às licenciandas vivências práticas alinhadas às demandas da escola inclusiva. Além disso, ampliou o repertório teórico-metodológico das bolsistas do PIBID e reafirmou a potência da formação docente orientada por princípios de equidade e inclusão. A integração entre diferentes áreas do conhecimento e o uso de estratégias participativas consolidaram uma prática pedagógica transformadora, que associa a aprendizagem formal a reflexões sociais relevantes.

     

  • Palavras-chave
  • Educação Básica, PIBID, Educação Inclusiva, Interdisciplinaridade, Gêneros Textuais.
  • Área Temática
  • Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais
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O XVIII Seminário das Licenciaturas e o XI Seminário Integrado do PIBID constituem um espaço consolidado de diálogo e construção coletiva dos cursos de Licenciaturas da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

O evento teve como objetivo socializar práticas educativas de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à educação, articuladas à temática “Práticas educativas colaborativas”. Trata-se de um convite para refletirmos sobre os caminhos da formação docente e sobre as práticas que escolhemos construir e vivenciar.

Conforme Bandeira e Ibiapina (2014, p. 111):

A prática educativa é uma ação social intencional, é parte integrante da vida, do crescimento da sociedade. Todos nós desenvolvemos prática educativa, independentemente do contexto, da concepção filosófica e pedagógica[1].

Em tempos de desafios complexos na educação, pensar e praticar o ensino de forma colaborativa não é apenas uma escolha metodológica — é um posicionamento ético, político e transformador. As práticas colaborativas rompem com a lógica individualista, valorizam o diálogo e reconhecem cada sujeito como parte ativa do processo educativo.

No contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), essa colaboração se evidencia ainda mais. O programa, que integra a Política Nacional de Formação de Professores, fomenta a iniciação à docência e contribui para a melhoria da educação básica pública, por meio da CAPES. Atualmente na FURB, o PIBID envolve seis subprojetos, nove cursos de licenciatura, 17 escolas, 18 professoras/es supervisoras/es, 12 docentes da universidade e 144 estudantes, além de duas redes de ensino (municipal e estadual) — uma iniciativa que se expande e se fortalece.

O PIBID nos permite vivenciar a escola como espaço de troca, de escuta e de construção conjunta. As/os licenciandas/os, ao lado de professoras/es experientes, aprendem além de conteúdos e estratégias pedagógicas, a importância de trabalhar em rede, de planejar em grupo, de refletir coletivamente sobre os desafios da prática.

A colaboração, nesse sentido, não se limita à sala de aula. Ela se estende à gestão democrática, à articulação com as famílias, à integração entre universidade e escola. É uma prática que exige abertura, humildade e disposição para aprender com o outro.

E é justamente essa postura colaborativa que pode transformar a educação. Quando professores se apoiam, quando estudantes são protagonistas, quando o saber é compartilhado, criamos espaços mais justos, mais inclusivos e mais potentes.

Dessa forma, o seminário nos convidou a analisar: Como temos colaborado? Como temos promovido práticas que valorizam o coletivo em nossas licenciaturas? Como podemos fortalecer ainda mais essa rede de educadoras/es comprometidas/os com a transformação social?

Neste caderno compartilhamos os resumos dos 109 trabalhos apresentados no evento, os quais estão organizados, a partir dos eixos temáticos em cinco partes:

- Parte I: reúne as produções voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental.

- Parte II: contempla os trabalhos referentes aos anos finais do Ensino Fundamental.

- Parte III: apresenta as produções desenvolvidas no âmbito do Ensino Médio.

- Parte IV: abrange os trabalhos relacionados à Educação Especial e às diferentes modalidades de ensino.

- Parte V: reúne estudos e reflexões sobre Políticas Educacionais, Currículos e Formação Docente.

Que este caderno, resultado do seminário, nos inspire a seguir construindo uma educação colaborativa, democrática e humana. Desejamos a todas e todos uma excelente leitura!

 

Simone Riske-Koch e Nathan Camilo

Primavera de 2025.


[1] BANDEIRA, Hilda Maria Martins; IBIAPINA, Ivana Maria Lopes de Melo. Prática educativa: entre o essencialismo e a práxis. Revista da FAEEBA: educação e contemporaneidade, Salvador, v. 23, n. 42, p. 107-117, jul./dez. 2014.

  • Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais
  • Ensino Fundamental - Anos Finais
  • Ensino Médio
  • Educação Especial e Modalidades de Ensino
  • Políticas, Currículos e Formação Docente

Comissão Organizadora

Antonio José Müller
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Leonardo Brandão
Nathan Camilo
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
Tiago Pereira

Comissão Científica

Adolfo Ramos Lamar
Adriana Fischer
Antonio José Müller
Brigitte Klemz Jung
Camila Grimes
Carla Carvalho
Cintia Metzner de Sousa
Cíntia Régia Rodrigues
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Cyntia Bailer
Daniela Tomio
Denis Augusto de Camargo
Elcio Schuhmacher
Êmili Adriana Stiz
Flavio Booz
Georgia Carneiro da Fontoura
Graziela Alves
Juliana de Mello Moraes
Julianne de Deus Corrêa Pietzak
Karla Lucia Bento
Katilene Willms Labes
Leonardo Brandão
Lucas Schlueter
Luciana Butzke
Marta Helena Cúrio de Caetano
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Rosângela de Amorim Teixeira de Oliveira
Rozane Fermino
Sandro Lauri da Silva Galarça
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
Thiago Uliano
Tiago Pereira
Vanessa Krueger
Víctor César da Silva Nunes
Walmir Marcolino Gomes

Simone Riske Koch - srkoch@furb.br

Nathan Camilo - ncamilo@furb.br